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MEU ANIMAL AMIGO: 2011

sábado, 31 de dezembro de 2011

CUIDADOS PARA A NOITE DE VIRADA DE ANO (Fogos de Artifício)



 Vêm chegando o Ano Novo, com todas suas típicas comemorações. Os fogos de artifício, no entanto, trazem muito sofrimento aos animais, porque eles têm a audição muito mais apurada que a dos humanos. Depois das festas, todos os anos, os primeiros dias de Janeiro são marcados por animais desorientados e perdidos pelas ruas, muitos deles condenados a nunca mais voltarem aos seus lares. O pânico desorienta o animal e o deixa em desarmonia com o ambiente. Isso não é bom para ele e, em se tratando de cães de grande porte, passa a ser também muito perigoso para as pessoas.
Além da fuga de casa, em desespero pelo medo que o estouro dos rojões ocasiona, os fogos de artifício são responsáveis por acidentes dos mais variados tipos, principalmente com cães: atropelamentos, ataques (investidas contra os próprios donos e outras pessoas), brigas (inclusive com outros animais com os quais convivem), mutilações em grades e portões, enforcamento com a própria coleira, afogamento em piscinas, quedas de andares e alturas superiores, aprisionamentos indesejados em porões e em lugares de difícil acesso, paradas cardiorrespiratórias, dentre outros. Reações de medo, susto e espanto demonstradas pelo(s) dono(s) e/ou outras pessoas, deixarão o animal ainda mais inseguro e o medo deles pode transformar-se em agressividade e/ou fuga. Mas tudo isto pode ser evitado com prudência, atenção e um pouco de boa vontade. Garanta condições mínimas de segurança ao seu animal e às pessoas, evitando colocar seus animais em ambientes conturbados e barulhentos (desde antes do espocar dos fogos) e, durante todo o tempo, passe ao seu animal paz, tranqüilidade e a sensação e que tudo está bem e sob controle.
Algumas dicas:
Alguns veterinários aconselham o uso de tampões de algodão nos ouvidos, que podem ser colocados minutos antes e tirados logo após fogos. Experimente antes, para ver se o seu animal adapta-se a este procedimento.
Calmantes naturais também são indicados, por trazerem resultado bastante eficiente para os animais que historicamente apresentam o estresse. Para isto, consulte o Veterinário.
Cobertores pesados estendidos nas janelas abafam o som, assim como cobertores no chão ou um edredom sobre o animal.
Também ajuda deixar uma porta do guarda-roupa aberta para\n que ele se abrigue, mas seu bichinho poderá fazer xixi lá dentro, por medo. Se tiver mais de um cão, deixe-os em quartos separados, pois, na hora dos fogos, eles poderão morder-se uns aos outros, no desespero. Se tiver como, coloque rádio em cada quarto em que eles estiverem, com música alta para abafar o som das bombas. Se sua casa for térrea, o espaço pequeno demais e tiver de deixá-los no quintal, prenda-os na corrente (mas fique por perto, para socorrê-los caso corram o risco de enforcamento), pois na primeira explosão eles correrão feitos loucos para a rua, sem noção do que estão fazendo, podendo ser atropelados, ou até perderem-se para sempre no tumulto de fim de ano: são muitos cheiros, muitas pessoas diferentes o que tornarão impossível o caminho de volta.
Florais de Bach:
As essências abaixo, combinadas, funcionam bem tanto para cães quanto para gatos:
rescue+ mimulus+aspen+ rock rose + cherry plum Mande fazer em qualquer farmácia de\n manipulação ou homeopática SEM ÁLCOOLNEM GLICERINA, e guarde na geladeira (dura todo o vidrinho, apesar de dizerem na farmácia que dura só 2 dias).Dê 4 gotas, 4 vezes ao dia. Comece a ministrar o Floral uns 2 dias antes das comemorações.
PRATIQUE A POSSE RESPONSÁVEL DE ANIMAIS. VAMOS PREVENIR? ".

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

NATAL

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

NEM SEMPRE OS CÃES LAMBEM SEUS DONOS POR AMOR


Pode ser poético dizer que um cão encheu seu dono de beijos quando ele voltou de viagem, mas a realidade, estão descobrindo os cientistas, não é assim tão fofa.

Isso porque cachorros são extremamente sensíveis a cheiros e sabores -- coisas tão importantes para eles quanto a comunicação verbal ou a visão para os humanos.

Assim, quando um dono volta da rua cheio de novos cheiros e gostos, seja da mão daquele colega de trabalho que foi cumprimentado ou da sujeira do banco de metrô em que sentou, ele está oferecendo ao seu cachorro um festival de sensações.

Se seu cão quer saber por onde você andou, isso significa, claro, que ele vê algo de especial em você. Mas eles gostam de cheirar e lamber mesmo desconhecidos.

"Saber do papel do odor para eles mudou minha forma de pensar sobre a maneira alegre com que minha cachorra cumprimentava um visitante, indo diretamente na região genital dele", diz Alexandra Horowitz, da Universidade Columbia (EUA).

O comportamento da cachorra de Horowitz, que está lançando no Brasil o livro "A cabeça do cachorro"(BestSeller), faz todo sentido, diz.

As regiões genitais, assim como a boca e os sovacos, produzem muitos odores -- e logo ensinamos às crianças a importância de lavá-las bem. Estando a boca e os sovacos geralmente mais distantes do cachorro, não é difícil imaginar que área ele vai atacar.

"Não deixar que um cão cheire um visitante equivale, entre humanos, a vendar-se na hora de abrir a porta para um estranho", diz a cientista.

Para um cão, cada pessoa tem um cheiro inconfundível, o que faz com que eles nos identifiquem pelo odor. Humanos conseguem usar o nariz para saber, por exemplo, se alguém fumou, mas cachorros vão muito além.

Eles podem saber se você fez sexo, e até saber quem e quantas pessoas estavam junto. Ao se aproximar da sua boca, conseguem identificar o que você comeu.

Mais do que isso, cachorros sentem cheiro de medo.

"Gerações de crianças foram alertadas para nunca mostrar medo diante de um cão estranho", diz Horowitz.

Não era à toa. Quando assustados, suamos, e o odor do nosso corpo entrega o pavor. Além disso, a adrenalina é inodora para nós, mas não para bichos de faro aguçado.

O olfato dos animais é tão bom que os cientistas querem utilizá-los na medicina.

Um estudo treinou cães para reconhecer a urina de pacientes com câncer. Os cientistas se assustaram. Os cães aprenderam a "diagnosticar" a doença: só erram 14 vezes em 1.272 tentativas.

