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MEU ANIMAL AMIGO: Abril 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

O HOMEM E O CACHORRO

Um certo homem ouviu dizer que óleo de fígado de bacalhau era bom para saúde do seu cachorro.
Então resolveu dar o óleo todos os dias para o animal....
Prendia o pobre cachorro entre as pernas e enfiava o óleo goela abaixo do bicho. O animal se rebelava e se debatia furiosamente, todos os dias.
Um dia o cachorro se soltou e para espanto do homem o animal veio e lambeu a colher de óleo...
Foi aí que o homem entendeu, que o cachorro não lutava contra o óleo, mas sim contra o método usado pelo homem, para lhe dar o óleo...


Reflexão:

Muitas vezes o problema não é o que fazemos, mas como fazemos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

EMERGÊNCIAS VETERINÁRIAS

Reconhecer a Emergência

Em medicina canina, as verdadeiras emergências são de ordem vascular (hemorragias), cardio-respiratórias (edema pulmonar agudo, síncope cardíaca), gástricas (torção do estômago, obstrução esofágica) ou neurológicas (comoção cerebral, coma, convulsões), situações que podem, todas elas, levar a um estado de choque, o qual também se verifica nas insolações, intermações, nas alergias e nos politraumatismos.

Mas existem outras patologias que também requerem tratamento urgente: picadas de insetos que provocam reações urticariformes, mordidas de animais venenosos, ruptura do canal auditivo, intoxicações.

Quanto às fraturas, embora seja necessária uma rápida imobilização, não constituem realmente uma emergência (exceto as expostas e as da coluna). Ao contrário, é melhor esperar vinte e quatro ou quarenta e oito horas antes de intervir; assim, o hematoma terá tempo de ser reabsorvido e a redução fica melhor.

Quando estas situações de emergência ocorrem, em vez de ir com toda a rapidez ao veterinário, é preferível entrar em contato com ele por telefone para verificar a localização geográfica do consultório ou clínica e o horário de atendimento. Assim, se evitará perder um tempo precioso fazendo "a ronda das clínicas". As ligações telefônicas também permitem ao veterinário preparar-se para prestar os primeiros socorros.

Se a emergência ocorrer num contexto traumatizante (acidente de trânsito, atropelamento, politraumatismo, etc.), convém evitar toda a manipulação inútil, principalmente se houver a suspeita de traumatismo da coluna.

Como agir numa Emergência?

Se o cão estiver politraumatizado (atropelamento com fraturas, uma doença respiratória, etc.), sempre que possível, é preferível transportá-lo deitado numa tábua ou num suporte rígido. Também se pode deitá-lo de lado (em decúbito lateral) sobre uma manta, uma toalha, etc., que, para o transporte, se segura pelas quatro pontas, a fim de lhe evitar inúteis e até perigosas trações dos membros.

Se o cão sofrer de traumatismos múltiplos ou se estiver com convulsões, deve-se colocá-lo numa manta e segurá-la pelas quatro pontas. Esta forma de transporte, evita reações inúteis no primeiro caso e movimentos desordenados no segundo.

No caso de uma hemorragia externa, deve-se colocar-lhe uma atadura fria.

Além disso, no caso de uma insolação ou de um edema facial-conjuntival, pode-se aplicar uma compressa fria, para moderar a hipertermia.

No caso de parada cardíaca, tenta-se reanimar o animal puxando-lhe a língua, visando a desobstrução das vias respiratórias. E importante colocar-lhe, primeiro, uma mão sobre o tórax, para se certificar que é uma síncope cardíaca e não respiratória. Em caso de parada respiratória, colocam-se as duas mãos abertas, uma sobre outra, sobre o tórax do cão, pressionando-o ligeiramente por duas vezes e, depois, retirando-as; deve-se, então, recomeçar, verificando se ele recupera a respiração.

