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MEU ANIMAL AMIGO: Agosto 2010

domingo, 22 de agosto de 2010

MULHER SALVA CACHORRO JOGADO NO TIETÊ PELO DONO


Homem ameaçou me bater quando chamei a polícia’, conta administradora.
Cão ganhou nome de Tobias, em homenagem a bombeiro que o tirou do rio.

Para felicidade do vira-lata Tobias, a administradora de empresas Mariana Albano, de 28 anos, estava no lugar certo, na hora certa. Por volta das 9h30 de quinta-feira (19), quando se dirigia ao trabalho, em Guarulhos, na Grande São Paulo, ela viu quando o cachorro foi jogado pelo próprio dono no Rio Tietê, de uma ponte no centro de Mogi das Cruzes. “Eu estava passando pela ponte de carro e vi três pessoas olhando para baixo. Eu cheguei a ver o cachorro caindo”, contou.

Inconformada, ela parou e desceu do carro. “Questionei as pessoas e uma senhora me apontou o homem que tinha jogado o cachorro. Era um senhor entre 60 e 70 anos. Não era um homem em situação de rua, mas dava para perceber que era alguém carente”, disse Mariana. Em seguida, ela começou a discutir com ele, acusando-o de ter cometido um crime ao jogar o animal no rio.

“Ele me disse: ‘O cachorro é meu. Eu mato na hora que eu quiser’. Ele contou que tinha outros cinco cães e que sabia cuidar deles”, relatou Mariana. Segundo ela, a justificativa dada para que Tobias fosse jogado no rio era porque ele tinha comido os ovos botados pela galinha dele. “O cachorro devia estar morrendo de fome. Ele está muito magro, abatido”, disse a administradora.

Mariana, então, começou a chorar e a gritar, pedindo ajuda para que o cachorro não morresse afogado. O homem, vendo o desespero dela, a ameaçou. “Ele veio pra cima de mim, ameaçando me bater, quando peguei o celular e disse que iria chamar a polícia. Eu gritava e chorava e, mesmo assim, ninguém parou para ajudar.” Em seguida, o homem fugiu de bicicleta.

A segunda parte do drama teve início diante da resistência da polícia em atender a ocorrência. Ela, inicialmente, foi orientada a acionar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município. Ao afirmar que se tratava de um crime federal maltratar animais, conseguiu que fosse enviada uma equipe ao local. Em seguida, ligou para o Corpo de Bombeiros.

Enquanto isso, Tobias lutava para não ser arrastado pela correnteza nem morrer afogado. Com muito esforço, ele conseguiu nadar até a margem do rio, cujo ponto é ladeado por muros de empresas. “Não tinha como ele sair de lá. Tentei chegar próxima da margem através do muro de uma fábrica, mas a pessoa que me atendeu na porta disse que eu não poderia entrar, que aquilo era uma propriedade privada. Eu, às lágrimas, disse que entendia. No entanto, eu precisava resgatar o cachorro, que iria morrer e se ele preferia isso a me deixar entrar”, contou.

Homenagem

Os bombeiros chegaram pouco tempo depois. Segundo Mariana, um deles desceu por uma corda até a margem do rio e conseguiu atrair o cachorro, que estava assustado. Depois, amarraram o cachorro por uma corda e conseguiram erguê-lo até a ponte. Aos policiais, ela forneceu a descrição do homem que jogou o cachorro no rio e, em seguida, entrou em contato com a Delegacia Regional de Proteção do Alto Tietê, localizada em Mogi das Cruzes. “Em cinco minutos, o delegado veio ao local me atender. Tiramos fotos do cachorro e ele garantiu que iria divulgar o caso para encontrar o responsável."

O cachorro ganhou o nome de Tobias em homenagem ao sargento dos bombeiros que o tirou do rio, de acordo com a administradora. O animal foi levado para a casa da mãe, também em Mogi das Cruzes, onde foi alimentado e medicado. O próximo passo agora será encontrar um novo lar para o cão. “Vamos deixá-lo prontinho para ser doado.”

