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MEU ANIMAL AMIGO: Março 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

DEZ MANDAMENTOS DOS PROTETORES


1. Não farás da tua casa um depósito de animais. Darás, sim, dignidade para aqueles maltratados e abandonados, mas procurarás acima de tudo um novo lar para eles.
2. Lembrarás de doar os animais que tenham chance de ter um lar; lembrai sempre da finalidade de todo o teu esforço, que é SALVAR O ANIMAL para que este tenha uma vida digna e melhor junto a donos responsáveis.
3. Não ficarás triste quando os animais forem embora para seu novo lar; lembra-te que como uma mãe ou um pai, salvastes uma vida para o mundo, que jamais se esquecerá de ti.
4. Disseminarás a todos que te cercam a Posse Responsável, mas também castrará o maior número de animais que puderes, por ser a única solução efetiva para o problema do animal abandonado.
5. Não perderás a tua própria dignidade e individualidade; lembra-te que se não estiveres são, física e mentalmente, não poderás cuidar de ninguém.
6. Não ficarás revoltado contra a humanidade, afinal existem muitos voluntários de bom coração como vós, e a maioria das atrocidades é causada pela ignorância. Cabe a ti ENSINAR!
7. Não esquecerás, de forma alguma, que também és um ser vivo como aqueles a quem tanto te dedicas; deverás reservar horas de lazer e convívio social só para ti, para que não continuem difamando o bom nome dos Protetores de Animais, confundindo-nos com desajustados sociais.
8. Reacenderás diariamente a tua chama de voluntário, aquela que te faz lutar contra todas as adversidades para atingir os objetivos, que causa tanta admiração entre os membros de nossa sociedade.
9. Aproveitarás o dia-a-dia para renovar os teus objetivos, para que os teus meios não se tornem o teu fim, afinal não quer ser parte do problema, mas sim da solução.
10. Serás feliz, aproveitarás o dom Divino de ENTENDER E PROTEGER ESSAS VIDAS INOCENTES!

segunda-feira, 30 de março de 2009

DOENÇAS DE CÃES

Pesquisas realizadas identificaram as cinco Doenças de Cães que são mais comuns. São elas: doenças-infectas contagiosas, doenças alérgicas, doenças do metabolismo, problemas articulares e traumas causados por atropelamentos ou brigas. As doenças infectam contagiosas são muito comuns e altamente transmissíveis. Entre essas Doenças dos Cães que registram maior incidência estão a cinomose, parvovirose e leptospirose, sendo que esta última tem mais incidência em épocas de chuvas. É preciso que a Vacinação e Vermifugação do Cachorro esteja sempre em dia.
A cinomose e parvovirose são doenças que atacam cães e é transmitida por vírus, a cinomose é prevenido por meio de vacinas, porém a leptospirose exige internação. Já a leptospirose é transmitida por ratos e camundongos e pode contaminar o ambiente e o dono, exigindo internação para evitar a transmissão. Entre as doenças alérgicas de cães, citamos a picada de pulga que pode ser evitada com o uso de repelentes, mas com orientação do veterinário para evitar intoxicação. O cuidado com os
Cães Filhotes é essencial.
As Doenças de Cães referentes ao metabolismo são diabetes e
obesidade, ambas podem ter componente genético e o tratamento é complicado. Os problemas articulares mais comuns são displasias e artrose, que são Doenças de Cães, geralmente genéticas e agravadas pelo sobrepeso e pela idade do animal, à alguns Cães de Raça que necessitam de exercícios. Já casos de lesões causadas por atropelamentos e brigas são muito comuns entre cães e às vezes requer cirurgia.

domingo, 29 de março de 2009

ENTENDENDO O QUE O SEU CÃO QUER LHE DIZER


O cão elege o dono que lhe inspira respeito e isso quer dizer autoridade e não violência. A firmeza nos gestos e na voz é que determinarão isso.
Para ele, os habitantes da casa obedecerão um escala de poder e caso ninguém tenha autoridade com ele, será ele quem assumirá a liderança, não obedecendo a ninguém.
Vamos ver então o que seu cão quer lhe dizer quando:
Resmunga
Quando ele é esquecido pelos que convivem com ele, resmungará como se fosse um choro, pois se sentirá menosprezado. Pode perceber que se ninguém ligar para o resmungo dele, acabará latindo para chamar a atenção.
Latido
O cão late para pedir algo como cimoda e água. Também late quase encontre uma porta fechada que impeça sua passagem. Se sente e vê algum estranho também tem essa reação e por último, quando vai atacar.
Como saber do que ele está latindo? É simples. O latido do seu cão difere de uma situação para outra. Por exemplo:
1)quando quer algo: Neste caso o latido é pausado e tem intervalos grandes. O tom não é estridente.
2)Quando é um alerta: Se algum estranho se aproxima, os latidos são altos, pois tudo o que ele quer é chamar a atenção do seu dono ou dos familiares. Os latidos são rápidos e insistentes.
3) Quando é de ataque: O som do latido é alto e initerrupto. Geralmente o cão além de franzir a cara ele deixa os dentes à mostra.
Outra identificação fácil é que quando o cão se prepara para o ataque, ele também rosna.
Lambidas
Se o seu cão lhe der uma bela de uma lambida, não brigue com ele, pois ele só está querendo te dar uma bela de uma beijóca. É a forma que ele tem de demonstrar o amor dele por você. Repare também, que ele lamberá as partes expostas, ou seja, sem roupa, como: rosto, mãos, pés ou pernas.
Fica de barriga pra cima
Esse é o sinal que ele te dá quando está tudo em paz. Eles adotam essa postura diante de outros cães para mostrar submissão e aceitar a superioridade do outro e também para mostrar que a liderança é sua, ou seja, do dono ou de quem estiver perto dele.
Cheira o rabo de outros cães
O cão identifica o outro, através do odor que exala da glândula ad'anal, que existe nessa região. Isso significa somente um "oi" entre eles.
Balança o rabo
Na maioria dos casos, é sinal de alegria. Mas preste atenção, pois o sinal de alegria é quando o rabo está balançando, voltado para cima. Caso esteja balançando entre as pernas, siginifica pedido de ajuda.
Cobre as fezes com terra ou outra coisa ele quer enterrar seus dejetos, para que não fiquem expostos.
Dá voltas antes de dormir
As voltas são para orientar o cão em direção ao norte, se ele está no sul.
Uivar
O cão costuma uivar quando está triste e com fome, mas também o fazem quando está em grupo e quando o tempo está muito quente.
Existe o uivo somente do macho quando está impossibilitado de estar com a fêmea.
Faz coco ou xixi nas suas coisas
Nessa situação é porque ele está muito zangado com você e quer que você saiba disso.
Quando urina pelos cantos da casa, geralmente só está marcando território.
Se você reparar, verá que o cão não faz coco perto de onde dorme. Conclui-se que ele não dá um valor positivivo às fezes. Por isso mesmo presume-se que se ele faz coco em suas coisas é porque está muito bravo com você.
Mas atenção! Não adianta reprimí-lo tampos depois que ele já fez sua malcriação.
Qualquer repreensão com seu cão, só surtirá efeito no momento da traquinagem, pois passados 2 minutos ele nem entenderá porque você está brigando com ele e isso poderá afetar o relacionamento de vocês;
Portanto, seja coerente, com ele!

sábado, 28 de março de 2009

É HOJE




O Prefeito Eduardo Paes participou na manhã desta quarta-feira, dia 28, do lançamento no Brasil da Hora do Planeta, um movimento mundial de combate ao aquecimento global, e anunciou a adesão da Cidade do Rio de Janeiro no evento, promovido pelo World Wildlife Foundation (WWF-Brasil). A solenidade foi realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, e teve a presença de autoridades municipais e federais, representantes do WWF-Brasil, além de artistas e convidados.O Rio de Janeiro será a primeira cidade brasileira a se engajar nesse ato simbólico que, no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, apagará as luzes de monumentos cariocas como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo, o Jockey Club Brasileiro e a orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pela Guarda Municipal e Polícia Militar. A iniciativa contará ainda com a participação da comunidade do Morro Dona Marta, em Botafogo.

Para o Prefeito, o Rio de Janeiro tem um papel fundamental na discussão do tema ambiental e esse ato é o primeiro de uma série de movimentos que a cidade do Rio de Janeiro vai passar a desenvolver, no sentido de recuperar o protagonismo na discussão dessa agenda ambiental urbana.
- A Prefeitura e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estão discutindo o Programa Favela Bairro III, para que sejam feitas mudanças ambientais. Além disso, vamos trabalhar toda a parte de proteção dos Maciços da Pedra Branca e da Tijuca, que são peculiaridades do Rio de Janeiro, para recuperar esse papel de maior floresta urbana do mundo – afirmou.
A Hora do Planeta, que conta com a adesão de empresas, organizações não-governamentais, associações de bairro e pessoas em todo o mundo, tem o objetivo de conscientizar toda a população sobre a importância da adoção de novos hábitos, além de mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global e as mudanças climáticas. Este ano, a ação espera atingir mais de um bilhão de pessoas, em mil cidades ao redor do mundo.
- No Brasil, resolvemos lançar a campanha pela cidade do Rio de Janeiro, que é o ícone do país. O ato simbólico de apagar as luzes, ao contrário do que muitos podem pensar, não é uma iniciativa para poupar energia, mas uma forma de manifestação para conscientização e adesão a esse programa – explicou Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.
O movimento Hora do Planeta, conhecido internacionalmente como Earth Hour, começou em 2007, em Sydney, na Austrália, quando 2,2 milhões de habitações e empresas desligaram as luzes por uma hora. Em 2008, cerca de 100 milhões de pessoas abrangendo 35 países participaram da iniciativa, que incluiu o desligamento das luzes de marcos históricos mundiais como o Coliseu de Roma; a Ponte Golden Gate, em São Francisco; e Opera House de Sydney, entre outros.

sexta-feira, 27 de março de 2009

HORA DO PLANETA



Hora do Planeta
Sábado, 28 de março, às 20h30



Planeta X Aquecimento Global

Essa é a primeira eleição que acontece simultaneamente no mundo inteiro. No páreo, nosso planeta e o aquecimento global.
Destaques:
O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.Participe!

É simples. Apague as luzes da sua sala.

quinta-feira, 26 de março de 2009

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO - O VÍNCULO

Bichos e Crianças
Um começo saudável: O poder dos bichos na infância
Nossa afinidade com os animais é inata, mas nossa cultura também programa essa relação. Desde o momento em que a criança tem idade suficiente para acompanhar uma história, os protagonistas de seus livros são quase sempre animais. A criança também vê os animais como heróis na televisão, nos desenhos animados e vídeo games, nos brinquedos, no cinema. Crianças de três a seis anos relatam que os animais aparecem em 61 por cento de seus sonhos, uma porcentagem que cai de forma drástica à medida que crescem. Aos nove anos, a proporção é de 36 por cento; aos 14 anos, cai para 20 por cento, finalmente se estabilizando em sete por cento. Entre as primeiras palavras 50 palavras que uma criança usa, sete são nomes de animais. Na verdade os termos “cachorro” e “gato” figuram no mesmo nível de “papai” e “mamãe” no vocabulário inicial da criança. Em muitos casos, são mais memoráveis do que “suco”, “leite” e “bola”. Os animais dominam o pensamento consciente e inconsciente de uma criança.

