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MEU ANIMAL AMIGO: Agosto 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

PETISCOS E GULOSEIMAS: DAR OU NÃO DAR

É muito gostoso ver o nosso animal de estimação saborear um petisco com satisfação. Mas será que as guloseimas vão deixá-lo mal nutrido ou obeso? Neste artigo esclarecemos dúvidas sobre petiscos, mostramos como usá-los bem como explicamos quais são seus benefícios e malefícios
Mais interação, educação, obediência
É surpreendente como a inclusão de recompensas na rotina diária do nosso animal de estimação pode melhorar o convívio com ele. Por exemplo, em vez de se perder um tempão tentando colocar a guia no cão agitado, ansioso por passear, podemos resolver o assunto em alguns segundos. Basta ter uma guloseima numa das mãos para recompensá-lo depois que a guia for posta.
Recurso poderoso, o petisco dado logo após o pet ter se comportado de acordo com o desejado, ajuda a ensinar pequenas rotinas, como vir quando chamado (dá-se o prêmio assim que o animal chegar) e a corrigir maus hábitos, como a excitação exagerada ao receber carinho (o petisco é dado assim que o pet ficar tranqüilo ao ser acariciado).
Em vez de simplesmente oferecer guloseimas ao pet para agradá-lo, faça-o conquistá-las, aproveitando para estimular o bom relacionamento com ele e para deixá-lo motivado. Dar o petisco depois de uma troca de carinhos ou de brincar um pouco com o animal aumenta a interação. Se for um cão ou gato, pode-se aproveitar para treinar e reforçar comandos de obediência. Por exemplo, diga "dá a pata", mostre onde quer que ele a coloque e dê o petisco quando você for obedecido. De maneira semelhente, praticam-se outros comandos como o "deita" e o "senta".
Menos tédio e compulsão
Uma possibilidade oferecida pelas guloseimas é a de proporcionar exercício ao cão ou gato, estimulando também o faro e a visão. Escondem-se alguns petiscos em diferentes lugares e o animal sai à procura. É uma simulação da caça, atividade que ocupava grande parte do dia dos ancestrais dos nossos pets, na qual todos os sentidos precisavam ser usados. Com o fim das caçadas, depois que os animais de estimação passaram a receber as refeições servidas por humanos, a falta do que fazer tornou-se uma grande causa de tédio e sedentarismo e das suas conseqüências, como a compulsão e a depressão. Proporcionar atividades ajuda a combater esses males, responsáveis por objetos destruídos dentro de casa, por salas desarrumadas e por buracos no jardim, entre outros problemas.
Petiscos à mão na hora certa
Para não perder oportunidades de recompensar o pet no momento certo, mantenha petiscos em pequenos recipientes, em locais estratégicos e fora do alcance dos animais e das crianças. Se o cão estiver sendo treinado a não pular nas visitas, por exemplo, ponha um desses recipientes perto da porta de entrada. Mas fique esperto. Não satisfaça a vontade do cão que late ou do gato que mia chamando a atenção para o recipiente, se você não quiser que sempre que seu amigo de quatro patas desejar um petisco repita aquele comportamento. Em casos assim, repreenda o animal.
De olho na obesidade
O petisco com formulação balanceada e fabricado especialemtne para o pet pode até substituir em parte a ração. Converse com o veterinário sobre isso. Se o animal estiver obeso, é importante rever a alimentação dele como um todo, inclusive o tipo de petisco dado e a quantidade. Para o consumo ser controlado com precisão, reabasteça os recipientes espalhados pela casa uma vez por semana e mantenha o estoque restante em outro local.
Resumo
1. Petiscos e guloseimas podem ajudar na educação do cão e proporcionar etímulos físicos e psicológicos, se utilizados corretamente
2. Recompense o cão somente quando ele fizer algo que você queira.
3. Distribua pela casa os petiscos em recipientes colocados em locais estratégicos.
4. Crie dificuldades para o cão sentir que conquistou as recompensas
5. Esconda alguns petiscos pela casa e estimule seu cão a encontrá-los.
6. Cuidado para não prejudicar a nutrição do animal. Petiscos devem ser balanceados e a quantidade oferecida precisa ser controlada.

domingo, 23 de agosto de 2009

ATENDIMENTO ESPIRITUAL

Atenção: O Centro Espírita Luz da Esperança de São Francisco de Assis, localizado em Porto Alegre – RS, realiza um trabalho de atendimento espiritual à distância destinado aos animais. Para quem tiver interesse: http://www.cele.com.br/animais.html



Pergunta: Como ocorre o desencarne de um Animal?