No caso de convulsões, e a fim de prevenir qualquer traumatismo secundário, é prudente colocar o cão numa manta, como indicado acima, para lhe evitar os movimentos desordenados e facilitar o seu transporte. Deve-se evitar luzes fluorescentes

Reações Urtifcariformes

São reações de hipersensibilidade (alérgicas) generalizadas, menos severas que o choque anafilático (anafilaxia). Aparecem na pele e são bem visíveis na face onde se verifica o edema facial-conjuntival. Ocorre um entumescimento das pálpebras, dos lábios e do focinho, conferindo ao cão um aspecto característico.

Geralmente é desencadeada por picadas de insetos, medicamentos e certos alimentos, podem aparecer dificuldades respiratórias. O tratamento é feito com antihistamínicos ou corticoides

Traumatismo Ocular

Geralmente de origem vascular, por descolamento da retina ou por hipertensão intra-ocular, constitui uma emergência, pois a conservação da visão depende da rapidez do tratamento. Em todo o caso, e apesar de todos os progressos da medicina veterinária neste campo, o descolamento da retina devido a um acidente simples, como por exemplo, a batida de uma bola de futebol contra a cabeça do cão, ainda não tem um tratamento que permita uma recuperação funcional satisfatória.

Prognóstico do Politraumatismo

O dono do cão que acaba de sofrer um acidente pode estranhar que o veterinário lhe diga que ainda é cedo demais para adiantar um prognóstico. Mas uma resposta diferente, nesta situação, seria arriscada. O cão politraumatizado precisa ser colocado em observação, para verificar se todas as suas funções vitais se mantêm como devem. Além das funções cardíacas e respiratórias, que se podem avaliar relativamente depressa, deve-se confirmar a integridade das vias intestinais e urinárias, bem como as funções esfincterianas. Nas patologias neurológicas, a recuperação funcional pode necessitar de um certo tempo, o correspondente à reabsorção dos edemas cerebrais. Por isso, a complexidade do exame do cão politraumatizado exige toda a atenção do médico e toda a paciência do dono.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O QUE EU PRECISO SABER SOBRE A RAIVA?


A raiva é uma doença provocada por vírus, caracterizada por sintomatologia nervosa que acomete animais e seres humanos. Transmitida por cão, gato, rato, bovino, eqüino, suíno, macaco, morcego e animais silvestres, através da mordedura ou lambedura da mucosa ou pele lesionada por animais raivosos.
Os animais silvestres são reservatório primário para a raiva na maior parte do mundo, mas os animais domésticos de estimação são as principais fontes de transmissão para os seres humanos.

SINTOMAS NOS ANIMAIS:
A raiva pode apresentar vários sinais clínicos, tornando-se difícil diferenciar de outras síndromes nervosas aguda progressivas. Os sinais podem incluir alterações de comportamento, depressão, demência ou agressão, dilatação da pupila, fotofobia (medo do claro), incordenação muscular, mordidas no ar, salivação excessiva, dificuldade para engolir devido à paralisia da mandíbula, déficit múltiplo de nervos cranianos, ataxia e peresia dos membros posteriores progredindo para paralisia.
Neste estágio o animal para de comer e beber. O estágio paralítico pode durar de um a dois dias, seguido de morte por parada respiratória. O período de incubação, a partir da mordida até o início dos sinais clínicos, é variável, podendo ser de duas semanas a seis meses. Mas a partir do momento em que sejam vistos os sinais neurológicos, a doença é rapidamente progressiva, com a morte ocorrendo dentro de sete dias, na maioria dos animais. Mordidas na face, cabeça e pescoço resultam em períodos de incubação mais curto.

