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MEU ANIMAL AMIGO: Janeiro 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

GUIA DE PRIMEIROS SOCORROS


Para cães e gatos

O intuito deste guia é orientar o proprietário como agir em situações em que o socorro imediato ao animal se faz necessário. E disso, muitas vezes, irá depender a vida do animal até que o socorro veterinário seja possível. Aprenda como agir em casos como atropelamentos, convulsões, envenenamentos, picada de cobras, etc..

Medidas gerais

1) Analisar se o caso é de emergência ou urgência.

Emergência: requer medidas imediatas das quais a vida do animal irá depender . Exemplo - hemorragias, parada cardíaca e/ou respiratória, atropelamentos, envenenamentos, choques elétricos, afogamento, inalação de fumaça nos incêndios,etc..



Urgência: são casos de menor gravidade, mas que devem ser socorridos a tempo para que o animal não tenha complicações mais graves. Exemplo: vômitos ou diarréias intensos, piometra (infecção uterina nas cadelas), ausência de urina por mais de 24hs, convulsões e outros.

 

2) seja qual for o caso, procurar manter a calma. Em desespero, o proprietário pode cometer erros ou não conseguir colocar em prática uma medida simples, mas importante.

 

3) sempre analisar se o animal entrou em estado de CHOQUE. Este estado significa um deficiente suprimento de sangue para os órgãos vitais e pode ser fatal.

 

Os sintomas do estado de choque são:

- temperatura do corpo baixa, principalmente nas extremidades como patas e orelhas.

- batimentos cardíacos acelerados

- respiração acelerada

- pode ou não haver perda da consciência

- gengivas muito pálidas

 

O animal pode entrar em choque em casos de hemorragias graves, atropelamentos, envenenamentos, choques elétricos intensos, desidratação grave, queimaduras graves e outras situações de emergência.

 

O que fazer:

- manter o animal deitado de lado

- manter a cabeça e região do tronco mais baixos do que a parte traseira do corpo. Isso garantirá que o sangue chegue ao cérebro e coração.

- aquecer o animal: enrole-o num cobertor e coloque uma bolsa de água quente ou garrafa com água quente próximo ao animal, se for possível.

- coloque a língua do animal para fora de um dos lados da boca, para garantir que a respiração não seja obstruída.

- estanque qualquer hemorragia (ver conduta em casos de hemorragia)

 

(4) transportar ou movimentar o animal delicadamente, para evitar traumatismos maiores e evitar que ele sinta dores. Se possível, improvise uma maca.

 

(5) procurar auxílio veterinário o mais rápido possível. Para isso, tenha sempre à mão o telefone e endereço do hospital veterinário com plantão 24hs mais próximo de sua localidade ou de uma clínica veterinária bem equipada para atender a emergências.



Emergências

Parada cardíaca e/ou pulmonar: podem ocorrer isoladas ou conjuntamente.

 

- quando ocorre: em casos de animais que receberam um forte choque ao morder um fio elétrico, atropelamentos, quedas ou traumatismos graves, animais cardíacos, afogamentos, etc...

 

- sinais: colocando a mão sobre o lado esquerdo do peito do animal, não há sinais de batimentos cardíacos e/ou observando o tórax do animal, não há movimentos respiratórios.

 

- o que fazer: deve-se proceder a massagem cardíaca e respiração artificial dentro de, no máximo, 5 minutos. Deitar o animal sobre o lado direito.

 

Respiração artificial: com a sua mão, feche a boca do animal segurando firmemente o focinho. Eleve a cabeça do animal e encoste sua boca no focinho dele (você pode usar um lenço fino para evitar o contato direto). Sopre para dentro das narinas até sentir que o peito do animal se eleva. Deite a cabeça do animal e pressione o peito dele delicadamente para que o ar saia. Em 1 minuto, repita o procedimento 8 a 10 vezes. Verifique se o animal volta a respirar. Continue a respiração artificial, caso ele ainda não esteja respirando. Alterne o procedimento com outra pessoa quando você se cansar.