Não se sabe direito quais substâncias eles aprenderam a reconhecer, mas alguns cientistas propõem "cães doutores" -- pelos estudos feitos, eles acertam mais que muitos doutores humanos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

MORDIDAS / PREVENÇÃO - CACHORROS


E embora as mordidas de cachorros sejam de ocorrência mais frequente, elas uma menor possibilidade de infeccionar, e são muito menos perigosas do que as mordidas de outros animais domésticos, como por exemplo, os gatos, que tem os seus dentes mais afiados e penetram mais profundamente na pele. Porem as mordidas dos cachorros e outros animais domésticos pode causar uma variedade de problemas, que vão desde infecções leves na pele até doenças mais graves, como tétano e raiva. Devido a estas graves consequências, não é recomendável se prevenir e não se expor a risco de acidentes, principalmente com cachorros ou outros animais estranhos.


Mas caso ocorra algum acidente, como arranhados e mordidas, lave imediatamente e de forma cuidadosa o local ferido com sabão e agua abundante por alguns minutos, e depois ponha algum antisséptico ou álcool na ferida. E logo após procure auxilio medico, principalmente se a mordida ou o arranhão, for nas mãos ou nos dedos, pois mordidas nestes locais são mais propensas a desenvolverem infecções graves, e precisam ser tratadas mais rápido e cuidadosamente. E mesmo que após a consulta medica, nada tenha sido constatado a principio, Se nos próximos dias houver manifestação de febre e/ou inchaço progressivo, vermelhidão e dor no local da mordida, deve-se retornar ao medico imediatamente.
Para que sejam feitos os exames necessários para confirmar e se assegurar de que não houve contaminação e não se contraiu nenhuma infecção através da mordida. Pois há um grande número de bactérias, vírus e germes que podem ser encontrados na boca dos cachorros e outros animais domésticos. Como bactérias estafilococos, estreptococos, e Pasteurella multocida, que podem levar a infecções sérias e potencialmente perigosas, que podem se espalhar por todo o organismo como tendões, ossos e corrente sanguínea, e vírus como o Clostridium tetani, que causa de tétano e o vírus Rhabdovirus RNA que causa raiva, que é uma infecção que afeta todo o sistema nervoso e o cérebro e em 99% dos casos é fatal.
E as crianças são as que estão mais propensas a estes acidentes e consequentemente corre um maior risco de serem mordidas ou arranhadas, por cachorros ou outros animais domésticos. Por elas não tem consciência ou noção de como se deve proceder e tratar e o perigo que representa a possibilidade de uma eventual reação agressiva principalmente por parte dos cachorros a uma brincadeira bruta ou incomoda feita pelas crianças. E crianças do sexo masculino, ou seja, meninos com idades variando entre cinco e nove anos estão mais propensos a sofrerem este tipo de acidente e apresentam um maior risco de serem mordidos por cachorros.


Sendo que a grande maioria dos acidentes são reativos por parte dos cachorros, pois os cachorros apenas reagem ou se defendem de uma brincadeira bruta, ação agressiva ou provocação por parte das crianças. E as medidas e formas mais efetivas de se prevenir estes acidentes e as eventuais infecções é saber controlar e conter em uma abordagem dupla tanto o comportamento da criança, quanto o comportamento do cachorro. Educando e orientando as crianças de como devem proceder ao lidar com os cachorros e outros animais, e treinar, orientar e conter os cachorros em relação a seu comportamento com as pessoas, principalmente com as crianças da família.
Os cachorros que estão habituados a viver cercados por muitas pessoas são menos propensos a se tornarem agressivos ou se envolverem em acidentes deste tipo. Porem cachorros que passam muito tempo sozinhos, e tem pouco contato com crianças, tem uma tendência a serem mais impacientes e agressivos, tanto com estranhos, quanto com situações que os incomodem ou os provoquem. Se necessário treine ou contrate um adestrador para ensinar o cachorro a controlar a sua tendência agressiva. E também ensinar as crianças que não se deve brincar ou provocar cachorros ou outros animais estranhos. Pois mesmo um pequeno gatinho, pode reagir com um arranhão ou uma mordida, que podem ser ter graves consequências.


E principalmente que as crianças evitem provocar os cachorros, com chutes, empurrões, puxões ou perseguições. E também a nunca incomodar um cachorro que está comendo ou dormindo. E mantenha a vacinação em dia, principalmente a vacina contra raiva, e caso haja algum acidente, não exista a possibilidades de infecção por este vírus fatal. Neutralize também a propenso comportamento agressivo do cachorro através do procedimento da Castração, pois cachorros e outros animais castrados são mais calmos e menos propensos a reagirem agressivamente. Se informe com o seu veterinário, sobre as vantagens deste procedimento, e o momento mais apropriado para se fazê-lo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

POR QUE OS CACHORROS DÃO VOLTAS ANTES DE SE DEITAREM?


Daniel Svevo, veterinário, explica que esta atitude dos cães foi herdada  dos seus ancestrais, que usavam estas voltinhas como estratégia de sobrevivência.
Eles giravam para sentir a direção do vento, que poderia espalhar o cheiro do seu corpo e, então, para se defenderem, deitavam-se numa posição que permitisse perceber a aproximação de algum predador.
Mas, de acordo com Daniel, hoje este comportamento é apenas instintivo e já nasce com o cão.
"A sua genética está programada para isso, embora ele não precise mais deste artifício, já que não precisa mais enfrentar predadores", esclarece.
Segundo ele, os cães que tinham este comportamento apresentaram ao longo do processo evolutivo maior sucesso reprodutivo e venceram a seleção natural.
Várias outras ações corriqueiras do cão não apresentam função atualmente, mas são realizadas por instinto.
O cachorro levanta a pata para fazer xixi, por exemplo, como forma de demarcar território e mostrar que é superior ao outro.
Quanto mais alto o cão conseguir levar a sua urina, mais forte ele é percebido pelos outros cães.
Este comportamento é mais comum nos machos, mas, de acordo com Daniel, algumas cadelas também podem levantar a pata ao urinar.
Raspar a pata no chão é outra maneira do animal dizer "este lugar pertence-me".
Os cães não possuem glândulas sudoríparas ao longo do corpo, como os humanos.
As suas glândulas de suor concentram-se nas patas.
Por isso, ao rasparem determinado lugar estão a reservar o espaço com o cheiro do seu corpo.

domingo, 7 de agosto de 2011

MARCHA BRASIL SEM ABORTO



A 4 a. Marcha do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto será realizada na Es­planada dos Ministérios (DF), no dia 31 de agosto. O Movimento Brasil sem Aborto está acompanhando, desde o início, a tramitação do Estatuto do Nascitu­ro, ou seja, da criança não nascida, na Câmara dos Deputados. Há outra iniciativa em andamento, que é uma coleta de assinaturas pela sua aprovação. Para isso, foi organizada uma petição on line. Alternati­vamente, como nem todos tem acesso à internet, ou se animam a entrar no site para assinar, a coleta pode ser feita na sua comunidade em folhas a se­rem remetidas ao Brasil sem Aborto, imprimindo o texto da petição. A primeira entrega das assinaturas até então obtidas ocorrerá na 4a marcha do Mo­vimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto.

