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MEU ANIMAL AMIGO: ESTOUROU A BOLSA: E AGORA?!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ESTOUROU A BOLSA: E AGORA?!



Como proceder na hora do parto?
A cadela está impaciente e os proprietários também! Está chegando a hora de encher a casa de filhotinhos fofinhos e alegres, mas para isso, é preciso tomar alguns cuidados fundamentais durante a gestação, parto e pós-parto, pois só assim existe a garantia de que nascerão filhotes saudáveis e que a mãe se recuperará bem do trabalho de parto.
O proprietário que optou por não castrar a sua cadela e permitir que ela se reproduza deve ter consciência de que está diante de uma grande responsabilidade. A começar pelos cuidados básicos com a cadela desde a gestação até o encaminhamento seguro dos filhotes, depois de 45 dias de vida.

A gestação canina: evite acidentes
A gestação da cadela leva aproximadamente dois meses para se completar (58 a 63 dias), a partir do dia do acasalamento. Neste período, alguns cuidados básicos devem ser tomados para evitar que ocorram acidentes com a cadela e conseqüentes abortos, principalmente se ela vive em um canil ou na presença de mais cães ou outros animais. As brigas entre eles são inevitáveis e, portanto, recomenda-se separar a cadela dos demais animais para evitar confrontos e acidentes com a grávida, sobretudo nos dias próximos ao parto. A gestação pode ser confirmada com um exame de ultra-sonografia, que também irá apontar o número de filhotes, a sua posição no útero e deformidades e o acompanhamento do desenvolvimento dos fetos pode ser feito por um médico veterinário através de apalpações. Depois de um mês de gravidez, as mamas já começam a ficar mais rosadas e túrgidas e a cadela começa a ganhar peso, até porque a sua alimentação já deve ser reforçada com ração de boa qualidade.

Comportamento pré-parto e função do proprietário


Alguns dias antes do parto, a cadela irá se comportar de forma diferente, inquieta e solitária. É importante que o proprietário ofereça uma caixa de fácil acesso com toalhas, jornais e cobertores e acostume a cadela a se deitar ali, pois neste período ela irá procurar lugares para dar cria e, em muitos casos, esses locais podem ser de difícil acesso, como buracos escuros, embaixo de camas ou atrás de sofás. Assim, ela irá se habituar com o local e se familiarizando, ela se sentirá mais segura.
“Quando percebemos o sumiço da Maricota, saímos procurando feito doidos e de repente a minha filha achou a cadela, dentro do espaço vazio do tanque de lavar roupas já com dois filhotinhos. O local estava molhado, sujo e ela não deixava a gente colocar a mão”- conta a proprietária Ana Lúcia Cardeal, que já passou poucas e boas com as crias de sua Maricota (SRD). O melhor e mais indicado é que a ‘caminha’ seja de plástico para facilitar a higiene, forrada com toalhas e panos que possam ser jogados no lixo depois.
É bom que o proprietário também providencie uma “farmacinha” de primeiros socorros caso ocorram algumas complicações na hora H: telefone do veterinário em mãos, jornais, lixeira, uma lâmpada de 100 volts caso esteja muito frio ou um ventilador para a mãe, caso esteja muito calor, fio dental para amarrar o umbigo, tesoura esterilizada, solução de iodo, toalhas limpas, relógio para controlar o intervalo de nascimentos e uma caixa menor, forrada e limpa.
Geralmente, as cadelas fazem o parto sozinhas e cuidam da higiene dos filhotes, dela e do local, mas também podem ocorrer complicações e nessa hora, o auxílio do proprietário é fundamental. As contrações podem começar a ser sentidas até 48 horas antes do parto, quando começa a produção do colostro pelas glândulas mamárias, descargas de secreção vaginal, decréscimo na temperatura (37ºC) e elas demonstram muito desconforto. As contrações mais fortes podem ser percebidas através dos músculos das costas. A respiração fica acelerada, elas lambem e olham a vagina a todo momento, recusam alimentação e podem querer caminhar, o que facilita o trabalho de parto. O proprietário deve ficar atento, acompanhando.