Apesar de já ter retirado das ruas e ter conseguido doar mais de 20 gatos e cerca de dez cachorros, ela não se considera uma protetora de animais. “Era algo que eu fazia individualmente, sem pedir qualquer ajuda. Faz pouco tempo que descobri na internet essa rede de protetores”, afirmou.

No dia 23 de dezembro de 2009, ela resgatou um cão da raça fila que viu desmaiado no acostamento da Rodovia Mogi-Dutra. “Ele estava machucado quando o encontrei. Depois que ele foi tratado e alimentado, ele dormiu por três dias seguidos. Agora, está na minha mãe também. Dei o nome de Klaus, em homenagem a Santa Klaus, porque o encontrei perto do Natal. É o cão mais doce que já vi”, contou.
 
G1

sábado, 21 de agosto de 2010

VACINA ANTI-RÁBICA MATA ANIMAIS EM SÃO PAULO


Ministério diz que vacinação contra raiva deve ser mantida no país
SP suspendeu campanha após morte de cães e gatos.
Segundo comunicado, não há evidências de 'eventos adversos'.

O Ministério da Saúde divulgou um comunicado em que afirma que a vacinação antirrábica no país será mantida. O anúncio é feito após São Paulo registrar casos de efeitos colaterais e até mortes de cães e gatos e suspendeu a campanha no estado na última quinta-feira (19).
"Não há evidências, até o momento, que os eventos adversos apresentados justifiquem a interrupção da campanha, pois os mesmos estão abaixo do relatado na literatura internacional e do produtor", diz texto publicado na noite de sexta-feira no site do ministério.
Segundo os registros da pasta, houve oito mortes, sendo duas no estado do Rio e sete em São Paulo em um total de 309.031 cães e gatos vacinados. O ministério considera que a taxa de 0,0029% de casos fatais está abaixo do que é considerado uma situação de anornalidade.
O texto diz que eventos graves podem estar associados a "a resposta individual de cada animal, condições de armazenamento e aplicação do produto, tais como: hipersensibilidade do animal a compostos da vacina, local de conservação, manejo do animal no momento da aplicação, doenças concomitantes, idade, número de doses aplicadas, tipo de agulha e seringa, via de administração".
De acordo com o ministério, "desde 2003, o laboratório produtor tem registro e licença no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e comercializa o produto no país na rede privada de clinicas veterinárias".
A médica veterinária Ana Claudia Furlan Mori, gerente do Centro de Controle de Zoonoses do município de São Paulo afirma que "toda vacina é passível de ter reações. O que nos surpreendeu foi o número e a intensidade das reações". “Ainda é prematuro atribuir alguma responsabilidade à vacina, ao laboratório ou à aplicação. É temerário fazer qualquer afirmação antes de uma análise clínica e epidemiológica detalhada”, disse. O Instituto Pasteur irá investigar os óbitos e as reações graves, de acordo com a secretaria.
Essa é a primeira vez que a campanha adotou esse tipo de vacina. “Ela produz uma resposta imunológica melhor, porque proporciona uma proteção mais rápida e duradoura. É uma vacina de cultivo celular, isto é, feita em laboratório e não utiliza camundongos. É o mesmo tipo de vacina que é utilizado em clínicas particulares”, disse.

Do G1, em São Paulo

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ACASALAMENTO, GESTAÇÃO E PARTO

Veja abaixo algumas das dúvidas mais frequentes sobre o tema da reprodução canina.

Qual a idade certa para acasalar?
A idade certa para acasalar deve levar em conta o desenvolvimento dos cães. Os machos, a partir de 12 meses já podem acasalar, mas as fêmeas só devem acasalar após 18 meses ou do terceiro cio, o que vier depois. Antes disso, ambos estão imaturos e não completaram seu desenvolvimento físico e psicológico.O período ideal para a reprodução nas cadelas 1 ano e meio e 6 a 7 anos de idade.
Cadelas que tiveram várias crias nesse período podem se manter em reprodução até ao redor dos 10 anos sem maiores riscos de ter problemas. Como muitas cadelas podem ter ciclos férteis às vezes até aos 12 anos de idade, existe a possibilidade de acasalamentos acidentais.
De modo geral é contra-indicado acasalar pela primeira vez cadelas após os 6 anos de idade, pela possibilidade de problemas no parto (perda de elasticidade na cervix e vagina) e a eventual necessidade de uma cesariana.
Mesmo às cadelas multíparas (que deram cria muitas vezes), não é recomendado o acasalamento após 10 anos de idade, pelos mesmos motivos.