SINTOMAS NOS HUMANOS:
O homem recebe o vírus da raiva através do contato com a saliva do animal enfermo. Isto quer dizer que, para ser inoculado, não precisa necessariamente ser mordido - basta que um corte, ferida, arranhão profundo ou queimadura em sua pele entrem em contato com a saliva do raivoso. Independente da forma de penetração, o vírus se dirige sempre para o sistema nervoso central. O tempo de incubação, porém, varia com a natureza do vírus, o local da inoculação e a quantidade inoculada. Se o ponto de contágio tiver sido a cabeça, o pescoço ou os membros superiores, o período de incubação será mais breve, porque o vírus atingirá a região predileta com maior rigidez. A partir daí, o vírus migra para os tecidos, mas sobretudo para as glândulas salivares, de onde é excretado juntamente com a saliva.
Tanto no homem como nos animais, quando os sintomas da moléstia se manifestam, já não há mais cura possível - a morte é certa. Assim, todo tratamento tem que ser feito durante o período de incubação, quando o paciente não apresenta sintomas e não manifesta queixas.
No homem, o primeiro sintoma é uma febre pouco intensa (38 graus centígrados) acompanhada de dor de cabeça e depressão nervosa. Em seguida, a temperatura torna-se mais elevada, atingindo 40 a 42 graus. Logo a vítima começa a ficar inquieta e agitada, sofre espasmos dolorosos na laringe e faringe e passa a respirar e engolir com dificuldade. Os espasmos estendem-se depois aos músculos do tronco e das extremidades dos membros, de forma intermitente e acompanhados de tremores generalizados, taquicardia, parada de respiração.
Qualquer tipo de excitação pode provocá-los (luminosa, sonora, aérea, etc.). O homem, ao contrário do cão, torna-se hidrófobo (sofre espasmos violentos quando vê ou tenta beber água). Freqüentemente experimenta ataques de terror e depressão nervosa, apresentando tendência à vociferação, à gritaria e à agressividade, com acessos de fúria, alucinações visuais e auditivas, baba e delírio.
Esse período de extrema excitação dura cerca de três dias, vindo, a seguir, a fase de paralisia, mais rápida e menos comum nos homens do que nos animais. É então que se nota paralisia flácida da face, da língua, dos músculos da deglutição, dos oculares e das extremidades dos membros. Mais tarde, a condição pode atingir todo o corpo.
Às vezes, a moléstia pode manifestar evolução diferente: surge com a paralisia progressiva das extremidades e logo se generaliza. Mas, seja qual for o tipo, a raiva sempre apresenta uma evolução fatal para o paciente.

PROFILAXIA:
A profilaxia é vacinar os animais de estimação a partir de 3 meses de idade e depois anualmente; capturar cães de rua; controlar os transmissores (morcegos), evitando, porém, contato direto com o mesmo. Caso seja detectada a presença de morcegos em alguma região deve-se procurar iluminar áreas externas nas residências, colocar telas nos vãos, janelas e buracos e fechar ou vedar porões, pisos falsos e cômodos pouco utilizados que permitam o alojamento de colônias. Fique atento aos locais mais freqüentes onde os morcegos se alojam: Sótãos, forros, porões, pisos falsos, garagens, vãos de dilatação de prédios, casas de maquinas (elevadores), caixas de persianas, estábulos, copas das árvores, troncos ocos de árvores, cavernas e edifícios abandonados.
Quando se deparar com um desses animais, procure não provocá-lo, nem tente capturá-lo. Afaste as pessoas e animais do ambiente onde o morcego se instalou e isole o local, se possível. Evite sempre o contato direto com qualquer tipo de morcego vivo ou morto. Caso tenha problemas procure o Centro de Zoonoses de sua cidade ou uma orientação Médico Veterinário.

O QUE FAZER COM O ANIMAL COM SUSPEITA DE RAIVA?
O animal com suspeita de raiva deve ser isolado e ficar em observação ou sofrer eutanásia, para ser realizado um exame do cérebro e tronco cerebral em busca do vírus. Se houve exposição humana ou animal de um outro animal com sintomas clínicos sugestivos de raiva, deverá ocorrer inoculação em camundongos para verificar a presença do vírus, isto quando o exame cerebral der negativo.
Esses animais (cães e gatos) que morderam seres humanos e apresentaram sintomatologia nervosa devem sofrer eutanásia e ter seus cérebros examinados para verificar a presença do vírus da raiva. Já cães e gatos sadios, de donos conhecidos, devem ser confinados por dez dias de observação após a mordida, em busca de sintomas de raiva (para verificar se a pessoa foi exposta à raiva). Caso o resultado dê positivo, com a presença do vírus da raiva, deverá ser iniciada a imunização o mais rápido possível, pois não há período de espera seguro.
Caso este cão e gato estejam atualmente imunizados (tomaram vacina contra a raiva) e foram mordidos por um animal comprovadamente raivoso ou mordidos por animais silvestres numa área onde há casos de raiva, devem ser revacinados e observados durante 90 dias. Entretanto, os animais não vacinados devem sofrer eutanásia ou, se o dono não quiser, devem ficar confinados a um estrito isolamento durante 10 dias. Após este período (e se estiver sadio) poderá voltar ao seu dono.

domingo, 18 de abril de 2010

DEFICIÊNCIAS DE CÁLCIO E DE FÓSFORO: RAQUITISMO, OSTEOMALÁCIA E OSTEOPOROSE.