Atração Natural
Os pesquisadores Aline e Robert Kidd observaram crianças de seis meses a dois anos e meio de idade interagindo com um cachorro ou um gato acionado por pilha e também interagindo com seus próprios cachorros e gatos. Os Kidds constataram que as crianças emitiam mais ruídos, seguravam mais e seguiam mais os animais vivos que os brinquedos. Quando os pesquisadores observaram bebês de nove meses e suas mães numa sala, primeiro com uma mulher desconhecida, depois com um coelho pequeno, e mais tarde com uma tartaruga de madeira animada, descobriram que as crianças preferiam, disparado, o coelho. Na verdade, preferiam o coelho às próprias mães, engatinhando pela sala em seu encalço, tentando pegá-lo. A atração natural pela interação com os animais também surte efeitos positivos no desenvolvimento mental das crianças. Robert Poresky, professor de Desenvolvimento Humano e Estudos de Família da Universidade Estadual do Kansas, entrevistou 88 crianças em idade escolar e suas famílias, de cinco creches do Meio Oeste dos Estados Unidos, querendo determinar até que ponto os bichos de estimação influenciavam o desenvolvimento infantil. Descobriu que as crianças de famílias que possuíam animais tinham um nível superior de desenvolvimento cognitivo, social e motor.

Estímulo
Além do estímulo puramente sensorial que os animais proporcionam, a outra dádiva que um bicho bem adestrado oferece a uma criança pequena é um acentuado sentido de segurança. As crianças confiam no mundo para lhes proporcionar alimento, agasalho, afeição. A primeira necessidade pode não ser atendida por um companheiro animal, mas a coerência das reações que recebem dos bichos de estimação, em todo o resto, é capaz de aumentar a expectativa da criança de que será amada a apreciada. Desenvolvemos um senso positivo do eu – nossa identidade – pelas interações que fazem com que nos sintamos reconhecidos, aceitos e admirados, e pela experiência que demonstram que os outros notam o que fazemos e como nos sentimos. Os bichos de estimação oferecem tudo isso num espaço de tempo ilimitado. Os pais podem ficar absorvidos demais no frenesi da vida cotidiana para proporcionar aos filhos toda a segurança de que eles precisam, mas um bicho de estimação sempre lhes dará atenção e terá tempo para brincar com eles.

Ligação Afetiva
As crianças formam ligações poderosas com seus bichos de estimação, que em muitos casos podem ser tão fortes quanto a que têm com os pais. Referem-se aos bichos de estimação, como membros da família . As crianças em idade pré-escolar acreditam que os animais as ouvem e compreendem o que dizem, e em alguns casos até têm certeza que os bichos de estimação comunicam seus sentimentos. Estudos mostram que até mesmo crianças de acreditam na reciprocidade do amor que sentem por seus bichos de estimação. Em um estudo no qual crianças entre 6 e 12 anos de idade classificam seus relacionamentos mais significativos, os bichos de estimação tiveram as maiores pontuações, como aqueles que mais provavelmente estivessem presentes, “para o que desse e viesse” . Em um estudo com crianças da terceira série, convidadas a indicarem seus cinco principais relacionamentos, elas incluíram seus cachorros com tanta freqüência quanto seus pais. Ficou evidente que quando estavam doentes ou assustadas, consideravam mais confortadora a presença de seus animais do que a de seus melhores amigos. Um estudo com crianças numa região abalada pela guerra da Croácia constatou que aquelas que tinham bichos de estimação apresentavam níveis de transtorno de estresse pós-traumático muito mais baixo que as outras.

Aprendendo a cuidar
As crianças recebem cuidados, orientação e proteção, ma raramente têm oportunidade de oferecer tudo isso, a menos que tenham um animal pelo qual sejam responsáveis. Contudo, a próxima grande transição no desenvolvimento de uma criança é quando passa a depender menos dos pais, alcançando um certo senso de auto-suficiência, através de seus próprios esforços. Cerca de 99 por cento das crianças dos três aos 13 anos dizem que querem ter um bicho de estimação. Isso não significa que 99 por cento das crianças queiram desempenhar as tarefas secundárias desagradáveis, como recolher cocô de cachorro ou trocara areia da caixa. Mas não terão o benefício completo que podem obter do Vínculo se não fizerem isso.
Os pesquisadores quando examinam o relacionamento entre crianças e bichos de estimação, tentam determinar até que ponto a criança é afeiçoada ao animal. Um dos mais populares instrumentos de medida é a Tabela de Vínculo com um Companheiro Animal, desenvolvida por Robert Poresky. O teste indaga, numa escala cujas respostas variam de “sempre” até “nunca”, o quanto a criança é responsável pelo bicho de estimação. Alimenta-o e limpa-o? Com que freqüência permite que durma em seu quarto? Outras perguntas permitem que a criança determine o grau de intimidade do relacionamento.
No estudo de Poresky, com crianças em idade pré-escolar, quanto mais alta a pontuação na escala do vínculo como animal, mais altas as pontuações em todas as medidas de desenvolvimento e empatia. E, quando os pais são convidados a classificar as habilidades sociais de seus filhos, aqueles que têm a classificação mais alta na tabela de Vínculo também são os que têm a classificação mais alta na capacidade de confortar e a mais baixa na recusa de cooperar. É evidente que quanto mais contato a criança têm com o bicho de estimação, mais intensamente sente o Vínculo. Se a criança também assume a responsabilidade de cuidar do animal, o Vínculo se torna ainda mais forte.

Aprendendo a Amar
Quando as crianças descrevem seu relacionamento com bichos de estimação, falam do amor que sentem por eles e de suas rotinas. Dessa maneira, diz Boris Levinson, um pioneiro no uso de animais em psicoterapia, a intimidade com os animais promove a auto-estima, o autocontrole e a autonomia. O ato de cuidar – significado alimentar, educar ou treinar, assim como ajuda a crescer – exige que as crianças leiam sinais não-verbais e atendam devidamente às necessidades por eles expressas. Com isso os bichos de estimação ajudam as crianças a se sentirem competentes de maneiras muito mais complexas do que quando aprendem a usar o trono, comer os legumes ou amarrar os sapatos. Parte do sentido de Constança que proporcionam, diz Blenda Bryant, professora de Ciência Comportamental Aplicada da Universidade da Califórnia, em Davis, está no fato de que as rotinas e necessidades dos animais permanecem constantes, enquanto o mundo ao redor da criança faz exigências cada vez mais complexas.
- Os animais interagem com as crianças, e seus sinais são bastante claros – disse Poresky, quando conversamos sobre sua pesquisa. – O cachorro senta no meu pé e se encostam em mim, quando quer dar uma volta. A compreensão de que há uma criatura com sentimentos diferentes dos seus afasta as crianças de seu ponto de vista egocêntrico. A compreensão dessa diferença é a base do desenvolvimento da personalidade. Se você quer que seus filhos sejam criaturas sociáveis, ajude-os a desenvolver a empatia.
O interesse das crianças pelos bichos de estimação é o elemento forte da infância que sobrevive enquanto amadurecem, criando uma constante, num mundo em transformação. Ao estudar o modo como os animais e as crianças cuidam uns dos outros, a professora Gail Malson pediu a um grupo de pais que classificassem como seus filhos no pré-escolar, da segunda a quinta série, passavam seu tempo. Na idade pré-escolar, as estimativas dos pais mostravam que as crianças eram muito ligadas à vida doméstica. Brincavam e cuidavam dos bichos de estimação, tinham mais contato com pessoas mais velhas e com seus irmãos menores. Conhecendo o nível de habilidade da maioria das crianças em idade pré-escolar, presumo que isso reflita o fato de que passam muito tempo com a mãe, que lhes pede para ajudá-la, dentro de suas limitações. Ao entrarem na escola, os passatempos da idade anterior ficavam para trás. Aumentava a preocupação com os bebês em geral e os irmãos em particular diminuíam, mas o interesse pelos bichos de estimação mantinha-se firme, mesmo quando as obrigações aumentavam.

Responsabilidade
O que os animais oferecem aos pais é uma oportunidade de uma experiência que envolve emoções, responsabilidades e conseqüências. Há muito conversa fiada sobre ensinar as crianças a ter mais responsabilidade. Você pode falar com os seus filhos tudo que quiser sobre comportamento apropriado e juízo, mas as palavras só fazem sentido para eles no contexto de suas ações. Quando recebem uma nota ruim na escola, são apanhados numa mentira ou desapontam alguém, percebem e sentem os resultados do que fizeram ou deixaram de fazer. Essas lições podem durar uma vida inteira, mas não tanto quanto as experiências positivas, como costuma acontecer com as lições proporcionadas pelos animais de estimação.
Tentar pressionar a criança a arrumar seu quarto ou varrer as folhas caídas no quintal pode se tornar uma luta pelo poder para o adulto e uma chance para a criança exercitar sua habilidade de esquivar-se às suas responsabilidades. Qual é a suprema conseqüência de não arrumar seu quarto? Um quarto bagunçado e algumas palavras mais duras por parte dos pais. Ao contrário de outras tarefas domésticas, no entanto, os bichos de estimação reagem. A conseqüência de não cuidar do animal como deveria é a possibilidade de causar-lhe um sofrimento significativo.
O ato de alimentar e cuidar de um bicho de estimação – pôr as necessidades de outra criatura na frente das suas – é uma lição que deve ser aprendida desde cedo. Essa competência vital na infância aprofunda o Vínculo e, em conseqüência, a interdependência emocional. A criança e o bicho de estimação formam seu mundo de segredos, que nunca serão traídos. Há longas sessões de diversão em que nenhum dos dois pensa em qualquer outra coisa. Quando funciona pode ser uma grande fonte de estabilidade emocional e auto-confiança para as crianças. Tornam-se também a base para um caráter mais maduro. Em estudos realizados no Japão e na Austrália, os professores relataram que as crianças que tinham mais intimidade com animais apresentavam índices mais altos de liderança e altruísmo.

Auto Confiança
As crianças que conheciam o suficiente sobre seus bichos de estimação para descrever sua rotina e seu comportamento costumavam destacar-se em termos de competência. Os pais de crianças no jardim-de-infância muito afeiçoados a seus bichos de estimação relatavam menos problemas de comportamento. Os professores tinham mais facilidade com essas crianças na sala de aula. Em outro estudo crianças que disseram ter recebido um apoio emocional significativo de seus bichos de estimação foram classificados pelos pais como menos ansiosas e retraídas. Os pais que querem estimular a autoconfiança em seus filhos deveriam comprar um gato. Um estudo suíço realizado com 540 crianças, de quatro, seis e oito anos de idade que gostavam de gatos, constatou que essas alcançaram nos testes de autoconfiança uma pontuação mais lata, e os donos de cães e gatos tiveram melhores resultados no comportamento pró-social. Os bichos de estimação proporcionam uma oportunidade de aprendizado também para os pais. Quando um casal expressa dúvidas sobre sua capacidade de criar os filhos, o psicólogo infantil Foster Cliner recomenda um teste preliminar fascinante. Sugere que peçam emprestado o bicho de estimação de um amigo e verifiquem até que ponto podem controlá-lo. Os elementos implicados na criação de um bicho de estimação bem comportado são os mesmos que devem ser usados para disciplinar as crianças. Os pais de crianças de quatro e duas pernas devem ser firmes, justos e coerentes. No entanto, os pais dão ordens para seus filhos em tom de desculpas.