Assine! Colabore na divulgação!
Vamos proteger as nossas crianças desde a concepção! Informações:

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CÃES COM PULGAS


Não há dúvidas: pulgas podem ser o tormento da vida de um cão e seu dono. Essas criaturinhas possuem seis pernas diminutas e não têm asas, mas ainda assim podem alcançar cães altos em um único salto. Os cientistas já identificaram quase 2 mil espécies de pulgas, mas ironicamente, é a Ctenocephalides felis - a pulga de gato - que mais aflige os cães.

 Cães com pulgas são um grande problema. As pulgas são sugadoras de sangue e onde você achar uma, pode ter certeza de que achará muito mais. Alguns cães são muito sensíveis à saliva de pulgas: uma única picada pode ser o suficiente para iniciar uma insuportável coceira causada por dermatite alérgica a pulgas (FAD). Em casos severos, a coceira e os arranhões fazem com que a pele do cão se espesse e perca pêlos. A pele nua é ainda mais vulnerável a infecções bacterianas.

Felizmente, há uma grande variedade de produtos aprovados e fáceis de se achar para matar ou repelir pulgas. Boratos fazem com que pulgas adultas, ovos e larvas percam umidade e se ressequem. Reguladores de crescimento de insetos impedem que pulgas imaturas se tornem adultas e se reproduzam. Há também As novas armas na guerra contra as pulgas incluem o Lufenuron, o ingrediente ativo da pílula de controle de pulgas desenvolvido recentemente que interfere na capacidade de chocar do ovo. Diversos produtos, incluindo Frontline, K9 Advantix, Advantage e Revolution, matam pulgas adultas por contato e têm efeito duradouro. Entre em contato com seu veterinário para obter mais informações sobre esses produtos.

Não importa o produto de controle de pulgas que você escolher, sempre leia e siga as instruções de maneira precisa. Todos os produtos contra pulga (natural ou sintético) são venenos e, se usados de maneira incorreta, podem ser perigosos.

O que fazer

 Mesmo com os novos e seguros produtos de controle de pulgas de efeito duradouro, você ainda precisa seguir estritamente algumas regras básicas para acabar com elas.

 Cuidados em casa - é realmente necessário tratar todos os gatos e cães de sua casa e seguir rigorosamente o tratamento, o acompanhamento e um futuro tratamento preventivo. Polvilhe pó à base de borato nos carpetes e pulverize o quintal também. O ideal é que, no exterior da casa, você use um produto de controle de pulgas que tenha efeito duradouro e que contenha reguladores de crescimento. Áreas úmidas e sombrias são os locais preferidos pelas pulgas para se reproduzir e habitar, de forma que é bom retirar todas as folhas, pedaços de madeira e lixo sob as árvores, arbustos e plantas. Se não for possível borrifar o produto em todo o quintal, então se concentre nas áreas que seus cães freqüentam: ao redor do canil, ao longo da cerca, sob a varanda e assim por diante.

 Empresas profissionais de controle de pestes podem fazer esse serviço para você. Mas antes de fechar o contrato, obtenha informações por escrito dos compostos e do método de aplicação que as empresas usam. Leve a lista até seu veterinário.

 Leve seu cão para um banho de imersão - na realidade, a melhor coisa a se fazer com um cão que tenha pulgas, enquanto a casa está sendo desinsetizada, é levá-lo até o veterinário para um banho de imersão com medicamentos ou algum outro tratamento contra pulgas. Essa também é uma boa idéia para um programa efetivo de controle de pulgas. O seu veterinário pode dar ao seu cão Lufenuron para, que é ministrado mensalmente, como uma pílula. Em áreas mais quentes, os cães recebem pílulas de Lufenuron para o ano todo. Em áreas mais frias, em que o inverno é suficiente para matar as pulgas, as pílulas somente são ministradas do início da primavera até quase o final do outono. No entanto, converse com seu veterinário sobre as opções. Pode ser que algum tratamento tópico funcione melhor para o seu cão. Os tratamentos tópicos afetam as pulgas nos locais onde elas vivem: na parte externa do corpo dos cães.

Trate os pontos de concentração - cães com dermatite alérgica causada por pulgas, freqüentemente desenvolvem pontos de concentração (áreas da pele úmidas e infestadas). Para reduzir os pontos de concentração, misture uma parte de óleo de melaleuca (óleo de árvore de chá) e uma parte de água. Coloque a solução em um borrifador e use sempre que seu cão estiver se coçando.

Quando ir ao veterinário

Baba intensa e tremedeira são os sinais mais prováveis de envenenamento químico. Se você perceber esses sintomas em seu cão (durante um programa de controle de pulgas ou não) leve-o imediatamente ao veterinário. Sem tratamento, o envenenamento químico pode levar a convulsões, colapso e até mesmo à morte.

sábado, 30 de julho de 2011

INVADIR UM DOMICILIO PARA SOCORRER ANIMAIS É LEGAL?



 O direito que nos assiste quando expressamos o nosso inconformismo com o crime é o mesmo que se transforma em dever da autoridade pública em averiguá-lo, pois o cidadão espera dos órgãos de governo a proteção necessária contra o crime e a violência.
 Muitas pessoas já sentiram tristeza e indignação quando ouviram o cão do vizinho uivando ou latindo, ou o miado do gato abandonado, expressando solidão, fome, angústia, dor e desespero pelas crueldades sofridas.
 No último final de ano, um gato preso entre a janela e a rede de proteção de um apartamento no 15º andar do Edifício Paquita, em Higienópolis, região central da capital paulista, sem água e sem comida, chamou a atenção da mídia e ganhou destaque nos principais jornais e grandes portais de Internet. A foto do gato foi publicada, pela primeira vez, no início da tarde do dia 1° de janeiro, pelo site www.estadao.com.br. Foram feitos pedidos de socorro ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar, sem êxito.          
 O síndico do prédio, sabendo que os responsáveis pelo gato abandonado viajaram para o Rio de Janeiro, sentiu-se na obrigação de invadir o asilo inviolável para prestar socorro ao animal. As pessoas que se preocupam com o bem-estar dos animais sentiram-se vitoriosas.
 A Constituição Brasileira declara, no seu artigo 5º, XI, que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”.
 Nada existe no nosso ordenamento jurídico que nos leve a entender que esta norma tenha por destino a prestação de socorro, exclusivamente, ao animal humano. Não tem fundamento e é arbitrária qualquer restrição ao texto constitucional, pois o próprio artigo 225, §1º, inciso VII, afirma incumbir ao Poder Pública a vedação das práticas que submetam os animais à crueldade.
 “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” e que “para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os  animais à crueldade”.
 Deixar um animal sem água e sem comida, preso entre a janela e a rede de proteção de um apartamento, durante vários dias, é submetê-lo à crueldade, é condená-lo à morte, é crime. De que maneira poderá o Poder Público, em obediência à Constituição, proteger este animal ou vedar a submissão dele à crueldade ou à morte sem socorrê-lo? É dever do Poder Público, fazendo uso de uma das exceções constitucionais ao princípio da inviolabilidade do domicílio, prestar socorro imediato ao animal.
 Devemos lembrar, ainda, que o Código Penal, em seu artigo 150, §3º, inciso II, afirma “não constituir crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências, a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser”.

