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MEU ANIMAL AMIGO: Abril 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

MITO DAS EXPERIÊNCIAS EM ANIMAIS

Grande parte de nossa sociedade acredita na necessidade incondicional das experiências em animais. Essa crença baseia-se em mitos, não em fatos e esses mitos precisam ser divulgados para evitar a implosão de um sistema pseudo-científico.
Sem esses mitos, seria evidente que as experiências em animais não ajudam a humanidade, mas causam prejuízos imensos ao animal e ao homem.
Em nosso próprio interesse precisamos analisar os mitos em que se baseia o sistema de pesquisas com animais, pois não se trata apenas de aceitar um mal necessário. O sistema de experiências em animais pertence --- assim como a tecnologia genética ou o uso da energia atômica --- a um sistema de pesquisas e exploração que despreza a vida.
Com ele cavamos uma sepultura para a ecosfera e para nós mesmos. A morte das florestas, o buraco de ozônio, o efeito estufa, as alterações climáticas, os mares contaminados, a matança de focas, AIDS - tudo isso são sinais visíveis, mas afastamos o conhecimento das causas e somos incapazes de agir. Para sobreviver precisamos compreender como tudo está interligado e perceber que a utilização de milhões de animais sensíveis como objeto de exames e instrumentos descartáveis de medição nunca conduzirão à nossa cura, mas apenas à nossa autodestruição crescente.
Vamos examinar a rede de mitos que cerca as experiências em animais.

1º Mito – O conhecimento médico está baseado em experiências com animais
Sempre nos fazem crer que a verdadeira arte médica só começou há cerca de 100 anos, com a quimioterapia. Isso é falso: em todas as épocas houve médicos excelentes que realmente conseguiam ajudar; em todas as épocas houve academias famosas realmente ensinando a arte da cura.
As bases do conhecimento médico clássico não eram pesquisas em animais, embora estas já existissem, em pequenas proporções, há milênios. Essencial era a observação de homens e animais doentes e sadios. Também a maior parte do nosso conhecimento médico moderno não se baseia em experiências com animais ou, então, foi apenas confirmado posteriormente por essas experiências. Muitas substâncias eficazes à base vegetal e também medicamentos como o ácido acetilsalisílico (contra febre) ou fenobarbital (para epilepsia) foram descobertos sem experiências em animais.
A maioria das técnicas cirúrgicas habituais não foram desenvolvidas em animais.

2º Mito: Foram as experiências em animais que possibilitaram o combate às doenças e, desta forma, permitiram aumentar a vida média.
Esse mito padrão daqueles que apóiam as experiências com animais é falso! O aumento da expectativa de vida deve-se, principalmente, ao declínio das doenças infecciosas e à conseqüente diminuição da mortalidade infantil. As causas desse declínio foram melhores condições de saneamento, uma tomada de consciência em questões de higiene e uma melhor alimentação - não foi a introdução constante de novos medicamentos e vacinas. Da mesma maneira, os elevados coeficientes de mortalidade infantil no Terceiro Mundo podem ser atribuídos a problemas sociais, à pobreza, à desnutrição, etc... - não à falta de medicamentos ou vacinas.

3º Mito: A pesquisa médica só é possível com experiências em animais
Há algumas décadas, o conceito de métodos alternativos não existia. Ainda recentemente nos explicavam que o teste DL-50% (para determinar a dose letal) e outras atrocidades eram indispensáveis. Os cientistas declaravam unânimes que só o animal ileso poderia demonstrar o efeito dos medicamentos. Atualmente as declarações são mais cuidadosas. A indústria está explicando, constantemente, quantos animais já substituíram, quanto já diminuiu o consumo de animais e como é perfeitamente possível renunciar ao DL-50%. Em muitas áreas estão utilizando métodos alternativos, processos in-vitro com culturas celulares, microrganismo, etc, cujos resultados superam de longe as provas fornecidas pelas experiências em animais.
Esse desenvolvimento mostra como - através da pressão da opinião pública - é possível conseguir que não se façam experiências com animais.
Percebemos também, que muito daquilo que era considerado parte incontestável da medicina moderna, pode ser, tranqüilamente, substituído em poucos anos.

4º Mito: Experiências em animais são necessárias porque as doenças mais importantes ainda não têm cura.
Apesar das excessivas experiências em animais, as doenças mais importantes não foram modificadas, não se tornaram mais curáveis. Esse fato mostra exatamente o pouco que as experiências em animais podem contribuir para a erradicação das doenças humanas. A conseqüência lógica não pode ser a ampliação da pesquisa em animais e sim, esforços redobrados visando o controle, a profilaxia e a pesquisa das causas das doenças. Não há mais dúvidas de que nós mesmos causamos a maioria das doenças, através de alimentação errada, dependência de substâncias tóxicas, stress, etc.
Estudos amplos com vegetarianos comprovaram há tempo que uma alimentação mais saudável reduz o risco de câncer, diminui a probabilidade de doenças cardiovasculares e aumenta a expectativa de vida.

5º Mito: Experiências em animais são necessárias para afastar a ameaça de novas doenças.
Uma típica doença ameaçadora é a AIDS.
A pesquisa da AIDS é um ótimo exemplo de pesquisa moderna que pode acumular consideráveis conhecimentos em pouco tempo, e sem usar experiências em animais. Os progressos na pesquisa da AIDS não se baseiam em experiências em animais, mas na epidemiologia, na observação clínica dos doentes e nos estudos in-vitro com culturas celulares.

6º Mito: Os riscos de novos medicamentos e vacinas só podem ser determinados por meio de experiências em animais.
Medicamentos importantes foram descobertos antes da era das experiências em animais, que ainda hoje estão em uso. Fica cada vez mais claro que a transferência de resultados toxicológicos do animal para o homem não tem sentido. Existem cada vez mais métodos expressivos que dispensam as experiências em animais. Testes toxicológicos como o DL-50% ou o estudo de irritação dos olhos do coelho (Teste Draize) são - também segundo diversos cientistas - rituais de extrema crueldade que nada têm a ver com ciência. Ainda mais difíceis de serem transferidos para o homem são os resultados de pesquisas nas quais fazem penetrar em diversos animais, por ingestão ou injeção, grande quantidade de substâncias experimentais durante um tempo prolongado. Não convém esquecer que o risco final é sempre do homem; mas, na medida em que experiências em animais aparentam segurança, o homem é levado ao uso descuidado de novas substâncias. Isso aumenta o risco ainda mais.

7º Mito: Experiências em animais não prejudicam a humanidade.
Experiências em animais atribuem segurança aparente a medicamentos e a novas substâncias, embora de forma alguma seja possível avaliar essa segurança. A tragédia com a Taliodomida é conhecida. Aproximadamente um terço de todos os doentes com problemas renais que fazem diálise (ou esperam pela doação de um rim) destruíram sua função renal tomando analgésicos considerados seguros após experiências em animais. Todos os medicamentos retirados do mercado por exigência dos órgãos de saúde foram testados em experiências com animais. Um outro exemplo: o perigoso “buraco de ozônio” sobre a Antártida é causado pelos CFC (clorofluorcarbonetos), que foram considerados seguros após experiências químicas e, também, com animais. A noção errônea de segurança levou à produção e à disseminação desenfreada dessas substâncias, que agora ameaçam a biosfera do nosso planeta.
Experiências em animais, na realidade, tornam as atuais doenças da civilização ainda mais estáveis. A esperança por um medicamento descoberto por meio das pesquisas com animais destrói a motivação para tomar uma iniciativa própria e para mudar significativamente o estilo de vida. Enquanto nos agarramos à esperança de um novo remédio contra o câncer, as doenças cardio-vasculares, etc, nós mesmos - e todo o sistema de saúde - não estamos suficientemente motivados para abolir as causas dessas enfermidades, ou seja o fumo, as bebidas alcoólicas, a alimentação errada, o stress, etc.
Experiências em animais destroem a consciência em relação às espécies, à interdependência e aos ciclos na natureza. Quem é capaz de julgar as conseqüências que os animais manipulados pela biotecnologia trarão para a natureza ? Quem é capaz de avaliar a conseqüência de uma fuga de ratos patenteados com câncer, ratos com AIDS, etc?
Durante milhões de anos de evolução, a natureza deu prioridade à saúde e à capacidade de adaptação dos animais. Nós, homens, produzimos animais com doenças congênitas, aperfeiçoados para fins científicos e comerciais.
Ao sistema de pesquisa científica baseado em experiências com animais cabe grande parte da responsabilidade pela crise profunda em que se encontra, sob todos os pontos de vista, a medicina moderna. A medicina atual é cara demais; em muitas áreas é francamente perigosa e - para as doenças realmente importantes da época - é ineficaz. Esses três aspectos estão intimamente relacionados e têm como ponto de partida a visão do homem (uma espécie de biomáquina) desenvolvida a partir de experiências em animais.
Um dos piores danos causados pelas experiências em animais consiste no embrutecimento da cultura médica. Sem levar em conta que a experiência com o homem, o princípio das experiências com animais está afastando a medicina cada vez mais da arte de cura e empurrando-a para uma medicina que conserta e coloca peças. Não precisamos retratar as doenças como algo positivo, mas enquanto encaramos a doença apenas como defeito a ser tecnicamente consertado, perdemos a possibilidade de questionar o sofrimento humano.
Perdemos toda possibilidade de aceitar a doença como algo que tem um sentido, algo pelo qual precisamos passar.

8º Mito: O animal não sofre durante a experiência.
O sofrimento do animal usado nos experimentos já começou bem antes da experiência, quando é confinado, criado e transportado em condições totalmente estranhas à espécie. Não existem experiências toxicológicas inofensivas para o animal! Gostaria de saber como experiências toxicológicas - durante as quais os animais são envenenados de forma mais ou menos rápida - podem decorrer sem tortura e dor. Não existe experiência nas áreas de toxicologia, cirurgia, radioterapia, etc, sem sofrimento terrível para o animal atingido! Ainda hoje a experiência representa para o animal um sofrimento terrível, que normalmente só termina com a morte.

9º Mito: Somente os especialistas sabem avaliar a necessidade, a validade e a importância das experiências em animais.
O mito de que leigos, por falta de conhecimento especializado, não podem opinar sobre experiências em animais proporcionou, durante dezenas de anos, um campo livre para os vivisseccionistas. Eles têm enorme interesse em trabalhar sem serem observados e incomodados por um público crítico. As experiências em animais, assim como a criação de animais confinados, ou a criação de animais para comércio de peles são praticadas com um número infinito de torturas porque os políticos, os legisladores, os teólogos, os filósofos e, principalmente, o homem comum não têm noção do que acontece ou, então, têm uma idéia totalmente errada do sofrimento e da miséria desses animais.
Nos últimos anos, porém, os muros do silêncio vêm sendo progressivamente derrubados pela imprensa, pelo rádio e pela televisão. Além disso, os últimos anos trouxeram mudanças importantes: os leigos são apoiados por especialistas e por associações médicas e leigas, nacionais e internacionais, que rejeitam as experiências em animais.
Deixar que os próprios pesquisadores julguem a necessidade e a importância das experiências em animais é semelhante a um parecer sobre alimentação vegetariana feito por uma associação de açougueiros ou a um relatório sobre o significado da energia nuclear elaborado pelos fornecedores de usinas nucleares. Não serão justamente aqueles que estão engajados no sistema de experiências em animais que irão questionar a vivissecção!
De forma alguma é necessário ser um especialista para derrubar este nono mito: apesar de milhões de animais torturados e mortos, a vivissecção não conseguiu obter um resultado frente às epidemias do nosso tempo.