Disciplina
Em minha experiência como veterinário de família, descobri que um bicho de estimação fora de controle indica que a família também tem problemas de disciplina com suas crianças. Cline diz que é difícil determinar se o efeito dos bichos de estimação como estímulo para um comportamento responsável é causado por eles próprios ou se isso simplesmente ocorre nas famílias em que os pais já incentivaram o senso de responsabilidade. Num certo sentido, não tem importância. Os bichos de estimação oferecem uma oportunidade para os pais, tanto quanto para as crianças, de fixar padrões, ter um comportamento coerente e conceder recompensas pelo seu bom comportamento. Os bichos de estimação, como as crianças, crescem mais saudáveis com a rotina. Sentem-se melhor quando o adulto é o líder no controle absoluto de todas as determinações.
Deixar bem claras as linhas da autoridade é bom para o desenvolvimento das crianças, a longo prazo. Aquelas que se ligam a animais, do nascimento até os cinco anos de idade, e mais tarde no início da adolescência, entre os 12 e 15 anos, experimentam um benefício a longo prazo desse relacionamento. Porensky descobriu que as pessoas que tiveram uma grande intimidade com bichos de estimação durante esses períodos de transição, mais tarde apresentaram um sentimento mais positivo de si mesmas, em particular os adolescentes. Num estudo suíço sobre adolescentes, os donos de bichos de estimação relataram ter um nível mais alto de bem-estar e demonstraram menos ansiedade.
Sentir-se AceitoEm seu estudo sobre as semelhanças na maneira como os seres humanos e animais expressam emoções, Charles Darwin, encontrou muitos aspectos parecidos no modo como seu filho pequeno expressava medo e no modo como as outras espécies o faziam: os mesmos olhos arregalados, a boca escancarada, os músculos trêmulos, a freqüência cardíaca disparada e os pêlos eriçados. Não é de admirar que as crianças que vivem rodeadas por animais sejam melhores na compreensão da linguagem corporal. Ao contrário de outros sinais que eu recebia da minha família, às vezes conflitantes, meu cachorro Skeeter expressava amor de uma forma incondicional. Não importava o que havia no meu boletim escolar, quantos pontos marcara no jogo, se os amigos haviam brigado naquele dia ou se eu tinha uma espinha do tamanho do monte Fuji, e sim que Skeeter sempre me recebia como se minha chegada em casa, vindo da escola, ou se minha entrada na sala vindo de outra parte da casa, fosse o grande momento de seu dia.

Melhor Amigo
Crianças do mundo inteiro recorrem a seus bichos de estimação em momentos de tensão emocional. Quando se sentiam tristes, crianças alemãs da quarta série pesquisadas recorriam a seus animais, dizendo-lhes que os preferia à companhia de qualquer outra criança. Uma pesquisa de 1985, com crianças de Michigan entre 10 e 14 anos, constatou que 75 por cento voltavam-se para seus bichos de estimação quando estavam perturbadas. As crianças destacavam a capacidade do animal de escutar, tranqüilizar, demonstrar aprovação e proporcionar companheirismo.
As pessoas que não amam os animais acham hilariante a alegação de que os animais compreendem, nossas emoções. Creio que a mesma habilidade que o bicho de estimação perceba o movimento de um esquilo distante, o cheiro de um faisão escondido nas moitas ou o som do entregador de pizza antes mesmo que a campainha toque, proporcionam-lhe também a capacidade de sentir mudanças sutis nos ânimos, necessidades e emoções de uma pessoa.
As mães que trabalham fora, quer sejam sozinhas ou casadas, consideram os bichos de estimação uma maneira de normalizar as horas solitárias que uma criança pode passar em casa, depois da escola. Não apenas as mães empregadas têm maior probabilidade de adquirir bichos de estimação, como também, quanto mais horas trabalham mais tempo as crianças passam com o animal. Isso aumenta a intimidade e a importância do Vínculo. Outro estudo com crianças de 7 a 10 anos, cujas mães trabalham fora, mostrou que elas tinham maior probabilidade de descrever seus bichos de estimação como os amigos especiais.

Bichos e Família
Os estudos apontam como um bicho de estimação pode ser importante para toda a família de uma criança que passa parte do dia sozinha em casa. Quando o pai e mãe trabalham fora, o mundo se torna menor. As crianças têm menos probabilidades de se envolver com os amigos, grupos juvenis e outras atividades similares. Os pais exaustos, também têm menos disposição para expandir o mundo dos filhos. Com isso, o bicho de estimação torna-se um importante catalisador da espontaneidade e da diversão em família.Cada pessoa sente uma ligação vital com os animais, através da qual podemos demonstrar o que temos de melhor, nossos valores mais altos. Com a prática, aprendemos a usar essas habilidades no relacionamento com os outros membros da família e com todos os cidadãos do mundo. Um bicho de estimação pode servir como um refúgio emocional, um ouvinte paciente e um elo de ligação, que proporciona à família, quaisquer que sejam as dificuldades, um senso de propósito e integração.

Bichos e Idosos
Muitas vezes o idoso sente que não merece amor e afeição. “Sou velho, feio e muito magro; quem vai querer me abraçar?” E é o que os bichos de estimação mais oferecem, de uma forma sistemática e abundante.
O contato físico é algo de que todos nós precisamos, mas os idosos o obtêm menos do que os outros. Mara Baun, professora de enfermagem da universidade do Texas, que realizou uma importante pesquisa sobre idosos e bichos de estimação em retiros para idosos, observou a maneira constrangida como os filhos adultos abraçam seus pais.

quarta-feira, 25 de março de 2009

APRENDA DENUNCIAR MAUS TRATOS



Caso você veja ou saiba de maus-tratos como estes

Envenenamento de animal

Manter o animal em lugar anti-higiênico

Manter animal trancafiado em locais pequenos

Manter animal permanentemente em correntes

Golpear e/ou mutilar um animal

Usar animais em shows que possam lhe causar pânico ou estresse

Agressão física a um animal indefeso

Abandono de animais

Não procurar um veterinário se o animal adoecer, etc...[ver art. 3º do Decreto Federal 24.645/34], não pense duas vezes: vá à delegacia mais próxima para lavrar boletim de ocorrência ou, na dúvida, no receio, compareça ao fórum para orientar-se com o Promotor de Justiça. A Denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal n.º 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais).
Preste atenção a esta dica: leve com você, por escrito, o número da lei (no caso a 9605/98) com o art. 32, porque em geral a autoridade policial nem tem conhecimento dessa lei, ou baixe pela internet a íntegra da lei para entregá-la na Delegacia.

Assim que o Escrivão ouvir seu relato sobre o crime, a ele cumpre instaurar inquérito policial ou lavrar um Termo Circunstanciado. Se se negar a fazê-lo, sob qualquer pretexto, lembre-o que ele pode ser responsabilizado por crime de prevaricação, previsto no art. 319 do Código Penal do Código Penal (retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal). Leve esse artigo também por escrito naquele mesmo pedaço de papel. Se o Escrivão tentar barrar o seu acesso ao Delegado, faça valer os seus direitos: exija falar com o Delegado, que tem o dever de te atender e o dever de fazer cumprir a lei, principalmente porque você é quem paga o salário desses funcionários, com seus impostos.

Diga que no Brasil os animais são “sujeitos de direitos”, vez que são representados em Juízo pelo Ministério Público ou pelos representantes das sociedades protetoras de animais (§3º, art. 2º do Decreto 24.645/34) e que, se a norma federal dispôs que eles são sujeitos de direitos, é obrigação da autoridade local fazer cumprir a lei federal que protege os animais domésticos.

Como último argumento, avise-o que irá queixar-se ao: Ministério Público Federal - Procuradoria Regional da República - Rio de Janeiro (http://www.prrj.mpf.gov.br/) End.: Av. Nilo Peçanha, 23/31 - Centro - Tel: (21) 2107-9300;

Ministério Público Estadual - Rio de Janeiro - Petrópolis (http://www.mp.rj.gov.br/) End.: Rua Dr. Nelson Sá Earp, 95, sala 502 - Centro - Tel: (24) 2245-6370 e Fax: (24) 2245-6369;

Ministério da Justiça - Secretaria Nacional de Segurança Pública (www.mj.gov.br/senasp); Corregedoria da Polícia Civil (www.policiacivil.rj.gov.br/dpma);

Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente End.: Largo da Cancela, s/nº – São Cristóvão/RJ - Tel/Centrex: (21) 3399-9030/3399-9032/3399-9033e ainda, que você fará uma denúncia ao: Secretário de Segurança Pública -
Corregedoria End.: Rua da Relação, nº 42/3º Andar - Centro/RJ - Tel/Centrex: (21) 3399-3330/3399-3331/3399-3332

Aliás, carregue sempre esses telefones na sua carteira. Para tanto, anote o nome e a patente de quem o atendeu, o endereço da Delegacia, o horário e a data e faça de tudo para mandá-lo lavrar um termo de que vc esteve naquela delegacia para pedir registro de maus-tratos a animal. Se você estiver acompanhado de alguém, este alguém será sua prova testemunhal para encaminhar a queixa ao órgão público.

Se você tiver em mãos fotografias, número da placa do carro que abandonou o animal, laudo ou atestado veterinário, qualquer prova, leve para auxiliar tanto na Delegacia quanto no MP. Não tenha receio em denunciar porque você não será o autor do processo judicial, que porventura for aberto a pedido do Delegado!

Sabe por quê? Preste atenção: O Decreto 24.645/34 reza em seu artigo 1º que: “Todos os animais existentes no país são tutelados pelo Estado”; e em seu artigo 2º - parágrafo 3º, que: “Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das Sociedades Protetoras dos Animais”. Logo, uma vez concluído o inquérito para apuração do crime, ou elaborado o Termo Circunstanciado, o Delegado o encaminhará ao Juízo para abertura da competente ação, onde o Autor da ação será o Estado.

O Se o crime for contra Animais Silvestres

Animais Silvestres são todos aqueles animais pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas jurisdicionais (fonte: Renctas). Pode, também, dar ciência às autoridades policiais militares, mas, em especial, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente:

Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente(www.policiacivil.rj.gov.br/dpma)End.: Av. São Luiz Gonzaga, 275 - Realengo/RJ – Tel/Centrex: (21) 3399-9030/3399-9032/3399-9033E-mail: delegaciadomeioambiente@hotmail.com Ibama -

Procuradoria Geral no Rio de Janeiro(www.ibama.gov.br/proge)End.: Praça Quinze de Novembro, 42/7º Andar - Centro/RJ - Tel.: (21) 3077-4358 e Fax: (21) 3077-4359/21-3077-4360

Procurador-chefe: Dr. Alessandro Quintanilha Machado

Procurador Chefe - Substituto: Dr. Mauro Costa Leite


Se você for do RJ, tenha em mãos o telefone do Disque-denúncia (21)-2253-1177 que também recebe denúncias sobre maus-tratos, tráfico de animais, envenenamentos, trabalhos forçados, espetáculos que praticam abusos e maus-tratos (circos, rodeios, brigas de cães e de galos etc.).