   

Massagem cardíaca: o cão deve estar deitado sobre o lado direito. Coloque a palma da sua mão sobre o coração do animal (veja a ilustração). Faça uma pressão firme e rápida sobre a região e solte. Você deve pressionar rapidamente e soltar uma vez por segundo. No caso de cães muito pequenos ou gatos, usar as pontas dos dedos para pressionar o coração. Massagear por um minuto e observar se os batimentos cardíacos voltam.



OBS: no caso de você ter que realizar conjuntamente a massagem cardíaca e respiração artificial, faça uma seqüência de 5 ou 6 pressões sobre o coração, intercaladas por uma respiração.

Continue realizando esse procedimento a caminho do veterinário caso o animal ainda não voltou a ter sinais respiratórios ou cardíacos. Se você não tiver acesso rápido a um veterinário e já realizou a ressuscitação por mais de 30 minutos, sem sucesso, dificilmente o animal sobreviverá.



Hemorragias

Hemorragia é toda a perda de sangue que o organismo possa sofrer seja ela rápida (aguda) ou de forma lenta e gradativa (crônica). Neste guia iremos explicar como estancar uma hemorragia em casos de acidentes quando a perda sanguínea muito rápida pode ser fatal. Uma perda de grande volume de sangue em pouco tempo irá provocar uma parada cárdica, pois o coração não terá líquido suficiente dentro dos grandes vasos sanguíneos para bombear.

 

Hemorragias externas: fáceis de detectar, pois você visualiza e perda de sangue. Normalmente, ela é provocada por um corte, perfuração ou brigas entre cães.

 

- superficiais: atinge só a pele. Os pequenos vasos que irrigam a pele são rompidos e a perda de sangue é considerável, mas raramente fatal.

 

O que fazer:

Aplique um pano limpo ou compressas de gase sobre o corte e pressione por alguns minutos. Mantenha a pressão até o sangramento parar. O tempo para que isso ocorra é variável e está relacionado com a região do corte e a extensão da lesão. Orelhas e patas sangram bastante. Encaminhe o animal para o veterinário para a desinfecção e sutura do corte. Se isso não for possível imediatamente, após o sangramento diminuir, limpe o local com água oxigenada. Curativos com gase e esparadrapo são difíceis de manter, pois o animal costuma retirá-los imediatamente. Desinfete e mantenha o local protegido por uma gase ou pano para impedir o acesso de moscas na lesão (podem causar miíase ou bicheira).

 

- vasos sanguíneos:

Se um vaso sanguíneo for atingido (veia ou artéria), a hemorragia pode ser grave e deve ser estancada imediatamente. Os vasos que podem ser atingidos mais facilmente localizam-se nas patas, cauda, orelhas e pescoço.

 

O que fazer:

A mesma técnica deve ser empregada: aplica-se um pano limpo sobre a lesão pressionando firmemente. No caso de vasos maiores, o sangue não irá parar facilmente. Mantenha a pressão sobre a região até chegar ao veterinário. No caso de patas ou cauda você pode aplicar um torniquete (foto), ou seja, com um barbante, cordão ou até o cadarço de sapato, você amarra o membro um pouco antes da região do corte. O torniquete estancará a hemorragia imediatamente, mas você não deve mantê-lo por mais de 15 minutos ou apertá-lo muito sob o risco de gangrenar o membro por falta de suprimento de sangue. Se usar o torniquete, afrouxe-o a cada 15 minutos e depois volte a apertar.

 

- Hemorragia interna:

Esse tipo de hemorragia é difícil de detectar, pois você não a visualiza. Após uma queda ou um acidente, o animal pode perder sangue por rompimento de um órgão ou um vaso interno.

 

O que fazer:

Se o animal estiver com uma hemorragia interna, ele perderá temperatura rapidamente e suas mucosas (gengivas e conjuntivas) ficarão muito pálidas. O animal pode perder a consciência e entrar em choque. Como não temos como diagnosticar a hemorragia interna, em casos de acidentes ou quedas, se houver perda de temperatura, palidez e perda de consciência, tratar o animal como no caso de choque e encaminhá-lo ao veterinário imediatamente.

 

Cortes profundos



É comum ocorrerem e, geralmente, são causados por brigas entre cães, cacos de vidro, cercas de arame farpado e outros.

A pele é irrigada por pequenos vasos sanguíneos e as lesões causam sangramento considerável. Não se apavore com o sangue, ele pode ser controlado facilmente.

