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MEU ANIMAL AMIGO: Janeiro 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SINAIS DE ALERTA DE DOENÇA EM CÃES

Um cão que está indisposto faz tudo para convencer seu dono de que está bem. Isso vem de milhares de anos de instinto. No meio selvagem, um animal obviamente doente ou fraco (mesmo um predador) é tão bom quanto o sadio. Mesmo que ele não tenha que se preocupar muito com isso, o instinto de seu cão ainda lhe diz para ocultar quaisquer sinais de doença. Você precisará de um olho clínico e boas habilidades de observação para perceber alguma das pistas mais sutis. Claro, quanto mais você conhecer seu cão, mais fácil será.
Algumas das coisas a procurar são básicas: o modo que seu cão olha, age, come e bebe. Por exemplo, pode parecer que ele ganhou peso, mesmo se seu apetite não mudou muito, ou como se estivesse perdendo peso, mesmo se estiver comendo mais. Uma alteração de 10% no peso, que poderia ser tão pouco quanto 1/2 kg em um cão pequeno, é algo a levar à atenção de seu veterinário.
Normalmente, sabemos que nosso cão está se sentindo bem quando se atira na comida. Não é estranho, contudo, se ele pular uma refeição ou duas, especialmente em dias quentes. Isso é algo com o que se preocupar. Se seu cão torcer o nariz para a comida por mais de dois dias, ligue imediatamente para seu veterinário. Algumas doenças e medicamentos fazem com que os cães desenvolvam hábitos alimentares que estão evidentemente fora do comum para eles. Um cão que nunca foi um ladrão de comida e de repente começa a se aventurar na lata de lixo ou roubar comida da mesa está dizendo a você que precisa de um exame geral ou um ajuste em sua medicação.
Um cão que começa a beber muita água pode estar desenvolvendo diabetes ou doença dos rins. Você pode não perceber o consumo extra de água facilmente, mas deve poder perceber o aumento na quantidade de urina. Ele estará produzindo quantidades muito maiores de urina e terá que sair com mais freqüência. Ele também pode começar a ter acidentes em casa.
Um cão saudável tem uma pelagem espessa e brilhante. Uma pelagem opaca ou com partes ásperas, secas ou peladas é um sinal de que algo não está bem. O problema poderia ser o tipo de comida que seu cão está comendo, uma alergia a pulgas ou outro problema de pele. Seja qual for o caso, o conselho de seu veterinário o ajudará a colocar seu bichinho de volta na linha.
Um sinal mais sutil de enfermidade é o que os artigos veterinários chamam de "letargia" (em termos simples, significa preguiça ou lentidão). Um cão que é letárgico pode não mostrar interesse em sair para um passeio, mesmo que esse seja normalmente o ponto alto de seu dia. Ele não quer brincar, nem mesmo seu jogo favorito de pegar a bola de tênis. Agora, algumas vezes a letargia pode ser atribuída a um dia quente, a ficar dolorido após uma longa caminhada extra, ou simplesmente por se sentir mal-humorado. Se isso continuar por mais de dois dias, contudo, fale com seu veterinário.
Um sinal familiar e não tão sutil de enfermidade é o vômito. O vômito é menos dramático no mundo canino do que no nosso, e os cães vomitam deliberadamente para se livrar de algo que não é bom para eles. O vômito brando ocasional normalmente não é nada com o que se preocupar. Mas se seu cão vomitar freqüentemente ou várias vezes seguidas, tiver febre, parecer deprimido ou com dor, ou tiver sangue no vômito ou este for forçado, você deve ligar imediatamente para o veterinário.
Por mais desagradável que pareça, as fezes do seu cão são uma pista de sua saúde. As fezes de um cão saudável são pequenas, firmes e úmidas. Fezes secas e duras que fazem seu cão se esforçar na eliminação podem ser um sinal de que seu cão não está bebendo água o suficiente, ou pode ser uma dica de outro problema alimentar ou de saúde. Segmentos riscados em formato de arroz nas fezes indicam vermes. Não é incomum que ocasionalmente as fezes sejam moles ou líquidas ou contenham muco ou até mesmo uma mancha de sangue. Porém diarréia, esforço, ou fezes mucosas ou tingidas de sangue que duram mais que dois dias devem levar a uma visita ao veterinário. Se o problema de eliminação vier acompanhado de outros sinais - febre, vômito, letargia, perda de apetite, diarréia hemorrágica - ligue imediatamente para o veterinário.

Primeiros sinais de alerta de doença
Os sinais a seguir de doença podem indicar problemas potencialmente graves. Se você perceber qualquer um desses sintomas, deve ligar imediatamente para seu veterinário e marcar uma consulta.
• Ele parece cansado ou preguiçoso.
• Tem dificuldade em urinar ou está urinando mais que o normal.
• Está arrastando ou correndo com o traseiro no chão. Ele pode ter vermes, suas glândulas anais podem estar bloqueadas, ou pode ter doença de rins ou diabetes.
• Está bebendo mais água que o normal.
• Não quer comer e perde mais de duas refeições.
• Come muito mas está perdendo peso.
• Está babando demais. Pode estar com problema de dentes ou gengivas, ou pode ter engolido algo venenoso.
• Suas gengivas estão vermelhas ou inchadas.
• Seus olhos estão embaçados ou vermelhos, está entortando os olhos ou tem muita secreção no olho.
• Está ofegante ou com respiração curta.
• Demonstra medo ou choraminga quando é tocado.
• Tem algum tipo de inchaço em seu corpo.
• Vomita, tem ânsia, espirra ou tosse repetidamente.
• Sua pelagem está dura ou opaca.
• Não é esterilizado e tem corrimento vaginal.
• Tosse ou vomita com sangue.
• Tem febre.

