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MEU ANIMAL AMIGO: Fevereiro 2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

DICAS SOBRE NUTRIÇÃO CANINA


POR QUE ALIMENTAR SEU CÃO COM RAÇÃO?
O cão é um animal que tem carências nutricionais diferentes das nossas, por isso sua dieta deve ser direcionada a atender essas necessidades. Quando alimentamos os cães com comida caseira, na grande maioria das vezes (quase sempre), não promovemos uma nutrição adequada. Por mais "sem graça" que possa parecer, a ração é, nesta maioria dos casos, a melhor opção. Por quê?
Podemos dar alguns argumentos favoráveis ao uso de ração ao invés de comida caseira:

1. NECESSIDADES DO CÃO
- Por mais variada que seja a comida do Rex, não conseguimos oferecer-lhe uma dieta completa e balanceada. Mesmo dando carne, legumes e ovos, ainda assim não conseguimos balancear esta ração; e macarrão, arroz e fubá não são comida de cachorro.
2. A PRATICIDADE
- Hoje em dia poucas pessoas têm tempo para fazer seu próprio almoço, muito menos a comida do cachorro. Para comprovar, basta-se observar que as vendas de comida congelada e desidratada têm aumentado de maneira significativa.
3. O CUSTO
- Se colocarmos na ponta do lápis a despesa na elaboração de uma dieta para um cão, com: carne, ovos, legumes, complementos vitamínicos e minerais, e o trabalho que teremos adicionando cada ingrediente na medida certa para equilibrá-la. Comparado ao custo diário da alimentação a base de ração. Sem dúvida, a opção mais econômica será a ração (mesmo se esta for uma super-premium importada).

ONDE ESTÁ A DIFERENÇA?
Nossos amigos peludos têm sua origem em outros canídeos selvagens, como os lobos, os chacais, os cachorros-do-mato...
Estes animais, em vida livre, alimentam-se basicamente do que conseguem caçar ou, mais freqüentemente, das sobras de outros predadores (leões, leopardos...). E foi por este hábito que, os cães primitivos, se aproximaram dos homens primitivos, visto que o homem sempre foi um caçador até aprender a plantar e colher. Quando um canídeo se alimenta, come a carne, o pelo, a pele, os ossos, as vísceras e até o conteúdo intestinal das presas. E, respondendo à pergunta, o bom e velho Rex, precisa de uma dieta tão variada quanto a de seus parentes de vida livre, para que tenha uma vida saudável.