10º Mito: Não é possível abolir as experiências com animais.
Esse mito, sempre apresentado pelos defensores da vivissecção, é um dos pilares que sustentam o sistema das experiências em animais. A afirmação de que as experiências em animais possam, quando muito ser reduzidas a um “mínimo indispensável”, mas jamais completamente abolidas, nos paralisa. Leva a discussões intermináveis, despidas de sentido, sobre a extensão e o tipo de experiências que podem ser substituídas ou descartadas. Esse é um dos motivos pelos quais o movimento dos opositores está tão dividido. Na questão da abolição das experiências, deveríamos verificar como outros erros históricos foram vencidos.
Hoje está claro que a caça às bruxas, a exploração sem clemência dos escravos, a separação desumana de raças constituem crimes que não podem ser eliminados pela redução do número de vítimas, ou por etapas. Só podem ser eliminados por mudanças fundamentais, associadas à uma tomada de consciência. Assim, também a vivissecção precisa ser eliminada em sua totalidade, como um caminho prejudicial inaceitável.
As chances de alcançarmos esse objetivo (a abolição das experiências em animais) são hoje maiores do que nunca. O movimento contra vivissecção é visto cada vez mais como parte do movimento ecológico, que se preocupa com os danos gigantescos que o homem comete em sua prepotência. Adversários das experiências em animais estão se aliando a grupos que enfrentam a engenharia genética, criação de animais confinados, a criação de animais para comerciar pele, a morte das florestas ou os perigos da energia nuclear. Todos eles procuram impedir a exploração desenfreada da natureza e concebem o nosso ecossistema como algo muito delicado, uma rede interligada de múltiplas formas.
É muito importante que a motivação para combater as experiências em animais se transforme cada vez mais. Enquanto, antigamente, o animal e o horrendo tratamento estavam no centro da discussão, hoje aumenta a consciência de que o próprio homem é o maior prejudicado com a exploração egoísta do animal. O confinamento dos animais de corte significa, em primeiro lugar, uma terrível tortura para eles, mas logo levou a um aumento considerável das doenças provocadas pela alimentação. As possibilidades da engenharia genética mostram, em primeiro lugar, um inacreditável sangue-frio em relação aos animais manipulados, mas em seguida tornou-se uma ameaça complexa ao equilíbrio ecológico e, através disso, à própria existência do homem.Assim, hoje entendemos cada vez melhor que a experiência em animais, além de representar um enorme sofrimento para a vítima, contribui - devido a todas as conseqüências -para a autodestruição do homem.
Se o homem não consegue adquirir um novo nível de consciência da interdependência e das interligações dentro da natureza para desistir voluntariamente de surpresas desagradáveis como a vivissecção, a engenharia genética, a energia atômica...a natureza vai se encarregar de eliminar o homem definitiva e irreversivelmente junto com suas experiências em animais ! Ainda existe escolha. Ainda existe a possibilidade de pôr um fim à exploração desenfreada do planeta com todos seus seres , de abolir a vivissecção em seu próprio interesse!

Conclusão:
A experiência em animais não representa apenas um método cruel, e por isso mesmo antiético, mas é também destituído de validade científica. No interesse do homem e do animal, precisa ser abolida o mais rápido possível e substituída por métodos racionais e humanos!

Fonte: Resumo de trabalho apresentado em Simpósio realizado em Genebra pela Liga Internacional de Médicos pela Abolição das Experiências em Animais, por Bernhard Rambeck, diretor do Departamento Bioquímico da Sociedade de pesquisa em Epilepsia, Bielefeld, Alemanha. É autor de inúmeros trabalhos científicos no campo da bioquímica e da farmacologia clínica. Em sua opinião, a maneira mecanicista de pensar das atuais biociências impede qualquer real desenvolvimento da Medicina e da Biologia. Desde 1985, Rambeck dedica-se sobretudo ao estudo das experiências em animais que estão prejudicando o homem e trazendo sofrimento infinito aos animais.

domingo, 26 de abril de 2009

DEDICADO AO SERVIÇO E FAZ HORA EXTRA: CÃES GUIAS



Os cães-guia aproveitam imensamente seu trabalho e ficam muito satisfeitos com um serviço bem feito. Porém, não há espaço para a diversão durante o dia de trabalho. Claro que o cão-guia brinca, se distrai e recebe elogios do seu acompanhante por realizar os percursos. Mesmo quando o acompanhante não precisa de assistência, um cão-guia dedicado ao serviço é treinado para ignorar distrações e não se mexer. Isto porque um cão-guia deve ser capaz de entrar no ambiente de trabalho do acompanhante ou ficar em locais públicos sem perturbar.
Quando vir um cão-guia dedicado ao trabalho, é muito importante reconhecer que ele está trabalhando. Acariciar ou falar com o cão quebra sua concentração e isto prejudica a habilidade do acompanhante de caminhar nos arredores. As pessoas ficam muito impressionadas com os cães-guia e temos uma inclinação natural de elogiá-los, mas a melhor coisa que você pode fazer para ajudar um cão-guia é deixá-lo só para que possa prestar atenção a seus arredores e manter seu foco em seu acompanhante. Guiar é muito complicado e requer atenção total de um cão.
Porém, quando um cão-guia chega ao lar no fim do dia, ele brinca e recebe muitos elogios como um animal de estimação comum. Os cães-guia fazem a distinção entre trabalho e brincadeira baseados no peitoral: quando estão usando o peitoral, devem ficar completamente focados. Quando o peitoral é retirado é hora de brincar. Os cães-guia trabalham muito duro todos os dias, mas levam uma vida muito feliz, cheia de atenção e estímulo. Os cães somente trabalham como cães-guia se amam muito o trabalho. Na verdade, muitos acompanhantes relatam que seus cães pulam de entusiasmo quando colocam o peitoral todas as manhãs.

sábado, 25 de abril de 2009

COMO EDUCAR O CÃO SURDO

Você acha que seu cachorro é mal educado? Ele nunca vem quando você chama, e nem dá bola para o que você fala? Atenção!!! Seu cão pode ser surdo!
Como saber?
Existem alguns testes que podem ser realizados em casa pra saber se seu bicho de estimação é realmente surdo. Um exercício simples é tocar um apito toda a vez que for alimentá-lo. Um dia qualquer, quando ele estiver distante, toque o apito. Se o cachorro não for surdo, já terá associado o som à hora de comer e virá ao seu encontro. Agora, se ele não se aproximar, pode ser um indício de que você tem um amigo com deficiência auditiva.
Contudo, um teste em casa não dispensa, de maneira nenhuma, uma visita ao veterinário. Só ele pode diagnosticar com certeza se o cachorro é realmente surdo. Portanto, não deixe de consultar um profissional de sua confiança!

VibraCão
Mas se você já levou seu cão ao veterinário e, após os testes, ele foi diagnosticado como deficiente auditivo, saiba que ele pode aprender como qualquer outro.
Para educá-lo, basta explorar os outros sentidos como o olfato, a visão e o tato. Muitas pessoas ficam tristes por não poder chamar o cão pra fazer um carinho, por exemplo. O que muitos não sabem é que isso é possível, mas de uma forma diferente.
Os cachorros surdos conseguem perceber a vibração do deslocamento de ar que as coisas provocam em volta deles. Educar os cães através de batidas fortes com os pés no chão é uma tática que pode dar muito certo. Podemos ensinar o animal que duas batidas com os pés significa que você está chamando. Essa técnica só não é apropriada pra quem mora em apartamento… Afinal o cachorro é surdo, mas seus vizinhos não!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

COMO LIDAR COM O CHORO DO FILHOTE

Filhote de cão é adorável, divertido e carinhoso. Costuma proporcionar ótimos momentos. Mas, infelizmente, nem tudo é alegria. Alguns dos comportamentos do cãozinho podem aborrecer e irritar os donos. É o caso do choro nas primeiras noites passadas em um novo lar.
Por que os filhotes choram?
O choro do filhote tem finalidade muito clara: chamar a atenção da mãe em momentos de estresse causados por motivos como solidão, fome ou frio. A mãe, por sua vez, procura confortar prontamente o filhote que chora.
O novo proprietário, ao levar o cãozinho para casa, o separa da mãe e dos irmãos, colocando-o num ambiente completamente diferente, com outros cheiros e barulhos. Para piorar, na hora de dormir, muitas vezes o filhote é deixado sozinho, isolado de todos na área de serviço ou num quartinho. É natural que se sinta inseguro e chore tentando chamar a mãe.
Atitude dos proprietários
Ao ouvir o choro, os novos donos costumam ir ver se está tudo bem. Depois, deixam o filhote sozinho e ele chora outra vez. A cena se repete, deixando os moradores da casa irritados. E o cãozinho leva bronca a cada visita do dono, que quer silêncio. Alguns proprietários passam grande parte da noite e da madrugada nessa situação, torcendo para não arrumar encrenca com os vizinhos por causa do barulho e nem levar multa do condomínio. Outros desistem das idas e vindas e levam o filhote para dormir no quarto ou acabam pegando no sono ao lado do cão, no local onde ele está.
Estímulo involuntário
Em todas essas situações, o filhote logo relaciona o estar se esgoelando com a chegada de alguém. E, mesmo levando bronca, se sente gratificado. De tão assustador que é para ele ficar sozinho, a presença da pessoa é um alívio. A bronca acaba, portanto, tendo resultado oposto ao esperado. E incentiva a chorar mais em vez de acabar com o choro.Ao sentir-se recompensado, o filhote pode aprender o tipo e a intensidade de choro que resultam em mais visitas, passando a utilizá-los com maior freqüência, para infelicidade de donos e vizinhos.
Como lidar com o choro?
A recomendação clássica é oferecer ao filhote um cantinho o mais aconchegante possível. Coloca-se no local um pano com o cheiro da mãe e dos irmãozinhos (esfrega-se o pano neles quando se vai buscar o filhote), uma bolsa de água quente e algo que faça um barulhinho capaz de distrair, como um relógio ou um rádio em volume bem baixo. Sempre que o filhote for deixado nesse local, a regra é ignorar os ruídos que faz para chamar a atenção, não o recompensando com visitações. Dessa maneira, espera-se conseguir que o choro acabe em algumas noites.
Leve-o para dormir com você
O filhote poupado de situações demasiadamente estressantes tende a ser mais confiante e corajoso, ao contrário do que alguns imaginam. Além disso, o estresse forte pelo qual passa o cãozinho que se desespera por estar sozinho pode também prejudicar o sistema imunológico, resultando em maior facilidade de contaminação por doenças e parasitas.
Atualmente, a recomendação é não deixar que o filhote se sinta completamente abandonado no período inicial da grande mudança que lhe foi imposta. Assim, nas primeiras noites, podemos permitir que ele durma na companhia de alguém. Mas o cão não deve atribuir isso ao fato de ter se esgoelado, caso contrário se sentirá estimulado a esgoelar cada vez mais.
O procedimento é gradual. Quando, alguns dias depois da chegada à nova casa , o filhote estiver familiarizado com ela e com os novos cheiros e barulhos, é levado para dormir em seu espaço definitivo. Já ambientado, ele não estará mais tão inseguro. E, se reclamar quando deixado sozinho, poderemos ser mais firmes para conseguir silêncio. Uma técnica é usar uma lata cheia de moedas e sacudi-la sempre que o filhote iniciar os latidos ou o choro. As broncas devem ser rápidas e secas, para evitar que ele se sinta recompensado por latir ou chorar.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