Associações de Bairro

Uma outra dica também muito importante: Você sabia que as Associações de Bairro representam uma força associativa que pode provocar as autoridades na tomada de atitudes concretas em prol da comunidade?

Pois é, existe uma Lei de n.º 7.347, de 24.07.85, que confere a essas associações, qualificadas como entidades de função pública, ingressar em juízo na proteção dos bens públicos para preservar a qualidade de vida, inclusive com mandado de segurança (Constituição Federal, art.5º, LXX, "b") para a preservação desse bens e como a fauna é um patrimônio público, esta associação tem legitimidade para tanto.

Portanto, se o seu bairro estiver organizado em Associação, procure-a e peça que alguém o acompanhe até a Delegacia ou ao Fórum mais próximo.

Não se esqueçam também que o B.O. pode ser feito, dentro do Rio de Janeiro, pela internet, através dos sites http://www.ssp.rj.gov.br/ ou http://www.policiacivil.rj.gov.br/. Preencha o formulário de DENÚNCIA na tela do computador e, em após um espaço de tempo, a Polícia entrará em contato para a confirmação das informações prestadas. A partir daí, o B.O. estará disponível para cópia via impressora, procedimento este, também, que é muito mais demorado para determinados casos que requerem urgência.

E os cavalos?

O que fazer quando presenciar maus-tratos ou ver cavalos ou burros doentes, magros? Não chame a carrocinha. Antes, peça orientação às Sociedades Protetoras de Animais ou, ainda, informe-se melhor acessando os únicos site brasileiros totalmente destinados aos eqüinos, à sua proteção e defesa:

Em Defesa dos Equinos (http://br.geocities.com/equinosbrasil)

Pró-Vida Animal - Jegues Escravos (a página está em construção: http://www.providaanimal.hpg.ig.com.br/) Telefones Úteis: Promotoria de Defesa do Meio AmbientePorto Alegre/RS: (51) 3224-3033 São Paulo/SP: (11) 3119-9524
Batalhão Ambiental da Brigada Militar Rio Grande do Sul - (51) 3339-4568 / 3339-4219
Ministério Público Rio de Janeiro - (21) 2261-9954

Rio Grande do Sul - (51) 3224-3033 -

meioambiente@mp.rs.gov.br São Paulo - (11) 6955-4352 -

meioamb@mp.sp.gov.br Santa Catarina - (48) 229-9000 -

pgj@mp.sc.gov.br
Corregedoria da Polícia Civil São Paulo - (11) 3258-4711 / 3231-5536 / 3231-1775

Rua da Consolação, 2333
Polícia Florestal São Paulo/SP - (11) 221-8699 São José do Rio Preto/SP - (17) 234-3833 Guarujá/SP - (13) 354-2299 Birigui/SP - (18) 642-3955
IBAMA "Linha Verde" - 0800-618080

Batalhão Ambiental da Brigada Militar Rio Grande do Sul - (51) 3339-4568 / 3339-4219

domingo, 22 de março de 2009

É CRIME!

De acordo com a Lei Federal nº 9605/98 art.32, praticar ato e abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos, ou domesticados é crime. A pena de detenção é de 3 meses a 1 ano e a multa é de R$500,00 a R$2000,00.
A pena sobe de um sexto a um terço se ocorrer a morte do animal.

NOTICIÁRIO VEICULADO EM AUSTIN - TEXAS

Animais são considerados vítimas de criminosos
Especialistas dizem que há comprovadamente uma conexão entre abuso de animaiss e violência doméstica. É por essa razão que pela primeira vez, os animais estão sendo adicionados à lista anual de vítimas de crimes do condado de Travis.
Oficiais eleitos, ativistas de direitos das vítimas e grupos de defesa dos direitos animais, juntaram-se na praça central da cidade para promover a Semana Nacional dos Direitos das Vítimas de Crimes.
Cachorros vestiram bandanas roxas indicando que os animais domésticos são vítimas de abuso tanto quanto humanos.
"Todos os dias, nós temos cachorros e gatos que foram vítimas, onde sendo indesejados, eram então jogados na rua. " Dorinda Pulliam, do town Lake animal Shelter ( Abrigo de animais de town Lake) disse que, "na esperança de que alguma coisa aconteceria com eles, eles não recebiam o tratamento médico que precisavam e acabavam no abrigo, à beira da morte."
Um agente aposentado do FBI dissa a KXAN que depois de entrevistar dezenas de assassinos seriais, uma grande porcentagem deles admitia ter abusado e torturado animais quando criança.

sábado, 21 de março de 2009

PROBLEMAS COM A PELE DE GATOS E CÃES DE COR BRANCA


Se as orelhas e nariz estão sem pêlos, com escamação forte, isso é sinal de um mal da pele que afeta mais os cães e gatos brancos: a dermatite actínica. A pele, por ter pouca melanina, é afetada pelo sol - um pigmento negro que a protege dos raios solares. Mas atenção, não confundam o animal branco com o albino. No animal albino, a ausência de melanina é total, percebida pela cor clara do nariz, lábios e contorno dos olhos, rosada em vez de escura, o que aumenta mais o risco de pegar a dermatite.
Evolução da Dermatite
No cão, as lesões ocorrem nas superfícies dorsais, na face, nas narinas, pálpebras, áreas despigmentadas do plano, lábios e tronco.
As áreas predispostas são a pele despigmentada e escassamente revestida por pêlos, no flanco e parte central do abdômen de cães brancos ou parcialmente brancos, particularmente, Dálmatas e Bull Terrier brancos.
Nos primeiros estágios ocorre eritema com perda de pêlos, formação de crostas e ulceração no assoalho das narinas.
As lesões aumentam e progridem especialmente em regiões de climas quentes e no verão.
As lesões no tronco ocorrem em cães que passam longos períodos deitados sobre um dos lados, tomando banho de sol. As áreas despigmentadas, passam a apresentar queimaduras solares crônicas, com eritema, descamação e espessamento da pele.
As áreas pigmentadas não são afetadas.
Sintomas
O espessamento da pele, a ausência de pêlos, uma escamação forte, pele avermelhada, formação de coceiras, queimaduras, bolhas e nódulos.
Tratamento
As feridas com sangramento e que não cicatrizam, sinalizam uma evolução para câncer de pele, por isso, é preciso muita atenção. A prevenção é impedir o contato com o sol e passar, duas vezes ao dia, uma loção protetora com fator solar 25ou 30, que as próprias farmácias de manipulação preparam. Caso o problema apareça, o correto é levar o animal no veterinário para que se inicie o tratamento com o objetivo de evitar que se agrave, já que o câncer não tem cura e pode levar o cão ou gato à morte.

sexta-feira, 20 de março de 2009

ANIMAIS SÃO A CURA DO SÉCULO XXI




Entrevista com Dennis Turner, presidente da IAHAIO - Associação Internacional das Organizações para a Interação Homem-Animal Professor de veterinária da Universidade de Zurique, Dennis Turner defende que a companhia de cães e gatos é essencial para a qualidade de vida do homem.



De que maneira conhecer o comportamento animal ajuda a melhorar a qualidade de vida das pessoas?
Conhecer as necessidades físicas e psicológicas de cães e gatos nos permite entendê-los e tratá-los melhor. Somente animais saudáveis e felizes podem ser boas companhias para o homem e contribuir para nossa qualidade de vida. é particularmente importante salvaguardar o bem-estar do animal engajado nos programas de terapia assistida (AAT), para beneficiar grupos específicos de pessoas com vários males ou problemas. Precisamos, por exemplo, reconhecer os sinais de estresse ou agitação - bastante diferentes em cães, gatos e outros animais de companhia - para não fazer o animal "trabalhar" demais nem colocar em risco o paciente.



O senhor defende que os animais domésticos trazem benefícios para a saúde e qualidade de vida do homem. Que tipo de benefícios e como isso é possível?
De várias maneiras. Vamos tomar como exemplo um cidadão comum, quer dizer, alguém que não sofra de uma doença ou deficiência e precise de terapia. Apenas a presença do animal de estimação pode reduzir a pressão sangüínea, o que é uma das justificativas para o alto índice de sobrevivência de donos de animais um ano depois de terem sido vítimas de ataque cardíaco. A outra explicação é óbvia e vale para todos os donos responsáveis de cães interessados em prevenir doenças cardíacas: mais exercício diário por conta das caminhadas com o animal pela vizinhança. Donos de animais de estimação geralmente têm baixo nível de colesterol, um dos fatores que pode levar a um ataque do coração. Um estudo publicado pelo British Journal da Royal Society of Medicine indica que, ao adquirir um cão ou gato, o dono reclama com menos freqüência de pequenos problemas de saúde e desfruta de melhor qualidade de vida do que pessoas sem animais de estimação. Este efeito dura, no mínimo, 10 meses depois da aquisição - que foi a duração da pesquisa - para os donos de cachorros. Logo, não estamos falando de um "efeito novidade" que vale apenas para um breve período de tempo depois da aquisição do animal. Pesquisas médicas de larga escala na Austrália concluíram que donos de animais de estimação se consultam com menor freqüência com clínicos gerais e requerem menos medicação do que as pessoas sem animal de estimação. O estudo que apresentarei na 9ª Conferência mostra que o dono de gato - e o de cachorro com menos intensidade - estão menos sujeitos a gastar dinheiro com saúde do que os 'sem-animal'. Já publiquei estudos que tratam de como o gato pode reduzir sentimentos de depressão, solidão e ansiedade - sentimentos que todos nós temos mais cedo ou mais tarde sem estar clinicamente doente. Animais de companhia também se mostraram bastante prestativos para crianças tanto em casa quanto na escola. Eles aumentam a auto-estima da criança, melhoram sua integração na sala de aula, incentivam o contato social com outras crianças e aumentam sua vontade de aprender. É por isso que vamos aprovar na conferência no Rio a Declaração da IAHAIO sobre Pets na Escola. E não podemos nos esquecer da parcela da população industrializada que mais cresce: os idosos. Muitos estudos têm demonstrado a importância e os benefícios do animal de companhia na terceira idade. Quanto aos grupos de pessoas com necessidades especiais que podem receber terapia assistida por animal ou participar de atividade assistida por animal (AAA), temos estudos que comprovam a utilidade - e, na maioria dos casos, o sucesso - do animal como co-terapeuta: doentes psíquicos que não se comunicam, crianças hiperativas ou agressivas, portadores da síndrome de Down, pacientes de Alzheimer, pacientes com problemas neurológicos e deficientes físicos.



