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MEU ANIMAL AMIGO: A PELE DO CÃO

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A PELE DO CÃO

A pele é o maior órgão do corpo canino. Exerce funções vitais para o indivíduo como proteção mecânica; regulação térmica; armazenamento de vitaminas, água; gorduras, proteínas e carboidratos; primeira barreira de proteção contra patógenos externos; produção de melanina pelos melanócitos filtrando os raios solares nocivos; entre outras.
A pele é composta por epiderme; derme; folículo piloso e glândulas: sebáceas e sudoríparas.
É importante ressaltar que existem diferenças marcantes entre a pele canina e a pele humana:
* Número de camadas:
cão: em torno de 5;
homem: em torno de 15
*Glândulas sudoríparas exócrinas (excretoras):
cão: concentradas apenas no plano nasal e coxins palmares e plantares
homem: em toda superfície cutânea
*PH:
cão: em torno de 5,5
homem: em torno 7,0
* Crescimento do pêlo:
cão: em ciclos
homem: crescimento contínuo
* Renovação celular:
cão: em torno de 20d
homem: em torno de 28d
De maneira geral, pode-se dizer que a pele canina é mais sensível que a pele humana, e que produtos humanos mesmo que neutros são contra indicados para o uso rotineiro em cães.
Assim como os outros órgãos do corpo, a pele possui mecanismos intrínsecos de defesa, que vão desde a presença de pêlos, glândulas sebáceas, fatores humorais e celulares a existência de uma flora de microorganismos (bactérias, fungos, ácaros) saprófitas (inofensivos) que vivem em equilíbrio e agem como uma barreira de proteção à microorganismos patogênicos. Mudança nesta condição, por menor que seja promoverá crescimento da flora patogênica local, perda da integridade da barreira de proteção e aparecimento de lesões cutâneas.
Fatores como: variedade racial; alimentação; clima; cruzamentos indevidos; ambiente domiciliar; presença de parasitas externos; entre outros, predispõem o aparecimento de distúrbios cutâneos diversos.
Raças originárias de países de climas temperados ou frios como São Bernardo; Chow-Chow; Akitas, etc, sofrem alterações orgânicas diversas a fim de se adaptarem ao clima tropical do Brasil.
A alimentação não apropriada às necessidades individuais, rações não específicas para determinado padrão racial ou faixa etária; alimentação caseira; petiscos diversos ( pães; doces, etc) criam uma condição de desequilíbrio nutricional no qual a pele é o primeiro órgão afetado.
O ambiente domiciliar contribui igualmente para o aparecimento de dermatopatias, uma vez que cada vez mais estreita-se o contato homem-animal de estimação, ficando o último mais exposto a alérgenos domiciliares (perfumes; tapetes; material de limpeza, etc), e a alterações alimentares. Cruzamentos indevidos, como por exemplo cruzamentos consanguíneos (entre parentes) no intuito de exaltar características desejáveis de determinadas raças, acabam potencializando na mesma proporção o surgimento ou propagação de patologias de caráter hereditário: demodicose; determinados processos alérgicos; patologias auto imunes, etc
Resumindo, tais fatores isolados ou em conjunto promovem um desequilíbrio nos mecanismos de defesa dérmicos o que facilita o aparecimento de dermatopatias cada vez mais incidiosas e de difícil controle e/ou tratamento.
O animal deve ser encaminhado a um profissional capacitado diante do mais discreto sinal dermatológico para que sejam feitos exames complementares a fim de se estabelecer um diagnóstico e um plano terapêutico específico, focado na causa primária do processo

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