Os sinais a seguir de doença podem indicar problemas muito graves. Se você perceber qualquer um dos sintomas abaixo relacionados, leve seu cão ao médico imediatamente.
• Ele está desidratado. Pegue a pele atrás de seu pescoço. Se ela não retornar rapidamente ao lugar, ele pode estar desidratado. Outro sinal de desidratação são as gengivas secas ou pegajosas.
• Suas gengivas estão pálidas, brancas ou azuis.
• Não consegue urinar.
• Tem desmaios ou colapsos.
• Tem ataque ou convulsão.
• Fica superaquecido.
• Seu abdômen fica inchado. Ele pode ter uma torção gástrica (uma torção em seu estômago), tumor mamário, doença cardíaca ou hepática, peritonite (inflamação do revestimento abdominal) ou piometra (infecção uterina).
• Não consegue usar suas pernas traseiras.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A SEXUALIDADE

É por volta de seis a doze meses de vida que as fêmeas caninas têm seu primeiro cio e daí ocorrerão a cada seis ou oito meses durando aproximadamente de dez a quinze dias, sendo que entre as fêmeas felinas eles estarão presentes a cada três meses. No início, o único sinal perceptível é um inchaço na vulva; essa região estará mais gordinha e avemelhada. A seguir vêm os primeiros pinguinhos de sangue.

Por se preocuparam muito com sua higiene pessoal, as cadelas estarão constantemente lambendo suas partes íntimas, por isso quase não percebemos sinais de sangramento; somente quando o fluxo torna-se mais intenso é notado manchas de sangue pela casa. Nessa fase, machos já se interessam sexualmente; de longe são capazes de farejar o cheiro do cio quando aparecem fazendo plantão no portão. Algumas fêmeas podem permitir que macho: aproximem, mas não permitem o acasalamento, isso se explica por elas ainda não ter entrado em seu período fértil que é a única situação em que elas aceitam. Esse período ocorre em geral por volta do nono ao décimo quarto dia do ciclo e nessa fase o sangramento já não é tão intenso, podendo inclusive ter cessado. Esse são os dias "perigosos".

Sexo só para maiores de dezoito!. Aos dezoito meses, a maioria das fêmeas estão entrando em seu terceiro cio e essa é a época para o primeiro cruzamento. Antes dessa idade seu organismo não estará totalmente preparado para dar cria. COm um ano e meio os machos já estão atingindo a maturidade sexual; eles não possuem cio, o que significa que estão sempre dispostos. Se uma cachorra cruzar com diversos machos num mesmo cio, poderá ter filhotes dos diferentes pais.

A gestação dura aproximadamente dois meses. Por coincidência, após dois meses passando o cio, algumas cachorras mesmo não tendo cruzado, pensam que estão grávidas. É a famosa gravidez psicológica e que ocorre com muita freqüência. O comportamento é bastante curioso: choram por tudo e por nada, passam grande parte do dia escondidas embaixo de móveis, raspam o chão, picam jornais e pedaços de pano, colecionam brinquedos cuidam deles como se fossem filhotes recém-nascidos, as tetinhas ficam cheias de leite.

E os anticoncepcionais ?. As injeções utilizadas para esse fim são a base de hormônios que inibem o cio, mas provocam conseqüências bastante sérias, como o aparecimento de tumores de mama e infecção uterina (piometra), onde o único recurso para solucionar esses problema já estabelecidos será a castração. Portanto, para evitar uma série de complicações sofrimentos e gastos, castrar é uma atitude de amor e proteção ao animal, pois procriar não sinônimo de saúde.

(Fonte: Nosso filho, o cachorro. - Dra. Regina Rheingantz Motta)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

CÃO LABRADOR LEVA COBRA VENENOSA PARA DONOS NA AUSTRÁLIA



Brandon apareceu em casa com réptil enrolado no focinho e foi levado ao veterinário.