Então, se alguém quiser baixar seu nível de colesterol, a única coisa que tem a fazer é ir a uma loja, comprar um cachorro e alimentá-lo todos os dias?
Não é simples assim. Nem estamos sugerindo que a companhia - e a terapia - de animais são a solução para todos os problemas. Ter cachorro, gato, passarinhos ou um aquário em casa, na sala de espera de uma clínica ou no hospital não vai produzir os efeitos benéficos desejados - à exceção de reduzir a pressão sangüínea de quem observa os animais, incluindo o peixe nadando no aquário. Por meio de pesquisas como a que apresentaremos no Rio começamos a entender como e por que essas relações acontecem. As teorias que atraem mais a atenção são de biofilia, ligação afetiva e apoio social. Antes de qualquer benefício tangível, uma relação social verdadeira - prefiro usar parceria, no caso de um animal de estimação e seu dono - deve se desenvolver. As relações normalmente começam com a observação do parceiro e depois a interação com ele em diferentes contextos. Quanto mais se aprende sobre o parceiro durante essas interações, melhor se pode atender às vontades e necessidades e maior a afeição e o respeito.



Até que ponto uma relação homem-animal pode ser considerada saudável para ambos?
Não há um padrão e as relações dependem mais da pessoa do que do animal. Podem ser intensas - o dono faz tudo para e pelo animal - ou quase inexistentes - o dono se limita a alimentá-lo. Muitos proprietários de animais de países industrializados consideram os animais de estimação parte da família e os tratam como tal. Seja como for, relações saudáveis respeitam a dignidade do animal. Uma relação se torna anormal e até patológica quando, por exemplo, há relações sexuais com o animal ou quando se comete qualquer outro tipo de crueldade (algumas das palestras vão tratar destes tópicos). Pessoalmente, considero errado apenas alimentar o animal e deixá-lo na rua durante o dia ou à noite. Nem o dono nem o animal se beneficiam desta relação.



O cachorro pode substituir o psiquiatra ou o anti-depressivo?
Minhas pesquisas com donos de gatos demonstram que os animais podem ajudar a tirar uma pessoa de ondas de depressão ou outros humores negativos. Vamos agora estender estas pesquisas a pacientes com depressão diagnosticada clinicamente. Mas eu diria que, se selecionados corretamente - no caso de cachorro, treinados - animais podem atuar como co-terapeutas sob a supervisão da equipe médica. Eles não podem nem devem substituir o psiquiatra, o psicoterapeuta, o clínico geral, o terapeuta ocupacional, mas complementar o trabalho destes profissionais oferecendo um método terapêutico adicional. E, se no decorrer da terapia, a dose de medicamento for reduzida, tanto melhor.



O senhor pode dar exemplos bem-sucedidos de terapia assistida por animais?
Existe agora um número de livros no mercado que oferecem muitos exemplos. Lembro-me do caso de um senhor afásico em um asilo. Ele não havia pronunciado uma palavra por anos até que o lugar adotou a AAT. Primeiro ele falou com os animais - com um gato, em especial - depois com os enfermeiros e finalmente com os outros idosos. Também me recordo da primeira vez em que dei consultoria para um asilo. Selecionei dois gatinhos para morar com os idosos. Sempre via os gatos na cama de uma senhora que estava no estágio final de câncer. Passados alguns meses da sua morte, recebi uma carta da filha me agradecendo por "ter feito valer a pena os últimos meses de vida da mãe, tornando-os mais suportáveis".



Como os médicos vêem a AAT?
Médicos que atuam em consultório particulares são mais receptivos ao uso de animais como co-terapeutas do que os hospitais e as clínicas. Eles sabem da importância dos animais por intermédio de conversas com seus pacientes. A administração de hospitais e clínicas resiste a tais programas argumentado questões de higiene e barulho. Uma vez informadas de que os animais estão sob supervisão de um veterinário e são bem treinados, instituições permitem a entrada de AAA/AAT para um período de experiência. A partir daí , eles testemunham os efeitos da companhia dos animais não apenas em seus pacientes, mas na equipe e acabam aprovando a continuação do programa. Infelizmente não há estatísticas disponíveis sobre o número de clínicas, hospitais, asilos que dispõe de AAA e AAT. Mas sabemos que de 20 a 30% dos psiquiatras e psicoterapeutas envolvem animais nas suas práticas.



O primeiro curso de pós-graduação vai ser ministrado em uma universidade no Japão. A terapia assistida por animais já é considerada um novo ramo da ciência?
O interesse pelos efeitos benéficos do animal de companhia começou na década de 60, nos Estados Unidos, depois que Boris Levinson e Sam e Elisabeth Corson publicaram observações iniciais em pacientes de um hospital psiquiátrico que recebia visitas de cachorros. A pesquisa na área também começou nos Estados Unidos, mas se espalhou rapidamente no Reino Unido e na Europa continental nos anos 80. Delta Society, nos Estados Unidos, e Sociedade para Estudos de Animais de Companhia (SCAS), na Inglaterra, foram as principais organizações. Delta é reconhecida pelo programa Pet Partners, que treina voluntários, donos de cachorros, para programas de visita a instituições e agora se dedica também a treinar os "animais de serviço". Na Europa, minha instituição, IEAP, foi a primeira a oferecer programas de educação contínua para profissionais (AAT) e voluntários (AAA). AAT vai ser ofertado como curso de pós-graduação a partir de abril na Universidade de Azabu, perto de Tóquio. Universidades nos Estados Unidos começam a oferecer cursos específicos para terapeutas ocupacionais, por exemplo. Publicações das comunidades científicas e médicas trazem estudos sobre o tema. A mais importante revista da área é Anthrozoís. Conselhos de pesquisa e institutos de saúde de vários países começam a financiar pesquisas sobre o tema. O campo está estabelecido, mas há muito para que se fazer e descobrir neste século.



De acordo com o Banco Mundial, 38,4% dos brasileiros são pobres. Com tanto investimento para fazer na área social, não parece luxo para o governo se preocupar com a questão animal?
IAHAIO nunca sugeriu que o governo deveria investir dinheiro em AAT; no máximo, que deveria apoiar pesquisas na área, mas especialmente que deveria abrir portas de várias instituições públicas e privadas para AAT e AAA alterando a regulamentação para permitir a entrada dos programas se estes forem operados profissionalmente. Implementar programas de AAT e AAA envolve custos para treinar pessoas e selecionar e treinar animais. Muitos programas são coordenados por fundações, portanto isentos de impostos, com doações da indústria privada e com indivíduos para treinar voluntários e seus animais de estimação, especialmente cachorros. Mas é impossível colocar uma etiqueta com preço em um programa sem saber quais os objetivos principais e o modus operandi.



Qual a população de cães e gatos errantes no mundo? Que perigo eles representam para a sociedade?
Desconheço o número total, mas é alto especialmente nos países desenvolvidos. No Brasil, há um cachorro para cada sete humanos e 10% deste total é de animais abandonados. Não há estimativas para gatos. Animais abandonados representam um grande problema para governo e sociedade pois podem ser portadores de doenças, barulhentos e fonte de poluição. E o bem-estar destes animais também é comprometido. Por isso organizações de bem-estar animal como Sociedade Internacional para Proteção Animal (WSPA), em Londres, Sociedade Internacional Humanitária (HSI), em Washington, e Arca Brasil, entidade membro da IAHAIO, em São Paulo, se dedicam a resolver estes problemas promovendo a posse responsável, informado o público sobre a importância dos animais para nossa saúde e qualidade de vida e ensinado às crianças sobre comportamento e cuidados apropriados dos animais. A Organização Mundial da Saúde (OMS), WSPA, Arca e IAHAIO vão promover o programa de treinamento "Zoonoses e Interações Homem-Animal" em São Paulo depois da conferência no Rio, o que indica que estamos todos empenhados em resolver o problema e cães e gatos abandonados.



Qual o papel dos animais em nossa vida? Podemos dizer que eles são a cura do século 21?
Cresci com cachorros e, por conta das minhas inúmeras viagens pelo mundo, tenho apenas dois gatos que são um grande conforto para mim quando estou em casa - são como uma família. O animal de companhia não é "a" cura para todos os problemas, mas eles certamente terão um papel cada vez mais significativo em nossas vidas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

A PIOR DOR DO MUNDO


Hoje eu olhei nos olhos de um cão perdido na rua. Tarde demais para mim. Me apaixonei, estacionei o carro em qualquer lugar e corri até ele. Um mestiço de pitbull, deve ter pouco mais de 1 ano. Um olhar triste de cortar o coração e uma docilidade daquelas que até o mais ateu dos seres humanos acreditaria em Deus. Afinal, de onde vem tanto amor?

Você sente o amor nos olhos de um cão. É uma coisa impressionante. Mais impressionante ainda é imaginar que existem pessoas que os maltratam, os enxotam, transformando anjos de 4 patas em seres rejeitados, tristes, traumatizados… abandonados à nenhuma sorte, pois não nasceram com uma raça definida, não têm pedigree.
O abandono é pior do que uma doença. Muitas vezes, é o que gera uma doença fatal. É uma dor que vem de dentro pra fora, transformando uma vida que tinha tudo para dar certo em um ponto final.

O que fazer com essas criaturas que vivem pra lá e pra cá? O que eu fiz? Contei com alguns outros anjos, pessoas que Deus colocou em meu caminho e me ajudaram a resgatá-lo.Nossa cidade não oferece uma estrutura de resgate, um abrigo para cães. O que existe são pessoas altruístas que se matam para abrigar dezenas e algumas vezes centenas de animais em sua própria casa por amor. Entidades beneficentes como a AAPA e pessoas anônimas que não agem pela razão, mas pela emoção. Pode ser que o caminho seja mais difícil e complicado mas, no final das contas, é o que vale. Quando somos movidos pelo coração agimos de acordo com nossa natureza. E isso não tem erro.

Ah, pra fechar: nunca, mas nunca mesmo, confie em alguém que não goste de animais.

quarta-feira, 18 de março de 2009


CÃES JOVENS
(cachorros de todos os tamanhos até 2 anos de idade)

Nessa fase seu amigo é considerado jovem. A principal característica dele deve ser a grande energia e disposição para brincar e, algumas vezes, fazer travessuras. O mais importante é ter muita paciência e amor até que ele entenda as regras de sua nova casa (local apropriado para fazer cocô e xixi, horários de passeio etc).
Os principais cuidados nessa fase estão ligados à alimentação (ração específica para filhotes até aproximadamente 1 ano de vida), à vermifugação e à vacinação. O acompanhamento pelo médico veterinário também é muito importante para que se possa diagnosticar doenças próprias da idade, tratando-as o quanto antes.


CÃES ADULTOS
(cachorros pequenos e médios até 8 anos de idade; cachorros grandes e gigantes até os 6 anos de idade)

Seu amigo já está adulto. Nessa fase o animal atinge a maturidade e a plenitude de sua beleza e força. Os exercícios físicos freqüentes e a alimentação balanceada são o segredo para manter a saúde e o bem-estar de seu companheiro.
Mesmo que seu cachorro esteja saudável, não deixe de levá-lo ao médico veterinário no mínimo uma vez ao ano para as vacinações. Ele também pode definir qual o intervalo ideal das visitas no caso específico de seu cachorro.