COMO CONDUZIR O CÃO SEM SER LEVADO POR ELE


Revista Cães & Cia, n. 304, setembro de 2004
O cão que puxa a guia torna o passeio menos agradável e fica mais desobediente e agressivo.
Não importa qual seja o motivo de o cão puxar a guia, esse comportamento não deve ser permitido. Quem precisa estar no comando é o condutor. Ao cão cabe andar ao lado da pessoa, mantendo a guia sempre frouxa.
Tranco
Quando o cão puxar a guia, bastará dar um pequeno tranco para ele se aproximar, afrouxando-a. Mesmo porque, se ele continuar puxando, em vez de se submeter, se sentirá enforcado.
Nos treinos, leve petiscos e recompense esporadicamente o cão em momentos nos quais ele estiver acompanhando você corretamente, ou seja, com a guia bem frouxa. De vez em quando, nesses momentos, você pode interromper a caminhada e proporcionar uma interação agradável, falando o nome dele com alegria e acariciando-o.
Não estique desnecessariamente a guia quando vocês estiverem parados, nem enquanto caminharem. Enforcar o cão sem motivo pode causar uma associação indesejada de passeio com sensação incômoda.
Liderança e ansiedade
É normal o cão dominante procurar impor um ritmo e uma direção às caminhadas. Mas, se isso for permitido, ele se sentirá confirmado na posição de líder e deixará de obedecer. E, se for forçado a fazer algo, poderá reagir com agressividade.
Outra motivação para o cão tentar tracionar o condutor é a ansiedade para chegar logo à rua. Ou, estando lá, querer aproximar-se de uma árvore ou de um poste para cheirar, por exemplo. Se o condutor acelerar o passo ou redirecionar o trajeto quando a guia é puxada, o cão aprende que vale a pena a tração - exatamente o oposto do que queremos!
O estado de agitação que toma conta de alguns cães quando saem para passear (se estivessem soltos, correriam de um lado para outro ou andariam bem depressa) é mais uma causa de puxões na guia. Nesse caso, como o cão ansioso fica menos sensível a trancos, será preciso ser mais rígido, de início, para mantê-lo sob controle.
Treino
Desde o momento em que colocamos a guia no cão, devemos conter a ansiedade dele, sem jamais permitir puxões. Inicialmente, treina-se o cão a mudar de direção junto com o condutor. Uma boa técnica é fazer percursos em ziguezague. A percepção do cão da importância de prestar atenção nos movimentos do condutor, para acompanhá-lo, aumenta à medida que ele percebe que ao puxar a guia, leva um tranco. Para favorecer a concentração nos treinos, escolha um lugar não tão excitante, como uma garagem de prédio.
Quando o cão conseguir acompanhar você sem precisar de trancos, premie-o com petisco. Com poucos treinos ele estará apto a andar direitinho ao seu lado. Só aí o leve para a rua ou para outro local mais estimulante.
Se for briguento
O cão deixa de perceber trancos de guia quando late excitado. Quem tem cão briguento deve interromper desde o início as manifestações de agressividade com uma punição que não o machuque. Um recurso é espirrar um jato de substância amarga não tóxica na boca dele (como os importados bitter aple ou bitter lime ). Outro método é assustar o cão sacudindo uma lata cheia de moedas ou estalando uma biribinha. Nos casos mais difíceis, pode-se lançar um jato de gás carbônico (CO 2) usando um extintor de incêndio. Encontrada a punição ideal, o comportamento indesejado deixará de ser repetido depois de algumas ocorrências.
Resumo.
Ande em ziguezague, fazendo com que o cão tome um tranco na coleira se não segui-lo.. Seja mais rígido no início do passeio, pois o cão estará mais ansioso e, portanto, menos sensível aos trancos.. Procure controlar o cão fazendo exercícios em lugar não tão excitante para ele. Só quando ele se comportar muito bem, comece a ir para outro local.. Recompense-o com brincadeiras e petiscos sempre que ele estiver andando com a guia completamente frouxa.. Ao fazer paradas durante a caminhada, mantenha a guia frouxa. Se o cão puxar, dê um tranquinho.

terça-feira, 21 de abril de 2009

CUIDADOS QUE SEU CÃO MERECE NA VELHICE


Revista Cães & Cia, n. 314, julho de 2005
Cão também envelhece
Cães, como nós, envelhecem. E estão sujeitos a doenças, dores e alterações comportamentais. Dar atenção às mudanças da idade permite suprir novas necessidades e, com isso, proporcionar a eles melhores condições de vida.

Semelhanças com os humanos
O processo de envelhecimento canino é bastante semelhante ao nosso. Vários inconvenientes e doenças são iguais. Os cães também podem sofrer de artrite, mal de Alzheimer e depressão. Problemas como esses e outros, decorrentes da idade, são diagnosticáveis desde o início pela observação das mudanças comportamentais e pela realização de checapes veterinários.

Envelhecimento conforme o porte
Cães pequenos envelhecem mais lentamente e vivem mais do que os grandes. Um Poodle pequeno, por exemplo, pode viver 18 anos. Já um Dogue Alemão vive apenas 9 anos, em média.

Alterações no metabolismo
Com o envelhecimento, normalmente, o organismo produz menos calor e gasta menos energia. O cão fica propenso a sentir mais frio e a engordar com mais facilidade, mesmo que continue comendo sempre a mesma quantidade de ração. Por sentir frio, passa mais tempo encolhido e treme freqüentemente.
Oferecer uma casinha protegida do vento, com o fundo coberto por material isolante impermeável, contribui para o bem-estar do cão idoso. Roupas também podem ajudar. É mais importante proteger os cães do frio quando estão inativos ou dormindo – raramente eles sentem frio durante a prática de atividades. Para controlar a tendência de engordar. Procure diminuir um pouco a quantidade de alimento oferecido ou substitua-o por ração diet.

Dores nas articulações
O desgaste e a inflamação das articulações também são comuns nos cães idosos. Na maioria dos cães, existe tratamento para amenizar o desconforto e estimular o crescimento da cartilagem desgastada. Animais com esses problemas preferem não andar muito porque as caminhadas lhes causam dor. Outro sintoma comum é a dificuldade que o cão tem para se levantar após fazer atividade física. De certa maneira, não praticar exercícios pesados ajuda a evitar que o problema piore. Mas alguns cães ficam tão excitados com bolinhas e outros estímulos que podem não respeitar as limitações corporais. É preciso conter a excitação evitando corridas e saltos, para o cão não se machucar facilmente. Fique atento se ele tiver tomado analgésico. Ao sentir-se aliviado da dor, poderá exagerar nos exercícios e piorar a situação.
Oferecer uma cama macia colabora para diminuir a pressão sobre as articulações, que é uma causa das dores provocadas por má circulação. Nesse caso, colocar um colchão na casinha do cão é uma boa alternativa. Para evitar as dores articulares, que se manifestam mais quando o cão se levanta, a tendência é ele passar mais tempo parado. Se antes do problema o cão se levantava e ia para outro lugar quando molestado por crianças, por exemplo, poderá passar a rosnar para afastar quem o incomoda. Por isso, convém oferecer aos cães que se encontram nessa situação locais resguardados de perturbações.
Mudanças nos sentidosVisão, olfato e audição também podem ficar prejudicados com a idade. É comum o atropelamento de cães mais velhos, por não perceberem a aproximação do carro.O cão de guarda idoso pode levar mais tempo para reconhecer pessoas amigas, inclusive os proprietários. Por isso, ajude-o a identificar você. Ao entrar na área onde ele fica, fale com ele e evite estar trajado de modo muito diferente do usual, como com chapéu e sobretudo se não for esse o seu costume.

Envelhecimento cerebral
O cérebro também sofre alterações com a idade e passa a ser cada vez menos flexível a novas rotinas e aprendizados. Mudar de casa, de ambiente ou de proprietário pode deixar o cão ansioso ou desorientado. Mesmo estando num lugar que conheça bem, o cão está sujeito a desorientar e a cair de uma sacada ou na piscina, por exemplo.
São males típicos do envelhecimento os distúrbios de caráter depressivo, compulsivo, bipolar (quando ocorre alternância entre depressão e mania), e o mal de Alzheimer, entre outros. Alguns sintomas decorrentes de tais males são o choro contínuo sem razão, distúrbios de sono, comportamentos repetitivos sem função alguma, como ficar lambendo a pata e ficar tentando por horas passar por espaços menores que o corpo. Para a maioria desses distúrbios, existem tratamentos feitos com remédios homeopáticos, alopáticos e fisioterápicos (de plantas). É interessante notar que a maioria dos remédios utilizados são os mesmos adotados para pessoas. Advertência: não dê medicamento sem aval do seu veterinário.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

SAIBA COMO ESCOLHER E USAR ADEQUADAMENTE O NOME DO CÃO

Esses três Westies tiveram seus nomes trocados temporariamente para Uli, pois estrearão no filme Tainá II e os três serão um único personagem. Eles aprenderam o novo nome em alguns dias e respondem alegremente quando chamados. Será que a mudança de nomes pode causar uma crise existencial? Alexandre Rossi explica como o cão encara o próprio nome e sua eventual troca
Pelo nome, o cão é convidado para passear, para ver algo ou mesmo para receber agrados. E ele adora esse tipo de interação. De tão atento que fica ao nome, é capaz de detectá-lo no meio de uma conversa. Essa é, portanto, uma das palavras mais importantes no relacionamento dele com os proprietários.
É preciso que o cão goste do nome que tem, sem correlacioná-lo a ameaça. Mas, involuntariamente, muitos proprietários acabam associando o nome do cão a broncas, repreensões e outras coisas ruins, e este, ao ser chamado, fica ansioso e com mal-estar desnecessário – sem saber se está prestes a ter uma interação amigável ou levar uma bronca.