Um cão labrador deu um susto nos seus donos após retornar para casa no Estado de Victoria, no sul da Austrália, com uma das cobras mais venenosas do mundo na boca.
Brandon, como é chamado pelos donos Deborah e Peter Allen, havia caçado uma cobra do gênero Austrelaps, que habita pântanos e se alimenta de sapos, ratos, pássaros e répteis.
Essas cobras, conhecidas na Austrália como copperheads, são tímidas, podem crescer até um metro e, segundo especialistas, são da 11ª espécie mais venenosa do mundo.
Segundo os donos de Brandon, o cão costuma trazer tudo que acha a eles. O casal disse à imprensa local que teve sorte de estar em casa quando Brandon trouxe a surpresa enrolada na boca e focinho.
Segundo eles, a cobra ainda se movia, mas Brandon, de 11 anos, continuou parado, firme, até seus donos pedirem para ele soltá-la dentro de um saco.
O casal então correu para o veterinário com o animal de estimação, que havia sido picado pela cobra, mas foi tratado a tempo.
O presidente da Associação Veterinária Australiana, Peter Gibbs, disse a jornais australianos que há um número alarmante de animais sendo levados a clínicas no país devido a picadas de cobra, que aumentaram nesta temporada.
De acordo com Gibbs, cobras tendem a ser mais ativas no fim da tarde em diante.
Os sintomas de picada incluem vômito, convulsões, sangramento no local ferido e paralisia. Neste casos, é necessário tratamento de urgência.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

CÃES AFETADOS POR VERMES


Cães pode ser afetados por vários tipos de vermes e parasitas similares. Nesta seção, explicaremos em detalhes, os tipos mais comuns.

Coccidiose
Não é realmente um verme, mas um organismo microscópico unicelular. Este parasita não é muito comum em cães, mas pode atacar filhotinhos, particularmente quando em condições de higiene precária. A doença é transmitida através de água ou alimento contaminado. As fêmeas de coccídeos põem ovos no trato intestinal dos cães, que são levados para o ambiente nas fezes. Os coccídeos podem permanecer dormentes, não provocando sintomas, mas podem ser ativados por algum tipo de tensão. Assim que entram em ação, esses protozoários provocam diarréia, fraqueza, falta de apetite, anemia e desidratação. Provavelmente, seu veterinário tratará a coccídeos com drogas à base de sulfa e antibióticos. Boas condições de higiene são importantes para a contenção e prevenção da coccidiose. Recolha as fezes imediatamente, assegurando que não haja oportunidade para que a água ou os alimentos sejam contaminados por ela. Se for diagnosticada a presença de coccídeos em seu cão, é necessária uma limpeza completa da área em que ele vive, usando desinfetantes fortes ou água fervente.

Giárdia
Este é outro parasita e pode afetar cães e seres humanos. Freqüentemente, esse protozoário é transmitido pela água contaminada. Os sinais de infecção por giárdia são diarréia (que pode ser sanguinolenta ou viscosa) e, algumas vezes, distúrbios brandos no estômago. Seu veterinário tratará a giárdia com drogas antiprotozoários. Proteja seu cão não deixando que ele beba água de nascentes, rios ou lagos, não importa o quão limpa possa parecer.

Filarídeos
Antigamente, restritos a áreas mais quentes e úmidas e relacionadoa a cães que passam muito tempo em florestas, atualmente os filarídeos estão em todos os locais do país.
O ciclo de vida dos filarídeos, Dirofilaria immitis, começa com uma picada de mosquito que transmite a larva do filarídeo. A larva penetra na pele, passando por diversos estágios de desenvolvimento e, eventualmente, percorre a corrente sanguínea até o hemisfério direito do coração. Lá eles permanecem e se transformam em vermes maduros. Se não detectada, a população de vermes adultos pode crescer, criando uma massa que bloqueia o fluxo de sangue, reduz a eficiência do coração e, eventualmente, provoca falha no coração.
Quando os vermes adultos se reproduzem, geram microfilárias. São os descendentes que entram na circulação sanguínea e são pequenos o suficiente para serem sugados por um mosquito que pique o cão infectado. De 10 e 48 dias, a microfilária se desenvolve como larva infecciosa. Na próxima vez que o mosquito picar um cão, essa larva de filarídeo é passada adiante e reinicia o ciclo.
Os cães infestados com filarídeos podem passar anos sem apresentar sintomas. Eventualmente, quando esses vermes começam a causar problemas para o cão, um dos primeiros sinais é uma tosse profunda e baixa que piora com exercícios. À medida que o ciclo progride, o cão fica letárgico, perde peso e, algumas vezes, tosse sangue. Nos últimos estágios da filariose, o cão tem problemas para respirar, seu tórax fica abaulado e desenvolve falha cardíaca congestiva. Sem tratamento, ele morrerá.
Felizmente, um teste de sangue rotineiro pode detectar a filariose antes mesmo que apareçam os sinais. E a filariose pode ser facilmente prevenida. Todos os cães devem ser examinados quanto à filariose (seu veterinário pode informá-lo quando e qual a freqüência). Para a maioria dos cães, o teste será negativo, mas mesmo assim o veterinário pode receitar um remédio preventivo contra filarídeos. O dietilcarbamazine (DEC, que é vendido com nomes de marcas como Filaribits) mata a larva infecciosa . Ele deve ser administrado diariamente durante a estação de mosquitos, para garantir que nenhuma larva sobreviva e se transforme em vermes adultos.
Se for diagnosticada filariose em seu cão, o tratamento depende do estágio em que está a doença. Se ocorrer falha cardíaca ou do fígado ou danos aos rins, esses problemas devem ser tratados em primeiro lugar. O tratamento no caso de filariose totalmente desenvolvida é muito estressante e o cão deve estar nas melhores condições possíveis, para que sobreviva. Os cuidados de acompanhamento também são importantes. Cerca de seis semanas após o tratamento inicial, o cão em recuperação recebe outro medicamento para matar as microfilárias geradas por vermes adultos. Uma amostra de sangue é examinada para assegurar que todas as microfilárias desapareceram. Se ainda der positivo, é ministrado tratamento adicional até que o cão esteja totalmente livre desses vermes.