Resposta: Um animal, por não ter carma, salvo raras exceções, quando são utilizados na colônia espiritual para serviços especiais, não tem o que aprender no mundo espiritual. Aprendem mais encarnados do que desencarnados, portanto, assim que desencarnam são amorosamente recebidos e submetidos pela equipe espiritual ao processo de preparação para nova encarnação. Este tempo é de no mínimo o tempo necessário para gestação naquela espécie. Os animais são praticamente impelidos ao progresso e, portanto devem ser submetidos a experiências diferentes daquela que viveu em sua ultima encarnação. Raças, condição social (ex: animal de rua), finalidade (guarda, companhia, trabalho, etc.) e principalmente tutor, com quem ele possa aprender ou ensinar algo diferente. Por este motivo, a menos que tenha ficado alguma coisa muito mal resolvida entre vocês (ensinamento obtido pelo animal ou pelo homem) é pouco provável que ele reencarne na mesma família.
Sabemos a dificuldade que é a perda de um ente querido, mas é necessário considerarmos que assim como nossos filhos os animais também são espíritos em evolução e necessitam desta passagem para evoluírem. É natural que sintamos sua falta, mas também devemos compreender o quanto fomos importantes no desenvolvimento deles e eles no nosso.
O que pode nos servir de consolo é saber que os animais quando no mundo espiritual são superprotegidos e não sofrem como os homens que são obrigados a prestar contas de seus atos. Que talvez, num futuro próximo, entre encarnações e conforme nosso merecimento, tenhamos autorização para desfrutar por algum tempo, novamente da companhia de nosso amigo em alguma colônia espiritual.
Quem sabe em vez de procurarmos a reencarnação do nosso antigo companheiro dediquemos o nosso amor a outro espírito encarnado em outro animal que necessita nossa dedicação tanto quanto ou até mais que aquele que já passou. A espiritualidade já sabe que pode contar com você para um futuro aluno, portanto fique atento aos animais que cruzarem seu caminho.