Algumas providências acautelatórias devem ser tomadas para que não venha a ser configurada a violação de domicílio. Em companhia de duas testemunhas, abra a porta da casa com um chaveiro e, depois da  prestação do socorro, feche-a. No próprio local, lavre um termo descrevendo as condições em que se encontrava o animal, assine e colha as demais assinaturas. Comunique o ocorrido na circunscrição policial e leve o animal para ser atendido e examinado numa clínica veterinária. “Manter-se inerte diante de um ato de maus-tratos é conduta moralmente censurável, que só faz crescer a audácia do malfeitor”, conforme nos faz lembrar o brilhante Promotor de Justiça de São José dos Campos – São Paulo, Laerte Fernando Levai, em sua obra Direito dos Animais.

sábado, 9 de abril de 2011

AMOR AOS ANIMAIS: DEVER DE TODOS

O amor é de essência divina e por isso mesmo está presente em tudo e em todas as coisas. Essa realidade se patenteia quando observamos filósofos e pensadores, bem como cientistas e religiosos a afirmarem que Deus está em tudo e tudo depende da forma como observamos a vida.

Com efeito, se tudo provém de Deus, naturalmente Ele se encontra presente em todas as coisas, o que nos leva a recordar o porquê de Jesus falar sempre de Deus em todas as ocasiões. Essa presença divina in totum se patenteia e leva-nos a refletir na necessidade de expandir nosso amor, enxergando a divindade sempre.

O amor para ser puro e perfeito deve se ampliar o máximo possível, e ninguém poderá, de bom grado, dizer que ama realmente, se ainda cultiva em seu proceder ódios e dissensões, dissabores e ressentimentos, provindos de uma natureza ainda imperfeita. Nessas condições teremos princípios de amor e fraternidade, muito válidos, mas ainda estaremos muito longe do amor maior a tudo e a todos, conforme nos ensina Jesus. Aquele que ama verdadeiramente expande seu sentimento, já que o amor é um sentimento, a tudo e todos, sejam seres humanos, animais, vegetais etc.

Comum observarmos os maus tratos, violência e a rudeza conferida a animais e plantas, às vezes provindas de pessoas pelas quais estimávamos um sentimento mais aprimorado. Se observarmos mais acuradamente a essência dos ensinos crísticos e a maneira pela qual viveram os apóstolos de Jesus, entenderemos ser esse sentimento de ternura e misericórdia, que eles projetavam aos seus irmãos em humanidade, o mesmo que cultivavam aos seres mais inferiores da criação.

É muito conhecida a história de São Francisco de Assis que, ao pregar a religião cristã, igualmente projetava seu imenso amor aos animais e à natureza como um todo, a ponto de ser considerado, por tradições religiosas, como guia espiritual dos animais. Também tradicionalmente popular é o amor de Chico Xavier aos animais e plantas, e seu contato intenso com a natureza. As famosas reuniões realizadas na sombra do abacateiro1, os animais de estimação durante sua vida, o amor do médium pelas flores, especialmente rosas, faziam dele um verdadeiro apóstolo de Jesus. Narra-se que certa feita, Chico adentrou-se na sala mediúnica para psicografar, juntamente a outros médiuns que participariam do trabalho. Repentinamente adentra-se pela janela um besouro e pousa sobre a mesa. Um dos médiuns apanha o lápis para espantar, ou quem sabe tentar matar o visitante inesperado, quando Chico lhe interrompe dizendo suavemente: “Não faça isso...” E delicadamente apanha com as mãos o besouro, leva-o até a janela, solta-o para o voo e diz: “Vá com Deus...”2. Era essa a ternura do apóstolo para com a criação, pois seu amor era completo, ou seja, não escolhia local, ser ou condição; apenas amava.

Tornaram-se muito comuns na época de Jesus os sacrifícios feitos com animais, nos quais eram, muitos, mortos a fim de serem oferecidos aos deuses do império como louvor e oferenda, o que levou Jesus a afirmar em uma das mais célebres frases dos evangelhos: “Misericórdia quero, sacrifício não”3, referindo-se exatamente ao amor e à misericórdia a ser exercida com os seres menores da criação.

Essa virtude sublime a emanar do Criador está presente nos espíritos de escol, mas se encontra presente em qualquer um de nós, pois, a partir do momento que nos identificamos com Deus, entendemos que “de nada adianta ganhar o mundo e perder a própria alma”4, e se o Pai fez tudo com amor, é com amor que se deve cultivar a Sua obra, para que um dia possamos dizer, como o apóstolo Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas é Jesus Cristo que vive dentro de mim”.



1- BACCELLI, Carlos. Chico Xavier, à sombra do abacateiro. Ed. Ideal.
2- História narrada por Divaldo Franco, na conferência de encerramento do 3º Congresso Espírita Brasileiro, na tarde de 18/04/2010, em Brasília, Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
3- A Bíblia, evang. de Mateus, cap. 9: 11-13.
4- A Bíblia, evang. de Mateus, cap. 16:26.

quarta-feira, 9 de março de 2011

EMERGÊNCIAS VETERINÁRIAS

Reconhecer a Emergência

Em medicina canina, as verdadeiras emergências são de ordem vascular (hemorragias), cardio-respiratórias (edema pulmonar agudo, síncope cardíaca), gástricas (torção do estômago, obstrução esofágica) ou neurológicas (comoção cerebral, coma, convulsões), situações que podem, todas elas, levar a um estado de choque, o qual também se verifica nas insolações, internações, nas alergias e nos politraumatismos.
Mas existem outras patologias que também requerem tratamento urgente: picadas de insetos que provocam reações urticariformes, mordidas de animais venenosos, ruptura do canal auditivo, intoxicações.
Quanto às fraturas, embora seja necessária uma rápida imobilização, não constituem realmente uma emergência (exceto as expostas e as da coluna). Ao contrário, é melhor esperar vinte e quatro ou quarenta e oito horas antes de intervir; assim, o hematoma terá tempo de ser reabsorvido e a redução fica melhor.
Quando estas situações de emergência ocorrem, em vez de ir com toda a rapidez ao veterinário, é preferível entrar em contato com ele por telefone para verificar a localização geográfica do consultório ou clínica e o horário de atendimento. Assim, se evitará perder um tempo precioso fazendo "a ronda das clínicas". As ligações telefônicas também permitem ao veterinário preparar-se para prestar os primeiros socorros.
Se a emergência ocorrer num contexto traumatizante (acidente de trânsito, atropelamento, politraumatismo, etc.), convém evitar toda a manipulação inútil, principalmente se houver a suspeita de traumatismo da coluna.