Ancilóstomo
Ancilóstomos são encontrados com mais freqüência em áreas quentes e úmidas do campo, mas também pode aparecer em outros lugares. Esses vermes, dos quais o mais comum é conhecido como Ancylostoma caninum, geralmente afetam mais os filhotes. Normalmente, eles são transmitidos pelo leite da mãe ou até mesmo pela pele e fixam residência no intestino delgado do filhote. Assim que chegam à barriga do cão, eles se fixam à parede do intestino, sugando tecido e sangue. Isso provoca um dos clássicos sintomas da infestação por ancilóstomo: fezes escuras ou sanguinolentas. Em casos sérios de ancilostomíase, os cães sofrem de anemia severa.
Igual a outros vermes intestinais, os ancilóstomos são diagnosticados num exame de amostra de fezes sob um microscópio. Se forem encontrados ovos de ancilóstomos, provavelmente seu veterinário prescreverá medicação para matar os vermes adultos. Em áreas do país em que os ancilóstomos são muito comuns, um cão saudável com uma infestação branda pode não ser tratado, já que provavelmente ele será reinfestado logo a seguir. A melhor prevenção contra ancilóstomos é cuidar bem de seu cão. Quanto mais tempo fezes infestadas ficarem sem ser colhidas, maior a probabilidade de qualquer ovo de ancilóstomo se transformar em larva e seguir o caminho até a pele do seu cão.

Ascarídeos
Os ascarídeos (Toxocara canis) são comuns em cães, especialmente em filhotes. Os ovos de ascarídeos são encontrados no solo, onde podem sobreviver por anos. O cão aspira os ovos ao farejar os arredores no solo ou pegando algo com a boca. Os ovos são chocados como larvas, penetram na corrente sanguínea até os pulmões e daí até a traquéia, de onde são aspirados novamente, voltando para o intestino e se transformando em vermes adultos. As larvas de ascarídeos também podem ser transmitidas da mãe para os filhotes pela placenta (na realidade, os filhotes já nascem com ascarídeos) ou através do leite da mãe.
Cães adultos podem ter ascarídeos sem apresentar sintomas. Mas filhotes já infestados podem vomitar, ter diarréia e perder peso. Eles ficam com uma perceptível barriga arredondada (maior do que a usual "barriga de filhote"), a pelagem fica sem brilho e eles não crescem como os demais filhotes. Um cão pode transmitir alguns vermes nas fezes. Esses vermes se parecem com filamentos de macarrão parafuso.
Criadores e vendedores responsáveis examinam seus cães e filhotes à procura de ascarídeos e outros parasitas e ministram a medicação para acabar com os hóspedes indesejados. Como qualquer outro tipo de verme, uma boa higiene é importante para a prevenção.

Solitária
As pulgas são os vetores mais comuns das solitárias, ainda que estas também possam ser transmitidas através de pequenos roedores ou carne crua. Por isso, nunca alimente seu cão com carne crua ou mal cozida ou restos de animais. Se seu cão tiver recebido tratamento contra pulgas, há uma boa chance de que ele também tenha solitárias. A cabeça, ou ganchos da solitária (a mais comum em cães é chamada de Dipylidium caninum) se prende ao intestino e começa a produzir uma série de segmentos chatos cheios de ovos, o que faz com que um único verme possa ter entre alguns centímetros e vários metros. A forma mais comum de diagnosticar a solitária é descobrir esses segmentos, que se parecem com grãos de arroz, nas fezes, presos no pêlo ao redor do ânus dos cães.
Como os ovos são expelidos em segmentos, um exame de fezes pode facilmente falhar em diagnosticar uma infestação por solitária. É sua responsabilidade ficar de olho nos próprios segmentos e em outros possíveis sintomas, para informar ao veterinário. Observe também se o cão apresenta problemas digestivos e se fica arrastando o traseiro pelo chão, o que pode ser uma resposta à irritação provocada pelas solitárias, mas também pode ser um sinal de glândula anal afetada. O veterinário pode remediar essa situação facilmente, com medicamentos apropriados. Assim que se detecta a solitária (ou se suspeita), o tratamento é simples e efetivo.

Tricurídeo
Os tricurídeos (Trichuris vulpes) são assim chamados porque o perfil sugere um pequeno chicote. Os cães são infestados com ovos de tricurídeos no ambiente em que vivem. Seus ovos são chocados no trato intestinal, onde os vermes se prendem às paredes do intestino grosso e começam a produzir ovos continuamente. Uma infestação severa pode causar diarréia, anemia ou perda de peso.
O tratamento é feito com medicação simples, normalmente com doses repetidas para atingir quaisquer vermes que tenham se prendido recentemente, antes que possam infestar o cão novamente. Como os ovos são expelidos nas fezes do cão infectado, a prevenção é uma simples questão de bom senso: mantenha seu cão afastado das fezes de outros cães e recolha as fezes do seu cão imediatamente. Exames fecais regulares (duas vezes por ano é suficiente) detectarão muito facilmente um caso de vermes.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ALIMENTAÇÃO


Perguntas Mais Freqüentes

Esclareça as dúvidas mais corriqueiras e algumas curiosidades em relação à alimentação.
Mais uma vez, não se esqueça que o veterinário é a pessoa mais indicada para isso!