Pergunta: Como é funciona o Atendimento dos Animais?
Resposta: Prezado irmão! O atendimento é feito a distancia, porque seria impraticável trazer os animais ao Centro por varias razões entre as quais o espaço. O nosso trabalho consiste em:
Estudo sobre o espiritismo e os animais(nossa evolução).
Conscientização das pessoas sobre a importância dos animais.(seguindo orientação de xico Xavier " A nos seres humanos Deus outorgou a protecção e a condução de nossos irmãos mais novos os animais")
Atendimento aos animais necessitados
André Luís em Conduta espírita capitulo 33 recomenda :
" No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnicas que aplique a seu favor. A luz do bem deve fulgir em todos os planos."
...
Pergunta: Tenho uma cadelinha com início de cancer, gostaria de saber se podemos trata-la à distância com irradiações ou orações?
Resposta: Com certeza podemos tratar o teu animalzinho com preces e irradiações a distancia, e este tratamento será um ótimo complemento ao tratamento veterinário convencional. Todos os tratamentos para animais em nosso centro são feitos a distancia. Seria impraticável a presença dos animais no centro espirita. Cabe lembrar que para a espiritualidade não existe distancia. Voltamos a ressaltar que é muito importante que os dois tratamentos (veterinário e espiritual) sejam feitos juntos pois um é complemento do outro. Também seria aconselhável a realização do "evangelho no lar".
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Pergunta: Como é a passagem de um cachorro, ainda mais se teve uma morte violenta (morto por outros cachorros)? E os cachorros que o mataram?
Resposta: A passagem do animal de forma violenta faz parte do aprendizado traçado pela espiritualidade para o espírito presente no animal. Nestas condições normalmente, a espiritualidade encarregada da proteção aos animais normalmente não deixa que o animal sofra mais do que o necessário providenciando um desencarne rápido. É importante ressaltar que o que deixa marcas a serem resgatadas são atitudes morais, o que não é o caso. O animal desencarnado é recebido pela espiritualidade e quase imediatamente enviado a nova reencarnação. Os cachorros que o mataram também tem que passar por este aprendizado até que em nova encarnação consigam evoluir. Nós somos os principais responsáveis por este desenvolvimento.Deus esta presente tanto no algoz como na vítima.
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Pergunta: É possível um animal ser obsediado?
Resposta: É possível um animal ser obsediado, mas não é comum. Os animais, normalmente, são super-protegidos pelos espíritos protetores pois o livre arbítrio deles é limitado. Quando acontece de o animal ser obsediado, o alvo desta obsessão, normalmente, não é o animal mas as pessoas que convivem com ele. Neste caso a espiritualidade até permite uma pequena obsessão ao animal pois isto tem um objetivo, que é o aprendizado do espírito do dono. Portanto, cuide de você que indiretamente estará protegendo o animal.
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Pergunta: Tenho uma poodle de 2 aninhos e ela é bem maluca [...] e ela tem agido estranhamente ao dormir, ela age como se tivesse pesadelos, e acaba atacando meu outro cachorro. Ela também acorda no meio da noite vai para um outro comodo da casa e late sem parar, ficamos assustados em casa pois nos dá impressão de que ela enxerga algo, gostaríamos de ajuda.