Os animais domésticos criados em regime chamado de confinamento, ou seja fechados em áreas menores que as usuais de que quando criados soltos, e alimentados artificialmente, estão mais sujeitos a deficiências alimentares que aqueles criados extensivamente.

Na natureza, os animais silvestres possuem uma aptidão chamada de FOME ESPECÍFICA, tal seja, seus próprios organismos reclamam e os orientam quando algum elemento alimentício está em falta na alimentação, e os leva a procurar na própria natureza em que vivem as fontes naturais que possam lhes fornecer tais elementos em carência. Referida aptidão, com a domesticação é em parte perdida, porém ainda pode ser notada de forma velada, em determinados casos e em determinadas espécies animais.

O organismo animal tem necessidade para uma vida saudável, de receber a través da alimentação todos os elementos nutricionais de que tem necessidade, os quais com a digestão processada em seus aparelhos digestórios, são transformados em moléculas menores, possibilitando assim sua assimilação pelos intestinos e posterior síntese no fígado e outros órgãos, da própria substância constitutiva de seus diferentes tecidos corporais, além da manutenção do próprio funcionamento da verdadeira"máquina orgânica, que pode ser chamado o ser vivo.

Entre os elementos constitutivos do corpo animal, os elementos químicos Cálcio e Fósforo entram em porcentagem alta, estimada em torno de três quartas partes do total da substância mineral do organismo, e mais de 90% de seus esqueletos. São ainda muito solicitados esses elementos químicos, quando o organismo é de uma fêmea, quer em sua fase de gestação quer em em produção de leite (lactação). Na infância, quando o organismo animal está em pleno crescimento, tais elementos químicos devem estar presentes na alimentação desses animais também em alta porcentagem, por serem altamente requisitados pelo fato de serem necessários para a construção do próprio arcabouço ósseo de sustentação (somático).

Há ainda um fator acessório, tal seja, esses elementos químicos mesmo presentes no organismo por haverem sido ingeridos com os alimentos, necessitam para serem incorporados ao esqueleto animal, da presença da Vitamina D, que exerce um papel semelhante àquele desempenhado por determinadas substâncias em reações químicas sensíveis, precisando estar presente mesmo em quantidade ínfima, porém necessária tal presença para a perfeita deposição desses sais minerais nos ossos, formando a chamada proteina complexa OSSEINA, parte fundamental da composição dos ossos . Não é essa vitamina incorporada ao osso junto com os elementos Cálcio e Fósforo, porém age nessa verdadeira reação química como um elemento catalisador acessório, sob pena de sua falta causar doenças nutricionais graves, mesmo estando presentes os elementos também fundamentais Cálcio e Fósforo.

Além de altamente presente na composição óssea, os elementos químicos Cálcio e Fósforo estão também presentes na constituição do próprio plasma sangüíneo e líquidos embebedores do colódio vivo orgânico, além de na constituição de outros tecidos do organismo.

Feitas essa breve explanação sobre o aspecto funcional desse chamado fenômeno da fixação do cálcio e fósforo nos ossos do esqueleto animal, vamos a tema objeto deste artigo.

RAQUITISMO
É a doença antigamente chamada de Enfermidade Inglesa, que se traduz por fragilidade dos ossos do esqueleto na fase do crescimento, ou seja, na primeira fase da vida animal (Infância), e hoje sabemos ser causada por carência de Cálcio, Fósforo e Vitamina D.

