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MEU ANIMAL AMIGO: Junho 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

COMO FAZER SEU CACHORRO PARAR DE BRIGAR


Os cães se metem em brigas com outros para mostrar quem domina quem na sociedade canina, para defender seu território (incluindo direito a copular), por medo, para proteger sua comida e, às vezes, como um ataque defensivo ao encontrar um cachorro que o atacou no passado. Um cachorro castrado, que passou sua fase de desenvolvimento com a sua mãe e irmãos de ninhada e que foi bem socializado com outros cachorros e com humanos também, tem as melhores chances de não entrar em brigas. É claro que tudo isso pode mudar se você tem um cachorro adulto que é briguento. Você pode até ter um cachorro briguento, mas precisa seguir alguns passos para mantê-lo sob controle.
A sua reação vai determinar qual será a do seu cachorro ao encontrar outros cachorros. Se você antecipa os problemas ao ver outros cães vindo em sua direção, seu cachorro sente o seu desconforto e imediatamente assume que o outro é uma ameaça. Deixe a guia solta, continue andando e não pare de conversar. Seu cachorro precisa aprender a ver a aproximação de outro cachorro como normal, não como algo negativo.
Todos os cães, especialmente os que têm tendência a brigar, devem receber adestramento de obediência. Quando outro cachorro chega perto, faça o seu seguir uma rotina de obediência ou faça outras atividades para tirar a atenção do outro cachorro. Se ele começar a rosnar e latir, você pode agora corrigi-lo por ter falhado ao responder os comandos, não por causa da chegada de um outro cão.
A reprodução é uma grande motivação das brigas territoriais e agressivas. A castração de um macho é absolutamente necessária para controlar e corrigir essas brigas. As fêmeas podem ser agressivas também, portanto, a castração é muito importante. Na verdade, ela traz benefícios comportamentais e de saúde bastante abrangentes para todos os cães, sejam machos ou fêmeas.

Quando chamar um especialista em comportamento animal
Os cães não são criados da mesma maneira, especialmente com relação à dominância. Se acontece uma briga entre dois cães na sua casa, eles devem estar tentando mostrar quem manda em quem. Um especialista pode ajudar a entender o que está acontecendo e dar conselhos sobre como resolver o problema. Lembre-se de que, para um cachorro, ser dominante ou subordinado é perfeitamente normal e natural. Não caia na besteira de achar que os cachorros devem tratar uns aos outros como iguais. Corrigir o comportamento de um cão muitas vezes significa pensar como um cão.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

COMO FAZER UM CACHORRO PARAR DE MARCAR TERRITÓRIO


Não podemos nem imaginar como o mundo cheira para um cachorro. O faro dele é um instrumento fino e delicado, se comparado ao seu nariz. Então, faz sentido que façam a marcação territorial urinando nos lugares e objetos para mostrar quem manda. Essa é uma parte importante da comunicação canina. As mensagens químicas na urina do cachorro dizem aos outros cachorros quase tudo que precisam saber: onde o cachorro que marcou vive, quanto tempo faz que passou por ali e, no caso das fêmeas, se estão receptivas sexualmente. Um cão que fica nervoso quando está sozinho em casa pode marcar os móveis e paredes para reassegurar a si mesmo que está tudo bem. A marcação territorial também pode ser uma maneira de afirmar dominância: esse é o motivo pelo qual alguns cães erguem a perna em outros cachorros ou nas pessoas.

A marcação territorial é um comportamento normal, natural e instintivo nos cães. A idéia é fazer com que seu cão saiba que a marcação só pode ser feita em locais e horários específicos, nunca no seu tapete, no box do banheiro ou na sua colcha. Mais uma vez, a relação de dominância com o cão faz toda a diferença. Pratique o adestramento de obediência de maneira humana e positiva e sempre repasse os comandos. Isso não só clarifica a sua dominância como distrai um cão que fica entediado, sozinho e ansioso durante o dia. Faça-o trabalhar pela comida, pelos brinquedos, pelas brincadeiras e pelo carinho. Se quer alguma coisa, faça-o responder a um ou dois comandos antes e, só então, ganhar o que quer.

Sempre passe pelas portas antes dele e não o deixe pular em você ou subir nos móveis, especialmente na sua cama. Na sociedade canina, você só pula ou deita perto de animais de nível hierárquico igual ou subordinado. A castração, especialmente antes de um ano de idade, é outro bom preventivo. O cachorro continua protegendo a família e a casa, mas sem aquele desejo de reforçar seu território reprodutivo, ditado pelos hormônios.

A marcação por ansiedade de separação é outro problema. A melhor coisa a fazer aqui é acostumar seu cachorro gradativamente a ficar sozinho em casa. Comece com algo simples, como deixá-lo sozinho em um quarto por um ou dois minutos e depois retornar. Então, saia de casa, voltando após alguns minutos. Cada vez que praticar fique longe por um tempo um pouco maior. Quando o cachorro aprender que você vai voltar, vai se sentir mais confortável sozinho. Prendê-lo em uma caixa de transporte também pode dar uma sensação maior de segurança.

Para evitar que ele urine nos móveis, prenda um pedaço de papel alumínio na área onde ele gosta de urinar. Na próxima vez que ele tentar, o papel alumínio vai fazer um barulho e a urina pode espirrar nele de volta.

E por último, não confunda marcação territorial com um problema de falta de adestramento. Uma poça enorme de urina no meio da sala ou perto da porta não é uma forma de dominância, mas sim um sinal de que seu cachorro precisa sair quando você está fora de casa!

Quando chamar o veterinário

Como em qualquer problema de comportamento, leve seu cão para fazer uma consulta antes de qualquer correção. Se houver uma causa física para o problema, nenhum treinamento ou correção vai surtir efeito.

terça-feira, 23 de junho de 2009

COMO FAZER UM CACHORRO PARAR DE ROER


A boca dos cachorros é equivalente às nossas mãos. É o que eles usam para pegar e examinar as coisas, avaliar seu possível uso e transportar o que interessa de um lugar para o outro. Ao roer, o cachorro sabe a textura, o gosto e se alguma coisa é boa ou ruim para comer. É uma parte natural do comportamento canino: é tão difícil ensinar um cachorro a parar completamente de roer quanto é para ensiná-lo a parar de respirar. Roer é uma parte importante do desenvolvimento do filhote. Assim como os bebês, os filhotes de cães roem para aliviar a dor nas gengivas quando os dentes estão nascendo. Pode levar até um ano para a dentição estar completa. Portanto, esse é outro ponto em que você precisa de muita paciência para ensinar seu cachorro o que ele pode e o que ele não pode roer.
Naturalmente, seu cachorro vai se sentir atraído por qualquer coisa que tenha o seu cheiro. Sendo assim, tome cuidado com suas meias, sapatos e outros itens que não queira ver destruídos. Na verdade, ter um filhote em casa é um ótimo incentivo para fazer toda a família aprender a não deixar roupas, sapatos e brinquedos espalhados e fora do lugar. Senão, são grandes as chances de esses objetos serem totalmente destruídos. Não vai ser preciso que objetos preferidos sejam destruídos muitas vezes seguidas para fazer com que até o membro mais relaxado da família comece a catar suas coisas. Nunca deixe um cachorro adulto roer roupas e sapatos, principalmente estes, que retêm mais o seu cheiro. Melhor, nunca dê nada para seu cachorro roer que seja parecido com alguma coisa que não quer que ele roa. Ele não vai saber a diferença entre a bota velha que ganhou para brincar e seus novos tênis de caminhada.
Faça com que os brinquedos dele (e ele deve ter vários) sejam os mais atraentes possível. Se ele parece adorar coisas com o seu cheiro, deixe o brinquedo em seu cesto de roupa suja por um ou dois dias antes de dar para ele. Esfregue algo saboroso nas bolas de borracha ou outros brinquedos ou coloque petiscos dentro de brinquedos ocos, qualquer coisa que possa estimular seu cachorro a gostar deles. No geral, seja claro ao dar sua mensagem a ele desde o começo. Dê brinquedos apropriados para roer e elogie quando ele escolher o objeto certo. Sempre tenha um desses brinquedos por perto (até mesmo leve um com você). Se você vir seu cachorro roendo alguma coisa que não deve, retire o item rapidamente e troque por um brinquedo que ele possa roer. Então, elogie-o por estar roendo o brinquedo certo. Há objtos em sua casa que você não quer que ele estrague. Sendo assim, é muito mais fácil ensiná-lo a reconhecer os brinquedos que ele pode roer.
Se você quer dar ossos para seu cão roer, prefira ossos bovinos grandes e da coxa, esterilize-os, deixando ferver por meia hora. Nunca dê ossos pequenos ou que possam lascar com facilidade, como os de galinha ou de peru.
Alguns cães continuam roedores ativos por toda a vida. Roer destrutivamente é um comportamento muito comum em cachorros que ficam muito tempo sozinhos, pois é uma maneira de diminuir o tédio ou a ansiedade. Cães que ficam sozinhos precisam ter vários brinquedos diferentes, que devem ser alternados para continuarem interessantes. Quando estiver em casa com seu cachorro, certifique-se de exercitá-lo e use o tempo com qualidade.
Quando chamar o veterinário
Como em qualquer caso de problema de comportamento, leve seu cão ao veterinário para uma consulta antes de começar qualquer estratégia de correção. Pode ser que ele esteja com os dentes nascendo ou com as gengivas inflamadas. Se houver uma causa física para o comportamento, nenhum treinamento ou correção vai poder ajudar.