Qual é a importância de alimentar o cão só com ração?
O cachorro tem carências e necessidades nutricionais diferentes das nossas, por isso sua dieta deve ser diferente. A ração contém todos os ingredientes que o animal precisa para se manter saudável. Quando alimentamos os cães com comida caseira, não estamos promovendo uma nutrição adequada. Ao contrário, podemos até prejudicar seriamente a sua saúde.

Qual é a quantidade de ração que eu devo dar ao meu cão?
A quantidade de ração que você deve dar depende da ração que você está adotando. Em tese, quanto melhor a qualidade da ração, maior será o aproveitamento do cão e menor a quantidade necessária. Todas as rações trazem nas embalagens as quantidades diárias recomendadas de acordo com o grau de atividade do cão e sua idade. Na dúvida, a melhor coisa é consultar o veterinário que cuida do seu cão e que conhece o tipo de atividade que você proporciona a ele.

Como deve ser feita a troca de ração?
A troca nunca deve ser brusca, pois, ao contrário das pessoas, que possuem um aparelho digestivo capaz de digerir qualquer alimento, o do cão desenvolve uma flora intestinal específica para o tipo de alimento que ele está recebendo. Por isso, ela precisa ser gradativa. "O melhor é ir misturando a nova ração à anterior por pelo menos 10 dias. Começa-se colocando partes iguais dos dois produtos e, aos poucos, diminui-se a quantidade da anterior e aumenta-se a da nova, até deixar só a atual", explica a veterinária Cristiana Fonseca Ferreira, supervisora do Centro de Pesquisa da Premiere Pet. Do contrário, o cão poderá ter diarréia.

Pode-se dar guloseimas caninas para ele?
Até pode, como uma forma de recompensa e carinho. Mas isso não deve ser um hábito na alimentação. "Esses petiscos têm boa qualidade, mas o cão precisa mesmo é da ração, que contém todos os nutrientes que ele precisa", diz Cristiana. O problema é que, se o animal se acostumar só às guloseimas, acaba deixando de lado a ração, o que pode afetar sua saúde.

A ração pode ser deixada à disposição o dia todo?
O melhor é estabelecer horários para a refeição. Ao manter horários fixos, além de se controlar a quantidade de comida ingerida pelo cão, evita que outros animais e insetos contaminem a ração do cão. Além disso, comida à vontade pode levar a problemas de saúde, como a obesidade. O que nunca deve faltar e sempre ficar à disposição, é água limpa e fresca.

Além da ração, pode-se dar outros alimentos ao cão?
Como os petiscos, outros alimentos devem ser dados apenas como forma de agradar ao animal e nunca se tornar um hábito. Nessa hora, prefira as guloseimas caninas e os alimentos enlatados, formulados especialmente para cães. Algumas frutas, exceto as cítricas, podem ser dadas com moderação e com permissão do veterinário, pois, em excesso, podem causar diarréia. Lembre-se de que nem os petiscos nem as frutas podem substituir uma refeição.

Até que idade deve-se dar a ração de filhote?
Normalmente, em raças pequenas, são considerados adultos os cães acima de 12 meses. Já nas maiores, ele é considerado filhote até os 18 meses. De qualquer forma, a troca não deve ser brusca e precisa ser feita com acompanhamento do veterinário.

Há algum problema em dar osso para o cão?
Deve-se evitar, principalmente os de galinha. Esses pequenos ossinhos podem perfurar o intestino do cão. As melhores opções são os ossos de couro, que podem ser encontrados em pet shops. Mas nada de exageros.

Pode-se molhar a ração com água ou leite?
Isso só é aconselhável para filhotes em fase de desmame ou idosos que perderam os dentes. Do contrário, não há a menor necessidade. Amolecer a ração com água ou, principalmente, com leite ajuda o alimento a azedar com mais facilidade, o que pode causar problemas de saúde ao animal, como diarréia.

A HIGIENE DO SEU CACHORRO



Parabéns! Acabou de adotar um cãozinho abandonado. Como viveu toda a sua vida na rua, ele não está treinado para a vida doméstica. Parece que o seu divertimento favorito é “regar” todos os cantos da casa despreocupadamente. Mas não desespere porque com alguma paciência tudo se resolverá.
Um dono que nunca tenha treinado um cachorro, pode parecer que a tarefa vai ser fácil ou que o animal não precisa de treino nenhum. É obvio que isto não corresponde à verdade, especialmente se se trata de um animal que nunca tenha vivido em casa.