 

O que fazer:

Primeiramente, estanque a hemorragia pressionando o local com compressas de gase ou um pano limpo. Orelhas e patas costumam sangrar bastante e por longo tempo. Certifique-se que nenhum vaso foi atingido (caso tenham sido, a haverá muito sangue e você não conseguirá estancar). Após controlar a saída de sangue, limpe bem o ferimento aplicando água oxigenada nas bordas e dentro da ferida. Esse procedimento pode causar desconforto ao animal. Assegure-se que alguém esteja segurando o cão enquanto você trabalha ou amarre o focinho dele. Com dor, mesmo cães e gatos dóceis podem morder. Após a limpeza, proteja o local contra moscas aplicando uma gase ou pano limpo sobre o ferimento. Gase e esparadrapo não são suportados pelos cães e gatos, mas você pode colocar um curativo leve até chegar ao veterinário.

 

Os cortes podem ser suturados até 6 horas após a lesão. Assim, leve o cão para o veterinário no mesmo dia. Caso isso não seja possível, mantenha o ferimento limpo e protegido até que a sutura possa ser feita. Corte os pêlos em volta do corte.

 

As moscas podem depositar ovos nos ferimentos e suas larvas podem se desenvolver dentro do corte (miíase ou bicheira). Se você estiver no campo (sítio ou fazenda) ou perceber as moscas pousando no ferimento, use um repelente para moscas (Lepecid ou Matabicheira) ao redor da ferida até 2 vezes ao dia antes e após a sutura da lesão. Os ferimentos não fechados por sutura irão cicatrizar muito lentamente, deixam cicatrizes grandes e o risco de uma miíase é muito grande.



Picadas de cobras



Em nosso país, existem 70 espécies de cobras venenosas, porém, apenas algumas têm importância em termos de acidentes: jararacas, cascavéis, corais e surucucus. Os cães são picados, geralmente, na região do focinho, peito e pescoço. Isto ocorre, pois o cão, muitas vezes, aproxima-se para cheirar a cobra por curiosidade. A ocorrência em gatos é rara. É importante se ter noção do tipo de cobra que picou o animal e para isso devemos conhecer os sintomas que a picada de cada cobra provoca.



Como saber se o animal foi picado?

A picada geralmente é muito dolorosa. O local pode apresentar as marcas de dentes, embora os pêlos atrapalhem muito a visualização. A região pode começar a inchar muito e a pele tornar-se escura. Os pêlos podem começar a descolar. Alguns animais podem entrar em choque se muito veneno for injetado. Nem todas as picadas de cobras venenosas podem conter uma grande quantidade de veneno, portanto, os sintomas podem variar de leves a muito graves. Geralmente, a pele irá cair próximo ao local da picada. Um inchaço muito grande na região do pescoço pode causar dificuldade respiratória no animal.





Se animal for picado, o que fazer?

Independente do tipo de cobra que picou o animal, o atendimento de emergência é o mesmo. Mantenha o animal calmo e não deixe que ele se movimente muito. Encaminhe o cão ao veterinário para que ele receba o soro específico que é o único método eficaz de combater o envenenamento. Você pode colocar um saco plástico com gelo sobre o local, na tentativa de conter o inchaço, até chegar ao veterinário. Se o animal entrar em choque, mantê-lo aquecido.

 

Se o seu cão está numa região onde é freqüente o aparecimento de cobras, converse com o seu veterinário e procure ter estocado em geladeira o soro específico para uso em animais (veterinário) O soro deve ser aplicado assim que for possível. Em casos de sintomas mais leves, a aplicação é subcutânea. Em casos graves, ela deve ser feita pelo veterinário, na veia, acompanhado de um anti-histamínico para se evitar uma reação do organismo à aplicação do soro. Informe-se com o veterinário da região para que ele lhe dê uma orientação de como aplicar o soro e um anti-histamínico num caso de emergência.