Como evitar que seu cão roa o que não deve
É claro que a parte mais importante para evitar que seu cachorro roa é o bom senso: mantenha tudo que você não quer que ele roa longe de seu alcance ou deixe o cachorro fora das áreas onde estes objetos possam ser encontrados. Cães que só roem quando estão sozinhos podem ser colocados em canis ou caixas de transporte. Nunca use a caixa como castigo. Ela deve ser vista pelo cachorro como um refúgio, como um lugar seguro e feliz.
Como é impossível colocar coisas como o sofá e a mesa de jantar em uma estante alta, é preciso achar outros métodos. Alguns treinadores recomendam a aplicação de uma mistura de pimenta vermelha com geléia de petróleo ou de alguma outra substância de gosto desagradável nas pernas dos móveis e outras zonas de perigo. Teste a substância em um local escondido para ter certeza de que não vai danificar o acabamento. Estofados podem ser protegidos usando fita adesiva dupla-face (ou um pedaço de fita crepe enrolada com a parte que cola para fora) em itens como saias de móveis, cortinas e barras de colchas. Se a sensação grudenta não dissuadir seu cachorro de roer, você pode tentar pulverizar o local com alguma substância desagradável como a pimenta vermelha.
Só corrija seu cachorro por estar fazendo algo errado se pegá-lo no ato. Nunca reprima um cachorro depois do fato. Não importa o quanto pareça que ele sabe que fez algo errado, ele está apenas reagindo a você e a sua raiva. Ao invés disso, quando você pegá-lo roendo algo que não quer que ele roa, pegue o objeto rapidamente (você também pode interromper a ação usando algum barulho ou outra distração), substitua por um brinquedo e depois mostre sua satisfação entusiasmadamente

segunda-feira, 22 de junho de 2009

COMO LIDAR COM CACHORROS QUE MORDEM


A cada ano são relatados entre meio e um milhão de ferimentos por mordida de cães. As vítimas mais comuns destes ataques são crianças com menos de doze anos (aproximadamente 60% do total) e as cinco raças mais comuns entre os ataques são os chow-chows, rottweilers, pastores alemães, cocker spaniels e dálmatas. De uma maneira geral, em uma população canina, os machos que não castrados são os que mais mordem. Em outras palavras, manter um chow-chow não castrado em uma casa com quatro crianças pequenas pode ser a garantia de pelo menos uma ida à emergência do hospital por causa de uma mordida. Isso não quer dizer que você não possa ter cães de raça com tendência a morder ou que deva esperar até que as crianças estejam na faculdade para comprar um cachorro. Isso significa que você precisa entender melhor por que e quando um cachorro pode morder e tomar atitudes com relação ao cachorro e à família para evitar estes acidentes.
Em pelo menos metade dos casos de mordida relatados, o acidente foi provocado pela vítima, mesmo que não intencionalmente. Os cães normalmente dão sinais claros de que vão morder. São visíveis para os outros cães e para pessoas que entendem seu comportamento. O cenário mais comum de mordidas de cachorros envolvem uma pessoa ou criança que ignora os sinais do animal e passa dos seus limites. Outra causa comum é uma falha na comunicação. Talvez o exemplo mais conhecido seja o encontro entre um cachorro de rua e uma criança. Assustada pelo encontro com um cachorro grande e desconhecido, a criança grita e sai correndo. Isso ativa o reflexo de perseguição no cachorro ou é interpretado como uma brincadeira. De qualquer maneira, a única maneira do cachorro pegar a criança é com a boca.

A linguagem corporal canina clássica que sinaliza que está pronto para morder inclui encarar, mostrar os dentes, rosnar, ficar com as pernas esticadas (parecendo na ponta dos pés), pêlos dos ombros, costas e posterior eriçados e a cauda esticada balançando em movimentos rápidos. Normalmente seu aviso final é um olhar mais intenso e um rosnado mais furioso. Quando a cabeça do cachorro abaixar e as orelhas ficarem juntas ao corpo, pode esperar que o próximo som que você vai ouvir serão os dentes dele se fechando aonde ele conseguir alcançar você. É claro que as coisas não precisam chegar a este ponto. Uma pessoa inteligente vai recuar antes disso.

Quando chamar um especialista em comportamento animal

Se o cachorro que o está ameaçando é seu, você precisa de ajuda profissional. Os cães mordem por medo, defesa, dor ou para proteger o território. Esses são todos motivos muito difíceis de detectar sem saber por onde começar. Um especialista pode ajudá-lo a descobrir a razão pela qual seu cachorro morde e pode desenvolver uma estratégia para mudar esse comportamento. Socializar com outras pessoas e com outros cães ou ensinar a família a deixar o cachorro sossegado enquanto estiver comendo, dormindo ou se escondendo é muito simples. Entretanto, isso pode envolver uma revisão geral do seu relacionamento com seu cachorro




Como evitar mordidas

Se você estiver frente a frente com um cachorro que mostra um comportamento ameaçador, a sua reação pode ser a diferença entre ser mordido ou não. Qualquer cachorro pode morder, portanto, não assuma que se o cachorro que está rosnando o conhece, não vai mordê-lo. Da mesma maneira, um cachorro desconhecido que não mostra um comportamento agressivo não pode ser classificado como amigável. Como as crianças correm maior risco de serem mordidas, ensine aos mais novos da família estas técnicas básicas e pratique-as também.

A regra mais importante a ser lembrada é: nunca aborde um cão estranho. Se o cachorro abordar você, não corra. Fique completamente parado, ensine as crianças a ficarem paradas como uma árvore, com as mãos fechadas embaixo do queixo e os cotovelos perto do corpo. Mantenha suas pernas juntas e olhe para frente, nunca para o cachorro. Lembre-se de que encarar é uma ameaça. Se o cachorro se aproximar quando você estiver no chão, role sobre a barriga com as pernas juntas, mãos fechadas atrás do pescoço e antebraços cobrindo as orelhas, fale para as crianças agirem como uma tora. Fique imóvel até o cachorro ir embora.