Os ossos se apresentam frágeis, com possibilidades decorrentes de fraturas até expontâneas, além de terem seu crescimento alterado, principalmente observável nos ossos longos como o fêmur, tíbia, úmero e costelas, e mesmo nos ossos do crânio. Os ossos longos das extremidades, como aqueles das pernas, tendem a se arquearem ocasionando defeitos de aprumo (postura) desses animais, devido a fragilidade com conseqüente flexibilidade maior desses próprios ossos. Por ser de ocorrência na fase do crescimento na infância, tais defeitos de aprumo são praticamente insanáveis na vida adulta. Palpado o tórax desses animais, na região chamada esternal, onde localizam-se as articulações das costelas no osso esterno, nessas chamadas articulações condro-costais é facilmente visto o chamado"Rosário Raquítico". Ocorre um espessamento dessas articulações condro-costais, com conseqüente formação de como se fossem"CONTAS DE UM ROSÁRIO", daí o nome.

É portanto, o Raquitismo, uma doença própria da infância, observável portanto exclusivamente em organismos jovens, e causada por deficiência dos elementos Cálcio e Fósforo além da própria Vitamina D, como anteriormente descrito, e hoje classificado entre aquelas doenças de transtorno do crescimento.

Animais jovens, com essa doença nutricional, apresentam portanto seus ossos frágeis, com insuficiente deposição de osseina, que como já comentado é a substância complexa elaborada no próprio organismo por células especiais denominadas osteócitos a partir dos elementos químicos Cálcio + Fósforo+ Vitamina D.

Os dentes desses animais também ficam comprometidos em sua resistência, sofrendo maior desgaste e mesmo com duração de vida mais curta. Cáries também se tornam mais freqüentes e de maior gravidade determinando suas quedas precoces.

Quando efetuadas radiografias desses esqueletos desses animais, serão os mesmos visualizados com maior transparência aos Raios X, devido insuficiente deposição desses elementos químicos, além de apresentarem-se deformados (arqueados).

Portanto, para o tratamento profilático dos animais em geral, basta que lhes sejam supridos alimentos com suficiente quantidade dessas substâncias, além da própria Vitamina D. Muitas vezes, a doença é secundária, ocorrendo por concomitante e simples verminose, ou então, alguma dificuldade na absorção digestiva, devendo nesses casos, a doença primária ser tratada em primeiro lugar, ou simultaneamente.

Um sintoma que chama a atenção quando estão os animais com a doença, é a ocorrência das chamadas aberrações do apetite, tal seja, o animal com raquitismo apresenta fome por substâncias que não lhe são próprias da alimentação, como terra, reboco de parede, tijolos e mesmo as próprias fezes (coprofagia).

OSTEOMALÁCIA
Caracteriza-se esta doença, também como o Raquitismo, por fragilidade óssea, porém ocorrendo no organismo já adulto, com sua ossatura previamente formada na devida época da juventude sem ocorrência da doença nutricional.

Como o próprio nome significa, é a Osteomalácia doença dos OSSOS MOLES...

Porque ocorre tal doença? Simplesmente, pela falta dos mesmos elementos químicos Cálcio, Fósforo e Vitamina D, na alimentação, em doses suficientes para manutenção das necessidades normais desses próprios organismos vivos.

Muitas vezes é a doença simultânea a distúrbios das glândulas endócrinas Tireóide e Paratireóides, daí se supor ser secundária ou associada a essas anormalidades endócrinas.

Constatada portanto fragilidade óssea em animais adultos, quer associada ou não a também distúrbios tireodianos, o tratamento deve incluir suprimento de sais de cálcio, fósforo e vitamina D, quer na alimentação, quer suprido por outras vias.

O sintoma principal e que chama a atenção, e causador de fraturas ósseas, é a grande fragilidade do esqueleto, que examinado ao Raio X comprova sua pouca ou nenhuma impregnação por sais de Cálcio.

Cortes histológicos ósseos comprovam a decomposição progressiva do próprio tecido ósseo, com aparecimento de poros de permeio além de adelgaçamento do próprio tecido superficial, denominado perióstio, e conseqüente dilatação da cavidade medular do osso, quando longo.

A doença está intimamente associada a fome, ocorrendo em maior porcentagem quando da ocorrências de guerras ou conflitos sociais determinantes de carência alimentar.