Resposta: O animal consegue perceber mais do que nós, tanto no campo material quanto espiritual. Durante o sono eles conseguem, as vezes, até mesmo se desdobrar. No entanto a maioria das vezes isto ocorre porque o animal escuta barulhos que ocorrem na rua. Em todo caso, nunca é demais fazer o evangelho no lar ou pedir proteção dos bons espíritos.
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Pergunta: Dois pitbulls mataram um hotweiner...e depois os pitbulls morreram. Tragédia pra todos, os tratávamos como "crianças" da família. Queria saber se podemos fazer algo para os cachorros que se foram e para aliviar a família que era dona dos cachorros?
Resposta: Os animais por não terem ajustes a fazer no mundo espiritual, assim que desencarnam são recebidos pelos protetores espirituais e quase imediatamente são encaminhados para nova encarnação. O que podia ser feito por voçes, foi feito durante a vida do animal . O que pode ser feito agora é consolar a familia de teu irmão, dizendo que sem duvida eles foram muito importantes no desenvolvimento espiritual do animal e o animal no desenvolvimento espiritual deles. Convem eles ficarem atentos pois é possivel que a espiritualidade aproveite a boa vontade deles para mandar mais um "aluno".
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Pergunta: O que podem me esclarecer sobre a eutanásia em animais?
Resposta: Primeiro gostaríamos de te fazer uma pergunta: És Vegetariana? Se tua resposta for não, como a maioria da população mundial, em razão do estado evolutivo do nosso planeta, então não há motivos para ficarmos com problemas de consciência se tivermos de eliminar um animal que os veterinários tenham dado como irrecuperável, pois neste caso nos não tivemos este tipo de problema quando comemos aquele bife ontem, e, indiretamente, fomos os causadores da morte de um animal são. Se tua resposta for sim, então terás um problema um pouco mais delicado para o qual ainda não temos uma resposta definitiva . Os próprios autores espíritas divergem. Neste caso a decisão depende de cada um. Podemos apenas fazer algumas divagações onde poderás basear tua decisão: Os veterinarios consultados foram unânimes em afirmar que não existe mais nenhuma possibilidade de cura? A qualidade de vida do animal esta irremediavelmente comprometida? O método utilizado para eutanásia não causará mais sofrimento ao animal? Os animais não tem carma (resgate) a fazer (sofrem para aprendizado) e portanto não tem do que se arrepender na ultima hora. As vezes o sofrimento do animal é mais aprendizado para o responsável (dono) do que para o próprio animal. Os animais não tem livre arbítrio e portanto são totalmente dependentes de ti. A menos que sejam utilizados pela espiritualidade para algum trabalho especifico os espiritos dos animais mortos são recebidos por espíritos protetores e quase que imediatamente encaminhados a nova reencarnação. Se ainda assim continuares em duvida sugerimos que através de preces peça aos espíritos superiores que o intuam a encontrar a melhor solução. Esperamos que de alguma forma tenhamos contribuído para formação de tua opinião.

