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MEU ANIMAL AMIGO: CIO SECO - COMO IDENTIFICAR?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CIO SECO - COMO IDENTIFICAR?

O ciclo estral da fêmea canina é composto de quatro fases; proestro, estro, diestro e anestro. Na fase de proestro observa-se, em condições normais, o início dos sinais típicos de “cio”, sejam eles, edema vulvar e secreção sanguínea.

O “cio” silencioso ou “cio” seco é caracterizado pelo não aparecimento desses sinais típicos citados. Normalmente, no “cio silencioso”, a fertilidade da cadela não é comprometida, embora os sinais físicos não estejam presentes, os aspectos hormonais estão normais, assim, a ovulação ocorre, estando a cadela apta a ser fecundada.

O cio silencioso ou seco é motivo de grande parte dos casos de infertilidade que ocorrem em canis, exige um manejo adequado, sendo de extrema importância diagnosticar o início do proestro e principalmente a fase fértil, que corresponde a fase denominada estro, onde os acasalamentos deverão ocorrer.

O “cio silencioso” pode não ser percebido pelo proprietário, no entanto, se houver cães machos na propriedade, estes irão se interessar pela fêmea, cheirando-a repetidamente e fazendo tentativas de monta. Se não houver machos na propriedade, o “cio” poderá ser diagnosticado por meio da “citologia vaginal”, exame simples, facilmente realizado por um clínico veterinário apto a interpretá-lo.

Na dúvida se a fêmea esteve ou não no “cio”, um exame de dosagem hormonal de progesterona poderá ser realizado, indicando se esta se encontra em diestro, fase posterior ao estro. Para este exame é necessário colheita de sangue para obtenção de soro.

Caso haja dúvidas sobre em qual fase do ciclo a fêmea encontra-se ou caso seja sabido que a mesma possui “cio silencioso” repetidamente, o proprietário deve procurar a ajuda de um veterinário que indicará o melhor protocolo para diagnóstico da fase e para que o “cio” não seja perdido. Recomenda-se que sejam efetuadas citologias vaginais a cada semana ou a cada quinze dias durante um ano para que seja detectado o cio.

Dra. Sandra Satzinger

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