Não use o nome do cão para dar broncas
Para evitar criar uma associação negativa ao dar bronca, em vez de gritar “Fred nããão!”, diga somente “nããão!”, sem incluir o nome do cão. Se você tiver mais de um cão, direcione claramente a repreensão para o exemplar que deve recebê-la, de modo que seja desnecessário identificá-lo pelo nome. Embora essa seja uma dica de fácil compreensão, colocá-la em prática costuma ser difícil. Tenha paciência e vá modificando aos poucos a maneira de repreender.
Associe o nome do cão a situações agradáveis. Diga-o antes de oferecer um petisco, de dar um carinho ou de convidá-lo para um passeio. Dessa maneira, em pouco tempo o cão responderá com imediata alegria, sempre que for chamado.
Para alguns cães, o tom de voz de um chamado é a única maneira de saber se estão recebendo bronca ou um convite para a interação. Depois de ter associado o nome gritado com repreensão, o cão entenderá como bronca cada chamado que vier aos berros, mesmo que a elevação de voz seja por causa da distância ou do barulho.

Como escolher um bom nome
Não convém que o nome do cão tenha som semelhante a palavras usadas para repreender. “Tião” e “Marcão”, por exemplo, se assemelham ao “não”. O cão com esse tipo de nome pode confundir o chamado com bronca e, vice-versa, a bronca com o chamado.
Outro cuidado recomendável é não dar nome ridículo ao cão. Embora ele não seja capaz de entender o significado da palavra, a reação das pessoas ao ouvi-la pode ser de gozação em vez de uma interação mais amigável. Nesse caso, não haverá associação positiva, o que é um resultado negativo.
Procure também escolher um nome que não seja de uso extremamente comum. O cão poderá passar a ignorar chamados depois de perceber que uma palavra igual ao seu nome foi usada várias vezes sem estar associada a ele.

O nome do cão pode ser mudado?
Se você comprou, ganhou ou adotou um cão, mas não gosta do nome dele, pode ser inconveniente mudá-lo? A resposta é que não há problema algum. Pelo contrário, se o antigo nome estiver associado a coisas ruins, trocá-lo poderá ser vantajoso. É quase sempre mais fácil associar um novo nome a coisas boas (o aprendizado é simples e rápido) do que “apagar” as associações negativas do antigo nome.

Um cão pode ter apelidos?
A maioria dos cães tem apelido e isso não causa o menor problema. Um cão pode até ter vários apelidos e, se utilizados com freqüência suficiente, saberá que todos se referem a ele. Como nós, os cães são capazes de perceber que diferentes nomes podem corresponder a estados emocionais distintos das pessoas que os chamam. Por exemplo, alguns cães se escondem quando ouvem o nome completo e se aproximam alegremente quando são chamados pelo apelido. Isso não quer dizer que o apelido é melhor que o nome. Simplesmente mostra que o cão é capaz de associar significados afetivos a palavras.

Resumo das dicas
O cão deve gostar do próprio nome.
É importante que o nome do cão seja associado a coisas boas ou interessantes para ele.
Não dê broncas usando o nome dele.
O nome do cão não deve ser parecido com palavras de repreensão.
O cão pode ter vários apelidos ou mesmo ter o nome trocado durante a vida.
Se tiver mais de um cão, repreenda o culpado direcionando a bronca claramente para ele, mas sem dizer o nome dele.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

XIXI E COCÔ NO LUGAR CERTO - O LOCAL IDEAL


Todo filhote precisa de treino para aprender a fazer as necessidades em lugar determinado. O procedimento não é complicado e também não costuma ser demorado. Mas é importante que seja feito corretamente. Falhas podem confundir o filhote e tornar o aprendizado mais complexo e demorado.
Neste artigo, enfocarei o local ideal para ser banheiro do cão e como distribuir os acessórios nele, parte fundamental da estratégia para criar bons hábitos de higiene. Nas próximas edições, abordarei o treino do cão para fazer as necessidades no lugar certo e explicarei como tornar mais atraente o banheirinho dele.

Longe da caminha, comida e água
Para obter sucesso no treinamento, é preciso ter em mente uma regra básica. À medida que crescem, os cães procuram fazer as necessidades cada vez mais longe de onde comem e dormem ou do local onde a matilha ou a família ficam reunidas. Respeitar esse instinto é fundamental para um adequado planejamento do banheiro. Os cães se afastam para fazer as necessidades desde a época em que mamam, mesmo que por alguns segundos. Por isso, alguns criadores forram com pedaços de carpete o lugar onde a fêmea dá de mamar e com jornal, os arredores. Isso ajuda os cãezinhos a relacionar o tapete com o lugar de dormir, o que começa a criar neles uma certa inibição de fazer xixi no tapete e promove uma associação de jornal com local para fazer as necessidades. Mesmo quando o cão vem de uma criação que só usa jornal na forração (alguns filhotes, por causa disso, quando chegam evitam se aliviar em jornal), consegue-se obter sucesso na formação de bons hábitos de higiene. Basta que o treino seja consistente com o instinto canino.

No início, vários banheiros
Filhotes não conseguem segurar por muito tempo a necessidade de ir ao banheiro. Não gostam de se afastar muito das pessoas ou de seu grupo. Oferecer mais de uma opção de banheiro é uma ajuda para eles e facilita também a vida de quem os leva freqüentemente para se aliviar. Conforme o cãozinho cresce e aprende a segurar mais as necessidades, estimule-o a fazê-las só nos locais que pretende manter como banheiro. Procedimento semelhante pode ser adotado por quem quer acostumar o cão a só fazer as necessidades na rua. Mas antes de decidir por essa opção, leve em conta que há dias chuvosos e outros em que as pessoas chegam tarde em casa.

Sempre nas periferias
Quando sugiro locais ideais para serem adotados como banheiro, penso na casa como um conjunto de ambientes de convívio e de relaxamento. Procuro nunca colocar o banheiro no centro de um desses ambientes, e sim na sua periferia. É o caso de uma suíte, por exemplo. Já a varanda pode ser a periferia da sala. E a área de serviço, a da cozinha.

Posição da comida, água e caminha
Lembre-se que o cão quase sempre quer estar perto das pessoas e nunca isolado. Portanto, a tendência dele, quando confinado, será de se aproximar o máximo possível do local onde poderá acompanhar melhor a movimentação da casa. É lá que ele irá relaxar e ficar à espera da presença de alguém. Na área de serviço, por exemplo, seu provável lugar preferido será perto da porta de acesso à cozinha. Não poremos o banheirinho perto dali. Ao contrário, colocaremos por lá a comida e a caminha, que podem ficar próximas uma da outra. E o banheirinho irá para o canto oposto ou para outro ambiente ao qual o cão tenha livre acesso. É importante também evitar situações que possam levar o cão a pisar em seu próprio excremento, pois isso o desmotivará a usar o local. Quanto menor a área, mais imediata deverá ser a retirada das fezes e da urina.

Não se desespere
É muito comum encontrar proprietários de cão que faz necessidades em locais inapropriados. Na ansiedade de resolver o problema, tentam procedimentos diferentes a cada erro do filhote. Já ouvi vários desses proprietários dizerem que nada funciona. Batem no cão, colocam-no de castigo, dão recompensa, fazem de tudo e nada dá certo! A atitude correta é não se desesperar e manter sempre a lógica do treino. Ou seja, ter a correta distribuição da cama, do comedouro e do banheiro. Se o filhote fizer xixi na própria caminha ou no prato de comida, por exemplo, será preciso procurar compreender a causa. Se for por inadequação de espaço, corrigiremos essa parte. Se for por insegurança, o cão acabará entendendo o que deve fazer. Basta dar tempo. A freqüência de acidentes ficará cada vez menor e você perceberá que está no caminho certo!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

CASA DE CACHORRO



O seu cão tem casinha?

Entenda por que ele deve ter uma e saiba como prepará-la para obter melhores resultados
Para os cães, a casinha é mais do que proteção contra o vento e a chuva. É o lugar em que se sentem completamente protegidos, um espaço realmente deles. Portanto, até mesmo o cão que vive dentro de casa ou em apartamento deve ter casinha. Mesmo que não a use constantemente, o simples fato de ela estar lá proporciona a tranqüilidade emocional de saber que há abrigo disponível para ser usado quando for preciso.


Conforto emocional

Cães são animais de toca. Isto é, costumam preferir dormir e relaxar em pequenas tocas. Dentro delas se sentem protegidos do mau tempo e do ataque de outros animais. Mesmo dentro de casa, onde estão protegidos contra esses perigos, os cães continuam querendo uma toca por necessidade instintiva. Eles gostam de ter um esconderijo ao qual recorrer em noites de trovoadas ou quando sentem dores ou querem comer um osso em paz, entre outras situações. O fato de um cão passar anos sem casinha própria não significa que ele não adorará ter uma, mesmo que a adaptação demore algum tempo.


Aconchego

A grande maioria dos cães gosta de dormir em superfícies bem macias e fofas – a exceção fica por conta dos dias de calor, quando alguns apreciam deitar-se diretamente sobre superfícies frias. Se o cão não for calorento, capriche no colchão e nos cobertores ou lençóis. A minha cadelinha vira-lata, por exemplo, prefere edredom de plumas e lençol de fios egípcios! Como achamos isso um absurdo, experimentamos dar-lhe algumas opções e ela, consistentemente, escolhia a mais cara, sobre a qual se deitava! Não estou sugerindo gastar uma fortuna com a roupa de cama dos cães, mas saiba que eles distinguem muito bem texturas e maciez. Deixar a casinha aconchegante, além de ser uma maneira de colaborar para o bem-estar do animal, evita que o cão fique se aninhando em outros locais da casa, como sofás, camas e jardins. Instintivamente, ele arranha a superfície desses locais e dá umas voltinhas antes de se deitar, o que colabora para estragar o lugar preferido para as sonecas.


Tamanho

Ao contrário do que muita gente acredita, os cães preferem casinhas a mansões. Para eles, tocas apertadinhas conferem mais segurança do que espaços amplos. Por isso, compre uma casinha com espaço suficiente apenas para o cão ficar em pé e dar suas voltinhas antes de deitar-se. Caso seja um filhote, pode ganhar uma casinha de tamanho adequado para quando se tornar adulto, mas com uma divisão provisória que permita expandir a área disponível à medida que ele cresce.


Localização

Casinhas externas devem proteger o cão do vento e da chuva. Por isso, verifique se a casinha e o local escolhido para colocá-la agüentariam uma tempestade, situação na qual o seu cão mais precisará de abrigo.
Se não houver possibilidade de proteger a casinha do sol nas horas mais quentes, adquira uma com isolante térmico.
Como o cão gosta de estar perto do grupo dele, ou seja, de seus proprietários, a casinha deve ficar o mais perto possível de onde ele consegue nos ver ou de onde nos estará aguardando. Cães que ficam do lado fora, por exemplo, gostam de se deitar próximo à porta e não no fundo do quintal. O lugar ideal para colocar a casinha é, portanto, bem próximo do local de entrada e saída das pessoas.
Cães que ficam dentro de casa também querem estar perto de nós. Nesses casos, deixe a casinha próxima à porta ou à janela que proporcionem maior contato com as pessoas da casa. Se o cão tiver livre acesso aos cômodos, coloque a casinha onde as pessoas mais ficam, como na sala ou no quarto.