Os estratos sociais mais atingidos são particularmente aqueles de menor poder aquisitivo da população, quando humana. Entre os animais, aqueles de propriedade de criadores de menor capacidade pecuniária ou econômica.

OSTEOPOROSE
É doença observável na fase da vida chamada da velhice. Os ossos vão gradativamente se tornando porosos (daí o nome da doença), com pouca substância constitutiva, daí serem possíveis e freqüentes fraturas até espontâneas.

Efetuadas radiografias do esqueleto desses animais, vão ser observados os ossos com pouca deposição cálcica e conseqüente aumento de sua transparência aos Raios X .

O tratamento resume-se na administração, como das doenças anteriores do mesmo gênero, de compostos cálcicos e fosfóricos, além da Vitamina D.

A alimentação desses animais deve também ser convenientemente orientada, para perfeito suprimento desses elementos químicos necessários.

Doenças intercorrentes, que ocasionem dificuldade na absorção dos alimentos em geral, devem também ser convenientemente tratadas.

Outras causas concomitantes, principalmente ligadas ao metabolismo geral, ou mesmo endócrinas, devem também ser pesquisadas quando constatada osteoporose.

Dr.Carmello Liberato Thadei - MÉDICO VETERINÁRIO - CRMV-SP-0442.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

ALIMENTAÇÃO



A saúde de seu animal depende muito da alimentação que lhe for dada.

De 1 à 2 meses:

3 refeições líquidas

Leite Nan - ou qualquer similar para alimentação de lactentes, ou filhotinhos,  farinhas infantis - Neston, Farinha Láctea, Mucilon, etc

Frutas - exceto as cítricas

3 refeições pastosas

Ração para filhotes,

carne magra moída - crua ou levemente cozida

legumes e verduras cozidos com tempero discreto - exceto os legumes brancos (pode ser sopinha infantil)

Obs:

Uma vez por semana substituir a carne por miúdos cozidos

Uma vez por semana colocar na comida uma gema de ovo crua


De 2 à 4 meses:

2 refeições líquidas

Substituindo o leite de lactente por leite Longa Vida com Baixo Teor de Lactose.

2 refeições pastosas

Ração para filhotes

Carne crua ou cozida, variar o tipo de carne (pode ser de vaca, frango sem osso, miúdos ou peixe)

legumes e verduras cozidos

gema de ovo crua - 2 vezes por semana

De 4 à 7 meses:

1 refeição líquida

Que poderá ser suprimida após os 7 meses

2 refeições sólidas

Que deverão ser à base de ração

Obs.: gradativamente vai-se aumentando a quantidade de ração e diminuindo os complementos, de modo que o filhote se acostume à ração seca. Se ele já come bem a ração, não há necessidade de nenhum tipo de complemento (carne, legumes, etc).

quinta-feira, 15 de abril de 2010

TABELA DE IDADE DE CÃES

A saúde do seu pet pode mudar rapidamente com a idade dele.

Em torno dos 7 anos, seu pet entra na idade dos idosos. Normalmente, nesta idade, eles começam a desenvolver doenças comuns parecidas com as dos humanos como diabetes, doenças cardíacas, hipertiriodismo e câncer. Estas doenças podem chegar sem aviso e se desenvolver rapidamente por isso, prevenir essas doenças é muito importante. Com a tabela abaixo você poderá identificar a idade que seu pet se encontra e conversar com o seu vet qual o melhor conduta para prolongar, com saúde, a vida do seu pet.



quarta-feira, 14 de abril de 2010

EXISTE CACHORRO RACISTA?


Desde que eu era menina sempre ouvi dizer que existem determinados cães, e em especial determinadas raças de cães, que são racistas. Naquela época eu nunca me questionei a este respeito e eu mesma fui dona de um Pastor Alemão que, embora não pudesse ser chamado de "racista" pois sempre aceitou pessoas brancas, pretas, japonesas ou de qualquer raça, poderia ser chamado de "preconceituoso". Este cão tinha verdadeira aversão (e agressividade) com relação a mendigos e bêbados, bem como por bando de crianças barulhentas e sem camisa.