sábado, 20 de junho de 2009

COMO LIDAR COM CÃES AGRESSIVOS


A agressividade é provavelmente a razão mais comum pela qual um cão saudável é sacrificado. Às vezes, nos esquecemos de que os cães são predadores e podem causar ferimentos sérios e até mesmo fatais. Um cachorro agressivo é assustador.
Você precisa entender se o seu cão está realmente mostrando agressividade. A palavra agressão tem um significado específico no campo do comportamento animal. Tudo é muito relativo: o que é agressivo para nós pode ser perfeitamente normal para um cachorro. Um bom exemplo é a brincadeira. Uma criança que corre atrás de outra em um campo para morder as suas costas e derrubá-la no chão em uma luta intensa seria extremamente agressiva. Entretanto, para uma dupla de cães, essa seria a descrição perfeita de diversão. A brincadeira é vista como uma prática das habilidades do dia a dia. Por isso, é muito comum ver um cão absolutamente normal brincando de espreitar, seguir, caçar e até matar.
Então, como podemos saber? Normalmente pela aparência e pelo som. O cachorro está com cara de brincadeira, olhos abertos e boca aberta de maneira relaxada, como em um grande sorriso? O comportamento é acompanhado de rosnados furiosos e latidos? Ou os rosnados e latidos parecem uma brincadeira? Um sinal infalível é a troca de papéis: se um cachorro está perseguindo o outro, de repente muda de direção e o perseguidor começa a ser perseguido, pode apostar que é brincadeira.
Há várias razões pelas quais seu cachorro pode mostrar um comportamento agressivo. Aqui estão alguns tipos de agressão.
Defensiva.
Aqui está um cenário típico de agressão defensiva. O cachorro faz alguma coisa errada. O dono o encontra e dá uma bronca, fazendo o cachorro se esconder embaixo da cama. O dono, então, entra embaixo da cama para puxá-lo e leva uma mordida.
Qualquer cachorro morde ao se sentir ameaçado. Neste caso, o cão recuou e se fez de "invisível", o que numa sociedade canina significa submissão. A única razão que o cachorro pode pensar para explicar que o dono ainda queira persegui-lo após ele ter se mostrado submisso e aceitado sua dominância é que quer feri-lo. O cachorro só está tentando se proteger. A melhor coisa a fazer quando seu cachorro se esconde após uma bronca é deixá-lo sozinho.
Territorial.
A agressão territorial é uma das razões pelas quais gostamos de viver com cachorros. Eles defendem seu território, o que pode incluir a sua casa, pertences, comida e os donos. Fazem isso contra qualquer invasor. Sem a agressão territorial, não haveria cães de guarda.
No entanto, a agressão territorial pode perder o controle. Ela pode aparecer em coisas pequenas como pular, em coisas frustrantes como marcar território ou em coisas graves como morder. Mais uma vez uma boa relação de dominância com seu cão é essencial. Se você fizer o papel de cão dominante, ele vai se sentir seguro quando você estiver seguro. Assim, não vai defender o território contra as visitas, leitores de luz e carteiros. Ele só defenderá sua casa quando surgir a necessidade.
Agonístico (relacionado a dor).
Um cão doente ou ferido sabe que é vulnerável. O mesmo é verdadeiro para um cão idoso, com os sentidos mais fracos, reações mais lentas e mobilidade prejudicada. Até mesmo situações extraordinárias podem fazer um animal vulnerável sentir que deve atacar e fazer sua própria defesa.
Algumas vezes a dor é visível e você pode esperar pela possível agressão. Em outras, entretanto, não é tão fácil notar antes que seja tarde demais. Se você está agradando ou brincando com seu cachorro como sempre faz, por exemplo, e ele rosna e tenta morder você de repente, suspeite de alguma dor e chame o veterinário imediatamente. A artrite é uma causa comum para este tipo de comportamento.
Reprodutivo.
Este tipo de agressividade provavelmente não precisa de explicação. Se houver uma cadela no cio em qualquer lugar do universo, os cachorros não castrados saberão onde e tentarão chegar até ela de qualquer maneira, inclusive brigando uns com os outros. O instinto de reprodução pode ser o estopim de brigas entre cães e até mesmo de ataques fora do normal aos membros da família.
A solução infalível para este tipo de problema é óbvio e muito importante: você precisa castrar seu macho ou fêmea, de preferência antes dos seis meses de idade.
Quando chamar o veterinário
Um comportamento agressivo não é uma coisa que possa ser ignorada ou desprezada. A vida do seu cachorro depende disso. Se seu cão tem feito ataques sérios, especialmente de repente e sem ter sido provocado, faça uma exame geral com seu veterinário o mais rápido possível. Ele pode ajudar a determinar o tipo de tratamento ou indicar um especialista em comportamento de confiança. Apesar da agressão ser muitas vezes relacionada a um problema físico, como um tumor no cérebro, encefalite (infecção do cérebro), intoxicação por chumbo, hipoglicemia ou outros problemas no fígado, normalmente a causa é comportamental. Se seu cachorro mostrar qualquer forma de comportamento agressivo, chame seu veterinário ou um especialista em comportamento animal imediatamente.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

COMO FAZER UM CACHORRO PARAR DE PUXAR A GUIA

Tente este experimento simples: com o cachorro calmamente parado a sua frente, gentilmente empurre-o para trás pelo peito ou pela frente de seu pescoço. O que acontece? A maioria dos cães vai se inclinar sob pressão. Esta resposta natural se tornou uma ciência em cães de trenó como o husky siberiano e em raças que também eram usadas como animais de carga, como o Terra Nova. Você não tem a menor chance de controlar um desses cães nascidos para puxar.Todos já vimos até mesmo cães minúsculos esticando a ponta de uma guia, corpo perto do chão, língua estendida, respiração alta e ofegante. É o mesmo instinto em ação. O truque é ensinar seu cachorro a andar direito na guia desde muito cedo. Não espere que ande com perfeição, mas ele deve pelo menos conseguir ficar sem puxar e parar, andar e mudar de direção acompanhando você. Se você usa um enforcador (não pense nele como uma coleira de sufocação, não é assim que ele deve ser usado), toda vez que o cachorro começar a puxar dê um tapinha nele, afrouxe o enforcador e diga "Calma" ou "Devagar" (escolha uma palavra e só use essa). Quando ele parar de puxar, mostre como você está satisfeito.Outra alternativa é usar uma coleira de cabeça, que parece um cabresto de cavalos. A coleira dá uma volta no focinho e atrás das orelhas, com a guia presa embaixo do queixo. Como você controla a cabeça com essa coleira, o resto do corpo não tem escolha senão obedecer. Ao invés de bater na ponta da guia, sentindo a pressão no pescoço e instintivamente puxando cada vez mais forte, o cachorro com uma coleira de cabeça acaba com o nariz virado para cima, apontando para você, diminuindo a velocidade imediatamente. Uma guia retrátil também pode ajudar a controlar esse instinto, pois ela aumenta e diminui de acordo com os movimentos do cachorro, de maneira que ele não tem contra o que puxar. O freio permite que você controle por onde o cachorro anda.Se o seu cachorro é um puxador de trenó ou um cão de carga, não adianta lutar contra seus instintos. Ao invés disso, coloque um arreio e faça-o trabalhar para você. Ele pode puxar você em um skate ou ski ou ensine-o a puxar um trenó ou uma pequena carroça. O cachorro entrará em forma, poderá puxar a vontade e você ainda encontra uma nova maneira de rebocar as coisas.