O QUE COMPRAR?
No Brasil, hoje, temos diversos tipos de ração com qualidades diferentes. Para facilitar o entendimento, vamos classificá-los em três grupos.
a) Rações Populares - São produtos mais baratos que existem no comércio. Normalmente, formuladas com subprodutos de milho, soja, farelo de algodão, etc. Tais ingredientes na ração de uma vaca, ou de um cavalo, seriam de excelente digestão, mas, voltando àquela historinha, nosso amigo é um carnívoro e precisa de proteína de origem animal, pronta a ser assimilada pelo seu organismo.
OBS.: Os vegetarianos de quatro patas têm a capacidade de transformar proteínas e carboidratos de baixa qualidade em "produtos mais nobres". Os cães e gatos precisam dos produtos nobres já prontos.
b) Rações "Standard" - São produtos de empresas de renome, na maioria das vezes, buscam através da mídia uma fatia maior do mercado consumidor. Por serem produtos de empresas maiores, têm um compromisso maior com a sua qualidade e são formuladas com ingredientes qualitativamente melhores que as rações populares. Contêm farinha de carne e ossos, glútem de milho, gordura animal, etc. Porém ainda não são "ideais" quanto à digestibilidade, porque se alcança o percentual de proteína com ingredientes de menor digestibilidade como a soja ou o glúten. Quanto ao custo, estão numa faixa intermediária de preços.
c) Rações Premium e Super Premium - São produtos de primeira qualidade, em nutrição canina, por isso mais caros. Têm sua formulação baseada em carne de frango, ovelha, peru... Porém, realmente carne, ou resíduos de abatedouro, como digestas de frango por exemplo. Tais ingredientes, de origem animal, têm maior digestibilidade, ou seja, o trato digestivo canino tem menos "trabalho" para metabolizá-los. Esta é outra característica das rações premium, como a digestibilidade é maior, o consumo diário de ração é menor (o que ameniza o preço da ração). Promovem, ainda, uma vida mais saudável. e reduzem o volume das fezes do animal. As Rações super premium são assim classificadas a partir de um certo percentual de digestibilidade, o que pode variar de acordo com os interesses dos fabricantes, pois não há um "padrão" neste sentido. Como consumidor, para saber se a ração é de alta digestibilidade, ou não, basta analisar na embalagem os ingredientes que compõem a ração. As fontes proteicas devem ser de origem animal (carne de frango, carne de peru, digestas de frango, carne de ovelha, ovos, etc.). E as fontes de gordura também, ou pelo menos óleos vegetais nobres como, por exemplo, óleo de linhaça. Fontes proteicas vegetais como soja, glúten, etc. não têm alta digestibilidade. É bom desconfiar de produtos que têm em sua relação de componentes coisas como "carne de aves" (urubú também é ave / e de que parte da ave estão falando? Pena e bico são proteína pura e de baixíssima digestibilidade). O que pode aumentar a digestibilidade da ração é a presença de fibras de moderada fermentação (p.ex. polpa de beterraba branca), que aumenta a eficiência absortiva dos enterócitos. Outro ingrediente que melhora a digestibilidade são os F.O.S. (fruto oligo sacarídeos), que alimentam a microbiota intestinal, ou seja, beneficia o crescimento de "boas bactérias" no intestino, o que leva a uma melhor fermentação do bolo alimentar.
Resumindo, quando compramos uma ração para o amigo peludo, devemos estar atentos aos níveis de garantia (percentuais de proteína, gordura, etc. ) e a qualidade dos ingredientes. Por exemplo, uma ração para cachorro deve ter, no mínimo, 18% de proteína. O que é relativo porque carne é fonte de proteína e pena da galinha também. Carne é bem mais digerível que pena. Outro detalhe é o equilíbrio entre percentuais de proteína e gordura. Não é eficiente uma ração com 30% de proteína e 8% de gordura, nem outra com 18% de proteína e 20% de gordura. Um quarto grupo de rações pode ser citado, as rações terapêuticas. Têm indicação clínica sendo auxiliares no tratamento de diversas enfermidades. Seu uso deve obedecer aos critérios do Médico Veterinário responsável pelo cão.