Mas será que existem mesmo cães racistas e cães que detestam determinado grupo de pessoas?

A verdade é que esta atitude agressiva não é reflexo de preconceitos como nós humanos entendemos. Mesmo que alguns cães pareçam ser mais agressivos e desconfiados com determinados grupos de pessoas, cães não gostam ou deixam de gostar mais ou menos de uma pessoa, seja ela negra, branca ou oriental, por causa de conceitos prévios a respeito de uma possível correlação entre a cor da pele e comportamento "padrão" tal como muitos humanos fazem.

Se um cão discrimina determinado grupo de pessoas é porque uma das três razões abaixo fizeram parte do seu desenvolvimento quando filhote:

1- Ele nunca teve contato ou até mesmo viu uma pessoas com estas características físicas.

Se um cão for criado apenas numa comunidade negra ele (o cão) provavelmente irá estranhar, podendo até demonstrar sinais de agressividade contra brancos. Da mesma forma cães que nunca tiveram contato com crianças, pessoas obesas ou que se utilizem de cadeira de rodas irão estranhar estes grupos.

2- O dono transmite insegurança ou desaprovação com relação a determinados tipos de pessoas.

Embora este sentimento possa ser involuntário e extremamente discreto o cão percebe e reage tentando compensar a insegurança do dono. Este era exatamente o caso do meu Pastor Alemão.

Meu cachorro era dotado de muita sensibilidade e instinto de guarda. Hoje, analisando minha relação com ele, percebo que todas as vezes que eu avistava um mendigo ou um bêbado (na época eu devia ter um 15 anos e morria de medo de ser abordada por estas pessoas) eu retesava a coleira, puxando o cachorro ainda mais para perto de mim. Não foram necessárias muitas repetições deste movimento para que o cão percebesse o meu desconforto e passasse a dar o aviso aos transeuntes, que se enquadravam neste padrão, para que não se aproximassem. Neste caso o cheiro (bebida alcóolica ou da falta de higiene corporal) eram a dica para que ele começasse a latir ameaçadoramente. Da mesma forma, na região em que eu morava, era comum que bando de meninos voltando da praia atacassem pessoas para realizar pequenos furtos ou apenas para ameaça-las e dar boa risada da cara de pavor do pobre coitado. Mais uma vez, toda vez que eu avista um destes bandos eu puxava o cachorro para junto de mim .

E mais uma vez Tiquinho (este era o nome do cão) vinha em meu socorro.

Nestes casos eu imagino que além do cheiro de praia, a algazarra dos meninos, e a maneira que eles andavam pela rua (tentado cobrir um raio suficiente para cercar as pessoas) deflagrava os instintos do meu bicho. Claro que eu não sabia o que eu estava fazendo. Eu não estava tentando ensinar ao meu cachorro a me proteger, mas sempre eu o recompensava, já que me sentia aliviada com a distancia que estas pessoas mantinham de nós. Aliás, era uma dupla recompensa: Uma quando eu acabava acariciando o cão, e outra através das pessoas que se afastavam. Eu e elas estávamos mostrando ao Tiquinho que ele estava fazendo um belíssimo trabalho e que deveria continuar se aperfeiçoando.

Em poucos meses não era preciso mais que eu visse as pessoas "indesejadas" se aproximando, nem que eu puxasse a coleira do Tiquinho. Não subestimem os sentidos de um cão (olfato, visão e audição principalmente). Bastava estas pessoas estarem a centenas de metros de nós e Tiquinho logo se arrepiava e se colocava em posição de defesa (Graças a Deus, nunca de ataque).

3- Determinados grupos de pessoas estimulam o comportamento desconfiado do cão.

As pessoas que tem medo de cachorro acabam dando o sinal de que alguma coisa está errada, mesmo quando o dono e o cão estão tranqüilos.

Foi exatamente isso que aconteceu outro dia quando eu estava treinando um Rottiweiler de 1 ano e 2 meses.