domingo, 14 de junho de 2009

TRATAMENTO ALTERNATIVOS PARA CÃES

A medicina veterinária moderna tem feito muitos avanços. Novas vacinas, medicamentos, auxílios diagnósticos e técnicas cirúrgicas que jamais foram sonhadas são realidades, ajudando os animais de estimação a terem vidas mais longas e saudáveis. Mas alguns veterinários estão olhando para o passado para encontrar tratamentos bem sucedidos que confiem em substâncias naturais como ervas ou remédios homeopáticos ou manipulações físicas como massagem, quiroprática ou acupuntura. Terapias alternativas para cães que foram usados para tratar problemas de pele, distúrbios digestivos e outras doenças. Claro, um diagnóstico preciso deve ser feito antes de você começar qualquer tipo de tratamento, mas muitos cães podem se beneficiar de uma combinação qualificada e sensível de terapias alternativas e tradicionais.
Alguns veterinários incorporam a medicina alternativa para cães em práticas tradicionais, enquanto outros se especializam em tratamentos como acupuntura ou homeopatia. Uma graduação de veterinário não é necessária para praticar algumas terapias alternativas, embora muitos estados exijam que essas terapias sejam administradas a animais com supervisão de um veterinário. Com o treinamento adequado, contudo, tanto veterinários quanto não-veterinários podem realizar acropressura ou massagem em um animal. Eis algumas terapias alternativas e seus usos.
Acupuntura.
O uso de acupuntura e acropressura tem milhares de anos. Essas terapias foram desenvolvidas na antiga China e são baseadas na teoria do fluxo de energia através de um sistema de canais (chamados meridianos) que fluem através do corpo e são ligados a certos órgãos internos. A doença é vista em grande parte como a desarmonia neste fluxo interno de energia e o objetivo da acupuntura é restaurar o equilíbrio. Os acupunturistas podem fazer isso usando agulhas, pressão dos dedos, fontes de calor ou outros métodos para manipular certos pontos específicos (ou acupontos) ao longo dos meridianos. A pesquisa científica ocidental ainda está em débito para explicar por que a acupuntura funciona. Algumas teorias sugerem que a inserção das agulhas aumenta a produção corporal de endorfinas (substâncias que fazem você se sentir melhor e mais confortável) e bloqueia a transmissão dos sinais de dor da coluna vertebral até o cérebro.
Quando a acupuntura foi amplamente introduzida no Ocidente na década de 70, a instituição médica não acreditava que funcionava. Desde então, a acupuntura gradualmente ganhou respeito como um tratamento viável em muitos casos. Na medicina veterinária, a acupuntura canina foi usada para tratar alergias, atrite, constipação, diabetes, doenças dos rins e doença hepática.
Com direção de um acupunturista treinado, você pode fornecer assistência doméstica para algumas doenças manipulando os meridianos de seu cão com pressão dos dedos. A acupressura pode ser benéfica para cães com artrite, distúrbios digestivos e tensões musculares.
Quiroprática.
Desenvolvida no século XIX, a quiroprática é baseada na idéia de que a energia nervosa flui através da coluna cervical. A energia fica bloqueada se a coluna cervical está desalinhada. Os quiropraticantes manipulam o sistema músculo-esquelético com movimentos rápidos e gentis (chamados ajustes) para restaurar o movimento ou função normal de juntas e tecidos adjacentes. Assim como com a acupuntura, não temos uma explicação científica sólida sobre como ou por que exatamente a quiroprática funciona, mas tem sido usada para tratar vários problemas, de distúrbios estomacais a artrite.
Herbologia.
As ervas e flores provavelmente estão entre as primeiras alternativas para tratar doenças. Também sabemos que os animais comerão plantas em resposta a certas doenças. Atualmente, alguns dos medicamentos e tratamentos mais amplamente usados são derivados de plantas, incluindo a dedaleira (dedal), para certas doenças cardíacas e a piretrina (crisântemo), um ingrediente principal em muitos produtos de controle de pulgas. Foi descoberto que os produtos químicos em remédios herbais fortalecem o sistema imunológico, fornecem alívio da dor e acalmam a mente.
Você pode gostar da idéia de usar remédios herbais pois são naturais, mas como qualquer outro medicamento, as ervas medicinais podem ser perigosas se não forem usadas adequadamente. Devem ser administradas apenas com supervisão veterinária e em consulta com alguém treinado no uso das ervas. O meio mais seguro e eficaz de usar ervas em casa, é para o tratamento de problemas externos, como infestações por pulgas ou doenças de pele. Antes de tratar seu cão com qualquer preparo herbal, pergunte a um veterinário holístico qualificado.
Homeopatia.
A medicina homeopática foi praticada por cerca de 200 anos e foi criada pelo médico alemão Samuel Hahnemann. Através de testes e observações, Hahnemann descobriu que as substâncias que produzem certas reações em pessoas saudáveis - como protuberâncias comichosas e inchadas causadas por veneno de abelha - poderiam estimular uma resposta curativa em alguém com uma doença que tenha sintomas similares. Assim, um preparado homeopático de veneno de abelha administrado a uma pessoa com erupções cutâneas parecendo e sentindo como picadas de abelha aliviaram os sintomas. Este princípio fundamental da homeopatia ("igual cura igual") foi observado pelos antigos gregos e novamente em épocas modernas com drogas como a ritalina (um estimulante para tratar a hiperatividade) e pílulas contraconceptivas (os hormônios que regulam a fertilidade).
Antes de receitar alguma coisa, um veterinário homeopático perguntará a você sobre o estilo de vida, dieta e comportamento de seu cão. Como o ambiente é analisado, o veterinário irá prescrever um remédio homeopático. Além de medicamentos homeopáticos, o veterinário pode usar tecidos de sais ou essências florais para estimular o corpo. A homeopatia é uma modalidade de cura verdadeiramente holística: além de tratar problemas médicos, os remédios homeopáticos são concebidos para levar em conta e tratar questões comportamentais e emocionais relacionadas.
Os remédios homeopáticos são preparados por sucessivas diluições e agitação da substância original até haver pouco, se houver traço físico. Como os ingredientes ativos nos poderes comuns dos remédios homeopáticos ocorrem em quantidades pequenas, os efeitos colaterais não são um problema, tornando os remédios homeopáticos um modo seguro e natural que tratam de ferimentos pequenos e doenças em casa. Observação: os homeopatas alertam que o uso do remédio errado pode suscitar um caso brando dos sintomas que o remédio trata.
Problemas comuns que respondem a remédios homeopáticos em casa incluem pequenos distúrbios estomacais, picadas de abelha ou mordidas de outros insetos e pequenos ferimentos como cortes ou arranhões. Outros remédios populares incluem os que acalmam as coceiras causadas por mordidas de pulgas e a ansiedade causada viagem de carro ou visitas ao veterinário. As fórmulas para aliviar as dores da artrite; que mantêm as orelhas limpas e saudáveis; e resolvem casos brandos de diarréia também estão disponíveis.
Massagem.
A massagem faz mais do que apenas proporcionar bem estar. O esfregamento pode ajudar um cão a se recuperar mais rapidamente de ferimentos ou doenças, melhorar sua flexibilidade e mobilidade, estimular a circulação sangüínea, aliviar a tensão muscular e ajudar a manter seus tecidos flexíveis. Dependendo das técnicas que você usa, uma massagem pode energizar ou relaxar seu cão.
Oferecer uma massagem regular a seu cão é um bom método de se tornar familiar com o aspecto de seu corpo, então você perceberá quaisquer inchaços, protuberâncias ou outras alterações. Um cão massageado também o leva a se acostumar com a manipulação - algo que seu veterinário irá apreciar.
Nós abordamos muitas facetas do tratamento médico para cães. Congratule a si mesmo por ser um proprietário de cão bem-informado; sua família e seu animal de estimação lhe agradecerão algum dia.

terça-feira, 9 de junho de 2009

ASSISTÊNCIA MÉDICA PREVENTIVA PARA CÃES

A medicina veterinária preventiva pode identificar problemas antes que se tornem graves, economizando tempo e dinheiro. Como funciona a medicina preventiva? É bem parecido com cuidar de seu carro, na realidade. Você verifica rotineiramente o óleo e a pressão do ar nos pneus e leva o carro para manutenção regularmente.
Fazendo a mesma coisa com seu cão - examinando-o em casa semanalmente e agendando um exame veterinário anual e as vacinas - você pode extrair os problemas de saúde de seu amigo e até mesmo prolongar a vida de seu cão.
Visitas regulares ao veterinário.
Quando você leva seu cão em cada ano para um exame no veterinário, ele não apenas lhe dá algumas vacinas e o manda para casa.
Ele faz um exame completo: apalpando o corpo para ter certeza de que todos os órgãos internos parecem normais e não há inchaços ou protuberâncias preocupantes; verificando a condição dos olhos e orelhas; ouvindo o coração e pulmões; verificando o peso e tirando a temperatura. Como os cães envelhecem de modo diferente das pessoas, esse exame físico anual é comparável a um exame físico seu a cada cinco ou seis anos. Isso é especialmente importante se seu cão é de meia idade ou mais velho, pois dá ao veterinário chance de encontrar e tratar problemas de saúde antes que se tornem graves.
Vacinas caninas.
A maioria das pessoas acreditam que as vacinas são boas para um cão e o protegem contra a doença. Claro que estão certas.
Quando os filhotes nascem são protegidos por anticorpos especiais produzidos no leite de sua mãe, mas à medida que envelhecem perdem essa proteção. É por isso que precisam de uma série de vacinas, normalmente começando com seis a dez semanas de idade, para estimular sua própria imunidade contra a doença. As vacinas são repetidas a cada três ou quatro semanas até que o filhote esteja quase com quatro meses de idade.
A partir daí toma vacinas anuais para protegê-lo pelo resto de sua vida. Essas vacinas protegem seu cão da raiva, parvovirose e cinomose e contra outras doenças como hepatite viral, leptospirose, parainfluenza, coronavirose e tosse do canil. Se você mora em uma área onde a doença de Lyme é comum, especialmente se seu cão passa muito tempo ao ar livre, o veterinário pode vaciná-lo contra isso também.
Castração e esterilização
Você pode ficar surpreso em saber que esterilizar uma cadela antes de seu primeiro cio e castrar um macho antes que atinja a maturidade sexual pode evitar muitos problemas de saúde e comportamentais. As cadelas absolutamente não precisam ter uma ninhada (ou um cio) antes de serem esterilizadas. Na realidade, apenas o contrário é verdadeiro.
As cirurgias de esterilização e castração são fáceis de se realizar em filhotes jovens, levando menos tempo e exigindo menos anestesia graças à nova tecnologia e novos medicamentos. Os filhotes jovens se recuperam mais rapidamente que filhotes mais velhos ou adultos, e os benefícios a longo prazo incluem um risco muito menor de desenvolver tumores mamários e nenhum risco de infecções uterinas perigosas ou câncer testicular. Os cães esterilizados ou castrados antes de atingirem a puberdade têm chance muito maior de viver uma vida longa e plena.
Outro mito comum sobre a esterilização e castração é que um cão alterado irá engordar. A verdade é que o ganho e a perda de peso nos cães funciona de acordo com as mesmas regras das pessoas. Muita comida e falta de exercícios - não a esterilização e castração - são o que fazem os cães ganharem peso.
A esterilização e a castração de um cão também têm um efeito positivo no comportamento. Se houver uma cadela no cio praticamente em qualquer lugar, um cachorro não alterado irá saber. Ele irá tentar sair, irá perambular a esmo, marcará sua mobília e outras coisas com urina e pode se tornar excessivamente agressivo. Uma fêmea não esterilizada atravessa a desordem do cio (estro) cerca de duas vezes por ano, durante o qual ela pode também tentar escapar ou se torna mais imprevisível em seu comportamento. Durante a maré baixa e fluxo dessas ondas hormonais, cães esterilizados e castrados são mais consistentes em seu temperamento - o que torna o treinamento mais fácil - ainda que seu zelo em proteger você e sua casa nunca diminuam.
A esterilização e castração têm outro benefício importante que geralmente é ignorado: eles evitam o nascimento de filhotes indesejados. De acordo com a Sociedade Humana dos Estados Unidos, de 25 a 35 milhões de cães são sacrificados todo ano simplesmente por não haver casas suficientes para eles. Mesmo se você deixar seu cão ter uma ninhada e encontrar lares para cada filhote perdido, isso simplesmente significa que há um número igual de filhotes em algum lugar que não conseguem esses lares e acabarão sendo sacrificados.
Seu cão deve ser alterado entre quatro a seis meses de idade, a menos que seu veterinário recomende esperar mais. A esterilização ou castração é um investimento único (muitos abrigos de animais até possuem programas de castração e esterilização de baixo custo), reduzindo drasticamente o risco de várias doenças graves (incluindo alguns tipos de câncer) em seu cão e dobrando a expectativa de vida dele.