ALGUNS CONSELHOS
- Cadelas gestantes devem comer rações de filhote a partir do 30º dia até o fim da lactação. Esta prática reduz a chance de ocorrerem problemas futuros com a cadela prenhe. Além de aumentar sua vida reprodutiva.
- Os filhotes devem comer ração de filhote até atingir o tamanho adulto (o que varia de raça para raça )
- Cães de raças grandes devem receber dieta adequada, sem exageros, para um crescimento equilibrado e uniforme. Uma dieta reforçada demais pode trazer problemas de "calcificações indesejadas" no futuro.
- Os cães precisam de abrasão para seus dentes, portanto ofereça o que ele possa usar para isso. Esta medida é profilática a formação de tártaro, o que pode causar até a morte de seu cão. Por exemplo: o cão deve ter cotidianamente um osso, ou um brinquedo rígido, ou qualquer outro artifício para "escovar" seus dentes. Esta necessidade diminui à medida que o cão se alimenta apenas e tão somente de ração seca.
- Evite oferecer ao Rex petiscos do tipo: biscoito humano, pão, chocolate, pipoca... mesmo que ele goste muito. Estes alimentos estão freqüentemente envolvidos em casos de alergias alimentares, assim como macarrão, fubá e outros alimentos à base de amido. Essas alergias alimentares têm quadros variados que vão de simples coceira até feridas na pele e febre.
- A oferta de carne somente pode levar o cão problemas de raquitismo nutricional por causa do desequilíbrio entre Cálcio e Fósforo que ocorre em animais com este tipo de dieta.
- Uma ração de qualidade comprovada, preferencialmente as do tipo "premium", dispensam qualquer outra suplementação mineral ou vitamínica. E se for seca reduz a incidência de tártaro, dispensando, por vezes, o uso de abrasivos.
- Seu cão dificilmente enjoa da ração, simplesmente ele está satisfeito e não quer comer. Se ele está brincando normalmente, com sua vitalidade natural e ficar um dia ou outro sem comer não se assuste, permaneça oferecendo a mesma ração que você conscientemente escolheu para ele.
- Não existe ração ideal para todos os cães. Cada animal reage de uma maneira diferente. Tem cães que se adaptam perfeitamente a rações populares e outros que não se adaptam às super-premium. Por isso, a melhor pessoa para orientar sobre qual é a melhor opção de ração para cada cão é o médico veterinário que acompanha sua saúde. Ele é capaz de avaliar os parâmetros corretos e saber se a dieta é satisfatória para cada cão especificamente.
Guilherme Soaresmédico veterinário

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CACHORRO SABE SE COMUNICAR COM O OLHAR



O cachorro aprendeu a olhar com seu melhor amigo

Os cachorros aprenderam a se comunicar com o olhar, como os humanos, depois de 15 mil anos de convivência e domesticação, segundo uma pesquisa feita na Hungria.

Adam Miklosi e seus colegas da Universidade Eotvos, de Budapeste, compararam a resposta de cachorros e de lobos (seus ancestrais genéticos) a ações humanas.

Os resultados mostram que tanto lobos domesticados quanto cachorros conseguem encontrar comida indicada com a mão por um ser humano, mas a performance dos cachorros é melhor do que a dos lobos.

Confrontados com uma situação em que não conseguem alcançar a comida, no entanto, os cachorros olham para o humano à espera de uma resposta, enquanto os lobos olham para baixo e tentam descobrir uma forma de alcançá-la.

'Tipicamente humano'

Esse tipo de comportamento, com o contato "olho no olho", é considerado pelo grupo de pesquisadores como "tipicamente humano". No entanto, esse comportamento não é imitado nem mesmo por nossos parentes mais próximos, os chimpanzés.

Segundo as conclusões do trabalho, publicado na revista Current Biology, "a prontidão dos cachorros em olhar para o rosto humano levou a uma forma complexa de comunicação entre homens e cachorros que não pode ser obtida com lobos, por mais que tenham sido domesticados".

O organizador da pesquisa, Adam Miklosi, comenta: "Eu não diria que os cachorros são mais inteligentes, mas que eles têm uma inteligência diferente".

"Eles são justamente considerados animais 'bobos' por serem providos pelos humanos. Mas nós achamos que os cachorros se adaptaram ao ser humano e desenvolveram novas habilidades para sobreviver com ele", afirmou