 

O que você não deve fazer:

- não corte o local da picada: O veneno da jararaca, por exemplo, causa hemorragia, se você cortar o local, o sangramento se agravará;

 

- não faça torniquete: até pouco tempo, o torniquete era usado para evitar que o veneno se difundisse para o resto do corpo. Porém, fazendo o torniquete, a alta concentração de veneno no local da picada pode causar gangrena. Assim, NÃO se deve fazer torniquete seja em humanos ou animais sob o risco de gangrenar o local da picada ou até a perda de um membro.;

 

- não coloque remédios caseiros sobre a picada (terra, fumo, etc..), isso só possibilitará a infecção do local e podem irritar ainda mais o ferimento.



Como eu posso saber que tipo de cobra picou meu animal?

Mesmo visualizando a cobra, para o leigo fica difícil a identificação. Mas por algumas características próprias e os sintomas, isso fica mais simples.

 

JARARACA: responsável por quase 88% dos acidentes com cobras em humanos. Existem várias espécies que vivem em ambientes diferentes em todas as regiões do Brasil.. Alcançam no máximo 2 metros.

Sintomas do envenenamento: dor, inchaço muito evidente e sangramento no local

Pode ocorrer gangrena, bolhas ou abscesso no local da picada; insuficiência renal aguda.

 

CASCAVEL: responsável por quase 8% dos acidentes no homem. Chegam a medir 1,8 metros. Possui chocalho na ponta do rabo.

Sintomas do envenenamento: (até 3 horas após o acidente) sinais neurológicos. O veneno causa alterações na visão como: visão dupla ou turva (o animal pode andar como se estivesse tonto), dor muscular e urina avermelhada que irá se tornando mais escura com o passar do tempo.

Complicações: insuficiência renal

 

SURUCUCU: responsável por quase 3% das picadas. É uma cobra grande que chega a medir 4,5 metros. É mais comum na região amazônica.

Sintomas do envenenamento: inchaço no local, diarréia e sangramento

 

CORAL: responsáveis por menos de 1% dos acidentes. É difícil diferenciar as corais verdadeiras das falsas, não venenosas. Vivem escondidas em tocas e aparecem em inundações. O veneno é muito potente e pode matar em minutos.

Sintomas do envenenamento: sinais neurológicos como dificuldade de abrir os olhos, falta de ar, dificuldade em engolir, insuficiência respiratória aguda.



Que tipo de soro usar?

Existem soros antiofídicos (antitoxinas) para cada um desses 4 tipos de cobras.

No caso de dúvidas, leva-se em conta o tipo de cobra mais comum na região e os sintomas que o animal apresenta. Se não houver certeza, aplica-se o soro polivalente veterinário que neutraliza os venenos de jararaca e cascavel.. A quantidade de soro usada vai depender da gravidade de envenenamento. O uso de antibióticos se faz necessário, muitas vezes.

Tanto o animal como o ser humano pode sobreviver a um acidente com cobras desde que medicado à tempo. Ninguém se torna imune ao veneno após ser picado e sobreviver ou após receber o soro.

 

Evite as cobras - a limpeza é muito importante

Combata os ratos, pois as cobras alimentam-se deles. Mantenha sempre limpos os terrenos, quintais e plantações.

 

Equilíbrio Ecológico

Preserve os predadores, como emas, gansos, seriemas, gaviões, gambás e a cobra Muçurana são os predadores naturais das cobras venenosas. Conserve o meio ambiente, desmatamentos e queimadas devem ser evitados. Além de destruir a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais, que se refugiam em paióis, celeiros ou mesmo dentro das casas.





Choques elétricos



Não são raros os cães ou gatos que costumam roer fios elétricos, principalmente, os filhotes.

Esta é a maneira mais comum do animal ser atingido por uma corrente elétrica. Dependendo da intensidade da corrente e do tempo em que o animal permaneceu ligado a ela, as injúrias podem ser desde um simples susto até uma queimadura grave ou um comprometimento mais sério com parada cardiorrespiratória.

 

O que fazer:

- se o animal levou o choque, mas não permaneceu conectado a ele, você deve verificar se a boca (interna e externamente) ou a língua do animal apresentam sinais que queimaduras. A região pode estar escurecida ou acinzentada. Na parte interna da boca e língua, não há muito que fazer. O animal relutará em comer por alguns dias. Ofereça alimentos líquidos e frios como caldo de carne. Se a região externa da boca for atingida, uma pomada antibiótica e cicatrizante poderá ser usada.