domingo, 7 de junho de 2009

SINAIS DE ALERTA DE DOENÇAS EM CÃES

Um cão que está indisposto faz tudo para convencer seu dono de que está bem. Isso vem de milhares de anos de instinto. No meio selvagem, um animal obviamente doente ou fraco (mesmo um predador) é tão bom quanto o sadio. Mesmo que ele não tenha que se preocupar muito com isso, o instinto de seu cão ainda lhe diz para ocultar quaisquer sinais de doença. Você precisará de um olho clínico e boas habilidades de observação para perceber alguma das pistas mais sutis. Claro, quanto mais você conhecer seu cão, mais fácil será.

Algumas das coisas a procurar são básicas: o modo que seu cão olha, age, come e bebe. Por exemplo, pode parecer que ele ganhou peso, mesmo se seu apetite não mudou muito, ou como se estivesse perdendo peso, mesmo se estiver comendo mais. Uma alteração de 10% no peso, que poderia ser tão pouco quanto 1/2 kg em um cão pequeno, é algo a levar à atenção de seu veterinário.

Normalmente, sabemos que nosso cão está se sentindo bem quando se atira na comida. Não é estranho, contudo, se ele pular uma refeição ou duas, especialmente em dias quentes. Isso é algo com o que se preocupar. Se seu cão torcer o nariz para a comida por mais de dois dias, ligue imediatamente para seu veterinário. Algumas doenças e medicamentos fazem com que os cães desenvolvam hábitos alimentares que estão evidentemente fora do comum para eles. Um cão que nunca foi um ladrão de comida e de repente começa a se aventurar na lata de lixo ou roubar comida da mesa está dizendo a você que precisa de um exame geral ou um ajuste em sua medicação.

Um cão que começa a beber muita água pode estar desenvolvendo diabetes ou doença dos rins. Você pode não perceber o consumo extra de água facilmente, mas deve poder perceber o aumento na quantidade de urina. Ele estará produzindo quantidades muito maiores de urina e terá que sair com mais freqüência. Ele também pode começar a ter acidentes em casa.

Um cão saudável tem uma pelagem espessa e brilhante. Uma pelagem opaca ou com partes ásperas, secas ou peladas é um sinal de que algo não está bem. O problema poderia ser o tipo de comida que seu cão está comendo, uma alergia a pulgas ou outro problema de pele. Seja qual for o caso, o conselho de seu veterinário o ajudará a colocar seu bichinho de volta na linha.

Um sinal mais sutil de enfermidade é o que os artigos veterinários chamam de "letargia" (em termos simples, significa preguiça ou lentidão). Um cão que é letárgico pode não mostrar interesse em sair para um passeio, mesmo que esse seja normalmente o ponto alto de seu dia. Ele não quer brincar, nem mesmo seu jogo favorito de pegar a bola de tênis. Agora, algumas vezes a letargia pode ser atribuída a um dia quente, a ficar dolorido após uma longa caminhada extra, ou simplesmente por se sentir mal-humorado. Se isso continuar por mais de dois dias, contudo, fale com seu veterinário.

Um sinal familiar e não tão sutil de enfermidade é o vômito. O vômito é menos dramático no mundo canino do que no nosso, e os cães vomitam deliberadamente para se livrar de algo que não é bom para eles. O vômito brando ocasional normalmente não é nada com o que se preocupar. Mas se seu cão vomitar freqüentemente ou várias vezes seguidas, tiver febre, parecer deprimido ou com dor, ou tiver sangue no vômito ou este for forçado, você deve ligar imediatamente para o veterinário.

Por mais desagradável que pareça, as fezes do seu cão são uma pista de sua saúde. As fezes de um cão saudável são pequenas, firmes e úmidas. Fezes secas e duras que fazem seu cão se esforçar na eliminação podem ser um sinal de que seu cão não está bebendo água o suficiente, ou pode ser uma dica de outro problema alimentar ou de saúde. Segmentos riscados em formato de arroz nas fezes indicam vermes. Não é incomum que ocasionalmente as fezes sejam moles ou líquidas ou contenham muco ou até mesmo uma mancha de sangue. Porém diarréia, esforço, ou fezes mucosas ou tingidas de sangue que duram mais que dois dias devem levar a uma visita ao veterinário. Se o problema de eliminação vier acompanhado de outros sinais - febre, vômito, letargia, perda de apetite, diarréia hemorrágica - ligue imediatamente para o veterinário.

sábado, 6 de junho de 2009

DOENÇAS CANINAS BÁSICAS


Atualmente há vacinas para ajudar a evitar muitas doenças fatais em cães - e antibióticos para tratar algumas doenças quando elas atacam. Com a série adequada de vacinas preventivas, seu cão muito provavelmente nunca sofrerá de nenhuma das doenças listadas nesta seção, mas as descrevemos apenas por precaução.


As sete principais doenças caninas

Há sete doenças caninas comuns e potencialmente fatais contra as quais você deve proteger seu cão com vacinas regulares: tosse canina, coronavírus, cinomose, hepatite infecciosa canina, leptospirose, parvovirose e, a mais terrível de todas, a raiva.


Tosse canina.

Esta é uma infecção respiratória comum em qualquer situação onde muitos cães são mantidos juntos, como canis,abrigos de animais e lojas de animais de estimação. A infecção faz com que a traquéia, a laringe (caixa de voz) e os brônquios (os pequenos tubos ramificados nos pulmões) fiquem inflamados.

Sucumbindo à bactéria Bordetella bronchiseptica, um cão infectado desenvolverá uma tosse de branda a grave, algumas vezes com um nariz escorrendo, de cinco a dez dias após a exposição. Pode ser tratada com antibióticos e abundância de repouso, o que é muito importante. A prevenção é a escolha mais sensível e humana. Se você planeja hospedar seu cão ou vai expô-lo a muitos outros cães, certifique-se de que ele está protegido contra a Bordetella. O "golpe duplo" é geralmente uma boa estratégia: uma vacina líquida administrada através do nariz do cão combinada com uma injeção para o vírus parainfluenza canino.


Coronavírus.

Uma doença geralmente branda, o coronavírus é disseminado quando um cão entra em contato com as fezes ou outras excreções de cães infectados.

Embora raramente mate os cães, o coronavírus pode ser especialmente difícil em filhotes ou cães que estão estressados ou que não estejam no melhor de sua saúde. Suspeite do coronavírus se seu cão estiver deprimido, não quiser comer, vomitar - especialmente se for com sangue - e tenha um episódio ruim de diarréia.

Excepcionalmente, fezes com cheiro forte, particularmente se forem com sangue ou uma estranha coloração amarelo-laranja, também são sinais. Se o coronavírus for diagnosticado, o veterinário recomendará para seu cão abundância de fluidos para substituir o que foi perdido pelo vômito e diarréia, bem como a medicação para ajudar a manter o vômito e a diarréia no mínimo. Uma vacina contra o coronavírus normalmente é recomendada se o seu cão estiver encontrando muitos outros cães - ou seus excrementos - em parques, exposições de cães, canis e outras instalações de reunião.