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

OS ANIMAIS NO MUNDO ESPIRITUAL

Uma análise sobre como ocorre o processo evolutivo e reencarnatório no reino animal.
Na literatura espírita, encontramos com bastante freqüência alusões a figuras de animais no plano espiritual. Por exemplo, Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o "dirigente das trevas" como sendo visto quase sempre montado em animais. Brota imediatamente em nossa mente a pergunta: Qual a natureza desses animais?
Também André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de "trenós" (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), e assim por diante.
Realmente, identificar a natureza dessas figuras de animais no plano espiritual não é tarefa fácil. Alguns casos são de mais direto entendimento.
Assim, em A Gênese lê-se que "o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avaro manejará o ouro..., um trabalhador o seu arado e seus bois... "Esses bois, portanto, não são animais propriamente ditos, mas, criações fluídicas, formas-pensamento.
Em outras situações, em que são vistos animais ou sentido a sua presença, existe também a possibilidade de que sejam, mesmo, perispíritos de animais ou, se quisermos assim dizer, animais desencarnados.
Digo animais desencarnados mas, haveria ainda a hipótese de serem também animais encarnados, em "desdobramento" (viagem astral), estando então seu espírito e perispírito desprendidos do corpo físico, por exemplo, durante o sono. Mas, o espírito Alvaro esclareceu-nos, dentre muitas outras questões, que "os animais quando encarnados possuem raros desprendimentos espirituais, isso acontecendo apenas em casos de doenças, fase terminal da existência ou em casos excepcionais com a atuação dos espíritos, pois geralmente permanecem fortemente ligados à matéria". Esta possibilidade de explicação da presença de animais no plano espiritual, de modo particular os animais desencarnados, me parece lógica e portanto, aceitável.
O nosso prezado confrade Divaldo Pereira Franco contou-me, certa feita, que há alguns anos, esteve em determinada cidade brasileira, para uma conferência e, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. A anfitriã percebeu-lhe a reação:
- O que foi, Divaldo?
Foi o cachorro, mas está tudo bem!
Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!
- Tem sim, esse pastor aí!
- Divaldo, eu tive um cão da raça pastor alemão, mas ele morreu há um ano e meio!
E Divaldo concluiu:
- era um cão espiritual!
Segundo o meu entendimento, é possível e até muito provável que esse cão desencarnado ainda estivesse por ali, no ambiente doméstico que o acolheu por muitos anos, tendo sua presença sido detectada pela mediunidade de Divaldo Franco.
Não posso deixar de referir, novamente, a obra magnífica Os Animais tem Alma?, de Ernesto Bozzano, que recomendo para leitura e aprendizado sobre o assunto, porque dos 130 casos descritos, de manifestações metapsíquicas envolvendo animais, muitos estão inseridos nesta categoria de fenômenos, ou seja, em que animais, pela atuação de seu perispírito são vistos e ouvidos ou sentido sua presença.
Herculano Pires também comenta a respeito de "casos impressionantes de materialização de animais, em sessões experimentais", em seu livro Mediunidade. Vida e Comunicação, do que se presume que esses animais se encontravam previamente na dimensão espiritual.
Uma terceira possibilidade que vejo, em relação à presença de figuras animais no plano espiritual é a de perispíritos humanos se encontrarem metamorfoseados em formas animais, sem contudo, perderem a sua condição de espíritos humanos, é claro! E o fenômeno que se conhece com o nome de zoantropia (zôo = animal e antropos, do grego = homen), do qual uma variedade é a licantropia (tycos, do grego = lobo).
Temos o relato de um caso de licantropia no livro Libertação, de André Luiz. O obsessor, desencarnado, encontra a sua "vítima", uma mulher, e conhecendo-lhe a fragilidade sustentada por um complexo de culpa, passa a acusá-la cruelmente, e conclui "
- A sentença está lavrada por si mesma!
Não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba... ". E assim, induzida hipnoticamente, sua própria mente vai comandando a metamorfose de seu perispírito que, aos poucos e gradativamente se modifica, assumindo por fim, a figura de uma loba. Diga-se de passagem, não foi o obsessor que diretamente transformou a sua figura humana, em loba. Foi ela mesma, ao aceitar a sugestão mental que partiu dele.