Qual a duração do cio?
A duração de todo o cio é variável assim como a freqüência entre um cio o outro. De forma geral dura de 15 a 20 dias. Lembre-se de não cruzar sua cadela antes do terceiro cio.

Em que fase do cio devo acasalar minha fêmea?
O melhor período para acasalamento varia um pouco de raça para raça. Normalmente para as raças de porte pequeno, inicia-se no 8° dia e para as raças maiores, no 11° dia, indo até o 15° dia. Nesta fase a vulva continua inchada, mas normalmente, o corrimento é bastante reduzido/inexistente. Portanto, caso queira acasalar sua fêmea este é o período indicado. Para certificar-se da 'disposição' da cadela, um truque bastante eficaz é passar o delo na base do rabo da cadela. Quando ela está 'disponível', a fêmea desloca o rabo para o lado, deixando totalmente aparente a vulva.
Se você ainda tiver dúvidas, existem exames de citologia vaginal realizados por veterinários que podem dar a melhor indicação sobre o período mais indicado para o acasalamento.

Quantas vezes devo repetir o acasalamento?
Normalmente se repete o acasalamento 2 ou 3 vezes, com intervalo de 24 horas.

Acasalei minha fêmea. Quando é possível saber se ela está grávida?
Normalmente um veterinário, com um exame clínico (palpação), consegue identificar a gravidez de uma fêmea a partir dos 28/30 dias. No entanto, se a fêmea for muito grande ou estiver muito gorda, esse exame de toque é enganoso. A melhor forma de se garantir a presença dos filhotes é com o exame de ultrassom, a partir do 30° dia.

É possível interromper uma gravidez indesejada?
Possível é, mas é um procedimento de risco e nem todos os veterinários irão realizá-lo.
Caso você não queira filhotes, o melhor é fazer a castração da fêmea e/ou a vasectomia no macho.

Minha fêmea está grávida. Devo modificar sua alimentação?
Consulte primeiro seu veterinário para que ele possa fazer um exame clínico geral na sua fêmea. De maneira geral, as fêmeas devem receber alimentação para filhotes (ricas em cálcio e proteínas) apenas após o primeiro mês de gestação. Suplementos vitamínicos só devem ser dados sob orientação expressa do médico veterinário.
Uma alimentação correta e SEM EXAGEROS, vai ajudar a sua cadela a produzir filhotes saudáveis. Alimentação em excesso pode contribuir para o aumento exagero do peso da gestante e dificultar o parto dos filhotes.

Posso dar banho na fêmea durante a gestação?
As cadelas, a não ser em casos específicos, devem levar uma vida normal durante a gestação. Isso inclui passeios, brincadeiras, etc... claro que no final deste período ela mesma já vai preferir uma vida menos tumultuada e o melhor a fazer é respeitar seu ritmo. Banhos são bem vindos durante todo o período mas devem ser evitados na última semana de gestação.

Qual a duração da gestação?
A gestação dura entre 58 e 63 dias. Caso passe deste período, procure imediatamente o veterinário.

Qual o intervalo ideal entre uma gravidez e outra?
De maneira geral é altamente não recomendável que se acasale uma fêmea em dois cios seguidos.
Como o processo de gestação e amamentação é muito desgastante para as fêmeas, é recomendável que entre uma gestação e outra ela tenha um cio de 'descanso’.



Extraído do site www.dogtimes.com.br ,
gentilmente cedido por Mariana Saliola.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

CADELA MILITAR DOS EUA VOLTA TRAUMATIZADA DO IRAQUE


Gina, a cadela do Exército americano que voltou da guerra com traumas (Foto: AP)


Veterinário diz que 'Gina' tem transtorno de estresse pós-traumático.
Situação é comum em soldados que ficam expostos à violência de guerra.