É bastante comum que quando saio para treinar cães grandes como o Rott as pessoas evitem de passar muito perto de nós. Mas num dia em especial eu vinha caminhando calmamente com este belíssimo exemplar da raça, com a coleira totalmente frouxa, já que o cão é totalmente confiável e está quase pronto para andar sem guia, quando dois jovens negros começaram a andar em direção contrária a nossa.

Lá de longe eu já havia percebido que os dois vinham se cutucando e se empurrando e, tal como eu, o cachorro também percebeu.

Desta vez tenho certeza de que não mandei nenhum sinal para o Thor. Eu estava absolutamente calma e de espírito desarmado. Também não poderia enviar nenhum sinal pela guia, já que a mesma estava passando por trás do meu pescoço antes de chegar ao cão (justamente com o propósito de eliminar o vício de corrigir o cão quando estamos preparando o animal para andar fora da guia).

Na medida quem que os rapazes se aproximavam de nós, eles mais se cutucavam e se empurravam, com um tentando manter o outro próximo da rota do cachorro, enquanto que o que era empurrado tentava escapar.

A título de verificar o temperamento do Thor, resolvi manter o meu passo e não interferir na tensão da guia. Quando estávamos quase cruzando com os rapazes o Thor começou a rosnar muito baixinho. Era quase inaudível, na verdade eu podia mais sentir a vibração do corpo dele junto a minha perna do que propriamente ouvir o rosnado dele. Imediatamente reforcei o comando para que ele se mantivesse junto a mim e não toquei na guia. Quando os rapazes estavam paralelos a nós o Thor finalmente colocou os dentes para fora e começou a latir, virando a cabeça para acompanhar os dois rapazes (que nesta hora aceleraram o passo e pararam de se cutucar), porém sem nunca se afastar do meu lado..

Comentário do rapaz que estava sendo empurrado para o amigo que ria histérica e nervosamente. "Viu seu Mané, não falei que estes cachorros não gostam de pretos?!".

Me controlando para não rir do comentário que foi dito num misto de pavor e aborrecimento dignos de comédia, parei, coloquei o Thor na posição deitada e expliquei para os dois que o cachorro não tinha nada contra a cor da pele deles. Que apenas tinha reagido à forma que os dois se aproximaram, que para o cão pareceu diferente, e portanto suspeita. Resposta dos dois: ‘A senhora pode falar o que quiser dona, mas eu é que não chego perto destes cachorros, eles não gostam de pretos e tá acabado!".

Tenho certeza que se esta experiência fosse repetida mais uma dúzia de vezes, e sempre com pessoas de pele escura, o Thor iria começar a ter uma atitude suspeita contra todos os negros, já que ele é criado por uma família branca e não costuma sair muito às ruas.

Bom, a esta altura você pode estar se perguntando: "E se alguém não gosta de judeus? É possível tornar um cachorro anti-semita?" (Se você não se perguntou isso não tem importância, estou só querendo aproveitar para esclarecer a dúvida de um aluno meu). : -)

Teoricamente não, já que não existe nenhuma característica aparente e comum a todos os judeus que o dono ou seu cão pudessem usar como forma de identificação. A não ser que a pessoa morasse num lugar onde houvesse uma comunidade ortodoxa. Aí sim, talvez, quem sabe, os cães pudessem estabelecer uma relação com as roupas escuras, os chapéus e as barbas longas que a maioria dos homens desta religião usam. Mas veja bem: Qualquer pessoa que estivesse trajando o mesmo tipo de roupa, e com as mesmas características físicas, estaria sujeita ao comportamento anti-social do cão.

E afinal de contas, qual é a vantagem de estimular o comportamento anti-social de um cão baseado apenas na aparência das pessoas? Melhor mesmo é manter os cães longe deste comportamento horroroso que alguns humanos desenvolvem.

Mais uma notinha: Este comportamento não é exclusividade de cachorros grandes. Até um poodle pode reagir da mesma maneira, mas as raças desenvolvidas geneticamente com o propósito de guarda são mais sensíveis e mais reativas do que raças de caça ou de companhia. Além disso as pessoas tendem a mostrar mais medo de cachorro grande justamente porque certas raças já possuem a fama de racistas.

Claudia Pizzolatto
Treinadora e Especialista em Comportamento Canino