Aromatização

O “perfume” que mais contribui para a sensação de segurança dos cães é o cheiro do dono. Basta você esfregar a mão na sua própria pele e, em seguida, no pano que colocará dentro da casinha para o cão deitar-se em cima. Nosso cheiro é tão importante para os cães que, quando estão inseguros ou sentem a nossa falta, procuram deitar-se justamente em cima dos lugares com o nosso odor, como o nosso travesseiro, o sofá onde sentamos e o nosso assento no carro.
Endereço móvelPor ser um ponto de referência, que ajuda o cão a não se sentir tão inseguro ou abandonado em um novo ambiente, a casinha pode e deve ir junto com ele quando for levado para um local desconhecido. Um jeito muito prático de resolver o assunto é adotar, como casinha, a própria caixa de transporte do cão.

Limpeza

Higiene é fundamental. Procure, portanto, uma casinha que possibilite boa limpeza.

terça-feira, 14 de abril de 2009

VOCÊ DEIXA SEU CÃO DE CASTIGO?



Não é recomendável trancar o cão num quartinho quando erra.
Saiba por quê.
Ao educar um cão, existem muitas maneiras de estabelecer limites e de deixar claro quais comportamentos não são aceitáveis. Mas algumas punições, como trancá-lo sozinho, devem ser evitadas. A seguir justifico a minha posição e ofereço alternativas mais eficientes e seguras do ponto de vista psicológico.

Não associar isolamento com punição
Cães são extremamente sociais. Por isso, não gostam de ficar sozinhos. Até aí, tudo bem. Se gostassem, deixá-los de castigo nem seria punição. O problema é que o cão associa ficar sozinho com bronca e toda vez que tiver que ficar sozinho, se sentirá ainda pior. Sempre recomendo fazer o oposto: associar o fato de ficar sozinho com coisas boas. Dessa maneira, nossas ausências serão encaradas com mais tranqüilidade pelo cão e causarão menos sofrimento para ele, o que resultará em menores chances de ele desenvolver ansiedade de separação ou compulsões, como ficar lambendo a pata sem parar.

Castigo ou prêmio?
Imagine a cena: o dono conversa animado com visitas e o cão late para conseguir atenção. Decidido a punir o cão, o dono se dirige até ele, agarra-o ou dá comandos, e o acompanha até o lugar do castigo. O centro das atenções, por alguns momentos, é o cão. O resultado é que, logo depois de fazer o que não deve, o cão se sente recompensado. A punição que virá posteriormente será ineficaz, por mais desagradável que seja.Quando o cão consegue escapar antes de chegar ao castigo, às vezes até brincando de pega-pega, ganha ainda mais atenção e se sente mais recompensado pelo comportamento errado. Muitas vezes fica evidente o quanto o cão se diverte, adorando ver o dono tentar pegá-lo. Se fosse possível punir os cães num passe de mágica, sem precisar levá-los até o local do castigo, a punição seria muito mais eficaz. Mas, mesmo assim, persistiria a associação de bronca com o fato de ficar sozinho.

É errando que se aprende
Para educar o cão a conviver com humanos, nada melhor do que o contato prolongado entre ambos. A repetição das recompensas e repreensões, dependendo de o cão agir corretamente ou de maneira inadequada, torna claros os limites e diminui os comportamentos impróprios. Por causa da importância da repetição, é usada a técnica de induzir o cão a errar para poder repreendê-lo mais vezes. Por exemplo, ao treiná-lo a não atravessar a rua, tentamos estimulá-lo a ir para o outro lado jogando uma bolinha ou mostrando um gato. As repreensões resultantes, nas mais diversas situações, ajudam o cão a entender exatamente o que não deve fazer e a saber se segurar. Se um cão pula e late para visitas, o melhor é repreendê-lo no momento exato do pulo e do latido. Cada vez que ele latir ou pular de novo, levará outra repreensão. Se não estiver surtindo efeito, corrigimos. Com tudo isso, o comportamento errado vai ficando claro para o cão e sendo associado a coisas desagradáveis. Essas oportunidades de educar, importantes demais, são desperdiçadas quando o “aluno” é isolado em outro lugar.
Substitutos para o castigo
Em vez de nos preocuparmos somente em punir os erros do cão, sempre enfatizo que devemos procurar ensinar os comportamentos adequados e recompensá-los. Por exemplo, se o cão pular para conseguir atenção, em vez de puni-lo o melhor é ensiná-lo a sentar para ganhar carinho. A punição, quando necessária e útil para dar ao cão uma vida mais gostosa e próxima das pessoas de que gosta, pode ser aplicada sem ser preciso deixar o animal sozinho e inseguro. Antes de tudo, a repreensão deve ser instantânea. De preferência, no mesmo momento em que o comportamento errado acontece. Melhor ainda se for no início do comportamento, como quando o cão começa a abrir a boca para latir. Centésimos de segundo fazem toda a diferença! A repreensão mais indicada é aquela que causa susto ou desconforto ao cão, sem machucá-lo nem traumatizá-lo. Recomendo espirrar um jato de água no focinho dele, com spray, ou chacoalhar uma lata com moedas ou, ainda, se o cão não for muito medroso, estalar biribinhas. O método de repreensão bem como a maneira correta de aplicá-lo são essenciais e a eficácia varia conforme o cão. Por isso, em caso de dúvida, é importante recorrer ao auxílio de um adestrador ou especialista em comportamento.

domingo, 12 de abril de 2009

PÁSCOA: O PERIGO DO CONSUMO DE CHOCOLATE PELOS CÃES

Como a Páscoa é hoje e com ela aumenta o consumo de chocolate, quero fazer uma séria advertência:
Comer chocolate pode ser fatal para um cão, dependendo do tamanho do animal, da quantidade e do tipo que ele ingerir. Embora o chocolate possa ser tão gostoso e convidativo para os cães como para seus donos, ele contém uma substância conhecida como theobromine, um alcalóide amargo relacionado com a cafeína, que pode ter efeitos perigosos no animal. Um cão pequeno, pesando de 5 a 20 Kilos, pode morrer por ingerir de 50 a 200 gramas de chocolate ao leite, enquanto de que 6 a 20 gramas do chocolate sem gordura, pode ser fatal para um animal do mesmo tamanho. Os cães grandes são capazes de tolerar maiores quantidades, mas a regra mais segura é a de manter todo chocolate fora do alcance do seu cão.
Há casos de o cão de repente adoecer, sem ninguém saber o porque. Quem suspeitaria de algo tão maravilhoso como o chocolate?
Mas, ele é o culpado e se o socorro não for feito imediatamente, o animal poderá morrer. Os sintomas dessa intoxicação surgem horas depois da ingestão e são similares à aqueles que acompanham muitas infecções gastro intestinais, incluindo vômitos, diarréia, hiperitividade, respiração pesada, ritmo acelerado na batida cardíaca, tremores musculares, acessos, distúrbios no controle de bexiga e até o coma. A rapidez com que o tratamento veterinário for procurado é fundamental, podendo este profissional ser capaz de provocar vômito para impedir a absorção massiva de theobromine ou remover a toxina do organismo do animal através de outras formas que ele tem conhecimento.
Escolher bem os alimentos para seu cão é ter certeza que ele será sempre saudável. Lembre-se que em hipótese nenhuma, devem ser estimulados nele hábitos de comer com os seus donos, pois ele tem necessidades específicas em sua dieta. Além disso, não existe nada mais desagradável do que um animal que fica mendigando comida à mesa.

sábado, 11 de abril de 2009

GASTOS COM CACHORROS E OUTROS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO


Na hora de decidir comprar um filhote é bom lembrar que ele vai representar uma despesa a mais para a casa.
A paixão do brasileiro por animais de estimação já faz do Brasil o segundo maior mercado do mundo no número de cães e gatos. A companhia gratificante e o afeto desinteressado são apenas alguns dos fatores que levam às pessoas a buscarem por um bichinho. Entretanto, é preciso saber que eles dão trabalho e gastos. De acordo com dados da Anfal Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação), os gastos com um cãozinho, por exemplo, podem chegar a R$ 300,00 mensais.
Na conta, que pode variar dependendo do animal e do perfil do dono, estão inclusas despesas com banho, tosa, alimentação, medicamentos, veterinários e acessórios, conforme informa o diretor-executivo da Anfal Pet, José Edson Galvão de França.
“As despesas variam conforme o perfil do dono, tem pessoas que gastam muito com acessórios, como camas, roupas e enfeites. Já outras só gastam com o básico, como veterinário e alimentação, o que pode reduzir um pouco os gastos. Além disso, no caso de cães, ainda há o tamanho, a idade e o peso que fazem com que o animal coma mais ou menos, o que também pode influenciar nos gastos”, explicou.
Quem opta por ter um gato, em vez de um cão, irá desembolsar um pouco menos, aproximadamente R$ 100,00 por mês, já que o felino não exige gastos com banho, tosa e o componente de acessórios é bem menor.
O que pesa mais no orçamento?
No geral, na composição dos gastos com um animal de estimação, o item alimentação é o que pesa mais:
74% gastos com alimentação
13% gastos com serviços
8% gastos com medicamentos, higiene e beleza
5% gastos com acessório
Ao todo, ainda segundo a Anfal Pet, a população brasileira de bichos de estimação conta com 31 milhões de cães, 15 milhões de gatos, 17 milhões de pássaros e 7,5 milhões de peixes ornamentais.
Entre as raças de cães favoritas do brasileiro estão o Pastor Alemão, para quem mora em casas, e o Poodle, para moradores de apartamentos.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