E o que pode acontecer?
Muitas vezes quando o dono leva o cão a passear para ele fazer as suas necessidades, ele limita-se a fazer umas pinguinhas aqui e ali. Logo que regressa a casa parece descarregar tudo de uma vez! Porque é que eles se comportam desta forma?
Não é aconselhável que regresse a casa logo que o seu animal tenha feito as suas necessidades. Se o seu cão gosta de passear (e qual é que não gosta?) pode interpretar o regresso a casa como um castigo. Assim vai tentar atrasar ao máximo o regresso, urinando umas pingas aqui e ali. Quando ele tiver feito as suas necessidades continue o passeio durante mais algum tempo. Desta forma ele já não vai associar o ato ao regresso a casa. A associação negativa deixa de existir.

Tempo e paciência
Tal qual os bebes humanos, os cachorros bebes não entendem a diferença entre “fazer” dentro de casa ou fora. Trata-se de uma ação involuntária natural com a qual nunca se tiveram de preocupar. Por isso quando lhe faltar a paciência, tente colocar-se na pele do seu cachorro e imagine como ele deve sentir-se confuso. Lembre-se que o seu cão, apesar de todas as suas virtudes, não pode sempre fazer exatamente o que o dono quer. Nunca deve bater-lhe ou esfregar-lhe o focinho no xixi para o “ensinar”. Pois, além de ser cruel, só vai assustá-lo e ensina-lo a ter medo de pessoas.
Por vezes, por ansiedade ou porque se assustou, ele poderá descuidar-se. Acontece aos melhores! Tente sempre utilizar a técnica da associação positiva e felicitar o seu cão (dando-lhe um biscoito, etc) quando ele faz as necessidades onde é suposto. Não se esqueça que os cães adoram agradar ao seu dono e receber elogios dele.
Afinal, ensinar e treinar, faz parte do encanto de ter um animal de estimação. E a experiência de o fazer é sempre gratificante.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

SOBRE OS ANIMAIS

Com o desenvolvimento das idéias espiritualistas no mundo, torna-se um estudo obrigatório, e para todos os dias, o grande problema que implica o drama da evolução anímica.
Teria sido a alma criada no momento da concepção, na mulher, segundo as teorias anti-reencarnacionistas? Como será a preexistência? O espírito já é criado pela potência suprema do Universo, apto a ingressar nas fileiras humanas? E os pensadores se voltam para os vultos eminentes do passado. As autoridades católicas valem-se de Tomás de Aquino, que acreditava na criação da alma no período de tempo que precede o nascimento de um novo ser, esquecendo-se dos grandes padres da antigüidade, como Orígenes, cuja obra é um atestado eterno em favor das verdades da preexistência. Outras doutrinas religiosas buscam a opinião falível da sua ortodoxia e dos seus teólogos, relutando em aceitar as realidades luminosas da reencarnação. Pascal, escrevendo na adolescência o seu tratado sobre os cones, e inúmeros Espíritos de escol, laborando com a sua genialidade precoce nas grandes tarefas para as quais foram chamados à Terra, constituem uma prova eloqüente, aos olhos dos menos perspicazes e dos estudiosos de mentalidades tardas no raciocínio, a prol da verdade reencarnacionista.
O homem atual recorda instintivamente os seus labores e as suas observações do passado. Sua existência de hoje á a continuação de quanto efetuou nos dias do pretérito. As conquistas de agora representam a soma dos seus esforços de antanho, e a civilização é a grande oficina onde cada um deixa estereotipada a própria obra.

A SOMBRA DOS PRINCÍPIOS

Contempla-se, porém, até hoje, a sombra dos princípios como noite insondável sobre abismos.
Os desencarnados de minha esfera não se acham indenes, por enquanto, do socorro das hipóteses. A única certeza obtida é a da imortalidade da vida e como não é possível observar a essência da sabedoria, sem iniciativas individuais e sem ardorosos trabalhos, discutimos e estudamos as nobres questões que, na Terra, preocupavam o nosso pensamento.
Um desses problemas, que mais assombram pela sua singular transcendência, é o das origens. Se na Terra o progresso humano se verifica, através de dois caminhos, o da Ciência e o da Revelação espiritual, ainda não encontramos, em identidade de circunstâncias, em nossa evolução relativa, nenhuma estrada estritamente científica para determinar o Alfa do Universo, senão a das hipóteses plausíveis. Contudo, saturada da mais profunda compreensão moral, copiosa é a nossa fonte de revelações, a qual constitui para nós um elemento granítico, servindo de base à sabedoria de amanhã.