CÃES IDOSOS
(cachorros pequenos e médios a partir de 9 anos de idade e os demais a partir dos 7 anos)

Seu amigão já é considerado um animal idoso. (Calma! Nós sabemos que ele está muito bem!) O que não significa que ele esteja velho. Vale lembrar que o metabolismo dos animais é diferente do nosso e, por isso, eles vivem menos e envelhecem mais rápido que nós.
Nessa fase, os animais devem ser acompanhados com muita atenção e carinho pois, em geral, necessitam de ração específica, não precisando mais de tanta proteína.

Muitas vezes, requerem também uma ajudinha para não ganhar ou perder uns quilinhos a mais. Não se esqueça de que os cuidados devem ser redobrados agora. Portanto, não deixe de levá-lo ao veterinário para um check-up anual ou semestral.

Ao contrário do que muitos imaginam, nessa fase os animais devem continuar a ser vacinados.

segunda-feira, 16 de março de 2009

MERIAL E WSPA BRASIL JUNTAS CONTRA A CINOMOSE


Com o objetivo de combater a incidência da cinomose, doença altamente contagiosa que pode afetar cachorros de todas as raças e idades, a Merial realizará nos meses de abril e maio a campanha “Cinomose Aqui Não”. Neste período, 5% do total das doses vendidas dasvacinas Recombitek® serão doadas à ong WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal.
A campanha, a ser realizada em todo o Brasil, visa chamar a atenção de donos de cachorro sobre a necessidade da vacinação anual contra a cinomose, que ainda mata milhares de cachorros no País. Os veterinários são aliados importantes dessa campanha, ao esclarecerem os donos de cachorros sobre os riscos e a prevenção dessa grave doença, contribuindo para sua eliminação.
Ao término da campanha, a WSPA Brasil irá encaminhar a vacina doada pela Merial a ongs afiliadas, que ficarão responsáveis por aplicá-la em milhares de cães de diversas regiões do país. “Além de desenvolvermos soluções como a campanha Cinomose Aqui Não, e outras para prevenção e cura de doenças, também promovemos ações que estimulam e viabilizam seu controle, repartindo esse compromisso com ongs atuantes na proteção animal”, afirma Leonardo Brandão, gerente de produto e relacionamento da área decompanhia da Merial.
Atualmente, estima-se que apenas 7 milhões de cachorros sejam vacinados todos os anos contra a cinomose, numa população estimada de 30 milhões de animais. A cinomose é uma doença grave e quase sempre fatal. Sua transmissão ocorre por meio do contato direto(secreções nasais e orais) entre os animais. Por isso, a melhor opção de combatê-la é a prevenção por meio de vacinação dos cachorros.
A cinomose é popularmente conhecida como a doença que cai os quartos. Ela pode causar diarréia e vômito, corrimento nasal e ocular, febre, falta de apetite, tiques nervosos,convulsões e paralisias.
Saiba mais em www.cinomose.com.br.
Mais informações www.cinomose.com.br ou www.wspabrasil.org, ou 0800 888 7387 .

EXISTE CACHORRO RACISTA?




Desde que eu era menina sempre ouvi dizer que existem determinados cães, e em especial determinadas raças de cães, que são racistas. Naquela época eu nunca me questionei a este respeito e eu mesma fui dona de um Pastor Alemão que, embora não pudesse ser chamado de "racista" pois sempre aceitou pessoas brancas, pretas, japonesas ou de qualquer raça, poderia ser chamado de "preconceituoso". Este cão tinha verdadeira aversão (e agressividade) com relação a mendigos e bêbados, bem como por bando de crianças barulhentas e sem camisa.
Mas será que existem mesmo cães racistas e cães que detestam determinado grupo de pessoas?
A verdade é que esta atitude agressiva não é reflexo de preconceitos como nós humanos entendemos. Mesmo que alguns cães pareçam ser mais agressivos e desconfiados com determinados grupos de pessoas, cães não gostam ou deixam de gostar mais ou menos de uma pessoa, seja ela negra, branca ou oriental, por causa de conceitos prévios a respeito de uma possível correlação entre a cor da pele e comportamento "padrão" tal como muitos humanos fazem.
Se um cão discrimina determinado grupo de pessoas é porque uma das três razões abaixo fizeram parte do seu desenvolvimento quando filhote:
1- Ele nunca teve contato ou até mesmo viu uma pessoas com estas características físicas.
Se um cão for criado apenas numa comunidade negra ele (o cão) provavelmente irá estranhar, podendo até demonstrar sinais de agressividade contra brancos. Da mesma forma cães que nunca tiveram contato com crianças, pessoas obesas ou que se utilizem de cadeira de rodas irão estranhar estes grupos.
2- O dono transmite insegurança ou desaprovação com relação a determinados tipos de pessoas.
Embora este sentimento possa ser involuntário e extremamente discreto o cão percebe e reage tentando compensar a insegurança do dono. Este era exatamente o caso do meu Pastor Alemão.
Meu cachorro era dotado de muita sensibilidade e instinto de guarda. Hoje, analisando minha relação com ele, percebo que todas as vezes que eu avistava um mendigo ou um bêbado (na época eu devia ter um 15 anos e morria de medo de ser abordada por estas pessoas) eu retesava a coleira, puxando o cachorro ainda mais para perto de mim. Não foram necessárias muitas repetições deste movimento para que o cão percebesse o meu desconforto e passasse a dar o aviso aos transeuntes, que se enquadravam neste padrão, para que não se aproximassem. Neste caso o cheiro (bebida alcóolica ou da falta de higiene corporal) eram a dica para que ele começasse a latir ameaçadoramente. Da mesma forma, na região em que eu morava, era comum que bando de meninos voltando da praia atacassem pessoas para realizar pequenos furtos ou apenas para ameaça-las e dar boa risada da cara de pavor do pobre coitado. Mais uma vez, toda vez que eu avista um destes bandos eu puxava o cachorro para junto de mim .
E mais uma vez Tiquinho (este era o nome do cão) vinha em meu socorro.
Nestes casos eu imagino que além do cheiro de praia, a algazarra dos meninos, e a maneira que eles andavam pela rua (tentado cobrir um raio suficiente para cercar as pessoas) deflagrava os instintos do meu bicho. Claro que eu não sabia o que eu estava fazendo. Eu não estava tentando ensinar ao meu cachorro a me proteger, mas sempre eu o recompensava, já que me sentia aliviada com a distancia que estas pessoas mantinham de nós. Aliás, era uma dupla recompensa: Uma quando eu acabava acariciando o cão, e outra através das pessoas que se afastavam. Eu e elas estávamos mostrando ao Tiquinho que ele estava fazendo um belíssimo trabalho e que deveria continuar se aperfeiçoando.
Em poucos meses não era preciso mais que eu visse as pessoas "indesejadas" se aproximando, nem que eu puxasse a coleira do Tiquinho. Não subestimem os sentidos de um cão (olfato, visão e audição principalmente). Bastava estas pessoas estarem a centenas de metros de nós e Tiquinho logo se arrepiava e se colocava em posição de defesa (Graças a Deus, nunca de ataque).
3- Determinados grupos de pessoas estimulam o comportamento desconfiado do cão.
As pessoas que tem medo de cachorro acabam dando o sinal de que alguma coisa está errada, mesmo quando o dono e o cão estão tranqüilos.
Foi exatamente isso que aconteceu outro dia quando eu estava treinando um Rottiweiler de 1 ano e 2 meses.
É bastante comum que quando saio para treinar cães grandes como o Rott as pessoas evitem de passar muito perto de nós. Mas num dia em especial eu vinha caminhando calmamente com este belíssimo exemplar da raça, com a coleira totalmente frouxa, já que o cão é totalmente confiável e está quase pronto para andar sem guia, quando dois jovens negros começaram a andar em direção contrária a nossa.
Lá de longe eu já havia percebido que os dois vinham se cutucando e se empurrando e, tal como eu, o cachorro também percebeu.
Desta vez tenho certeza de que não mandei nenhum sinal para o Thor. Eu estava absolutamente calma e de espírito desarmado. Também não poderia enviar nenhum sinal pela guia, já que a mesma estava passando por trás do meu pescoço antes de chegar ao cão (justamente com o propósito de eliminar o vício de corrigir o cão quando estamos preparando o animal para andar fora da guia).
Na medida quem que os rapazes se aproximavam de nós, eles mais se cutucavam e se empurravam, com um tentando manter o outro próximo da rota do cachorro, enquanto que o que era empurrado tentava escapar.
A título de verificar o temperamento do Thor, resolvi manter o meu passo e não interferir na tensão da guia. Quando estávamos quase cruzando com os rapazes o Thor começou a rosnar muito baixinho. Era quase inaudível, na verdade eu podia mais sentir a vibração do corpo dele junto a minha perna do que propriamente ouvir o rosnado dele. Imediatamente reforcei o comando para que ele se mantivesse junto a mim e não toquei na guia. Quando os rapazes estavam paralelos a nós o Thor finalmente colocou os dentes para fora e começou a latir, virando a cabeça para acompanhar os dois rapazes (que nesta hora aceleraram o passo e pararam de se cutucar), porém sem nunca se afastar do meu lado..
Comentário do rapaz que estava sendo empurrado para o amigo que ria histérica e nervosamente. "Viu seu Mané, não falei que estes cachorros não gostam de pretos?!".
Me controlando para não rir do comentário que foi dito num misto de pavor e aborrecimento dignos de comédia, parei, coloquei o Thor na posição deitada e expliquei para os dois que o cachorro não tinha nada contra a cor da pele deles. Que apenas tinha reagido à forma que os dois se aproximaram, que para o cão pareceu diferente, e portanto suspeita. Resposta dos dois: ‘A senhora pode falar o que quiser dona, mas eu é que não chego perto destes cachorros, eles não gostam de pretos e tá acabado!".
Tenho certeza que se esta experiência fosse repetida mais uma dúzia de vezes, e sempre com pessoas de pele escura, o Thor iria começar a ter uma atitude suspeita contra todos os negros, já que ele é criado por uma família branca e não costuma sair muito às ruas.
Bom, a esta altura você pode estar se perguntando: "E se alguém não gosta de judeus? É possível tornar um cachorro anti-semita?" (Se você não se perguntou isso não tem importância, estou só querendo aproveitar para esclarecer a dúvida de um aluno meu). : -)
Teoricamente não, já que não existe nenhuma característica aparente e comum a todos os judeus que o dono ou seu cão pudessem usar como forma de identificação. A não ser que a pessoa morasse num lugar onde houvesse uma comunidade ortodoxa. Aí sim, talvez, quem sabe, os cães pudessem estabelecer uma relação com as roupas escuras, os chapéus e as barbas longas que a maioria dos homens desta religião usam. Mas veja bem: Qualquer pessoa que estivesse trajando o mesmo tipo de roupa, e com as mesmas características físicas, estaria sujeita ao comportamento anti-social do cão.
E afinal de contas, qual é a vantagem de estimular o comportamento anti-social de um cão baseado apenas na aparência das pessoas? Melhor mesmo é manter os cães longe deste comportamento horroroso que alguns humanos desenvolvem.
Mais uma notinha: Este comportamento não é exclusividade de cachorros grandes. Até um poodle pode reagir da mesma maneira, mas as raças desenvolvidas geneticamente com o propósito de guarda são mais sensíveis e mais reativas do que raças de caça ou de companhia. Além disso as pessoas tendem a mostrar mais medo de cachorro grande justamente porque certas raças já possuem a fama de racistas.