Cinomose.

Os cães morrem de cinomose do que de outra doença infecciosa. Esse é um vírus altamente contagioso que se espalha pelo contato direto ou através do ar. Um cão saudável e forte pode sobreviver à cinomose, normalmente com sintomas relativamente brandos. Por outro lado, se o sistema imunológico de seu cão não tem resistência, todo seu corpo pode ser dominado pelo vírus, bem como bactérias que se aproveitam para causar infecções secundárias.

A cinomose geralmente acontece em dois estágios. Três a quinze dias após a exposição ao vírus, o cão desenvolve uma febre, não quer comer, não tem energia e seus olhos e nariz começam a gotejar. Conforme o tempo passa, a descarga de seus olhos e nariz começa a ficar espessa, amarela e pegajosa - o clássico sinal de cinomose. Se você não levou seu cão ao veterinário antes deste sintoma aparecer, você deve levá-lo agora. Outros sinais do primeiro estágio da cinomose são tosse seca, diarréia e bolhas de pus no estômago. O segundo estágio da cinomose é ainda mais grave, pois a doença pode começar a afetar o cérebro e até a espinha dorsal. Uma cão neste estágio pode babar frequentemente, sacudir sua cabeça ou agir como se estivesse com um gosto ruim na boca. Às vezes tem convulsões, fazendo com que ande em círculos, caia e chute o ar. Mais tarde, parece confuso, andando a esmo e se encolhendo frente às pessoas.

Infelizmente, quando a doença chega até aqui, não há muita esperança de sobrevivência para o cão. Os cães que sobrevivem freqüentemente têm danos neurológicos (cérebro e nervos) permanentes. A cinomose também pode se espalhar para os pulmões, causando pneumonia, conjuntivite e passagens nasais inflamadas (rinite); também pode se espalhar para a pele, fazendo-a engrossar, especialmente na planta dos pés. Essa forma de cinomose é chamada de doença da pata grossa. A cinomose tem mais probabilidade de atacar cães filhotes de nove a doze semanas de idade, especialmente se vierem de um ambiente com muitos outros cães (abrigo de animais, loja de animais, canis de criação). Se seu cão foi diagnosticado como portador de cinomose, seu veterinário lhe dará fluidos intravenosos para substituir o que ele perdeu, medicamentos para controlar a diarréia e o vômito e antibióticos para combater infecções secundárias.


Hepatite infecciosa canina.

Essa é uma doença viral espalhada por contato direto. Os casos brandos duram somente um ou dois dias, com o cão sofrendo uma febre branda e tendo baixa contagem de células sanguíneas brancas. Filhotes muito jovens, de duas a seis semanas de idade, podem sofrer de uma forma da doença que surge rapidamente. Eles têm uma febre, as amígdalas ficam inchadas e seus estômagos doem. Muito rapidamente eles podem entrar em choque e morrer. O ataque é rápido e inesperado: o filhote pode estar bem em um dia e entrar em choque no seguinte. A forma mais comum de hepatite infecciosa canina ocorre em filhotes quando têm de seis a dez semanas de idade. Eles mostram os sinais usuais de febre, falta de energia e amígdalas inchadas e linfonodos. Um cão cujo sistema imunológico responde bem começa a se recuperar em quatro a sete dias. Em casos graves, contudo, o vírus ataca as paredes dos vasos sanguíneos e o cão começa a sangrar pela boca, nariz, reto e aparelho urinário. Se seu filhote tem hepatite infecciosa, irá precisar de fluidos intravenosos, antibióticos e pode até mesmo precisar de uma transfusão de sangue.


Leptospirose.

Essa doença bacteriana é causada por um espiroqueta, que é um tipo de bactéria com uma forma espiral estreita. O espiroqueta da leptospirose é passado na urina de animais infectados e entra no corpo do cão através de uma ferida aberta na pele ou quando ele come ou bebe algo contaminado pela urina infecciosa. Os sinais da leptospirose não são bonitos. Os sintomas iniciais incluem febre, depressão, letargia e perda de apetite. Normalmente, a leptospirose ataca os rins, portanto um cão infectado pode andar todo encurvado pois seus rins doem.

Conforme a infecção avança, aparecem úlceras em sua boca e língua, e sua língua fica com uma cobertura marrom espessa. Dói comer porque sua boca está cheia de feridas e pode até mesmo estar sangrando. Suas fezes contêm sangue, e ele tem muita sede, portanto bebe muita água. Acima de tudo isso, ele provavelmente está vomitando e com diarréia.

O tratamento da leptospirose requer hospitalização devido a algumas razões. Primeiro, além de precisar de antibióticos para combater as bactérias e outros medicamentos para controlar o vômito e a diarréia, um cão com sintomas avançados terá perdido muito fluido e precisará repô-los. Segundo, a leptospirose é uma zoonose, o que significa que pode se espalhar para pessoas. Os cães com leptospirose devem ser manejados cuidadosamente para evitar infecção. Mesmo que seu cão se recupere, ele ainda pode ser um portador por até um ano. Seu veterinário pode aconselhá-lo sobre como evitar infecção depois que ele estiver bem.


Parvovirose.

Uma doença altamente contagiosa, a parvovirose pode se espalhar através das patas, pêlo, saliva e fezes de um cão infectado. Também pode ser transportado nos sapatos das pessoas e em caixas ou camas usadas por cães infectados. Os filhotes com menos de cinco meses são especialmente atingidos de forma dura pela parvovirose e estão mais propensos a morrer. Dobermanns, Pinchers, Rottweilers e Pitbulls são especialmente suscetíveis à parvovirose. Os sinais da parvovirose começam a aparecer de três a quatorze dias após um cão ter sido exposto a ela. A parvovirose pode assumir duas formas: a forma mais comum é caracterizada por diarréia aguda, e a outra forma rara por dano ao músculo cardíaco.

Um cão com parvovirose é literalmente um filhote doente. Se a doença afetar seus intestinos, ele ficará gravemente deprimido com vômito, dor abdominal, febre alta, diarréia hemorrágica e falta de apetite. Poucas doenças causam essa ampla variedade de sintomas graves. Quando a parvo ataca o coração, os jovens filhotes param mamar e têm problemas em respirar. Normalmente eles morrem rapidamente, mas até mesmo quando se recuperam estão propensos a ter falha cardíaca congestiva, o que eventualmente os mata.

Existem vacinas disponíveis contra a parvovirose, mas entre seis semanas e cinco meses de idade, os filhotes estão especialmente vulneráveis à doença, mesmo se foram vacinados. A razão é complicada. Veja bem, no nascimento, os filhotes obtêm suas imunidades passivamente, através do leite da mãe. Quaisquer que sejam as doenças que a mãe tenha tido ou contra as quais tenha sido vacinada, os filhotes obtêm proteção também. O efeito desses anticorpos maternais desvanece após o desmame mais ainda pode ser forte o suficiente para interferir com a ação da vacina contra parvovirose. Com nenhum tipo de proteção em plena força, o vírus consegue passar. Ainda assim, isso não significa que você deve deixar de vacinar um filhote contra a parvo - dois tipos de proteção com menos da força total é melhor que apenas uma ou nenhuma.

A parvovirose é difícil de matar. O vírus pode durar de semanas a meses no ambiente. Se o seu cão teve parvo, desinfete completamente tudo o que ele entrou em contato, usando uma parte de alvejante de cloro misturado com 30 partes de água.


Raiva.

Harper Lee certamente poderia nos contar uma história. Sua descrição de um cão com raiva no livro vencedor do Prêmio Pulitzer "To Kill a Mockingbird" não só é medicalmente preciso, ela transporta todo o medo e perigo dessa doença fatal.

Claro, ela dificilmente foi a primeira a escrever sobre isso: a raiva é conhecida por milhares de anos e é mencionada nas tábuas legais da Mesopotâmia e nos escritos de Aristóteles e Xenofonte. Algumas áreas do mundo - notavelmente a Austrália, Grã-Bretanha, Islândia, Japão e nações escandinavas - governaram para a eliminação da raiva através de quarentenas estritas em animais que chegavam, mas ela é encontrada em qualquer lugar do mundo.

O vírus da raiva entra no corpo através de uma ferida aberta, normalmente na saliva deixada durante uma mordida. Ela pode infectar e matar qualquer animal de sangue quente, incluindo seres humanos. Dependendo da área do país, os animais selvagens mais propensos a transmitir a raiva são guaxinins, gambás, morcegos e raposas. Em 2004, de um total de 6.844 casos relatados de raiva, 94 casos foram relatados em cães e 281 em gatos.