OS ANIMAIS, NOSSOS PARENTES PRÓXIMOS

Se bem haja no próprio circulo dos estudiosos dos espaços o grupo dos opositores das grandes idéias sobre o evolucionismo do princípio espiritual através das espécies, sou dos que o estudam, atenta e carinhosamente.
Eminentes naturalistas do mundo, como Charles Darwin, vislumbram grandiosas verdades, levando a efeito preciosos estudos, os quais, aliás, se prejudicaram pelo excessivo apego à ciência terrena, que se modifica e se transforma, com os próprios homens; e, dentro das minhas experiências, posso afirmar, sem laivos de dogmatismo, que oriundos na flora microbiana, em séculos remotíssimos, não poderemos precisar onde se encontra o acume as espécies ou da escala dos seres, no pentagrama universal. E, como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles os nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer.
Considera-se, às vezes, como afronta ao gênero humano a aceitação dessas verdades. E pergunta-se como poderíamos admitir um princípio espiritual nas arremetidas furiosas das feras indomesticadas, ou como poderíamos crer na existência de um rio de luz divina na serpente venenosa ou na astúcia traiçoeira dos carnívoros. Semelhantes inquirições, contudo, são filhas de entendimento pouco atilado. Atualmente, precisamos modificar todos os nossos conceitos acerca de Deus, porquanto nos falece autoridade para defini-lo ou individualizá-lo. Deus existe.
Eis a nossa luminosa afirmação, sem poder, todavia, classificá-lo, em sua essência. Os que nos interpelam por essa forma, olvidam as histórias de calúnias, de homicídios, no seio das perversidades humanas. Para que o homem se conservasse nessa posição especial de perfectibilidade única, deveria apresentar todos os característicos de uma entidade irrepreensível, dento do orbe onde foi chamado a viver. Tal não se verifica e, diariamente, comentais os dramas dolorosos da Humanidade, os assassínios, os infanticídios nefandos, efetuados em circunstâncias nas quais, muitas vezes, as faculdades imperfeitas dos irracionais agiriam com maior benignidade e clemência, dando testemunho de melhor conhecimento das leis de amor que regem o mecanismo do mundo.

A ALMA DOS ANIMAIS

Os animais têm a sua linguagem, os seus afetos, a sua inteligência rudimentar, com atributos inumeráveis. São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo.
Seria difícil ao médico legista determinar, nas manchas de sangue, qual o que pertence ao homem ou ao animal, tal a identidade dos elementos que o compõem. A organização óssea de ambos é quase a mesma, variando apenas na sua conformação e observando-se diminuta diferença nas vértebras.
O homem está para o animal, simplesmente como um superior hierárquico. Nos irracionais desenvolvem-se igualmente as faculdades intelectuais. O sentimento de curiosidade é, na maioria deles, altamente avançado e muitas espécies nos demonstram as suas elevadas qualidades, exemplificando o amor conjugal, o sentimento da paternidade, o amparo ao próximo, as faculdades de imitação, o gosto da beleza. Para verificar a existência desses fenômenos, basta que se possua um sentimento acurado de observação e de análise.
Inúmeros espíritos trouxeram à luz o fruto de suas pacientes indagações, que são para vós elementos de inegável valor. Entre muitos, citaremos Darwin, Gratiolet e vários outros estudiosos dedicados a esses notáveis problemas.
Os mais ferozes animais têm para com a prole ilimitada ternura. Aves existem que se deixam matar, quando não se lhes permite a defesa das suas famílias. Os cães, os cavalos, os macacos, os elefantes deixam entrever apreciáveis qualidades de inteligência. É conhecido o caso dos cavalos de um regimento que mastigavam o feno para um de seus companheiros, inutilizado e enfermo. Conta-se que uma fêmea de cinocéfalo, muito conhecida pela sua mansidão, gostava de recolher os macaquinhos, os gatos e os cães, dos quais cuidava com desvelado carinho; certo dia, um gato revoltou-se contra a sua benfeitora, arranhando-lhe o rosto, e a mãe adotiva, revelando a mais refletida inteligência, examinou-lhe as patas, cortando-lhe as unhas pontiagudas com os dentes. Constitui um fato observável a sensibilidade dos cães e dos cavalos ao elogio e às reprimendas.
Longe iríamos com as citações. O que podemos assegurar é que, sobre os mundos, laboratórios da vida no Universo, todas as forças naturais contribuem para o nascimento do ser.

TODOS SOMOS IRMÃOS

De milênios remotos. Viemos todos nós, em pesados avatares.
Da noite dos grandes princípios, ainda insondável para nós, emergimos para o concerto da vida. A origem constitui, para o nosso relativo entendimento, um profundo mistério, cuja solução ainda não nos foi possível atingir, mas sabemos que todos os seres inferiores e superiores participam do patrimônio da luz universal.
Em que esfera estivemos um dia, esperando o desabrochamento de nossa racionalidade? Desconheceis ainda os processos, os modismos dessas transições, etapas percorridas pelas espécies, evoluindo sempre, buscando a perfeição suprema e absoluta, mas sabeis que um laço de amor nos reúne a todos, diante da Entidade Suprema do Universo.
É certo que o Espírito jamais retrograda, constituindo uma infantilidade as teorias da metempsicose dos egípcios, na antiguidade. Mas, se é impossível o regresso da alma humana ao circulo da irracionalidade, recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.

Retirado do livro "Emmanuel - Dissertações Mediúnicas Sobre Importantes Questões  Que Preocupam a Humanidade", " - Chico Xavier/Emmanuel..

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

CADELA PRODÍGIO RECONHECE MAIS DE 340 PALAVRAS



Border Collie austríaca desafia noções dos limites da inteligência canina.