Treinadora e Especialista em Comportamento Canino

Lord Cão - Treinamento de Cães Ltda.

sábado, 14 de março de 2009

DIREITOS E DEVERES DO DONO DE ANIMAIS


Conheça as leis e as regras que protegem e impõe obrigações aos donos de bichos de estimação
Pouca gente conhece as leis que regulam compra e venda, manutenção, cuidados, proteção e condução de animais domésticos em locais públicos. Faltam até mesmo advogados especializados na área. Mesmo assim, vários casos envolvendo animais renderam processos na Justiça. Os incidentes mais comuns envolvem ataques de cães. Mas há outros. No final de 1995, um veterinário carioca venceu uma batalha judicial contra uma dona-de-casa pela posse de três gatas Persas. Na mesma época, uma mulher de São Miguel Arcanjo, interior de São Paulo, foi condenada a 15 dias de prisão por manter em seu quintal seis cães e 18 gatos barulhentos. Muitos juízes decidiram permitir que animais permaneçam em apartamentos, mesmo quando as convenções dos condomínios proíbem. Uma decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina obrigou o dono de um animal a indenizar danos causados por ele a um veículo numa rodovia. Em São Paulo, há registro de um caso em que o Tribunal mandou um cidadão ressarcir a morte das galinhas do vizinho, atacadas por seu cachorro.

Para ajudar os leitores, que em várias cartas e telefonemas à redação manifestam constantemente dúvidas sobre o que é ou não direito, Cães & Cia encomendou uma pesquisa sobre o assunto às advogadas Mônica Vieira e Silvia Graziano, sócias de escritório de advocacia que presta consultoria jurídica em São Paulo. Acompanhe, a seguir, as orientações delas. Mas lembre-se: conhecer as leis ajuda mas, na maioria das vezes, o bom senso ainda é o melhor conselheiro, e deve ser seguido por quem ama seu animal, luta pelos seus direitos e quer ser um cidadão responsável e consciente de suas obrigações.


NAS COMPRAS
A compra de um animal de estimação dificilmente vem acompanhada de um contrato, e mesmo quando vem, nem sempre as cláusulas obedecem as leis vigentes. Em nível federal, as regras que regulam direitos e deveres nas transações estão no Código Civil (Artigos 1122 a 1163). Em resumo, determinam que o contrato é bilateral e deve ser formulado de acordo com a vontade de ambas as partes, "sob pena de ser considerado viciado e passível de anulação". Os artigos garantem o direito de rescisão do contrato e ressarcimento de perdas e danos quando o comprador compra uma coisa e recebe outra. Por exemplo, adquire um Poodle Toy (o menor dos Poodles) e ele cresce mais que um Sheepdog. Determinam, também, que todos os riscos pelo produto vendido são do vendedor até a entrega e obriga-o a responder por "vícios ocultos" - aqueles que se manifestam depois da entrega, mas foram adquiridos antes.
Além do Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), também federal, veio para garantir os direitos dos compradores. Segundo Silvia, um de seus maiores avanços está no Artigo 49, que dá ao comprador o direito de arrependimento quando a compra é feita sem ver o animal, como por exemplo, uma encomenda em uma feira com entrega posterior, ou de um criador de outra cidade. Esse direito deve ser exercido em, no máximo, sete dias após a entrega. Assim, uma cláusula recusando-se a aceitar o animal de volta, é totalmente ilegal.
Tanto o Código Civil quanto a Lei de Defesa do Consumidor são soberanos à maioria das cláusulas desses contratos. Mas as que não desobedecerem essas leis são legalmente válidas. "Nesses casos, assinou está assinado", alerta Silvia. Por isso, é importante ler o contrato com atenção.
Sempre há a chance de discutir um contrato na Justiça. Mas quem decidir entrar com processo deve reunir provas suficientes para convencer os juízes de que está com a razão e precisa recorrer a um advogado, o que pode custar caro e demorar muito. Por isso, é sempre preferível tentar um acordo amigável. Tanto em um acordo como em uma ação, quanto maior o número de provas, maiores as chances de convencer o vendedor ou o juiz, e o resultado ser favorável ao comprador.
Se surgir algum contratempo - como o animal ficar doente ou mesmo morrer - o mais comum é a reposição com outro animal e não a devolução do dinheiro. Segundo Silvia, porém, essa prática é discutível. "Um animal é único, não pode ser reposto como um automóvel", avalia. Brigas judiciais envolvendo essa questão e reclamações junto ao Procon não são freqüentes. Mas existem. No ano passado, o Procon paulistano registrou cerca de 20 casos, todos com cachorros. A técnica da área de Saúde do Procon, Tulia Malena, conta que a maioria foi referente a mortes por viroses. "Nesses casos, o melhor é pedir o dinheiro de volta, inclusive o gasto com o tratamento veterinário", diz Tulia. "Quando o consumidor tem razão, a vitória é rápida e certa", garante ela. A defesa é feita com base em laudo de necrópsia para comprovar que a doença foi adquirida antes da compra.
O comprador se previne combinando, por escrito, a solução para possíveis problemas. Se o criador tem um modelo de contrato, o cliente pode propor a inclusão de cláusulas complementares. Por exemplo: se o animal é registrado em uma entidade, o vendedor deve se comprometer a entregar a documentação num determinado prazo, ou a provar que o pedido de registro foi feito. "Há pelo menos dois canis em São Paulo que são freqüente alvo de denúncias desse tipo", afirma Tulia.
Quando os cãezinhos nascem, o criador deve registrá-los num Kennel (tem 90 dias para fazer isso). Recebe, então, um protocolo - chamado "tarjeta" pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) -, comprovando a entrada do pedido de registro. A partir daí, no prazo de dois meses, a CBKC emite o pedigree (atestado de que o cão é de raça), que fica à disposição no Kennel. O comprador deve exigir a tarjeta, única prova de que foi pedido o pedigree. É obrigação do criador, fornecê-la. Se o criador não pediu a tarjeta, o comprador deve exigir que o faça. O comprador, nesse caso, não deve levar o cão enquanto o vendedor não tiver a tarjeta em mãos (é expedida no ato do pedido, pelo Kennel) ou exigir a sua entrega em contrato. Se a documentação é prometida e não entregue, configura-se uma tentativa de estelionato. O vendedor é passível de enquadramento por publicidade enganosa (Artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor), que dá detenção de um a seis meses ou multa. Nesse caso, é possível conseguir um abatimento no preço pago e ficar com o animal ou devolvê-lo e obter o ressarcimento total. Somente com a tarjeta em mãos, o comprador poderá retirar o pedigree no Kennel.


ERRO MÉDICO
A morte de um animal ou o dano irreversível por um eventual tratamento veterinário incorreto, pode levar o dono a tomar duas providências. Uma é relatar o ocorrido ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de seu Estado, por escrito, com o maior número de evidências possível (como testemunhas, exames e laudos de outros veterinários). A outra é entrar com uma ação na Justiça para indenização por perdas e danos. No primeiro caso, o objetivo é penalizar o mau profissional. A carta é analisada pelo presidente do Conselho, que decide encaminhar a denúncia ou não ao Conselho de Ética, que convocará o profissional e o reclamante para darem explicações. O veterinário tem direito a defesa, e será punido ou, até, terá seu registro cassado se for provada sua culpa..


LOCAL PÚBLICO
Shopping centers, parques, restaurantes, praças, transportes coletivos, clubes, praias... afinal, bicho pode ou não freqüentá-los? Depende. O acesso a esses locais é regulamentado pelos municípios e, portanto, varia de cidade para cidade. O advogado especializado em Direito Civil, Eronildes Santana de Oliveira, recomenda que o dono de animais se informe na Secretaria de Saúde da sua cidade. Em São Paulo, por exemplo, a lei de Controle de Zoonoses, de 22/4/1987, em seu Artigo 30, proíbe a permanência de animais em locais "públicos ou privados de uso coletivo". A Lei excetua os recintos "legal e apropriadamente instalados, destinados a venda, treinamento, exibição e competições". As administrações de alguns parques e de pelo menos dois grandes shopping centers paulistanos permitem a entrada de cães e gatos. Segundo Eronildes, há uma diferença entre permanência, que é proibida, e circulação. "Apenas passear com um animal nesses locais não constitui infração", entende.
Um mandado de segurança pode garantir o direito de ficar, ir e vir livremente com seu bicho. Dá trabalho, mas é possível. Esse recurso é muito útil para quem depende do animal, como um cão-guia no caso de deficientes físicos ou visuais. Nos locais públicos onde a presença de animais é permitida, é recomendável que o proprietário conduza seus animais de estimação com responsabilidade. E, se vier a acontecer um acidente, poderá demonstrar ao juiz que foi cauteloso e procurou evitá-lo ao máximo. A vacinação anti-rábica anual é obrigatória e pode ser comprovada por qualquer documento que a ateste, expedido em campanhas públicas ou pelo veterinário. É importante a condução de cães com guia e coleira. Muitos municípios têm legislação definindo esse tipo de cuidado.
Animais que representem ameaça à segurança das pessoas também são alvo das leis. A legislação paulistana obriga o uso de focinheira em cães "perigosos" e sua condução por pessoa com idade e força para controlá-los. Em Porto Alegre, a lei simplesmente não aceita que animais assim circulem entre a população.De nível federal, o Artigo 1.527 do Código Civil atribui responsabilidade ao dono de um animal que cause acidentes, a menos que prove que o guardava e vigiava com cuidado; que foi provocado por outro; que houve imprudência da vítima ou que houve interferência de "motivos de força maior" (como fuga de cão bravo, em caso de enchente ou terremoto). Mas há decisões que mostram que os juízes podem não ser condescendentes. Por exemplo: um deles decidiu que donos de canis são sempre obrigados a reparar danos causados por seus animais. Em um caso envolvendo um Dobermann, um juiz determinou que "alguém que assume o risco de possuir um cão dessa raça deve responder por todo e qualquer dano causado pelo cachorro". Quando o animal é comprovadamente manso, a defesa fica mais fácil. Foi o que aconteceu com um caso julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.Segundo o juiz, o cão que atacou um menino nada tinha de perigoso, já que morava num sítio freqüentado por dezenas de crianças, alunas de uma escola da vizinhança. "Se é certo que o animal mordeu um menino, o que transparece nos autos é que este o provocou", concluiu, absolvendo o dono. Já o Decreto-Lei 3.688 de 3/10/41, mais conhecido como Lei das Contravenções Penais, determina pena de prisão simples, de dez dias a dois meses, a quem incorrer em omissão de cautela na guarda ou condução de animais. "O Judiciário vem entendendo que basta o risco, a simples ameaça, para que a contravenção seja caracterizada", lembra Mônica. Normalmente, cães não são considerados pelos Tribunais como animais perigosos. A exceção fica por conta das raças de guarda. Segundo decisão de um Tribunal de São Paulo e de outro de Santa Catarina, são educadas para a agressão e, portanto, tornam-se indiscutivelmente perigosas. Mas a advogada levantou um caso em que o Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo deu ganho ao dono de um cão de guarda que atacou um intruso em sua casa. "O juiz entendeu que houve imprudência da vítima, pois havia ali alertas quanto à presença do animal", diz. Por isso é que os proprietários de animais bravos devem alertar sobre a existência deles, com placas visíveis da rua. Na cidade de São Paulo, uma lei obriga esse procedimento (Lei 10.876/90). O mesmo ocorre em Porto Alegre (Lei 6.831/91). O advogado Eronildes lembra que em São Paulo, o Decreto Municipal 19.483 de 17/2/84, determina que os cães devem ser registrados no Centro de Controle de Zoonoses para permitir a localização do proprietário, se o cão for eventualmente recolhido pela "carrocinha", por meio de uma plaquinha com um número de identificação. O dono recebe também uma carteirinha de identidade. Os dados devem ser sempre mantidos atualizados, pois caso o Centro não consiga localizar o dono, o cão será sacrificado depois de doze dias, se até lá não tiver sido adotado ou retirado pelo dono (se não tiver plaquinha, o sacrifício é feito em três dias).