Na hora ‘H’

Naturalmente, após o nascimento do primeiro filhote, a cadela irá cortar o cordão umbilical com a boca, lamber o filhote para estimular a circulação e respiração e comer a placenta (que possui nutrientes fundamentais para a mãe). Ela fará o mesmo procedimento após o nascimento de cada filhote. Normalmente, o intervalo de tempo entre um nascimento e outro é de 15 a 20 minutos e se ultrapassar uma hora, é preciso contatar o médico veterinário urgentemente.
Eventualmente, algumas complicações poderão acontecer e aí é que o proprietário deve ficar atento a cada movimento, mas sem alarde. “Apenas uma pessoa, de confiança da cadela, deve ficar perto dela na hora do parto, pois senão, pode atrapalhar e deixar a cadela estressada”- ensina a médica veterinária Bárbara Hellebrekers, da Clínica Pet Shop Fauni Domus, de São Paulo.
A dificuldade de expelir o feto pode ser auxiliada pelo proprietário, que deve tracionar o filhote com cuidado para não provocar uma hérnia no umbigo. Ao nascer, o filhote deve ficar alguns instantes virado de cabeça para baixo para desobstruir e aliviar as vias respiratórias e em seguida, seu umbigo deve ser cortado. O proprietário deve usar um pedaço de fio dental para amarrar o umbigo e cortar o excedente com uma tesoura esterilizada, passando solução de iodo para evitar infecções. O filhotinho então deve ser massageado com uma toalha seca e limpa em movimentos leves e firmes, simulando as lambidas da mãe, para ativar a circulação sangüínea. Só então, deve-se aproximar o filhote do ventre da mãe para mamar.
Mas quando a cadela apresentar complicações mais graves e não estiver conseguindo expulsar o feto ou ficar agressiva e não permitir que o proprietário se aproxime, o médico veterinário deve ser chamado imediatamente. “Dependendo do caso, o veterinário pode aplicar uma medicação correta para acelerar o trabalho de expulsão do feto ou fazer uma cesariana, que geralmente ocorre quando há falta de espaço para passagem do filhote ou contrações intra-uterinas insuficientes”- afirma Hellebrekers.
Após o parto, a cadela não sentirá fome (por causa da placenta ingerida) e sim um cansaço profundo. Não force a alimentação, deixe que ela sinta fome. Veterinários sugerem que se ofereça uma mistura de caldo de galinha e arroz para a cadela, assim ela reporá os líquidos e ficará bem alimentada até voltar a comer ração.

A primeira mamada é importante.

Logo após o nascimento, os filhotes devem mamar o colostro, que é o primeiro leite da mãe, que contém nutrientes e substâncias preventivas. Quando os filhotes são rejeitados pela mãe por algum motivo, o ideal é fornecer alimentação artificial específica para os filhotes.
A rejeição é comum entre os cães, principalmente para as mães de primeira viagem. Existem casos em que as cadelas-mães comem os filhotes logo após o nascimento, como forma de eliminação deles diante de algum risco eminente, defeitos ou falta de instinto maternal, porém, segundo Bárbara, na maioria dos casos de rejeição, as mães simplesmente abandonam a ninhada. Por outro lado, quando as mães se apegam à ninhada, só saem da caixa para fazerem as suas necessidades fisiológicas.
A higiene dos novos cachorros é feita pela própria mãe, que lambe o xixi e o coco dos filhos. Ela terá este cuidado por aproximadamente um mês, até que passe a rejeitar os filhotes naturalmente, quando eles começarem a morder-lhe as tetas durante as mamadas.
Eles abrirão os olhos com 10 ou 15 dias de vida, andarão rapidamente, mas não devem ficar em contato com outros cães porque ainda não foram vacinados e estão muito sensíveis. A partir de 45 dias de idade, eles já poderão ser afastados da mãe.

3 comentários:

  1. muito obrigada ,e boa sorte minha amigona ,pretinha
    meu nome e Eunice

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  2. obrigada ,vc me ajudou muito agora sei o que fazer

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  3. minha cachorra teve sua bolsa estourada, mas nao houve dilataçao para o parto.. o que faço?

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