- se o animal levou o choque e permanece conectado ao fio elétrico, NÃO TOQUE NELE. Em primeiro lugar, desconecte a tomada da rede elétrica. Observe se o animal está consciente ou não. Se ele não estiver respirando, faça respiração artificial. Se o coração estiver parado, comece a massagem cardíaca. No caso de uma parada cardiorrespiratória, faça a massagem cardíaca e a respiração artificial conjuntamente (faça uma seqüência de 5 ou 6 pressões sobre o coração, intercaladas por uma respiração). Aguarde os sinais vitais voltarem para verificar a extensão da queimadura na boca e língua.

 

Animais com lesões muito graves na boca, que se recusam a comer ou beber água, devem receber soro por via endovenosa, diariamente, para não correrem o risco de desidratação.

 

Todo o animal que teve um episódio de choque elétrico deve ser observado por 2 a 3 horas quanto à dificuldade respiratória. Em alguns casos, nesse período, pode desenvolver-se edema pulmonar. Que deve ser tratado imediatamente pelo veterinário.



Queimaduras

As queimadura são classificadas em graus de acordo com a gravidade da lesão:

 

1º GRAU: lesão superficial que cicatriza em média após 10 dias

2º GRAU: lesão da pele mais profunda que a anterior. Há perda dos pêlos e formação de vesículas (bolhas). A pele cicatriza em 15 dias.

3º GRAU: lesão grave em que toda a espessura da pele é destruída. É um processo muito doloroso e de cicatrização muito lenta.

 

Causas comuns: agentes térmicos (água ou superfícies muito quente, fogo) ou agentes químicos (ácidos, substâncias cáusticas).

Casos comuns: animais que comem comida caseira muito quente podem ter queimaduras de grau leve na boca e "lábios"; acidentes envolvendo água fervendo derramada sobre os animais resultam em queimaduras de 3o. grau; animais que lambem ou ingerem substâncias causticas presentes em produtos de limpeza podem queimar a boca e esôfago; choques elétricos podem resultar em queimaduras na boca e língua; queimaduras de sol podem ocorrer em animais de pele e focinho muito claros (róseos)

 

O que fazer:

Queimaduras de 1º e 2º graus podem ser tratados com pomadas cicatrizantes e antibióticas. Não usar produtos como pasta de dente e outros, sobre a área lesada. Lavar a lesão com soro fisiológico frio, aplicar uma pomada cicatrizante e uma bandagem de gase até levar o animal ao veterinário. Se a lesão for de 3o. grau, esse procedimento é muito doloroso e, portanto, deve ser feito sob tranquilização ou anestesia.por um profissional. Neste caso, aplique soro fisiológico frio e leve o animal ao veterinário pois toda a manipulação da queimadura é muito dolorosa.

 

Queimaduras de sol ocorrem em animais expostos muito tempo ao sol e podem ser evitadas com o uso de um protetor solar sobre a região rósea do focinho. Evitar a exposição prolongada ao sol em animais de pele e pêlos muito claros.



Vômitos e diarréias

Vômitos e diarréias intensos não chegam a ser uma emergência veterinária, mas se o proprietário não tomar medidas urgentes, eles podem levar o animal à morte por desidratação.

 

Causas:

 VÔMITO:

Dor abdominal intensa pode causar vômito no animal. Problemas renais, hepáticos, torções no intestino e estômago, por exemplo, causam vômitos.

Intoxicações diversas : as mais comuns são por produtos inseticidas usados na casa - dedetizações ou no animal - produtos anti-pulgas tóxicos

Doenças virais ou bacterianas: cinomose, parvovirose, infecção uterina (piometra), etc..

Tosse severa: o esforço constante em tossir pode causar vômitos.

Assim, o vômito pode ser atribuído a inúmeras causas e não se pode ter um diagnóstico preciso da doença somente com este sinal clínico. O vômito caracteríza-se por uma substância incolor e espumosa constituída de suco gástrico. Às vezes, pode ter coloração amarelada por refluxo de bilis. O animal vomitando excessivamente corre o risco de desidratação, uma vez que ele não absorve a água necessária para a sua manutenção. Além disso, ocorre um desequilíbrio eletrolítico pois o animal perde muito ácido. O cão torna-se fraco e apático. Deve-se corrigir a desidratação, caso ocorra, e o equilíbrio do organismo.