Como agir numa Emergência?
Se o cão estiver politraumatizado (atropelamento com fraturas, uma doença respiratória, etc.), sempre que possível, é preferível transportá-lo deitado numa tábua ou num suporte rígido. Também se pode deitá-lo de lado (em decúbito lateral) sobre uma manta, uma toalha, etc., que, para o transporte, se segura pelas quatro pontas, a fim de lhe evitar inúteis e até perigosas trações dos membros.
Se o cão sofrer de traumatismos múltiplos ou se estiver com convulsões, deve-se colocá-lo numa manta e segurá-la pelas quatro pontas. Esta forma de transporte, evita reações inúteis no primeiro caso e movimentos desordenados no segundo.
No caso de uma hemorragia externa, deve-se colocar-lhe uma atadura fria.
Além disso, no caso de uma insolação ou de um edema facial-conjuntival, pode-se aplicar uma compressa fria, para moderar a hipertermia.
No caso de parada cardíaca, tenta-se reanimar o animal puxando-lhe a língua, visando a desobstrução das vias respiratórias. E importante colocar-lhe, primeiro, uma mão sobre o tórax, para se certificar que é uma síncope cardíaca e não respiratória. Em caso de parada respiratória, colocam-se as duas mãos abertas, uma sobre outra, sobre o tórax do cão, pressionando-o ligeiramente por duas vezes e, depois, retirando-as; deve-se, então, recomeçar, verificando se ele recupera a respiração.
No caso de convulsões, e a fim de prevenir qualquer traumatismo secundário, é prudente colocar o cão numa manta, como indicado acima, para lhe evitar os movimentos desordenados e facilitar o seu transporte. Deve-se evitar luzes fluorescentes.

Reações Urtifcariformes
São reações de hipersensibilidade (alérgicas) generalizadas, menos severas que o choque anafilático (anafilaxia). Aparecem na pele e são bem visíveis na face onde se verifica o edema facial-conjuntival. Ocorre um entumescimento das pálpebras, dos lábios e do focinho, conferindo ao cão um aspecto característico.
Geralmente é desencadeada por picadas de insetos, medicamentos e certos alimentos, podem aparecer dificuldades respiratórias. O tratamento é feito com antihistamínicos ou corticoides

Traumatismo Ocular
Geralmente de origem vascular, por descolamento da retina ou por hipertensão intra-ocular, constitui uma emergência, pois a conservação da visão depende da rapidez do tratamento. Em todo o caso, e apesar de todos os progressos da medicina veterinária neste campo, o descolamento da retina devido a um acidente simples, como por exemplo, a batida de uma bola de futebol contra a cabeça do cão, ainda não tem um tratamento que permita uma recuperação funcional satisfatória.

Prognóstico do Politraumatismo
O dono do cão que acaba de sofrer um acidente pode estranhar que o veterinário lhe diga que ainda é cedo demais para adiantar um prognóstico. Mas uma resposta diferente, nesta situação, seria arriscada. O cão politraumatizado precisa ser colocado em observação, para verificar se todas as suas funções vitais se mantêm como devem. Além das funções cardíacas e respiratórias, que se podem avaliar relativamente depressa, deve-se confirmar a integridade das vias intestinais e urinárias, bem como as funções esfincterianas. Nas patologias neurológicas, a recuperação funcional pode necessitar de um certo tempo, o correspondente à reabsorção dos edemas cerebrais. Por isso, a complexidade do exame do cão politraumatizado exige toda a atenção do médico e toda a paciência do dono.

terça-feira, 1 de março de 2011

CONVULSÃO / EPILEPSIA

O que é?
Define-se convulsão como uma atividade anormal do cérebro, desencadeada por um grupo de neurônios com descargas elétricas alteradas, denominado foco.
Em geral, estão presentes sintomas como perda ou alteração de consciência e movimentos ou alterações musculares envolvendo todo o corpo ou somente parte dele.
As convulsões são classificadas de acordo com sua apresentação. As convulsões leves, podem apresentar um quadro em que o animal apenas parece ter ‘perdido a concentração’ e podem evoluir para aparentes desmaios, distúrbios de comportamento com alucinações repetidas (caçar moscas, lamber o chão, correr atrás do rabo) até aquelas de grande atividade muscular, quando o animal cai no chão e se debate violentamente. Este último tipo é chamado de convulsão generalizada e é a mais comum em cães e gatos, talvez até por sua fácil identificação. O número de cães afetados é, estatisticamente superior ao de gatos.
Chamamos de Epilepsia o quadro clínico caracterizado pela repetição freqüente dos episódios de convulsão.

Causas
Qualquer distúrbio que acometa o cérebro pode causar convulsão, tendo como causas mais comuns anomalias de nascença (congênitas) como a hidrocefalia; ou ser causadas por fatores adquiridos, como traumatismos cranianos (como quedas ou atropelamentos), intoxicações, presença de tumor no cérebro. Quando não há uma causa evidente, a convulsão é chamada de idiopática.
A avaliação da causa das convulsões baseia-se principalmente na idade do animal, no histórico e nos relatos do proprietário.
Informações como possíveis traumas cranianos a poucas horas ou a meses atrás, presença de substâncias tóxicas no local ou proximidades, uso de inseticidas como mata-baratas, idade do animal na ocasião da primeira crise convulsiva, intervalos entre eles e a presença de convulsões em outros membros da família do animal, são informações vitais para estabelecimento de um quadro preciso por parte do veterinário. Além disso, as convulsão idiopática genética, é transmitida de forma hereditária devendo-se dessa forma evitar o acasalamento de animais que apresentem este quadro.
É extremamente indicada a castração dos animais epilépticos idiopáticos, especialmente as fêmeas que, na época do cio, devido às alterações hormonais, apresentam maiores chances de convulsionar.
Raças como Beagle, Teckel, Pastor Alemão e Pastor Belga são as que apresentam a maior predisposição para desenvolver o problema.

Tratamento
O tratamento com medicações anti-convulsionantes só é indicado para animais que apresentam convulsões freqüentes, ou seja, pelo menos uma vez por mês, uma vez que esse tipo de medicamento é metabolizado, em grande parte, pelo fígado e como os tratamentos são bastante longos (às vezes por toda a vida do animal), podem vir a causar lesões hepáticas’.
O tratamento envolve grande dedicação do proprietário, que precisa ter em mente que o sucesso do tratamento se baseia na redução da freqüência, gravidade e duração das convulsões que raramente são abolidas definitivamente.
A medicação precisa ser administrada regularmente sem interrupção.
Como cada animal reage de forma individualizada aos medicamentos anti-convulsionantes, é comum que seja necessário um período ‘de experiência’, para que o veterinário chegue à dosagem exata para aquele indivíduo em particular. Durante este período, podem acontecer estados de excitação ou prostração, que necessitam de observação.