Da Associated Press

A cadela Gina tinha 2 anos quando foi enviada para o Iraque para ajudar os militares como cão farejador altamente treinado. O pastor alemão ajudou os soldados americanos nas buscas realizadas em residências e assistiu a todos os tipos de explosões ruidosas.

Ela voltou para casa, no Colorado, encolhida e com medo. Quando seus treinadores tentaram levá-la a um prédio, ela endureceu as patas e resistiu. Uma vez lá dentro, ela dobrou sua cauda debaixo de seu corpo e se encolheu no chão. Gina se esconde debaixo dos móveis ou em um canto para evitar contato com pessoas.

Um veterinário militar a diagnosticou como tendo transtorno de estresse pós-traumático - uma condição comum entre humanos e que os peritos dizem que também pode afligir cães. "Ela demonstrou todos os sintomas e tinha todos os sinais", disse o sargento Eric Haynes, comandante do canil na Base Peterson da Força Aérea. "Ela tinha pavor de todos."

Um ano depois de voltar do Iraque, Gina está se recuperando. Caminhadas freqüentes entre pessoas amigáveis e uma reintrodução gradual para os ruídos da vida militar a fizeram começar a superar seus medos, disse Haynes.

Trauma

O transtorno de estresse pós-traumático é bem documentado entre militares americanos que regressam das guerras no Iraque e no Afeganistão, mas a sua existência nos animais é menos clara. Alguns veterinários dizem que os animais experimentam o trauma, ou ao menos uma versão dele.

"Existe uma condição em cães que é quase exatamente a mesma, se não é exatamente a mesma, que o transtorno de estresse pós-traumático em seres humanos", disse Nicholas Dodman, chefe do programa de comportamento animal na Universidade Tufts. Mas alguns veterinários não gostam de aplicar o diagnóstico para os animais, pensando que isso pode ofender recrutas entre os militares, disse Dodman. Ele acrescentou que o diagnóstico nos animais não significa que há ofensa ao pessoal militar.

Os militares definem transtorno de estresse pós-traumático como uma condição que se desenvolve após um trauma com risco de morte. As vítimas sofrem três tipos de experiências muito tempo depois, mesmo em um ambiente seguro. Elas repetidamente voltam a experimentar o trauma em pesadelos ou memórias vívidas. Eles evitam situações ou sentimentos que os lembre do evento, e eles se sentem nervosos todo o tempo.

Gina

Quando Gina voltou ao Colorado, no ano passado, após sua passagem de seis meses no Iraque, ela não era mais o "grande filhote" que a base conhecia, Haynes lembra. Ela tinha sido atribuída a uma unidade do Exército, e seu trabalho era a busca por explosivos depois que os soldados entravam em uma casa. As tropas muitas vezes usavam métodos barulhentos, usando granadas de efeito moral e derrubavam portas com chutes, disse Haynes. Além disso, Gina estava em um comboio que teve um veículo atingido por uma bomba improvisada.

Ao voltar para casa, Gina não queria nada com as pessoas. "Ela tinha se afastado da sociedade como um todo", disse Haynes, que já trabalhou com mais de 100 cães em 12 anos como treinador. Ele disse que viu outros cães atingidos por trauma, mas nenhum tão mal como Gina.

Haynes e outros treinadores passaram a levar Gina a caminhadas, para ajudá-la a superar o trauma. "Ela começou a aprender que nem todo mundo estava tentando pegá-la", disse Haynes. "Ela começou a atuar mais socialmente de novo."

Segundo o treinador, a equipe está cuidado para não deixar sua afeição interferir com a boa formação da cadela. Tratar Gina como um ser humano - por exemplo, confortando-a quando ela está com medo - pode deixá-la pensar que seu treinador fica feliz quando ela está com medo.

Eventualmente, ela pode ser capaz de retornar a atuar em situações de perigo real, como o fez no Iraque, mas isso apenas daqui a um ano, disse Haynes. "Nós não estamos pensando em fazê-lo a qualquer momento no futuro próximo, porque, obviamente, não queremos estragar tudo o que já fizemos", disse ele.