CONDOMÍNIOS
Normalmente, quem tem um animal em apartamentos não costuma deparar com questões como as relacionadas a cães bravos, pois dificilmente opta por um animal de grande porte e de guarda. Mas pode esbarrar na intolerância dos vizinhos, nas convenções de condomínio ou numa eventual inadequação do animal a espaços pequenos. "Antigamente era comum os estatutos proibirem animais, mas a quantidade de ações vitoriosas na Justiça provou que esse arbítrio é totalmente ilegal", afirma Silvia. Em São Paulo, por exemplo, a Lei 10.309 (Art. 17) de 22/4/87 determina: "A manutenção de animais em edifícios condominiais será regulamentada pelas respectivas convenções". Porém, a Lei Federal 4.591/64, em seu Artigo 19, diz: "cada condômino tem o direito de usar e fruir com exclusividade de sua unidade autônoma, segundo suas conveniências e interesses, condicionadas umas às outras às normas de boa vizinhança". As sociedades protetoras dos animais tiveram um papel fundamental na divulgação das sentenças favoráveis aos proprietários, o que levou a maioria dos condomínios a abolir essa cláusula de seus estatutos. A jurisprudência garante a permanência de animais de pequeno porte. Os maiores podem ser alvo de discussão, mas a decisão depende do entendimento do juiz em relação aos possíveis prejuízos causados pelo animal. Segundo Silvia, tanto a Constituição quanto o Código Civil garantem ao dono o direito de propriedade. Se o animal está com o dono há mais de seis meses, é direito adquirido. O que não se pode discutir é a autoridade dos condomínios em legislar sobre as áreas coletivas. O condomínio pode proibir um cãozinho de passear nos jardins do prédio, ou de andar no elevador, mas não de morar com seus donos. Da mesma forma, a presença de animais inconvenientes, que perturbem a ordem, a higiene e o sono dos outros moradores pode ser questionada. E isso independe do porte do animal. Um papagaio pode incomodar mais do que um cachorro, por exemplo, e se prejudicar a norma da boa vizinhança pode ser impedido de permanecer. Nesse caso, o próprio dono deve tomar providências por uma questão de respeito e cidadania, e não esperar por processos judiciais. "Mas se a presença do animal não viola as leis, ele pode ser mantido a despeito dos protestos do síndico ou dos vizinhos", diz Silvia. Quem tem animais na zona urbana também precisa observar as leis que determinam a quantidade máxima permitida por residência. No município de São Paulo, por exemplo, a Lei 10.309, (Art. 29), permite até dez animais adultos, considerando cães e gatos juntos.


SAÚDE PÚBLICA
Uma obrigação nem sempre cumprida à risca pelos donos, diz respeito a questões de higiene, limpeza e saúde pública. Cocô na rua é proibido - se o cão usar o passeio público como banheiro, o dono deve limpar. Em São Paulo, a Lei do Controle de Zoonoses estabelece multa aos infratores, mas a falta de fiscais faz com que a lei seja desobedecida. Não apenas essa lei, mas também a Lei Estadual (de São Paulo) 40.400, de 24/10/95 - que regula o funcionamento e manutenção de estabelecimentos veterinários (nos quais estão incluídos, além dos locais que cuidam da saúde dos bichos, canis, circos e outros), que foi alvo de reportagem de Cães & Cia, na edição 208, também corre o risco de não ser respeitada, pelo mesmo motivo. Entre outras coisas, essa lei obriga os estabelecimentos a ter registro no CRMV, veterinário responsável e alvará da Prefeitura para funcionar. O veterinário encarregado do Centro de Vigilância Sanitária do Estado, Olympio Geraldo Gomes, admitiu esse problema à revista em setembro último. Para ele, é preciso contar com a colaboração de todos para que as regras sejam cumpridas e epidemias, maustratos aos animais e desrespeito aos consumidores sejam evitados.
Agradecemos aos entrevistados e à revisão técnica feita pela advogada Silvia Graziano; pelo advogado Eronildes Santana de Oliveira; por Tulia Malena, técnica da área de Saúde do Procon e Ximena Contrera, assessora de Imprensa do Procon (São Paulo) e Silvia Canzian, presidente do Kennel Clube do ABC. Reportagem e texto: Léa de Lucca.Responsável pelo Site Cães & Cia OnLine: InterCat - ICQ: 6965492

sexta-feira, 13 de março de 2009

VIOLÊNCIA CONTRA HUMANOS E ANIMAIS: UM VÍNCULO IMPORTANTE



Avaliação:
O Vínculo como é denominado na Campanha da Associação Humanitária Americana contra a violência, é a conexão entre o abuso animal e a violência contra as pessoas. As informações relatadas abaixo provam esta conexão. São exemplos assustadores:
- "...uma criança que aprende agressão contra criaturas vivas, tem mais possibilidade de estuprar, ferir e matar os outros humanos quando adulto." (Kellert & Felthous, 1985).
- "Em 88% das famílias (que utilizam serviços) da Divisão de Apoio à Mocidade e Família de N.J., onde o abuso físico aconteceu, também houve o abuso dos animais da casa. Em dois terços dos casos,o pai ou a mãe feriram ou mataram o animal para disciplinar a criança." (Deviney, Dickert & Lockwood, 1983).

- Um estudo de 28 criminosos condenados por homicídios e crimes sexuais, descobriu que a existência de crueldade contra os animais era de 36% na infância, e 46% na adolescência. (Ressler Burgess & o Douglas, 1988).
- Hellman e Backman notaram a associação frequente entre violência criminal na maioridade e uma tríade de sintomas: enurese excessiva ateamento de fogo e abuso de animais durante a infância . Os perfis de assassinos seriais, de acordo com o FBI, incluem histórias de maus tratos à animais.
- Eric Smith de 12 anos, estrangulou o gato do vizinho com uma mangueira de jardim , ato que foi considerado uma brincadeira. Um ano depois, ele assassinou Derrick Robie, de 4 anos. (Denver post, Associate Press, 1993).
- Jeffrey Dahmer empalou rãse gatos, decaptou um cachorro quando criança. Quando adulto, matou e desmembrou 17 pessoas (vários relatórios de mídia).
- Brenda Spencer incendiou os rabos de cães e gatos quando criança. Quando adulta, disparou 40 tiros nas crianças da Escola de San Diego, matando 2 e ferindo 9.
- David Berkowitz matou vários animais dos vizinhos na juventude. Ao crescer, se tornou "o assassino da cidade de Nova YorK".
- Quando o júri deliberou a pena de morte para o pedófilo e assassino de crianças Jesse K. Timmendequas, cujos crimes foram o incentivo para a criação da lei Megan, os advogados alegaram que Jesse suportara abuso sexual por vários anos na infância durante a qual animais da amília foram torturados na frente dele para assegurar seu silêncio.New York times,1997
Protegendo as crianças e os animais: programa para um futuro não violento
Todos os anos, mais de um milhão de crianças são nacionalmente confirmadas como vítimas de abuso ou negligência nos EUA. Ao mesmo tempo, milhares de nossos companheiros animais também são vítimas da crueldade. Em 15 de setembro de 1992, na Virgínia, Estados Unidos, a Associação Humanitária Americana realizou o primeiro seminário para abordar o assunto.Entre os participantes, estavam profissionais de proteção animal, advogados, pediatras, enfermeiras, teólogos, professores, psicólogos, repórters, veterinários, promotores públicos, assistentes sociais e pesquisadores.
Educando o público
A AHA publicou vários artigos sobre o Vínculo no Advocate e Shoptalk e criou publicações que descrevem vários aspectos sobre o vínculo. Todo o exemplar de junho de 1997, Protecting Children (Protegendo as crianças), também exibiu artigos sobre o Vínculo. Além disso, os membros do AHA contribuíram em artigos e enviaram textos relativos ao assunto para revistas nacionais.
Defendendo
A AHA tomou várias iniciativas a fim de defender sua teoria, defender as crianças e os animais:
- Trabalhou com legislaturas estatais locais através de testemunho congressional e advocacia legislativa para fortalecer as penas para crueldade contra animais em cidades dos Estados Unidos.
- Publicou um "Kit de Crueldade" que contêm instruções específicas para que a violência contra animais seja levada à serio.
- Trabalhou em San Diego para apoiar a legislação que exigem que os assistentes sociais se tornem fiscais da crueldade e controle animal e do abuso infantil.
- Conduziu o treinamento em vários estados para o reconhecimento e denúncia do abuso de crianças para oficiais de controle animal.
- Realizou vários fóruns comunitários em estados diferentes sobre os assuntos envolvidos na compreensão dos vínculos entre a violência doméstica, abuso de crianças, delinqüencia juvenil e crueldade contra animais.
A AHA recomenda
- mais pesquisas nos vínculos entre o abuso de crianças, violência doméstica, crueldade contra animais.
-Inclusão de assistentes sociais como fiscais da crueldade contra animais e profissionais do bem estar animal como fiscais infantis.
- Estatutos contra a violência à que animais são submetidos , mais duros e com penas maiores incluindo tratamento de saúde mental obrigatório para os infratores.
- Inclusão das informações sobre crueldade contra o animal dos condenados para o julgamento dos criminosos.
Quem é a AHA
A AHA ou Associação Humanitária Americana é uma líder nacional na identificação e prevenção das causas de abusos e negligência infantil e animal. Fornece advogados, treinamento, pesquisa, ajuda técnica e outros serviços na àrea de proteçãoinfantil e animal.A Atuação nacional da AHA se faz por filiais e indivíduos e tem como objetivo ensinar, defender e praticar a compaixão e empatia para crianças e animais, a fim de produzir uma sociedade mais compassiva, menos violenta. Vamos trazer para o Brasil essa idéia!