Primeiros Socorros
Durante uma convulsão, é necessário que o proprietário tente proteger o cão para que ele não se machuque, batendo em objetos ou caindo de lugares altos, como escadas, por exemplo.
Procure acomodá-lo tão confortável quanto possível e deixe o ambiente tranqüilo e com pouca luz.
Certifique-se de que a língua não está obstruindo a passagem de ar do ar pela laringe, mas tenha cuidado para que ele não morda-o por acidente.
É importante lembrar que durante a crise o cão perde, temporariamente, a consciência o que pode levar ao não-reconhecimento do dono e de pessoas familiares.
Quando o cão estiver ‘voltando’ ao seu estado normal, é recomendável que o proprietário fale com ele, para que o cão, ao reconhecê-lo, tranqüilize-se mais rapidamente.

Colaboração da Médica Veterinária, Dra. Audrey Haag

sábado, 8 de janeiro de 2011

ALERGIAS


É de vital importância identificar os inimigos do seu animal, pois o sucesso do tratamento de um animal alérgico depende muito da identificação dos agentes causadores de alergia. As alergias mais comuns são: a alimentar, a atópica (por inalação), e a alergia a pulgas.
O melhor tratamento para os casos de doenças alérgicas é simplesmente evitar as causas da alergia. No entanto, na maioria dos casos retirar todas as possíveis causas de uma alergia é praticamente impossível. Entre os agentes mais comuns da alergia podemos citar: poeira, bolores, ácaros, inseticidas, perfumes, produtos químicos, roupas desnecessárias, achocolatados e alimentos que contenham corantes e conservantes.
Os medicamentos mais comumente utilizados são à base de corticóides, utilizados para diminuir a inflação e conseqüentemente aliviar a coceira, no entanto, o uso prolongado destas substâncias, especialmente as injetáveis, pode causar sérios efeitos colaterais, tanto a médio como a longo prazo.
Procurando evitar esses transtornos, uma ótima alternativa que vem sendo cada vez mais utilizada é a elaboração de vacinas individualizadas, preparadas de acordo com os testes de diagnóstico da alergia. Este método é chamado de Hiposensibilização ou Imunoterapia e consiste basicamente na aplicação de extratos purificados das substâncias às quais o animal apresenta sensibilidade durante um período prolongado.
O primeiro passo é determinar quais as substâncias para as quais seu animal apresenta sensibilidade, o que é feito por um médico especializado. Uma vez identificado o(s) fator(es), inicia-se o tratamento propriamente dito. O tratamento é feito de forma progressiva, a cada vez aumentando o nível de tolerância do animal aos agentes alegênicos. Os efeitos clínicos do tratamento progressivo são observados de 3 a 5 meses após seu início.
O mais importante no caso de se verificar indícios de alergia em seu cão é não medicá-lo e nem modificar sua alimentação antes de consultar o seu médico veterinário.

O QUE É ALERGIA?
Alergia é uma doença em que o sistema imunológico reage anormalmente à substâncias comuns, tais como: Pólen, fungos, bolores, ácaros, pó, certos alimentos e substâncias químicas. Todas as reações alérgicas são desagradáveis, algumas muito sérias e poucas são fatais. As substâncias que causam as alergias são chamadas de alérgenos. Uma reação alérgica pode ser causada através da inalação ou da ingestão de alérgenos, ou pode ser resultado de um contato direto com a substância ao qual o animal é sensível.

QUAIS SÃO OS SINAIS DAS ALERGIAS?
O sinal mais comum das alergias em animais de estimação, é a coceira constante, irritação na face e lambedura ou mordedura das patas e em várias partes do corpo. Os locais mais comuns dos sinais da alergia são: flanco, patas, face, ao redor dos olhos, boca, orelhas e áreas próximas a base da cauda. Em cães, as alergias são freqüentemente a causa primária de problemas de pele persistentes, embora seja importante notar que nem toda a coceira é devido a alergia. As doenças da tireóide, infecções de pele, pulgas e micoses podem causar sintomas semelhantes.

COMO OS CÃES ADQUIREM ALERGIAS ?
As alergias têm várias causas, sendo que algumas delas têm origem genética. Filhos de pais com problemas de alergias, têm grande probabilidade de desenvolver algum tipo de problema alérgico durante sua vida. Os sinais de alergia nos animais de estimação aparecem após o contato com determinados alérgenos por vários meses ou até após alguns anos. O típico animal alérgico inicia os sintomas lambendo ou mascando as patas. Alguns destes sintomas são tão brandos que nem são percebidos pelo proprietário. Com a exposição contínua destes alérgenos, o animal irá gradualmente aumentar a gravidade dos sintomas. Após algum tempo, estes sintomas podem evoluir para um coceira persistente em várias partes do corpo chegando a formar feridas que freqüentemente se contaminam.

QUANDO OCORREM AS CRISES DE ALERGIAS?
Os sintomas das alergias vão ocorrer sempre que o animal é exposto a uma concentração elevada de alérgenos aos quais ele é sensível. Os alérgenos mais comuns, tais como: pó caseiro, ácaros de pó, fungos e leveduras, vão produzir sinais de alergia durante todo o ano, enquanto que alergias a plantas que polinizam durante a primavera ou verão, irão ocasionar sintomas de alergia somente durante estas épocas do ano. Alergia a alimentos podem ocorrer a qualquer época do ano. Para se conseguir um bom diagnóstico das doenças alérgicas, é necessário uma combinação de fatores tais como: Histórico clínico, exame clínico, teste alérgico e diagnóstico apropriado das doenças de pele secundárias que quase sempre estão associadas às alergias.

AS ALERGIAS PODEM SER PREVENIDAS?
Desde que a grande maioria das doenças alérgicas é herdada, não existe nenhuma maneira de preveni-las. Existe um consenso que as alergias podem ser controladas, mas não prevenidas. O melhor controle é conseguido evitando-se o contado do animal com os alérgenos a que ele é sensível. Por exemplo: Se seu cão é alérgico a pulgas, é importante controlar infestações de pulgas. Alguns alérgenos tais como fungos, bolores, pó, ácaros e pólen são muito difíceis de se evitar. Sendo assim, é importante encontrar formas alternativas de tratamento para controlar as alergias.

COMO POSSO DIAGNOSTICAR AS CAUSAS DAS ALERGIAS NO MEU ANIMAL?