OS CÃES TAMBÉM ORAM . . .


Da cauda ao focinho, totalmente preto, era aquele cãozinho que chegava vagarosamente, com dignidade, nas sessões públicas do Centro Espírita Luiz Gonzaga, da cidadizinha rural de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, e dirigia-se para o canto, onde Chico estava. Ali ficava, como se estivesse em prece, quieto, olhos fechados.
Terminados os trabalhos, desaparecia silenciosamente como chegara. Uma tarde, a dona de Negrito deparou-se com o médium e falou:
“Imagine, meu cachorrinho às sextas e segundas some das 20 às 2 horas da madrugada, e só agora vim a saber que vai para o Centro! Como é que ele, sendo um animal, consegue vencer todos os obstáculos e fugir para frequentar um ambiente sadio, espiritualmente elevado, enquanto eu, por mais que queira, não tenho forças para ir a um Centro Espírita?”
Chico (as multidões de sofredores e enfermos os seguem, como outrora seguiam a Jesus) sorriu, escondendo a emoção, e a consolou:
“Minha filha, não fique triste. Negrito leva para você um pouco de paz e um dia, que já vem perto, há de trazê-la aqui. Jesus há de ajudá-la.”
Não se passou muito tempo. Logo, a infeliz meretriz, depois de abandonar sua triste profissão, juntamente com seu leal amigo Negrito, começaram a frequentar as aulas de evangelização no “Centro do Chico”...
- Retirado do blog Espirinauta -

terça-feira, 18 de agosto de 2009

POR QUE ALGUNS CÃES ODEIAM FICAR SÓZINHOS

Saiba quais motivos podem levar o cão a se desesperar ou a ficar deprimido cada vez que os donos saem
O seu cão odeia ficar sozinho? Ele não é o único. Existe até um nome específico para esse problema: ansiedade de separação.
Desespero
Uma das manifestações do problema é facilmente percebida. O cão late sem parar, chora, arranha ou morde a porta, baba, se lambe ou se morde. Há ainda reflexos como aceleração dos batimentos cardíacos e aumento de cortisol, hormônio relacionado com o estresse.
Depressão
Outra possível consequência da ansiedade de separação é o estado depressivo. Nada motiva o cão enquanto ele está sozinho. Não bebe água, não come, ignora diversos estímulos que o motivariam se estivesse com os donos. Por um lado, esses comportamentos incomodam menos e chamam menos a atenção que o desespero, mas, por outro, o animal pode estar sofrendo física e psicologicamente, o que produz alta taxa de hormônio do estresse e aumenta o risco de contrair problemas de pele, câncer e outras doenças.
Causa
Quando lobos e cães selvagens estão em grupo, têm maior chance de sucesso nas caçadas e de sobreviver. Para eles, portanto, estar sempre em grupo é uma questão estratégica. Essa programação genética é herdada também pelos cães, inclusive por aqueles que vivem no aconchego de um lar humano. E essa tendência natural pode ser amenizada ou piorada, dependendo das nossas atitudes.
Não estimular
A maioria dos cães tem de ficar sozinha em um ou outro momento. Entre as iniciativas que podem evitar a ansiedade de separação, uma é não supervalorizar as saídas e as voltas ao lar. Nunca saia de casa se desculpando para o cão, preocupado ou ansioso demais. Nem chegue fazendo muita festa. Ao contrário, nesses momentos mantenha-se relaxado e evite retribuir a festa. Não é fácil, mas vale a pena: o cão será diretamente beneficiado.
Onde deixar
Se o cão tem acesso aos quartos e à sala de TV na sua presença, não restrinja a permanência nesses espaços quando ele estiver sozinho. Ficar exatamente onde você costuma ficar faz o cão se sentir melhor. Mais ainda se naquele lugar vocês costumam interagir e permanecer juntos por bastante tempo. Dormir no seu sofá preferido ou sobre o seu travesseiro são ótimas maneiras de diminuir a ansiedade do cão.
Se isso não for possível, adote outra estratégia. Procure fazer da caminha dele o "centro da matilha". Deixe nela o seu cheiro e permaneça mais tempo perto dela, com ele. Assim, o cão não se sentirá tão excluído quando for preciso deixá-lo sozinho.
Seu cão não é sua sombra
O cão que nos segue o tempo todo dentro de casa costuma sofrer mais quando fica sozinho - a ruptura se torna radical se, o tempo todo, ele nos vê, ouve e cheira.
Para diminuir o excesso de proximidade, a solução é ensinar o comando “fica” e pô-lo em prática algumas vezes por dia. Comande “fica” quando você for para a cozinha, por exemplo. Dessa forma, além de o cão se acostumar com as suas ausências temporárias, perceberá que você volta sem ele precisar latir ou arranhar a porta.
Evitar traumas
Podemos dizer que os cães têm medo de ficar sozinhos e que, se ocorrer algo assustador ou muito desagradável durante a ausência dos donos, esse medo tende a aumentar. Por isso, se você souber que haverá estouro de fogos, uma tempestade ou algum outro evento que possa ser assustador, não saia de casa se for possível. Ou, então, dê um remédio para acalmar o cão e ele não sofrer muito nem se traumatizar.
Avalie qual é o melhor medicamento para esses casos com um médico-veterinário e procure testar o medicamento algumas vezes antes de sair de casa.
Caça a petiscos
Esconder petiscos pela casa para serem encontrados pelo cão durante a ausência dos donos ajuda a entretê-lo, a relacionar solidão com comportamentos prazerosos e a torná-lo menos ansioso. Normalmente, para aumentar o interesse do cão, é preciso estimular o apetite dele. Se ele estiver um pouco ou muito acima do peso correto, situação bastante comum, bastará deixá-lo com o peso adequado para o apetite aumentar bastante.