A raiva assume duas formas. Uma é descrita como furiosa e a outra é chamada de paralítica. A raiva paralítica normalmente é o estágio final, terminando em morte. Um cão no estágio furioso da raiva, que pode durar de um a sete dias, atravessa vários comportamentos. Ele pode ficar agitado ou nervoso, cruel, excitável e sensível à luz e ao toque. Sua respiração torna-se pesada e rápida, fazendo-o espumar pela boca.

Outro sinal da raiva é a "mudança de personalidade". Por exemplo, um cão amigável pode se tornar retraído e mordedor, ou um cão tímido pode se tornar muito mais amigável que o normal. Conforme o vírus da raiva faz o seu trabalho no sistema nervoso central, o animal tem dificuldade para andar e se movimentar. Assim como não é bom se aproximar de qualquer animal ou cachorro estranho, nunca tente se aproximar de um que esteja se comportando atípico ou tendo dificuldade. Você deve ser extremamente cauteloso perto de qualquer animal que você saiba estar agindo estranhamente.

Como a raiva é fatal, os veterinários da saúde pública recomendam a eutanásia de qualquer animal com sinal de raiva que tenha mordido alguém. Um cão que pareça saudável, mas tenha mordido alguém deve ser mantido confinado por dez dias para ver se os sinais de raiva se desenvolvem. Um cão não-vacinado que tenha sido exposto à raiva deve ser submetido à eutanásia ou estritamente confinado por seis meses, recebendo uma vacina contra raiva um mês antes de ser liberado da quarentena. Se um cão vacinado for exposto à raiva, ele deve receber uma dose de reforço imediatamente, ser confinado e observado atentamente por 90 dias. Infelizmente, a única forma infalível de confirmar se um cão tem raiva é examinar seu cérebro (especificamente, o tecido de seu sistema nervoso central) - o que significa que o cão não pode estar vivo. Se você tem um cão ou gato que morre repentinamente - particularmente após mostrar comportamento incomum - chame seu veterinário imediatamente para ver se é necessário investigar a existência de raiva no animal.

A raiva é uma coisa séria. Para proteger seu cão da raiva, você deve vaciná-lo aos três meses, e novamente um ano depois, e então a cada três anos. Se você foi mordido por um animal com raiva - ou por um animal que você não pode confirmar com certeza que não tenha raiva - limpe imediatamente a ferida da mordida com sabão e água. Então ligue para seu médico em busca de tratamento imediato, o que pode incluir uma série de vacinas anti-rábicas.


Posso pegar isso do meu cão? Zoonoses

Não podemos pegar resfriados de nossos cães, mas eles podem compartilhar outras doenças conosco. As doenças que podem ser disseminadas de cães para humanos são chamadas de zoonoses. Algumas são simplesmente desconfortáveis como dermatofitoses, e outras como intoxicação por salmonella ou raiva podem ter conseqüências mais graves. Os cães também passam leptospirose, conhecida como doença de Weil nas pessoas, bem como parasitas como sarnas, nematódeos, cestóides, tênias e a doença de Lyme, transmitida por carrapatos, e a febre maculosa das Montanhas Rochosas.

Felizmente, não é difícil de evitar que um cão dissemine alguma doença para nós. Ele pode ser vacinado contra leptospirose e raiva. Os vermes podem ser mantidos sob controle recolhendo-se suas fezes regularmente e fazendo exames fecais e exterminando-os conforme necessário. Uma boa higiene é um dos modos mais importantes de evitar zoonoses. Portanto, certifique-se de lavar as mãos após lidar com o cão ou recolher seus excrementos. As crianças, pessoas de mais idade ou debilitadas e pessoas com distúrbios no sistema imunológico ou que passam por quimioterapia devem ser especialmente lembradas disso, pois todas elas são mais suscetíveis a zoonoses.


Carrapatos.

Se você mora em uma área de bosque ou gramada ou leva seu cão a tais lugares, procure carrapatos em seu cão diariamente durante as estações quentes. Você provavelmente encontrará carrapatos entre seus dedos ou em sua cabeça, pescoço ou orelhas. Remova os carrapatos com pinças, segurando-os perto da cabeça e puxando lenta, mas firmemente. Tome cuidado para não tocar nos carrapatos. É uma boa idéia usar luvas de borracha quando estiver removendo-os. Jogue os carrapatos em um recipiente com álcool de limpeza para matá-los. Outros métodos populares - cobrir o carrapato com gasolina ou vaselina, ou queimá-los - tendem a ser mais complicados e podem ser muito perigosos se o carrapato estourar ou o pêlo do cachorro pegar fogo. Entretanto, pode ser útil pulverizar o cão com um inseticida antipulgas e carrapatos antes de remover os pequenos sanguessugas. Os produtos de prescrição para controle de carrapatos mais recentes são muito eficazes no controle dos carrapatos; solicite uma receita a seu veterinário.


Doença de Lyme a febre maculosa das Montanhas Rochosas.

A doença de Lyme é espalhada pela mordida de carrapatos portadores da bactéria helicoidal estreita chamada espiroqueta borrelia burgdorferi. Os carrapatos portadores da doença de Lyme incluem o carrapato dos cervos no leste dos Estados Unidos e carrapato de patas negras na costa oeste. Os carrapatos aparecem principalmente na primavera e verão, especialmente quando está chuvoso, então a doença de Lyme é mais comum durante os meses de maio a agosto, normalmente atingindo um pico em julho. A maioria dos casos são encontrados no noroeste e meio-atlântico, mas a doença de Lyme foi relatada na maioria dos 48 estados inferiores.

Quando os cães contraem a doença de Lyme, ela normalmente surge na forma de artrite. Repentinamente ficam mancos pois suas juntas estão moles e inchadas. Como era de se esperar, ficam apáticos e fracos, não querem comer e podem apresentar febre. Em casos graves, a doença de Lyme pode afetar o coração, rins e sistema nervoso.

Infelizmente, a doença de Lyme é difícil de diagnosticar e é freqüentemente confundida com outras doenças. Se o cão foi mordido por carrapatos, desenvolver os sinais descritos acima e responder a antibióticos, é bem provável que esteja sofrendo da doença de Lyme. Se você mora em uma área onde os carrapatos são muito comuns, pergunte a seu veterinário como mantê-los em recesso com sprays antipulgas e carrapatos, pós e coleiras, ou com a vacina contra a doença de Lyme.

A febre maculosa das Montanhas Rochosas, também disseminada pelo contato com carrapatos, é causada por um tipo diferente de bactéria chamada rickettsia, que tem formato de haste e se multiplica somente dentro das células de seu hospedeiro. Os carrapatos das árvores e carrapatos americanos do cão são os portadores da febre maculosa das Montanhas Rochosas, que é mais comum nas planícies do meio-oeste e estados do meio-atlântico.

Um cão com febre maculosa das Montanhas Rochosas apresenta febre, juntas doloridas e falta de apetite. Nas pessoas, a febre maculosa das Montanhas Rochosas causa sintomas parecidos com os da gripe: febre, calafrios, músculos doloridos, náusea e vômito. Podem ficar sensíveis à luz e desenvolver erupções nas mãos, pulsos, tornozelos e pés, que algumas vezes se espalham para o resto do corpo. Como ocorre com a doença de Lyme, os antibióticos são a opção de tratamento. Novamente, o melhor ataque é uma boa defesa: verifique regularmente se há carrapatos em seu cão, remova-os cuidadosamente quando os encontrar e use produtos inseticidas que os matam ou repelem.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