Após um exame clínico completo, seu Médico Veterinário irá coletar uma pequena amostra de sangue de seu animal e irá encaminhar ao Laboratório. A amostra de sangue será submetida a uma bateria de mais de 80 testes diferentes, verificando-se a sensibilidade para inúmeros agentes causadores das alérgicas, tais como: Pólen de árvores, plantas, gramas, ervas, arbustos, pó caseiro, fungos, bolores e alimentos. Este número de alérgenos testados corresponde a aproximadamente 90 % das substâncias mais importantes existentes no meio ambiente, que podem ser causadoras das alergias. Toda esta bateria de testes é realizada com alérgenos encontrados no Brasil.

COMO AS ALERGIAS SÃO TRATADAS?
Existem várias maneiras diferentes ou combinações de tratamentos para controlar os sintomas clínicos das alergias. Medicamentos a base de corticosteróides de curta ação são geralmente utilizados durante um pequeno período de tempo para aliviar os sintomas da alergia. Estes mesmos medicamentos quando utilizados por um tempo prolongado, podem causar sérios efeitos colaterais para a saúde de seu animal, diminuindo a qualidade e a duração da própria vida. Corticosteróides de longa ação(depósito) não devem ser utilizados. Nos animais com sinais severos de alergias, ou quando os sinais clínicos persistem durante todo o ano, tratamentos específicos das alergias tais como a Imunoterapia (injeções de alérgenos), devem ser utilizados. Seu Médico Veterinário irá discutir com você, as várias alternativas de tratamento baseado nas necessidades de seu animal.

QUAL A PROBABILIDADE DE SUCESSO NESTE TRATAMENTO?
O sucesso deste tratamento depende de diversos fatores incluindo o estado geral de saúde de seu animal, as causas e a severidade dos sintomas da alergia e a própria resposta do paciente aos tratamentos preconizados. As etapas para o sucesso no tratamento das alergias são:
1. Identificação dos alérgenos aos quais seu animal é sensível através dos testes alérgicos, seguidos pelo tratamento por Imunoterapia.
2. Tentar reduzir ao máximo a concentração dos alérgenos no ambiente através da limpeza constante.
3. Dar a medicação recomendada por seu Médico Veterinário para controlar os sintomas clínicos.
4. Acompanhamento freqüente por parte do Médico Veterinário responsável pelo caso clínico.
A combinação destas terapias irá resultar no sucesso no tratamento e controle das alergias na grande maioria dos pacientes.

ALGUMAS SUGESTÕES DE CONTROLE AMBIENTAL

PÓ E ÁCAROS DE PÓ
Colocar uma capa plástica sobre a cama onde seu animal dorme. Lavar freqüentemente a cama com água quente(acima de 700C) Não deixe seu animal dormir em cima de madeira úmida ou mofada. Evite o contato com carpete ou tapetes. Limpe freqüentemente o local onde seu animal dorme.

FUNGOS E BOLORES
Evite deixar seu animal andar sobre gramados molhados, não tenha muitas plantas dentro de casa; evite deixar seu animal em locais úmidos dentro de casa tais como: banheiros ou lavanderia; utilize desumidificadores nos locais úmidos da casa. Seque bem seu animal após o banho.

PÓLEM
Evite campos gramados; mantenha a grama bem baixa; lave seu cão após o contato com gramas, ervas ou arbustos; mantenha seu cão dentro de casa durante o anoitecer e amanhecer; nas estações de polinização( primavera).

Colaboração do Dr. Isarael M. Bleich
Diretor do CEPAV

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

OS ANIMAIS SÃO NOSSOS IRMÃOS

160-Todas as almas têm a mesma origem, e são destinadas ao mesmo fim; A todos o Supremo Senhor proporciona os mesmos meios de progresso, a mesma luz, o mesmo Amor. (A Gênese - Cap. VI - Perg. 19)
Comentários: Repare que o enunciado diz que todas as almas têm a mesma origem e não especificou que tipo de almas. Não há especificação de que somente as almas de seres humanas têm a mesma origem, portanto se refere às almas de todos os seres orgânicos. Lendo a Gênese, verifica-se que todos os seres orgânicos têm alma.
Assim, se pode concluir que todos os seres orgânicos são nossos irmãos, pois têm a mesma origem e são criados pelo mesmo Pai.

161. O Princípio Inteligente, distinto do Princípio Material, se individualiza, se elabora em passando pelos diversos graus da animalidade; é aí que a alma ensaia para a vida e desenvolve suas primeiras faculdades pelo exercício; seria o tempo de incubação. (A Gênese - Cap. XI - Perg. 23)
Comentários: O Princípio Inteligente, desde que é criado e começa a participar dos processos da evolução neste ou em outros mundos físicos, já é um indivíduo. No entanto, antes de passar por uma certa fase ele se confunde com outros de sua espécie, pois que apresentam as mesmas aparências e se comportam do mesmo modo. Tendo comportamentos idênticos entre si até esta fase, não se pode distinguir um indivíduo de outro exceto por observações cuidadosas.
Desde que alcance aquela fase em que o indivíduo começa a se comportar de modo único, ele se torna distinto de outros que ainda continuam a se comportar de modo absolutamente instintivo.
Esta fase coincide com a fase de animalidade superior, que é uma das fases obrigatórias de nossa evolução, antes de chegarmos à fase humana.

162. A formação dos primeiros seres vivos se pode deduzir, por analogia, da mesma lei em virtude da qual se formaram e formam todos os dias os corpos inorgânicos. À medida que se aprofunda o estudo das leis da Natureza, as engrenagens que, de início, pareciam tão complicadas se vão simplificando e confundindo na grande lei de unidade que preside a toda a obra da criação. Isso se compreenderá melhor, quando estiver compreendida a formação dos corpos inorgânicos, que é o degrau primário daquela outra. (A Gênese - Cap. X - Perg. 3)
Comentários: Em outras palavras, podemos entender que os primeiros seres vivos se formaram a partir do mesmo principio que formou os primeiros seres inorgânicos, ou seja, os minerais. Como sabemos, há diversos átomos nos seres orgânicos, que são encontrados nos inorgânicos, porque temos a mesma origem.
À medida que o nosso entendimento sobre as coisas da natureza e da espiritualidade aumenta e nos reconhecemos apenas como peças que envolvem os mecanismos da natureza, percebemos que tudo evolui e tende à Unidade, ou tende a se aproximar da perfeição. Por isso se torna simples o entendimento de que os seres orgânicos fazem parte do início desta evolução.

163. A formação dos primeiros seres vivos pode-se deduzir, foi, por analogia, pela mesma lei, segundo a qual se formaram e se formam todos os dias corpos inorgânicos. (A Gênese - Cap. X - Perg. 3)
Comentários: A criação dos primeiros seres vivos aconteceu do mesmo modo como ainda hoje acontecem as novas criações de novos seres vivos, pois Deus não pára nunca de criar.