Conhecida apenas pelo codinome Betsy, a cadela da raça Border Collie tem sete anos e mora nos arredores de Viena. Sua verdadeira identidade é um segredo bem guardado.
A cadela Betsy. (Foto: BBC)
A psicóloga Juliane Kaminski, que realizou testes com Betsy, disse que a cadela consegue reconhecer objetos pelo nome, o que é surpreendente.
Com um vocabulário de mais de 340 palavras, Betsy está mudando as noções dos limites da inteligência canina
A dona de Betsy contou que a cadela começou espontaneamente a conectar palavras humanas com objetos quando tinha 4 ou 5 meses.
"Nós estávamos discutindo se devíamos brincar com a corda ou a bola, e Betsy foi buscar os objetos mencionados", disse.
A partir daí, eles começaram a treiná-la em palavras diferentes, um brinquedo por semana.

Criança
A compreensão de vocabulário de Betsy é equivalente a de uma criança de dois anos de idade. Por isso, a cadela foi testada em outros marcos de desenvolvimento humano.
Aos dois anos, crianças começam a entender o uso de símbolos físicos, como maquetes de objetos maiores.
Parece fácil, mas essa tarefa requer pensamento abstrato que vai além da capacidade de quase todos os animais.
Surpreendentemente, Betsy conseguiu cumprir a mesma tarefa, que nunca havia treinado antes com seus donos.
A cadela também conseguiu ir buscar um objeto que foi mostrado a ela em uma foto.

domingo, 3 de janeiro de 2010

VIAJANDO COM SEU ANIMAL, EM SEGURANÇA E, DENTRO DA LEI



É sempre possível fazer uma viagem muito agradável na companhia de seu animal, desde que sejam obedecidos alguns procedimentos legais e todos os controles de fronteira.
O Código Brasileiro de Trânsito estabelece dois artigos que os donos de animais não podem ignorar:
Art: 235: Conduzir pessoas, animais ou cargas nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados. Essa infração é considerada grave. O dono perde 5 pontos em seu prontuário .
Art: 252: Inciso II: Transportar pessoas,animais ou volumes à esquerda ou entre braços e pernas. Essa infração é tida como média. O dono perde 4 pontos em seu prontuário .
Numa viagem interestadual, a Instrução Normativa Nº 18, de 18 de julho de 2006, Artigo 3º, estabelece que o trânsito de cães e gatos fica dispensado da exigência da GTA; para esse trânsito, os animais deverão estar acompanhados de atestado sanitário emitido por médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária da Unidade Federativa de origem dos animais, comprovando a saúde dos mesmos e o atendimento às medidas sanitárias definidas pelo serviço veterinário oficial e pelos órgãos de saúde pública, com destaque para a comprovação de imunização anti-rábica.
A vacina anti- rábica é exigida sómente para animais com mais de 5 meses de idade, e deverá conter os seguintes dados:
- Nome do laboratório produtor da vacina
- Tipo de vacina utilizada;
- Partida da vacina.
- Prazo de validade
Esta vacina deverá ter sido aplicada há à mais de 30 dias e menos de um ano
Para a obtenção do Certificado Zoossanitário Internacional ou Nacional o proprietário deverá providenciar o atestado de saúde de seu animal em até 8 dias antes do embarque.
A maior parte dos cães está habituada a viajar de carro, mas é conveniente planejar paradas de duas em duas horas, para que eles possam beber água, fazer as necessidades fisiológicas e esticarem as patas.
Se a opção for viagem em navio, as condições variam segundo as companhias armadoras. Normalmente eles precisam ser alojados numa caixa construída para esse fim. Na maioria das vezes, os de tamanho pequeno podem viajar na cabine. Nas balsas podem ficar dentro do carro. As tarifas variam de acordo com a classe da embarcação, do local do destino e período da travessia.
Nas aeronaves o transporte de cães pode ser admitido na cabine de passageiros,desde que estejam acondicionados em embalagens especiais e não acarretem desconforto aos demais passageiros. As companhias aéreas devem ser avisadas préviamente que o passageiro estará acompanhado de seu animal de estimação.
Se pesarem mais de seis quilogramas viajarão no porão, como excesso de bagagem, pagando um suplemento por quilograma vivo, pesado com a caixa.
As companhias fornecem as caixas em vários tamanhos. Recomenda-se que se dê algum calmante ao animal, para evitar o estresse causado pelo ruído dos motores, confinamento, etc. Para o embarque do animal é obrigatório a apresentação do atestado de saúde passado pelo médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Veterinária (CRMV).
O transporte de cães treinados para condução de deficientes visuais, que dependem inteiramente dele, será permitido na cabine de passageiros, em adição à franquia de bagagem e livre pagamento. No entanto a companhia deverá ser avisada com antecedência, para evitar embaraços na hora do embarque.
Para uma viagem ao exterior é necessário que o animal passe por todos os controles de fronteira, sendo que cada país tem seus próprios tramites que permitem admissão de cães no seu território. É aconselhável informar-se na embaixada ou no consulado do país de destino sobre a documentação específica exigida, uma vez que as condições de admissão podem ter sido alteradas de um ano para o outro.

Fonte: Vininha F. Carvalho - Del Valle Editoria