Revista Cães & Cia, n. 360, maio de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

CÃO


O Sr. G. G..., de Marselha, nos transmite este fato:
“Um rapaz faleceu há oito meses e sua família, na qual há três irmãs médiuns, o evoca quase que diariamente, servindo-se de uma cesta. Cada vez que o Espírito é chamado, um cãozinho, do qual ele gostava muito, salta sobre a mesa e vem cheirar a cesta, soltando ganidos. A primeira vez que isto aconteceu, a cesta escreveu: “Meu valente cachorrinho, que me reconhece.”
“Eu não vi o fato, mas as pessoas de quem o ouvi várias vezes o testemunharam, e são bons espíritas e muito sérias, de modo que não posso pôr em dúvida a sua veracidade. Eu me perguntei se o perispírito conservava suficientes partículas materiais para afetar o olfato do cão, ou se esse seria dotado da faculdade de ver os Espíritos. É um problema que me pareceria útil aprofundar, caso ainda não esteja resolvido.”
Evocação do Sr..., morto há oito meses, do qual acabamos de falar.
- Eis-me aqui.
Confirmais o fato relativo ao vosso cão, que vem cheirar a cesta que serve às vossas evocações e que parece reconhecer-vos?
- Sim.
Poderíeis dizer a causa que atrai o cão para a cesta?
- A extrema finura dos sentidos pode levar a adivinhar a presença do Espírito e até a vê-lo.
O cão vos vê ou vos sente?
- O olfato, sobretudo, e o fluido magnético. (Espírito Charlet(1))
OBS.: Charlet, o pintor, deu à Sociedade uma série de comunicações muito notáveis sobre os animais, e que publicaremos proximamente. Foi certamente a esse título que interferiu espontaneamente na presente evocação.
Desde que Charlet quer mesmo intervir na questão que nos ocupa, nós lhe pedimos que dê algumas explicações a respeito.
- De boa vontade. O fato é perfeitamente verossímil; e, conseqüentemente, natural. Falo em geral, pois não conheço aquele de que se trata. O cão é dotado de uma organização muito particular. Ele compreende o homem: basta isso. Sente-o, segue-o em todas as suas ações com a curiosidade de uma criança; ama-o, e chega mesmo ao ponto de - e disto têm-se exemplos para confirmar o que adianto - ao ponto, dizia eu, de a ele se dedicar. O cão deve ser - não tenho certeza, entendei bem - mas o cão deve ser um desses animais vindos de um mundo já adiantado para sustentar o homem em seu sofrimento, servi-lo, guardá-lo. Acabo de falar das qualidades morais que, positivamente, possui o cão. Quanto às suas faculdades sensitivas, são extremamente delicadas. Todos os caçadores conhecem a sutileza do faro do cão; além desta qualidade, o cão compreende quase todas as ações do homem; compreende a importância de sua morte. Por que não adivinharia a sua alma e porque, mesmo, não a veria? (Espírito Charlet).
No dia seguinte a Sra. Lesc..., médium, membro da Sociedade, recebeu em particular a seguinte explicação sobre o mesmo assunto:
“O fato citado na Sociedade é verídico, embora o perispírito destacado do corpo não tenha nenhuma de suas emanações. O cão farejava a presença de seu dono; quando digo farejava, entendo que seus órgãos percebiam sem que os olhos vissem, sem que o nariz sentisse; mas todo o seu ser estava advertido da presença do dono, e essa advertência lhe era dada principalmente pela vontade que se desprendia do Espírito dos que evocaram o morto. A vontade humana atinge e adverte o instinto dos animais, sobretudo dos cães, antes que algum sinal exterior o revele. Por suas fibras nervosas o cão é posto em relação direta conosco, Espíritos, quase tanto quanto com os homens: percebe as aparições; dá-se conta da diferença existente entre elas e as coisas reais ou terrenas, e lhes tem muito medo. O cão uiva à Lua, conforme a expressão vulgar; uiva também quando sente vir a morte. Em ambos os casos, e ainda em outros, o cão é intuitivo. Acrescentarei que seu órgão visual é menos desenvolvido que as suas sensações; ele vê menos do que sente; o fluido elétrico o penetra quase que habitualmente. O fato que me serviu de ponto de partida nada tem de admirável, porque, no momento do desprendimento da vontade que chamava o seu dono, o cão sentia sua presença quase tão depressa quanto o próprio Espírito escutava e respondia ao chamado que lhe era feito.”
(Georges (Espírito familiar) - R. E. 1860
NOTA DO COMPILADOR: 1 - Nicolas Charlet, pintor e litógrafo francês (1792-1845). Por suas cenas militares e seus tipos de veteranos bonapartistas, contribuiu para propagar a lenda napoleônica.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

QUANTO TEMPO VIVERÁ MEU CÃO?


Tal como acontece com as pessoas, os cães tornam-se mais lentos com a idade. O pelo torna-se cinza, os olhos baços, o corpo torna-se flácido e perde a energia. Tornam-se mais vulneráveis à doença, menos adaptáveis à mudança e tornam-se mesmo esquecidos à medida que a idade avança. Começam a recorrer a si em busca de ajuda e conforto.

Quando é que o seu cão está velho?
A crença de que um ano na vida de um cão é igual a sete anos não é exata. A proporção é mais elevada na juventude e diminui com a idade. Dependendo da raça, o cão atinge a adolescência entre os oito meses e os dois anos, ou mesmo mais tarde. Geralmente, seis anos na vida de um cão equivale a 45 anos no homem. Aos 10 é como um homem de 65; 12 anos equivalem a 75 e 15 a 90 anos no homem.
O dono é o melhor juiz do estádio de vida do seu cão. Mesmo que o cão esteja de excelente saúde, é importante que o dono se perceba quando ele começa a apresentar sinais de velhice.
Contudo, depois de anos de companheirismo é possível que o dono não veja os primeiros sinais de declínio. Mas lembre-se que o seu cão não sabe como comunicar as suas pequenas dores e mesmo grandes desconfortos. Não compreende o que se passa, quando não pode correr como antes ou pular tão alto.