164. Sendo filhos do mesmo Pai são objetos de uma igual solicitude, que não há nenhum mais favorecido, ou melhor, dotado que outros... (A Gênese - Cap. X - Perg. 3)
Comentários: Sendo todos os seres criações divinas, todos são sujeitos à mesma atenção e todos têm a mesma importância, não importando se se trata de um minúsculo e ínfimo grão de areia ou o mais elevado ser espiritual que se possa imaginar. Todas as criações divinas são importantes porque todos são partes integrantes do Universo e de um equilíbrio único.

165. O Espírito não recebe a iluminação divina que lhe dá à consciência à noção de seus altos destinos, sem ter passado pela série divinamente fatal, dos seres inferiores, entre os quais se elabora, lentamente, a obra de sua individualidade; é somente a partir do dia em que o senhor imprime sobre sua fronte o seu augusto tipo que o Espírito toma lugar entre as humanidades. (A Gênese - Cap. VI - Perg. 19)
Comentários: O Espírito não se torna um Espírito de elevada categoria moral sem antes passar por fases primitivas de evolução, como por exemplo, a fase de animalidade. Somente depois de passar pela fase animal é que o Espírito recebe o "aval" de Deus, para ocupar as altas esferas espirituais. Portanto, a fase em que se encontram os animais, isto é, os espíritos, que estagiam na fase animal, algum dia se tornarão espíritos aptos a estagiar na fase humana.

166. O elemento espiritual individualizado constitui seres chamados de Espíritos. (A Gênese - Princípio Espiritual- Perg. 6)
Comentários: Algumas pessoas dizem que somente os seres humanos são dotados de Espíritos e que os outros seres vivos não possuem alma ou espíritos. Este enunciado faz cair por terra esta tese preconceituosa, pois segundo também lemos no livro da Gênese, todos os seres orgânicos têm alma (ou espírito).

167. Tudo concorre para provar que houve criação simultânea e múltipla. (A Gênese - Formação Primária dos seres - Perg. 2)
Comentários: A ciência atual atribui ao acaso o surgimento de novas espécies, mas ao que se sabe, as novas raças e espécies surgem simultaneamente e com as mesmas características. Quais seriam as possibilidades de surgirem seres idênticos de diferentes mães, isso considerando o surgimento de espécies de animais superiores, em lugares distintos ao mesmo tempo e ao acaso? Nenhuma, pois o acaso se refere a fatos fortuitos e não inteligentes e integrados a uma seqüência inteligente. A promoção de eventos inteligentes que determine o aparecimento de uma nova espécie está a sob a responsabilidade dos trabalhadores espirituais encarregados disso.

168. O corpo é, pois, simultaneamente, o envoltório e o instrumento do Espírito e, à medida que este adquire novas aptidões, reveste outro invólucro apropriado ao novo gênero de trabalho que lhe cabe executar, tal qual se faz com o operário, a quem é dado instrumento menos grosseiro, à proporção que ele se vai mostrando apto a executar obra mais bem cuidada. (A Gênese União do Princípio à Matéria - Perg. 10)
Comentários: A relação que há entre a evolução das espécies e a evolução do Espírito está no fato de que, a cada passo evolutivo do espírito, deve haver um corpo correspondente a este crescimento evolutivo que permita a este espírito expor todo o seu potencial intelectual e, talvez, moral.

169. Desde que um Espírito nasce para a vida espiritual, tem, por adiantar-se, que fazer uso de suas faculdades, rudimentares a princípio. Por isso é que reveste um envoltório adequado ao seu estado de infância intelectual, envoltório que ele abandona para tomar outro, à proporção que se lhe aumentam as forças. Ora como em todos os tempos houve mundos e esses mundos deram nascimento a corpos organizados próprios a receber Espíritos, em todos os tempos os Espíritos, qualquer que fosse o grau de adiantamento. (A Gênese União do Princípio à Matéria - Perg. 12)
Comentários: Desde que um princípio inteligente é criado e lançado à evolução no mundo físico, este precisa, para adiantar-se, usar seu potencial intelectual, ainda que primário, no início de sua evolução. Para que possa se manifestar no mundo físico, o princípio inteligente, ou espírito, utiliza corpos físicos, característicos de cada fase evolutiva.
A medida que este aprende e cresce intelectual e espiritualmente, a cada reencarnação (as reencarnações existem nas fases primitivas dos reinos orgânicos também), este espírito recebe um corpo adequado à fase evolutiva em que se encontra, mas cada vez que este envoltório envelhece ou perde a vitalidade, ele o abandona para retornar ao mundo espiritual e se prepara para receber outro corpo físico para que possa continuar a aprender com as experiências no mundo físico.
Como Deus cria de toda eternidade, há corpos próprios a receber os espíritos em qualquer época que seja e em qualquer fase evolutiva que seja. Isso demonstra que, na verdade, os corpos, ou as espécies, não evoluem, mas vão sendo introduzidas pelos trabalhadores espirituais nos mundos onde se façam necessários aos espíritos de que deles necessitem para evoluírem.

170. Este sistema, fundado na grande lei de unidade que preside à criação, corresponde, forçoso é convir, à justiça e à bondade do Criador; dá uma saída, uma finalidade, um destino aos animais, que deixam então de formar uma categoria de seres deserdados, para terem, no futuro que lhes está reservado, uma compensação a seus sofrimentos. (A Gênese Encarnação dos Espíritos - Perg. 23)
Comentários: Crer que os animais existam somente para nos servir é o mesmo que crer que Deus criaria seres para serem eternamente sofredores, que nunca evoluiriam e nunca receberiam uma compensação a estes sofrimentos. Crer que os animais não evoluam e somente existam para nos alimentar é admitir que Deus seria injusto e admitir o primitivismo de nossa espécie animal. No entanto, os animais não existem para nos servir e não foram criados como nossos objetos de uso e abuso, mas são seres que vivem e aprendem com as adversidades do mundo e se tornarão seres angelicais algum dia.

171. Por ter passado pela fieira da animalidade, com isso o homem não seria menos homem. Não seria mais animal como o fruto não é a raiz, como o sábio não é o feto informe pelo qual começou no mundo. (A Gênese - Cap. XI - Perg. 23)
Comentários: Por ter passado pela fase animal o ser humano não precisa se sentir humilhado e nem se sentir menor, pois, ao contrário, deveria se sentir mais elevado, pois passou por aquela fase e conseguiu alcançar outra mais elevada, ou seja, a fase humana.

172. Na natureza tudo se encadeia e tende à Unidade. (O Livro dos Espíritos - Perg. 607a)
Comentários: O espírito passa por todas as fases de evolução e deverá alcançar a perfeição, algum dia. Isso é inevitável, pois faz parte da lei do progresso, o qual tudo o que há no universo está sujeito.

173. O progresso é a condição normal dos seres espirituais, e a perfeição relativa o objetivo que devem alcançar. (A Gênese - Cap. XI - Perg. 9)
Comentários: A perfeição relativa, pois a perfeição absoluta somente Deus pode tê-la.