COMO CUIDAR DE UM CÃO


Introdução
Em troca de todo o amor e satisfação que os cachorros dão às suas famílias, eles precisam de vários tipos de cuidados. Muita dessa atenção precisa ser dada várias vezes ao dia, mas não é coisa para assustar - isso vai se tornar parte de sua rotina. Quanto melhores forem os cuidados dispensados ao cachorro, melhor para ambos. Neste artigo, trataremos dos aspectos essenciais dos cuidados com os cães, como os citados abaixo.
Batizar seu amigo é uma tarefa prazerosa, mas é bom pensar bem antes. Ambos terão que conviver por toda a vida com o nome que você escolheu. Há várias maneiras de sugerir nomes apropriados para cães, incluindo aparência, herança, características especiais e comportamento. Vamos falar de todas elas nesta seção. Vamos também sugerir alguns nomes para cachorros - e mostrar os erros que devem ser evitados.
Pense em quantos objetos pessoais você tem e quantos deles são indispensáveis à sua saúde e alegria. Os cães precisam de menos acessórios do que nós, mas os objetos não deixam de ser menos vitais. Selecionando os itens apropriados, você pode melhorar a saúde do seu cachorro. Se você já se aventurou em um pet shop, sabe o quanto pode ser confuso pegar apenas uma coleira ou guia. Falaremos de todos os itens básicos, como comida e acessórios de beleza e higiene. Também abordaremos os objetos especiais, como a caixa de transporte.
Nada é mais vital para a saúde do seu cão do que a alimentação apropriada. Cachorros são vorazes - essa é uma parte de seu charme; cabe a você saber o que é saudável. Você também precisa saber o que pode fazer mal, apesar da vontade que o cão tem de experimentar. Aqui estão todos os detalhes, incluindo várias receitas caseiras para comidas deliciosas, nutritivas e econômicas. Além disso, responderemos à questão de sempre: "por que cães comem plantas"?
Um filhotinho pode amolecer seu coração, mas também pode fazer muita sujeira. Quanto mais cedo seu cachorrinho se acostumar a fazer suas necessidades fisiológicas fora de casa e no horário, melhor para todos. É interessante notar que é mais fácil fazer isso correlacionando com os horários de alimentação. Entretanto, há mais o que ensinar além do adestramento doméstico. Você tem que saber o modo correto de disciplinar bondosamente seu novo cão quando ele se comporta mal. Todos os detalhes dessa etapa crucial na vida de seu cão estão nesta seção.
Os cães se sujam e não se mantêm naturalmente tão limpos quanto gostaríamos para que convivam conosco em nossas casas. Como você é o dono, os cuidados de beleza e higiene no banho são de sua responsabilidade. Entretanto, há mais cuidados para seu cão do que um simples banho. Você ainda tem que cuidar das unhas, dentes, olhos e ouvidos. Nesta seção trataremos de estratégias para deixar seu totó limpo e todos felizes. Também diremos quando é tempo de jogar a toalha e procurar ajuda profissional.
Deixar sua casa segura para seu cão pode ser tão desafiador quanto adaptá-la para as crianças ou para situações alérgicas. A propósito, você sabe quais tipos de planta doméstica são venenosas para cães? Você pode ficar surpreso ao saber que suas guloseimas favoritas podem fazer muito mal para o estômago de seu cão. Para a saúde e alegria de todos, é vital fazer com que a casa fique segura para o animal e, ainda, adestrar seu totó para que respeite a casa. Nesta seção, daremos conselhos indispensáveis para um bom relacionamento entre seu bicho de estimação e sua residência.
A maioria dos cachorros gosta de passar um tempo no jardim, mas esse lugar agradável tem seus desafios e perigos. Primeiro, você precisa do tipo certo de cerca para evitar que seu cão circule pela vizinhança, onde ele poderá ser machucado ou ferir alguém. Veremos a opção das cercas invisíveis e dos enforcadores. Todos precisam de um lar e nisso se inclui seu cão. Diremos como projetar e construir a casinha de cachorro perfeita. Aprenda como manter seu cachorro contente e seguro - sem pôr em risco seu jardim.
Quando seu cão está perdido, nada mais importa. Seguir alguns passos simples assim que seu cão chega em casa pela primeira vez pode evitar sofrimentos depois. A etiqueta de identificação correta pode trazer seu bicho de volta em questão de horas. Discutiremos os melhores métodos de fornecer identificação para seu animal. Também falaremos sobre opções de que talvez você nunca tenha ouvido falar. Você sabia que alguns donos tatuam em seus cachorros informações vitais de identificação? O que você acha sobre implantes de microchip? Independentemente do método que você escolha, diremos como registrar a identificação de seu animal.
Antes que você possa realmente conhecer seu cachorro, tem que lhe dar um nome. Vá para a primeira seção para ler algumas dicas sobre o batismo de seu novo amigo.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O PROBLEMA DOS LATIDOS

lobo 93 Difícil encontrar quem já não tenha passado pelo incômodo dos latidos dos próprios cães ou mesmo dos cães dos vizinhos, gerando sempre aquelas reclamações, brigas e infindáveis situações desagradáveis. O cão que late muito, aquele latido crônico, aparentemente sem razão nenhuma é um transtorno, um aborrecimento que tira a paz e tranqüilidade de qualquer um.
Este tipo de latido não é saudável inclusive para o próprio cão, pois estes latidores contumazes prejudicam a si mesmos gerando um círculo vicioso terrível, ou seja, quanto mais late, mais ansioso fica, passa a latir mais e isso causa stress no animal, provocando alterações no sistema imunitário, queda de resistência e em casos mais graves até úlceras.
Por outro lado, analisando mais cuidadosamente o problema dos latidos, sabemos que todo comportamento tem uma causa e portanto, se a causa ou as causas da ansiedade do cão forem conhecidas e se possível eliminadas, este comportamento poderá ser modificado. Entretanto, se tentarmos solucionar o problema dos latidos por ansiedade sem saber a causa, poderemos causar outro problema, ou seja, o cão até poderá reduzir os latidos, mas começará a ter outro hábito desagradável como cavar o jardim, roer móveis, etc.
Antes de mais nada vamos comentar algo sobre o latido para procurarmos identificar o tipo de latido, pois o latido envolve diferentes tipos de sons que representam várias mensagens passíveis de serem compreendidas. O cão muito jovem não pára de pedir socorro à mãe, geme por uma multidão de pretextos, quando está com frio, com fome, com dor, quando está só e até mesmo com vontade de evacuar. Por volta de uns 10 dias de idade, além de choramingar, protestar, já começa a vocalizar seus primeiros latidos.
Quanto mais cresce, mais utiliza a voz. O repertório de sons varia com a freqüência, duração, ritmo, volume e o latido que de rosnado, uivado e ganido, passa a ser fruto de sábias misturas de sons e todos eles com significado próprio. Como tudo na natureza, este concerto não é nenhum ato gratuito e ao contrário do que muita gente pode pensar, ele tem uma razão para existir.
Sempre o cão tem vários motivos para latir, para saudar o dono quando chega em casa, para convidá-lo para brincar, quando está contente, quando está com fome e sede, etc.. Quando um cão late à chegada de um estranho ou alguém rondando a casa, além de ser um sinal de advertência com o intuito de intimidar, o cão também está se esforçando para não ter medo e está procurando trazer outros cães ao seu lado, assim como fazia antigamente no estado selvagem.
Já o ato de uivar é um modo de expressão dos mais contagiosos. Quando um cão uiva ele está sendo localizado por outros cães que mesmo a centenas de metros de distância, passam a responder seus apelos e o diálogo não tem fim. No mundo canino quando um cão quer ser tranqüilizado e pedir socorro, é através do uivo que ele se declara.
Portanto os cães para se manterem saudáveis psicologicamente necessitam se manifestar e emitir sons. Já quando passam a latir em demasia, algo vai mal em sua vida. Sempre é bom lembrar que o cão não vive só de comida. Se ele está afastado do convívio familiar, isolado e amarrado no fundo do quintal, se está sendo provocado por estranhos no portão de casa, se está com medo, pedindo socorro, etc., poderá desenvolver comportamentos desagradáveis como o de latir em excesso. Depois quando este comportamento é aprendido o animal não pára mais de latir e geralmente bater e dar broncas não resolve mais o problema.
O cão é considerado um animal social e para ele é fundamental algum tipo de convívio e afeto. Os passeios e exercícios são muito importantes para aliviar o estress, assim como os brinquedos e ossinhos que são destruídos e aliviam a tensão. É preciso verificar também se o cão está sadio, pois se tiver com algum desconforto, é necessário procurar algum veterinário para receber a orientação adequada sobre tratamentos e cuidados básicos.
Hoje em dia existe formas de adestramento para ensinar o animal a latir menos e temos até coleiras anti-latidos. As técnicas de adestramento se baseiam em recompensas pelos comportamentos desejáveis e punição pelos indesejáveis. Por exemplo, se toda vez que o cão late, for levado um osso ou biscoito para acalmá-lo, estaremos justamente reforçando o problema. O melhor a fazer é ignorá-lo toda vez que ele latir. Se você fizer isso, ele estará fracassando e o fracasso sempre costuma ser uma ótima punição. Por outro lado, quando o cão não latir, deve receber carinho, atenção, biscoito, ou alguma coisa que o agrade. Com isso, rapidamente ele saberá com as repetições de punição e recompensa, o que o dono quer dele.
Outra técnica utilizada é a da punição despersonalizada: toda vez que ele latir, jogamos água ou algo que o assuste. Neste caso, para que a técnica funcione, é muito importante que o cão não veja o dono, para que não associe o castigo com a presença do dono, mas sim com os latidos. Isso tende a inibir a repetição do comportamento do cão porque será feita uma associação do latido com o acontecimento desagradável.
No caso das coleiras anti-latidos o cão também aprende a parar de latir em demasia. Esta coleira possui sensores que detectam o latido do cão. Quando o animal late, a coleira emite um pequeno choque, vibração, jato de citronela ou algo que cause desconforto e isso desencoraja rapidamente o animal a latir. Depois que o animal aprende, poderemos usar outra coleira enganando-o. Infelizmente, estas coleiras são importadas e raras no Brasil e além disso, o seu uso exige que todas as instruções e cuidados sejam seguidos para que o animal não seja prejudicado.
Existe atualmente uma cirurgia que está causando considerável polêmica nas entidades protetoras de animais e até entre os veterinários, a cordotomia, a qual desliga as cordas vocais tanto de cães como de gatos evitando assim latidos e miados excessivos e como resultado passarão a emitir latidos e miados sussurrados. Os veterinários adeptos da operação dizem adotar a cirurgia em situação extrema , já que é irreversível e que por ser uma intervenção cirúrgica rápida (uns 15 a 20 min), afirmam que o animal não sofre nada.
Nós da Policlínica Veterinária de Cotia acreditamos que a cordotomia é uma mutilação tanto física quanto psíquica, pois latir ou mesmo miar como já vimos anteriormente é de vital importância para os animais, pois é uma forma de comunicação dos cães e dos gatos e portanto não a fazemos e nem a recomendamos.
A posse de um animal sempre deve ser responsável e quando resolvermos ter um cão ou um gato, ou mesmo outro tipo de animal, deveremos já ter em mente as conseqüências que irão advir. Poderemos inclusive procurar um adestrador, ao invés de expormos o animal a uma medida tão anti-natural, pois não temos o direito de tirar essa importante manifestação existencial do animal. Que dono não ficará agradecido se seu cão, ou mesmo o cão do vizinho latir e evitar que sua casa seja invadida por estranhos ou algum outro mal aconteça? Na verdade, cabe a nós seres humanos e inteligentes que somos procurarmos entender a mensagem contida da linguagem dos animais e sabermos captar seu apelo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