 

DIARRÉIA:

Vermes

Viroses: parvovirose, coronavirose, etc..

Intoxicações

Stress: mudanças de ambiente ou na rotina da casa

Mudanças alimentares brusca

A diarréia é a perda de líquido através das fezes que tornam-se pastosas ou líquidas. O animal com uma diarréia intensa (líquida e em grande quantidade) causa uma desidratação muito rápida. Mesmo que ele esteja bebendo líquidos, muitas vezes, a perda é maior que a reposição e uma desidratação leve, moderada ou grave se instala. Ocorre desequilíbrio eletrolítico pois, atraves da diarréia, o organismo torna-se muito ácido. O animal fica muito apático, fraco, pode ter tremores pela dor abdominal causada por cólicas (fortes contrações intestinais para expulsar as fezes). Deve-se corrigir a desidratação, caso ocorra, e o equilíbrio do organismo.

 

O que fazer:

Verifique se o animal está desidratado: para isso puxe a pele do animal na lateral do abdômen ou um pouco abaixo do pescoço. Se a pele demorar a voltar, o cão está desidratado. Se a pele não voltar, a desidratação é grave e o animal pode estar correndo risco. Leve-o ao veterinário imediatamente.

 

No caso de vômitos e diarréia, leves ou graves, a primeira coisa a fazer é retirar a comida do animal. Um jejum de 24 h é necessário. Enquanto estiver comendo, o animal continuará a ter vômito e/ou diarréia e a perda de líquidos e o desequilíbrio do organismo irão piorar. No caso de vômitos, retirar água também, caso o animal beba e vomite.

O jejum é essencial para que o organismo possa se recuperar.

 

Hidrate o animal: se não puder levar o cão ao veterinário, tente hidratá-lo com soro caseiro. Ofereça pequenas quantidades de soro várias vezes ao dia. Se isso causar vômitos, suspenda o soro. A hidratação por via oral não é eficaz no caso de desidratações graves. Consulte o veterinário antes de qualquer coisa e faça a hidratação oral apenas se não conseguir contatar um profissional.

 

Soro caseiro:

200ml de água fervida ou filtrada (1 copo)

1 colher de sobremesa de açúcar

1 pitada de sal





Ataques epiléticos



O cão pode sofrer um ataque esporádico ou ter um histórico de epilepsia (ataques frequentes ) . Os ataques convulsivos assustam muito o proprietário inexperiente.

 

Como reconhecer o ataque:

 O animal, normalmente, fica incoordenado, cai no chão e permanece deitado de lado em movimentos de pedalagem, como se estivesse tentando se levantar. Urinar e defecar , involuntariamente, pode ocorrer durante o ataque. Pode haver ou não perda de consciência. O cão fica ofegante e aos poucos vai se acalmando. Muitos cães voltam ao normal em poucos minutos, outros ficam abatidos durante o dia todo, demonstrando cansaço.

 

O que fazer:

Observe o animal e evite que ele se machuque. Notifique o seu veterinário do ataque. Procure observar quanto tempo durou a crise convulsiva. Se o animal é saudável e não sofre de problemas cardíacos graves, não há risco de vida. Aguarde o ataque passar. Se o ataque tiver uma duração muito longa (minutos), encaminhe o animal ao veterinário imediatamente. Após retornar à consciência e estando recuperado, o animal pode beber e comer normalmente depois da crise.

 

Cães epiléticos não devem ter acesso a áreas com piscina. Durante um ataque o cão pode cair dentro dela e afogar-se. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

VACINA CONTRA A RAIVA DEVE SER TOMADA LOGO APÓS A MORDIDA DE CÃO OU GATO


Em caso de mordida de cachorro ou gato, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem logo um posto de saúde para tomar a vacina contra a raiva. São aplicadas até cinco doses, dependendo do caso.

Veterinários e estudantes de zootecnia devem tomar a dose de forma preventiva nos postos, de acordo com o ministério. São três doses para os profissionais: a segunda é aplicada uma semana após a primeira, e a terceira três semanas depois da segunda.