ESCOLHENDO UM VETERINÁRIO


Quando você leva um novo cão para casa, ele deve estar no auge da saúde. Um filhote nesta condição sem dúvida estava vivendo em um ambiente saudável, com boa nutrição e todas as vacinas corretas contra doenças. Agora, está nas suas mãos garantir que ele permaneça nesta condição. Você precisará lhe fornecer uma comida de alta qualidade e oferecer quantidades balanceadas de amor e disciplina, brincadeira e descanso. Mas talvez o mais importante de tudo: você precisará desenvolver um relacionamento de trabalho mais próximo com o veterinário de seu filhote. Quando os dois trabalham como uma equipe, confiantes nas habilidades e observações um do outro, você maximiza a qualidade do cuidado com a saúde de seu cão.
Para encontrar o veterinário certo, peça recomendações a amigos que tenham animais de estimação. Se você é novo na cidade e não conhece ninguém que tenha um cão, não se preocupe, a maioria dos veterinários pertence a um Conselho Regional de Medicina Veterinária. Você pode entrar em contato com essa organização para obter uma indicação a um membro veterinário em sua área. Quanto tiver obtido algumas recomendações, marque uma primeira visita de modo que vocês três possam se conhecer.
Essa visita pode incluir um breve exame físico, para que o veterinário possa se certificar do estado geral de saúde do filhote, mas as vacinas do bichinho devem esperar por outro momento. É importante que a primeira impressão de seu cão sobre a clínica, os médicos e a equipe seja boa. Além disso, todos precisam confiar em seu médico, inclusive os cães.
A comunicação é a base de um bom relacionamento cliente/veterinário. Nessa primeira visita, venha preparado com os registros de saúde de seu filhote fornecidos pelo criador, abrigo ou proprietário anterior e com quaisquer perguntas que possa ter sobre alimentação, doses de reforço, controle de pulgas e vermes ou qualquer outra coisa que tenha em mente. Antes de se encontrar com o veterinário, provavelmente você terá de preencher um questionário com informações sobre a idade, raça, sexo, cor ou marcas e estados de saúde de seu cão. Esse histórico médico é a espinha dorsal do registro permanente de seu filhote e ajudará o veterinário a mensurar seu crescimento e saúde futura.
Não tenha medo de fazer perguntas. Por exemplo, você deve perguntar qual alimento é melhor para um filhote em crescimento, a quantidade e a freqüência da alimentação, e quando mudar para uma dieta para cães adultos. Use esse momento para avaliar as respostas de seu veterinário. Ele explica suas respostas completamente, usando termos que são fáceis de entender? Oferece aconselhamento com base na experiência com outros cães da ração do seu filhote?
Considere também o quão confortáveis o veterinário e o cão ficam juntos. Alguns veterinários têm mais tato que outros. De modo ideal, seu veterinário lidará com seu filhote com confiança e facilidade, segurando-o firme, porém, com cuidado e falando com ele de um modo amigável e reconfortante.
Todo bom relacionamento também é baseado em confiança. Em visitas futuras, você não deve ter receios sobre perguntar a seu veterinário por que ele está recomendando um certo tratamento, medicação, teste de laboratório. Quanto melhor informado você estiver, melhor poderá seguir através do tratamento necessário. Da mesma forma, uma vez que você e seu veterinário tenham conversado bastante, você deve se sentir totalmente confiante que este médico fará o melhor pelo seu cão.
Quando você sair da clínica do veterinário após a visita inicial, deve haver confiança de que a saúde e bem-estar de seu bichinho estão em boas mãos: as suas e as de seu veterinário.
Quando chamar o veterinário
Algumas vezes, a abordagem "aguardar e observar" é melhor. Outras vezes, o tratamento simplesmente não pode esperar - a vida de seu cão pode estar por um fio. Nesse momento é importante permanecer calmo, faça o que puder para controlar a situação, aplique primeiros socorros conforme necessário e leve-o ao veterinário o mais rápida e seguramente possível. Há vezes em que uma chamada ao veterinário - ou uma viagem direto a clínica veterinária - é uma necesidade imediata.
As situações de emergência incluem:
* hemorragia severa, incluindo qualquer ferida aberta ou sangramento do nariz, boca, orelhas ou qualquer outra abertura do corpo;
* dificuldade de respirar, deglutição difícil, em pé, ou andando, prolongado ou freqüente ofegar, vacilante ou marcha descordenada;
* fraturas ou deslocamentos. Se você suspeitar de um osso quebrado, não tente encontrar a fratura ou ajustá-la por conta própria. Deixe que um profissional cuide disso;
perda de consciência;
* temperatura acima de 39,5°C (tirada com um termômetro retal);
* convulsão, eletrocussão, paralisia, choque ou espirros permanentes;
* trauma bruto, incluindo atropelamento por carro ou ficar preso em portas ou maquinário, mesmo se não houver grave dano aparente. Esses tipos de acidentes podem causar hemorragia interna ou ferimentos que somente o exame veterinário pode detectar.
Se seu cão mostrar qualquer um desses sinais, não espere para levá-lo ao veterinário. Esperar, mesmo que seja por pouco tempo, pode ser fatal.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

TRATAMENTO MÉDICO PARA CÃES

Introdução
Os cães parecem ter energia ilimitada e constituições robustas, mas não deixe que isso engane você: eles são suscetíveis a todos os tipos de enfermidades, variando de brandas a ameaçadoras à vida. É por isso que se paga para ter um veterinário confiável: para garantir um bom tratamento, principalmente em caso de emergência, e se seguem diretrizes sábias para donos de cães, o que inclui check-ups regulares para seu cachorro, um pouco de conhecimento sobre doenças caninas, para você mesmo ser capaz de descobrir doenças tratáveis precocemente. Sim, os cães são energéticos e robustos por natureza, mas é seu trabalho mantê-los assim. Neste artigo, você encontrará dicas para ajudá-lo a fazer isso.
Você não tem que levar seu cão ao veterinário mais próximo, nem ir a um cujos modos não deixam vicê e seu cão confortável. Eis algumas dicas sobre como encontrar o veterinário certo, incluindo perguntas que você pode fazer aos amigos para obter alguma referência. Também o ajudaremos a entender a diferença entre um problema com seu cão que desaparecerá por conta própria e uma situação mais importante, que precisa ser vista pelo veterinário imediatamente.
A medicina moderna tornou a vida dos cães mais prazerosa e mais longa, certamente. Mas há doenças que sempre farão parte da vida do cão e estas são mais ameaçadoras pois os cães freqüentemente entram em contato com outros animais, que podem transmitir doenças. De fato, há algumas doenças que podem ser transmitidas do cão para o homem. Então você tem que se familiarizar com doenças como raiva, destempero e outras, a fim de evitá-las ou descobri-las precocemente em seu próprio cão.
Um proprietário de cão normalmente pode dizer quando seu bicho de estimação não está se sentindo bem, mas como sabem quando o problema é grave? Nesta seção, discutiremos muitos sinais gerais que podem indicar que um cão está doente. As orelhas e a pele, o nível de energia, os hábitos alimentares e hábitos de excreção - todos estes podem dar sinais de que seu cão está desanimado ou gravemente doente. Esta seção é de leitura obrigatória para qualquer proprietário de cão, já que também inclui uma extensa lista de verificação de sinais visíveis de doença em um cão.
Com que freqüência seu cão deve fazer um exame físico de rotina? Com mais freqüência do que você pensa. Você está absolutamente certo de que seu cão tomou todas as suas vacinas? E quanto à castração e esterilização? Você sabia que isso pode ampliar a expectativa de vida de seu cão consideravelmente? Nesta seção, cobriremos muitas facetas importantes da saúde preventiva em cães. Se você é cuidadoso quanto a si mesmo dessa forma, deve estender o mesmo cuidado a seu cão.
Exatamente como a medicina humana tem feito enormes avanços em medicina alternativa, assim fez a medicina canina, em áreas como acupuntura, tratamento quiroprático, tratamentos herbais, homeopatia, massagem e outros tipos de medicina não-padrão. Muitos desses são tratamentos que você mesmo pode fornecer, que podem estimular bons sentimentos tanto em você quanto em seu cão. Outros tratamentos podem requerer a experiência do especialista, mas podem ser igualmente benéficos. Nesta seção, cobriremos tratamentos alternativos para a doença e modos naturais que ajudarão a manter seu cão saudável.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

COMO TRATAR UM CÃO COM DILATAÇÃO GÁSTRICA


É difícil aceitar que um cão aparentemente saudável dentro de uma hora esteja lutando por sua própria vida. A dilatação gástrica é uma condição extremamente séria e potencialmente fatal. O tratamento profissional é urgente e não deve ser atrasado.

A dilatação gástrica parece afetar mais as raças de cachorro grandes e com peito profundo do que as outras. Os sinais aparecem rapidamente e são inconfundíveis, eles incluem baba excessiva, marcha e agitação, abdômen aumentado e tentativas freqüentes de vômito, que produzem uma grande quantidade de espuma branca.
Não existe uma explicação científica satisfatória da causa da dilatação gástrica. Basicamente, o estômago enche de gás como um balão. Entretanto, no balão há espaço para expansão, no estômago não. Então, o gás pressiona o baço, o fígado e outros órgãos internos.
Se você suspeita que seu cão está com o estômago dilatado, leve-o imediatamente ao veterinário. A dilatação gástrica é normalmente seguida de uma torção (o estômago torce), que leva ao choque e morte dentro de poucas horas.
Para prevenir a dilatação e a torção, alimente seu cão com pequenas porções várias vezes ao dia ao invés de apenas uma porção grande, evitar exercícios físicos após as refeições também é importante.