Quando se deve começar a procurar sinais de velhice?
A maior parte dos veterinários recomendam que se faça um exame para detectar sinais de velhice e a partir daí consultas semestrais. Para determinar em que altura se deve fazer o primeiro exame deverá ter-se em conta a história médica e a raça, factores que poderão apressar os primeiros sinais de envelhecimento.
Tal como as pessoas os cães também não envelhecem do mesmo modo. Certa raças, especialmente as cruzadas, e, de um modo geral, as de pequeno porte, vive mais tempo. Um cão com menos de 10 quilos pode não apresentar sinais de velhice até aos 12 anos ou mesmo mais. Um cão de 25 quilos poderá não parecer velho até aos 10 anos, mas os cães maiores apresentam geralmente sinais de envelhecimento por volta dos 8 ou 9 anos.
O tempo médio de vida de um cão aumentou bastante nos últimos anos, ou seja de 7 anos em 1930 para 12 anos nos dias de hoje. Se forem bem tratados, poderão mesmo atingir 14 ou 15 anos.

Para dar uma ideia da relação entre a idade de um cão e a do ser humano são geralmente aceites as seguintes equivalências:
Cão Homem
6 anos------45 anos
10 anos-----65 anos
12 anos-----75 anos
13 anos-----80 anos
14 anos-----85 anos
15 anos-----90 anos

A maior parte dos veterinários recomendam que se comecem a procurar sinais de velhice na idade apropriada e que está relacionada com o tamanho do animal.

Assim:
Até 7 quilos - começar a procurar sinais de velhice entre os 9 e os 11 anos

De 8 a 25 quilos - começar a procurar sinais de velhice entre os 7 e os 9 anos

De 25 a 40 quilos - começar a procurar sinais de velhice entre os 6 e os 8 anos

Mais de 40 quilos - começar a procurar sinais de velhice entre os 4 e os 6 anos

A pesquisa de sinais de envelhecimento engloba: exame físico por apalpação, análises de sangue, talvez um electrocardiograma e testes específicos de acordo com o historial da saúde do seu cão.

Para além do tamanho, há outros fatores que podem influenciar o processo de envelhecimento do seu cão:
Herança genética - algumas raças são mais propensas a dados problemas de saúde.
Por exemplo o Golden Retriever tem tendência para desenvolver artrite nas costas e nas ancas.
Alimentação - uma boa alimentação retarda o processo de envelhecimento.
Doenças - uma doença séria pode encurtar a vida do cão.
Controle dos fatores ambientais - manter o cão num ambiente limpo, sem parasitas, aumentará a possibilidade de uma vida longa.
Os veterinários não conseguem explicar a razão porque as raças maiores envelhecem mais rapidamente: Pensa-se que têm metabolismos diferentes que, nos cães maiores, aceleram o processo de envelhecimento.

Vida média por raça
7-10 anos - Grande Danois, Newfoundland, King Charles Spaniel. Os Spaniels da América do Norte normalmente têm problemas com a válvula mitral.
9-11 anos - São Bernardo, Bloodhound, Chow Chow, Boxer, Bulldog Francês. Estas raças têm tendência para desenvolver uma doença semelhante à hemofilia humana (Von Willebrand's).
10-13 anos - Airdale Terrier, Dalmatian, German Sheperd, Scottish Terrier (o Scottish Terrier também podem herdar a doença Von Willebrand's).
12-15 anos - Beagle, Bichon, Frise, Collie, Doberman, Papillon, Pomeranian
14-16 anos - Boston Terrier, Cairn Terrier, Cocker Spaniel, Chihuahua, Corgie, Golden Retriever, Irish Setter, Jack Russel Terrier, Maltese Terrier, Poodle (Standard), Schnauzer, Shih Tzo, West Highland White Terrier, Yorkshire Terrier.
15-18 anos - Dachshund, Poodle, Chihuahua.

Depende do dono manter a saúde e a segurança do seu cão, para que ele possa gozar das suas habilidades naturais o máximo de tempo possível. Esteja atento às mudanças nos modos e temperamento do seu. É preciso muito amor e dedicação para ajudar o seu cão a viver uma velhice agradável, mas não tenha dúvida ele retribuirá com carinho tudo o que fizer por ele.