DICAS PARA CUIDAR DO PÊLO DOS GATOS


Você já procurou saber por que alguns gatos estão sempre bonitos e com o pêlo brilhante e outros não? Embora seja verdade que alguns gatos nascem com "pêlo bom", os cuidados com a aparência têm um papel importantíssimo também. Contudo, os gatos são animais meticulosos. Eles costumam cuidar de si mesmos muito bem, sempre lambendo o pêlo para mantê-lo limpo e no lugar certo. Mas qualquer gato pode passar de fofinho a sujinho sem a ajuda dos amigos humanos.
Gatos de pêlo longo e curto
O pêlo magnífico de um persa campeão é uma verdadeira obra de arte. Mas é melhor você acreditar que foram necessárias muitas horas de cuidados regulares para conseguir essa aparência - e mantê-la assim. Todos sabem que quanto mais pêlo houver para cuidar, mais trabalhoso será. Quanto mais fofo for o pêlo do gato, maior a probabilidade de ele embaraçar. Esses emaranhados espessos de pêlo podem ser doloridos e até ferir a pele do gato se o nó for muito grande. O pêlo embaraçado é constrangedor para o gato também, porque a única maneira de se livrar do problema é raspá-lo. Nada parece mais desconfortável do que um gato com o pêlo raspado.
Não que gatos de pêlo curto não precisem de cuidados regulares, nem que nunca embaraçam - isso acontece sim. A questão é que o pêlo mais curto e mais grosso requer menos manutenção do que o pêlo longo e sedoso. Um gato de pêlo curto atento à própria rotina de cuidados com a aparência pode compensar um dono que seja um pouco preguiçoso quando o assunto é escova e pente. Mas os cuidados regulares com a aparência ainda são essenciais tanto para os de pêlo longo quanto os de pêlo curto. Toda vez que o bichano está ocupado com a rotina de banho contorcionista, ele engole pêlos. Quanto mais pêlo ele tem (e quanto mais o animal cuida de si mesmo), mais pêlo ele engole. O animal não faz digestão dos pêlos e eles podem acumular-se no estômago e nos intestinos do gato e formar bolas de pêlos. Seu efeito colateral menos perigoso, mas mesmo assim desagradável, é o gato expeli-los ao tossir - geralmente em momentos ou em lugares que você preferiria que isso não acontecesse. Uma observação mais séria, contudo, é que a grande quantidade de pêlo engolido pode, na verdade, obstruir os intestinos do gato, sendo necessária uma operação para salvar a vida dele. A questão principal, como dizem por aí, é investir alguns reais em uma escova e pente - e usá-los.
Preciso de um profissional especializado para cuidar do pêlo do meu gato?
Visto que gatos de pêlo longo precisam de cuidados regulares (sendo a melhor opção os cuidados diários), talvez seja melhor analisar o seu orçamento antes de responder a esta pergunta. Mas mesmo se você tiver condições financeiras para levar o gato de pêlos longos toda semana ao profissional especializado, ainda precisará das ferramentas necessárias em casa - e é bom saber como usá-las. Nunca se sabe quando o gato poderá se envolver com alguma coisa que acabará presa ao pêlo ou quando ele precisará de um retoque entre as visitas ao profissional especializado.
As principais vantagens desse profissional são o treinamento, a aptidão e a experiência. Um bom profissional pode fazer o pêlo do seu gato parecer vistoso com rapidez e eficiência - e trauma mínimo. Pêlos embaraçados e nós podem ser resolvidos em casa, mas se você nunca lidou com isso antes, corre o risco de ferir o gato - uma lesão que provavelmente precisará de cuidados veterinários. Provavelmente, é melhor deixar esses problemas com o pêlo para os profissionais. Mesmo quem aprende a usar uma escova macia e um pente de metal com destreza e habilidade procura um profissional especializado de vez em quando. Pode ser um nó ou emaranhado, durante um período de queda particularmente intensa de pêlos ou apenas o tratamento todo para que o bichano fique com boa aparência.
Ferramentas e dicas para cuidar da aparência dos gatos em casa
Todo dono de gato precisa de alguns itens para cuidar da aparência do animal. Um pente de metal é a ferramenta mais essencial para cuidar do pêlo dos gatos. Pentes resistentes de aço inoxidável com dentes largos e redondos são fáceis de encontrar e têm preço razoável. Uma escova adequada tem cerdas semelhantes a dezenas de minúsculos pregos dobrados. Elas se parecem com as asperezas na língua do gato e têm o mesmo objetivo no cuidado com o pêlo. A maioria dos gatos gosta da sensação da escova e do pente de metal - a menos, é claro, que haja pêlos embaraçados.
Como cortar as unhas dos gatos
Você pode investir em um cortador de unhas específico para gatos se quiser, mas cortadores comuns, usados pelas pessoas, também funcionam bem. Sente-se no sofá e segure o gato como se estivesse segurando um bebê para amamentá-lo. De leve, aperte o dedo do gato entre o seu polegar e o indicador, deixando a unha visível. Com cuidado, corte a ponta afiada, mas fique apenas na parte clara, em direção à ponta da unha (você tem que enxergar a parte avermelhada; não corte ali ou você causará desconforto e sangramento). Repita o procedimento em cada dedo. Nenhum gato gosta de cortar as unhas, mas se você acostumá-lo desde filhote, será mais fácil quando ele for adulto. Além disso, procure brincar de vez em quando com as patas e os dedos do gato; caso contrário, ele sempre saberá que você vai cortar suas unhas assim que segurar sua pata.
Você talvez queira também investir em um pente para tirar pulgas, sobretudo se o seu gato costuma ir às ruas, se você vive em uma cidade com clima propício às pulgas o ano todo ou tem outros animais de estimação que saem de casa. Esses pentes são parecidos aos de metal, mas têm dentes finíssimos e bem próximos um do outro. Eles podem ser usados para os cuidados regulares com o pêlo, como "retoque" depois da escova ou do pente de metal. Há luvas especiais que você pode usar, que cobrem toda a mão e lhe permitem trabalhar em uma superfície maior enquanto cuida do bichano.
Eis algumas dicas para cuidar da aparência do gato em casa:
Transforme o momento em pura diversão
- a maioria dos gatos adora ser acariciada e gosta da sensação de cuidados leves com o pêlo. É um ótimo comportamento social - gatos que se dão bem uns com os outros ficam cuidando do pêlo alheio por longos períodos de tempo. Quando for hora de cuidar da aparência do bichano, aproxime-se dele calmamente, e intercale as escovadelas no pêlo com carinhos regulares.
Use de contenção
- é bom limitar os movimentos do gato (com cuidado) desde que ele não comece a entrar em pânico, mas lembre-se de se proteger também. Não tente forçar o gato a sentar-se imóvel ou ficar em posição desconfortável por muito tempo. E tome cuidado para não exagerar na intensidade das escovadelas. Pense que você não gosta que puxem seu cabelo, então imagine a sensação de puxarem seu cabelo em todo o corpo.
Saiba quando parar
- talvez não seja possível cuidar do pêlo todo do gato em apenas uma sessão. Isso é normal. Se você cuidar do dorso e da cauda e, depois, ele começar a se irritar, desista e tente terminar um ou dois dias depois. É melhor ter meia dúzia de sessões de cinco minutos na semana e um gato contente do que uma batalha de 25 minutos e um gato que corre e se esconde ao ver a escova. Procure ajuda profissional
- se o pêlo do gato estiver embaraçado ou com nós
- ou se alguma coisa desagradável prendeu-se ao pêlo
- entre em contato com o veterinário ou outro profissional especializado.
Se o gato não cooperar com os cuidados feitos em casa, marque um horário com um profissional. Aproveite a visita, peça algumas dicas e uma demonstração de técnicas básicas. Esses profissionais gostam de ensinar aos clientes; não há nada mais irritante para eles do que ter de raspar o pêlo do animal constantemente ou lidar com nós e pêlo embaraçado.
O gato sofre e há maior probabilidade de o profissional sofrer arranhões ou mordidas. Contudo, cuidar do pêlo é apenas uma parte da história.
H. Whiteley. "HowStuffWorks -

domingo, 5 de abril de 2009

SAIBA COMO EMAGRECER O CACHORRO "GORDINHO" E MANTÊ-LO SAUDÁVEL.

Quem gosta de ver um cachorro cansado e encostado pelos cantos?

O motivo do desânimo do seu melhor amigo pode ser a alimentação inadequada. Um pãozinho com manteiga no café, uma lasquinha de bife no almoço, aquelas bolachinhas na hora do lanche...
A quantidade e a qualidade dos alimentos que o cão ingere é decisiva para o comportamento do animal --e, consequentemente, para a qualidade do relacionamento com o dono.
Aprender a alimentar corretamente o cachorro --para deixá-lo sempre disposto, saudável e cheio de energia-- é o que ensina o livro "Cachorro Magro", da Panda Books, à venda no site da Livraria da Folha.
Deixar muita água disponível ao animal, conferir se o cão está ingerindo a quantidade recomendada de ração e evitar alimentá-lo quando você e outras pessoas da casa estão comendo são algumas das "regrinhas de ouro" para manter o cão saudável e sem excesso de peso.
Leia abaixo capítulo do livro que apresenta em detalhes estas e outras recomendações para manter o cão sempre bem alimentado e disposto.
* Como chegar lá
Elaborando um plano de emagrecimento de acordo com o estilo de vida do animal
Por mais difícil que seja a meta, nada de sacrifícios. Tenha sempre em mente que a energia fornecida por meio da alimentação deve compensar exatamente as necessidades fisiológicas do cachorro, como crescimento, gestação e lactação, além de atividades físicas, como caça, pastoreio e esportes. Um plano alimentar precisa levar em conta o estilo de vida do dono e do animal. Assim, se é um cachorro de apartamento - que raramente sai para passear e dorme boa parte do tempo, gasta menos energia e, por isso, deve comer menos -, qualquer petisco a mais irá engordá-lo.
Ao contrário de gatos, que são descendentes de carnívoros, cachorros são animais onívoros, ou seja, se alimentam de substâncias vegetais e animais, encontradas na comida caseira, em frutas, legumes e carnes. Eles obtêm a maior parte de sua energia a partir dos carboidratos. Nas comidas caninas industrializadas, os carboidratos vêm dos cereais e legumes.
Só o veterinário pode determinar quantos quilos o cão deve perder e a duração da dieta. Mas, em média, podem ser necessárias de oito a 14 semanas para chegar ao peso predefinido. Se os quilos a perder são muitos, é provável que se tenham de cumprir metas progressivas, até chegar ao peso ideal. E, depois de atingir o objetivo, seria melhor complementar o trabalho com um programa de dieta preventiva e exercícios para manter o novo peso.
A regra da boa forma para os humanos também vale para os cães: em vez de passar fome durante alguns dias para perder peso e exibir a nova silhueta rapidamente, o mais indicado é manter uma alimentação saudável e fazer exercícios regularmente durante o ano inteiro. Os cães obesos não sabem de sua condição, digamos, esteticamente desprivilegiada, mas seus donos podem ajudá-los a recuperar a forma seguindo algumas regrinhas de ouro:
Deixar sempre muita água limpa e fresca disponível ao animal. Se for preciso, encoraje-o a bebê-la, especialmente quando estiver praticando exercícios, para prevenir um superaquecimento. Se o cão está mesmo gordinho e um veterinário já tiver sido consultado, reduza a alimentação gradualmente, dia a dia, e ofereça rações, ou comida caseira, de baixa caloria. Esteja sempre atento à quantidade recomendada de ração. Não pense que um pouquinho a mais não fará diferença. Quem tem mais de um cão deve verificar se um deles não está "roubando" a comida dos outros. Nesse caso, o ideal é alimentar cães acima do peso na mesma hora em que se alimenta os outros, para prevenir que roubem a comida de seus companheiros mais magros. Faça com que seu cão pare de pedir comida quando você e outras pessoas da casa estão comendo: alimente-o antes de todos comerem e mantenha-o fora do ambiente durante a refeição. Estabeleça horários fixos para oferecer ração ou comida caseira. O importante é que, em qualquer horário, o alimento fique disponível por um período curto de tempo - por exemplo, 30 minutos no início da adaptação e 15 minutos após o animal adquirir o hábito. Depois desse tempo, mesmo que o cão não tenha comido, retire o alimento e o forneça apenas na próxima refeição. Em poucos dias, ele perceberá que tem apenas um determinado tempo para se alimentar, e comerá assim que for servido. De quebra, comerá a quantidade recomendada de ração. Para ter sucesso absoluto, se você mora com outras pessoas, repasse essas recomendações. Um passo importante é acostumar o animal a comer várias vezes por dia. Em vez de dar, por exemplo, 300 gramas de uma só vez, forneça três refeições de 100 gramas cada. Fracionar a comida, um hábito cada vez mais adotado pelos humanos que buscam saúde, acelera o metabolismo e, conseqüentemente, emagrece. Além do que, o bicho terá a sensação de estar saciado por mais tempo. Se é dono de um cão, provavelmente sabe que ele pode comer o que precisa para 24 horas numa única refeição, em poucos minutos. O ideal é dividir essa mesma quantidade em duas porções: uma para a manhã, outra para a noite. Na embalagem da ração, deve haver indicações sobre a porção diária para cada faixa de peso, porte e idade do cão. Se quiser seguir a receita fracionada, a tabela a seguir pode ajudá-lo a planejar a alimentação do seu amigo de quatro patas. Mas não se esqueça de sempre consultar o veterinário.
De orelha em pé:
Mais de 80% dos proprietários de cães e gatos que optaram por alimentá-los só com alimento industrializado não controlam a quantidade oferecida desse alimento. Faça parte da minoria!