O vírus da raiva em humanos está praticamente erradicado no Brasil. Na cidade de São Paulo, o último caso provocado por cão aconteceu em 1981. Em animais, segundo o ministério, foram registrados no ano passado 63 casos em cães e seis em gatos, em 18 cidades do país. Um gato morreu em outubro na capital paulista, algo que não ocorria desde 1983.

A raiva é uma doença grave e pode levar à morte em quase 100% dos casos. Os principais sintomas em humanos são: coceira, dor de cabeça e coma.

Nos animais, pode haver muita salivação, mudança de comportamento (que deve ser observado por dez dias após a mordida), fuga ou morte. Caso o animal seja desconhecido, é preciso se vacinar. Se tiver com a dose em dia, apenas observe os sintomas e, caso haja alguma mudança, procure um médico ou veterinário.

Segundo a infectologista Rosana Richtmann, os dentes do gato são mais afiados e podem, além de raiva, transmitir tétano e outras bactérias. Se os cortes forem pequenos, não se devem fazer pontos, para evitar complicações.

De acordo com o ministério, o governo federal distribui a todos os estados lotes da vacina antirrábica para animais. A liberação prioriza as regiões com o maior número de casos: o Nordeste, Pará e Mato Grosso do Sul. Em seguida, vêm a Região Norte e algumas cidades do Centro-Oeste.

As doses são aplicadas por agentes dos estados e municípios, que também promovem campanhas de acordo com a necessidade.

Em 2010, a distribuição da vacina foi interrompida depois de efeitos colaterais que provocaram a morte de gatos e cachorros. Na época, o ministério importou 10 milhões de doses para manter a imunização nas regiões consideradas de risco epidemiológico.

Agora, o governo está distribuindo 30 milhões de doses em todo o país para normalizar a campanha. A avaliação e liberação da vacina antirrábica é feita pelo Ministério da Agricultura.

Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo recebeu no final de dezembro e no começo deste mês 2 milhões de doses. Porém, a Secretaria Municipal de São Paulo informou que as vacinas ainda não chegaram.

Em estados onde não há circulação do vírus da raiva canina, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e a maior parte do Paraná, a estratégia adotada é a vacinação de rotina dos animais domésticos em Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) e outras unidades.

Os animais devem ser imunizados contra a raiva anualmente, a partir dos 3 meses de vida. Em clínicas veterinárias, o valor da dose varia de R$ 25 a R$ 45.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ANJOS CANINOS

Existem pessoas que não gostam de cães,
Estas, com certeza,
Nunca tiveram em sua vida
Um amigo de quatro patas
Ou, se tiveram,
Nunca olharam dentro daqueles olhos
Para perceber quem estava ali.
Um cão é um anjo
Que vem ao mundo ensinar amor.
Quem mais pode dar amor incondicional,
Amizade sem pedir nada em troca,
Afeição sem esperar retorno,
Proteção sem ganhar nada,
Fidelidade vinte e quatro horas por dia?
Ah, não me venham com essa
De que os pais fazem isso,
Porque os pais são humanos
E quando os agredimos
Eles ficam irritados e se afastam...
Um cão não se afasta
Mesmo quando você o agride,
Ele retorna cabisbaixo
Pedindo desculpas por algo que talvez não fez
Lambendo suas mãos a suplicar perdão.
Alguns anjos não possuem asas,
Possuem quatro patas, um corpo peludo,
Nariz de bolinha, orelhas de atenção,
Olhar de aflição e carência.
Apesar dessa aparência,
São tão anjos quanto os outros (aqueles com asas)
E se dedicam aos seus humanos tanto quanto
Qualquer anjo costuma dedicar-se.
Às vezes um humano veste a capa de anjo
E sai pelas ruas a catar alguns anjos abandonados
à própria sorte,
E lhes cura as feridas, alimenta, abriga
em Só para ter a sensação de haver ajudado um anjo...
Deus quando nos fez humanos
Sabia que precisaríamos de guardiões materiais
Que nos tirasse do corpo as aflições dos sentidos
E nos permitissem sobreviver a cada dia
Com quase nada
Além do olhar e da lambida de um cão...
Que bom seria se todos os humanos
Pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!

Autor Desconhecido.