QUANTIDADE DE REFEIÇÕES POR DIA
- Pequeno porte
Até 6 meses: 4
6 a 9 meses: 4
9 a 12 meses: 3
Acima de 12 meses: 2

- Médio porte
Até 6 meses: 4
6 a 9 meses: 4
9 a 12 meses: 3
Acima de 12 meses: 1 ou 2

- Grande porte
Até 6 meses: 4
6 a 9 meses: 3
9 a 12 meses: 2
Acima de 12 meses: 2

- Gigante
Até 6 meses: 4
6 a 9 meses: 3
9 a 12 meses: 2
Acima de 12 meses: 2

Dica: Preste sempre atenção nas quantidades de ração recomendadas pelo fabricante. Muitas vezes, só o ato de reduzir a quantidade diária já é suficiente. Em outros casos, mudar para uma ração light é uma solução mais eficiente. Normalmente, é mais fácil servir as quantidades normais de uma dieta com poucas calorias do que dar quantidades menores da dieta habitual. Dessa forma, seu cão também não sentirá tanta fome.

sábado, 4 de abril de 2009

COMO TRTAR SEU GATO ENVENENADO


Os gatos são criaturas curiosas e gostam de mexer nas coisas, o que pode levar a muitos envenenamentos acidentais. Muitas vezes um gato encontra uma lata ou frasco com alguma substância química e, acidentalmente ou de propósito, o derrama. Naturalmente, o produto químico entra em seus pêlos e patas e, ao se limpar, o gato ingere a substância possivelmente tóxica. Muitos gatos que moram em áreas com outros animais peçonhentos, cabam comendo, por exemplo, sapos. Sua responsabilidade como dono de um animal é cuidar de seu gato e manter todos os produtos potencialmente tóxicos bem fechados e fora de alcance dos animais.
Alguns dos sintomas de possível envenenamento que devem ser observados incluem salivação excessiva, vômito, diarréia, dor abdominal, contração muscular, nervosismo, convulsões, coma e odor de substância química no corpo.
Veja o que você pode fazer se o seu gato foi envenenado:
1º passo: se o gato está comatoso ou convulsionando, enrole-o em um cobertor e leve-o imeditamente ao veterinário com o recipiente, planta ou veneno sob suspeita;
2º passo: se o gato tiver um odor de veneno na pele, lave-o inteiramente com sabão neutro até que o odor desapareça. Os gatos continuam a lamber as áreas que contêm veneno se elas não forem limpas. Lavar a boca do animal com água limpa pode ajudar na descontaminação;
3º passo: se o gato ainda não tiver vomitado e o veneno não for um produto cáustico ou derivado de petróleo (veja a lista abaixo), induza o vômito com uma colher de sopa de peróxido de hidrogênio 3% a cada dez minutos, até que o vômito ocorra. Não exceda três doses. Se o gato resistir às suas tentativas, pare e leve-o ao veterinário imediatamente. Se o vômito não ocorrer em 30 minutos, leve-o ao veterinário com o veneno sob suspeita;
4º passo: se você perceber que é um animal peçonhento como sapo, jogue água e segue os seguintes passos.
As substâncias cáusticas incluem ácido de bateria, removedor de calos, detergente para lava-louças, desentupidor , removedor de graxa, detergente e limpador de forno.
Os produtos derivados de petróleo incluem solvente de tinta, cera para pisos e solução de limpeza a seco.
Você deve estar surpreso com os ítens caseiros comuns e como eles podem ser um veneno para o seu gato.
Alguns venenos caseiros comuns são bebidas alcóolicas, amônia , anticongelante , água sanitária, chocolate (chocolate assado é o pior), detergentes, desinfetantes, desentupidor de canos, fluido de limpeza a seco, fertilizante, polidor de móveis , gasolina, cola, medicamentos para humanos (acetaminofeno), aspirina, bolinhas de naftalina, veneno para ratos, alho, limpadores de forno, removedor de tinta, graxa de sapato, polidor de prata e limpador de banheiro.
Algumas plantas tóxicas comuns são aloe vera, açucena, abacate, azaléia, ave-do-paraíso, copo-de-leite, mamona, planta de milho, ciclâmen, narciso silvestre, hemerocale, dieffenbáquia, lírio-da-páscoa, begônia, hera, gladíolo, holly, jacinto, hortênsia, íris, kalanchoe, noz de macadâmia, maconha, visco, narciso, filodendro, rododendro, tomateiro, tulipa, teixo e iúca. Esta é apenas uma lista parcial.
Para uma lista mais completa, consulte o Centro de Informação Toxicológica (CIT).
No caso de envenenamento por sapo, a primeira providência é lavar a boca do bichinho com água.
Sheldon Rubin, DVM. "HowStuffWorks

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O CHOCOLATE É VENENOSO PARA OS CÃES?


Você talvez já tenha ouvido falar que o chocolate mata cachorros. Isso faz sentido? Se eu posso comer chocolate, por que meu cachorro não pode? Os cachorros e as pessoas são diferentes em várias coisas. Por exemplo, os cachorros podem correr na neve o dia inteiro descalços e isso não lhes traz nenhum problema. As pessoas, por outro lado, podem correr descalças na neve por 30 segundos antes de o pé começar a doer. E há várias outras diferenças. Acontece que um composto químico chamado teobromina, existente no chocolate, é um problema para os cachorros. A teobromina é semelhante à cafeína. De acordo com esta página (em inglês), a teobromina é tóxica para um cachorro quando ele ingere de 100 a 150 mg por quilograma de seu peso corporal. Tipos diferentes de chocolate contêm quantidades diferentes de teobromina: embora fossem necessários 600 ml de leite achocolatado para matar um cachorro de nove quilos, uma quantidade de apenas 56 gramas de chocolate Baker##s ou 170 gramas de chocolate amargo já seriam suficientes para levar esse mesmo cachorro desta para melhor. Não é difícil para um cachorro achar uma cesta cheia de ovos de Páscoa ou docinhos de chocolate e devorar meio quilo ou um quilo de uma vez só. Se estivermos falando de um cachorro pequeno, isso será letal. O fato é que envenenamento por chocolate não é tão incomum quanto parece. Para um ser humano, a cafeína é tóxica em níveis de 150 miligramas por quilograma de peso corporal. O mesmo vale para cachorros! Nós geralmente pesamos muito mais do que cachorros, mas não é tão difícil crianças pequenas terem problemas com cafeína ou chocolate se exagerarem na dose. Os bebês são especialmente vulneráveis porque não eliminam a cafeína da corrente sangüínea tão rapidamente quanto os adultos. Assim, se você suspeitar que seu cão comeu uma quantidade excessiva de chocolate, é melhor procurar um veterinário.
"HowStuffWorks - O chocolate é venenoso para os cães?".

quinta-feira, 2 de abril de 2009

COMO LIDAR COM UM CACHORRO DE RUA


Às vezes, não é você que escolhe o cachorro, mas ele que escolhe você. Os cachorros de rua parecem ter um sexto sentido sobre as casas em que serão bem-vindos. Quando um cachorro aparece na sua porta, pode parecer destino, mas respire fundo e avalie a situação, como se você estivesse comprando de um criador ou adotando de um canil. Sua família está preparada para ter um cachorro? O cachorro é apropriado para você e sua casa? Você tem tempo e recursos para cuidar de um cachorro? O cachorro é saudável?Aproxime-se com cuidado de um cachorro de rua até que tenha certeza de que ele é amigável e saudável. Se ele estiver usando uma coleira e tiver uma identificação, você pode dar um final feliz a essa história devolvendo-o a sua família. Se achar que pode mexer nele sem correr perigo, você pode verificar se há marcas de registro, geralmente localizadas dentro da orelha, no lado de dentro da coxa ou na barriga. Infelizmente, a maioria dos cachorros de rua não tem identificação. Você pode colocar avisos ou anúncios, mas ficará com o cão em sua casa enquanto isso, e muitos cachorros de rua nunca são reclamados. Se decidir dar um lar ao cachorro de rua, o primeiro passo é levá-lo ao veterinário para fazer exames completos e tomar as vacinas. Só assim você poderá levá-lo para sua casa, especialmente se tiver outros cachorros que possam pegar quaisquer doenças ou parasitas que o cachorro de rua porventura tiver.Se você mora no interior, provavelmente sabe que há muitos cachorros que são abandonados por seus donos na esperança de encontrarem um lugar para ficar. Infelizmente, os cachorros não conseguem sobreviver sozinhos. Se você não puder ficar com um cachorro de rua que aparecer na sua porta, a melhor coisa a fazer é levá-lo para um abrigo de animais local, onde será alimentado e tratado até que possa encontrar um novo lar.Destacamos todas as principais perguntas que você precisa responder antes de levar um cachorro para dentro de casa. Se você seguir direitinho nosso conselho, aumentará bastante a probabilidade de uma união maravilhosa entre o cachorro e a família.
Publications International, Ltd. Consultant Dr. William Fortney.