Afinidade e sintonia são o elementos básicos para o estabelecimento do "pensamento de aceitação ou adesão", conforme explica André Luiz em Mecanismos da Mediunidade.E por falar em perispírito de animais, em A Evolução Anímica, Gabriel Delanne comenta (resumidamente), que na formação da criatura vivente, a vida não fornece como contingente senão a matéria irritável do protoplasma e nada se lhe encontra que indique o nascimento de um ser ou outro, de vez que a sua composição é sempre uma e única para todos. É o perispírito, que contém o desenho prévio e que conduzirá o novo organismo ao lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução.
A REENCARNAÇÃO
Em O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte questão que Kardec coloca aos espíritos:
- O que é a alma (entenda-se humana) nos intervalos das encarnações?
R - "Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".
Nas questões que se seguem, lemos também a expressão "estado errante".
Um dos significados da palavra errante, no dicionário de Caldas Aulete é "nômade, sem domicílio fixo", e de errar, é "vaguear" (errando ao acaso... ). Por sua vez, erraticidade, o mesmo que erratibilidade, quer dizer: "caráter do que é errático. (Espir.) Estado dos espíritos durante os intervalos de suas encarnações".
Bem, chegando aos animais, surge a natural curiosidade de se saber como o seu espírito se comporta na erraticidade, se é que para eles existe erraticidade.
No Livro dos Espíritos lemos "- A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem após a morte?
R - "Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O espírito do animal é classificado após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".
Bem, vamos por partes!Algumas pessoas entendem, a partir desse texto, que os animais, assim que desencarnam, são prontamente reconduzidos à reencarnação.
A expressão "utilizado quase imediatamente" não necessariamente deve ter esse significado. O espírito do animal pode ser prontamente "utilizado "para uma infinidade de situações, dentre elas, inclusive, o reencarne, e então, em todas elas, "não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".
Entendo que os animais, sendo conduzidos por espíritos humanos, não dispõem de tempo livre, digamos assim, para se relacionarem com outras criaturas, ou fazer o que quiserem, a seu bel-prazer mas, sim da maneira como decidiram seus orientadores. Aliás, é o que sugere o texto em foco "O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade".
Em O Livro dos Médiuns, Kardec trata da possibilidade da evocação de animais e pergunta aos espíritos: "- Pode-se evocar o Espírito de um animal?".
R: "- O princípio inteligente, que animava um animal, fica em estado latente após a sua morte. Os espíritos encarregados deste trabalho, imediatamente o utilizam para animar outros seres, através das quais continuará o processo de sua elaboração. Assim, no mundo dos espíritos, não há espíritos errantes de animais, mas somente espíritos humanos..."
Herculano Pires, tradutor da obra, faz a seguinte chamada em rodapé: Espíritos errantes são os que aguardavam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo fixado ainda em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não tem essa condição.
Ler na Revista Espírita n° 7 de julho/ 1860, as comunicações do espírito Charlet e a crítica de Kardec a respeito.
Apesar da colocação dos espíritos ter sido taxativa, de que não há espíritos errantes de animais, os fatos falam ao contrário. Se assim fosse, isto é, se não existissem animais (desencarnados) no plano espiritual, como explicaríamos tantos relatos? Como explicaríamos a existência dos chamados "espíritos da natureza?".
Ernesto Bozzano, em Os animais têm alma? refere, dentre os 130 casos de fenômenos supranormais com animais, dezenas de episódios com aparição de bichos em lugares assombrados, com materialização e visão com identificação de fantasmas de animais mortos.
Novamente, em O Livro dos Espíritos, lemos "Nos mundos superiores, a reencarnação é quase imediata". Se é assim a reencarnação dos espíritos mais evoluídos, seria até de se esperar que os espíritos de animais, sendo mais primitivos, demorassem mais tempo para voltar à matéria. Entretanto, nada conheço de conclusivo sobre esta questão.
ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL
Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.
Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.
Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.
Tendo sido perguntado se os animais têm "anjo da guarda", Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.
Concluindo, podemos dizer que para os animais é discutível se existe o estado errante ou de erraticidade. Eu, particularmente, estou propensa a aceitar que esse estado existe, sim, para os animais, se o entendermos como "o estado dos espíritos durante os intervalos das encarnações".
Se esses intervalos são curtos ou longos, não se sabe exatamente. Penso que existem situações das mais variadas possíveis, face à grandeza da biodiversidade animal, devendo, portanto, acontecer tanto reencarnes imediatos, quanto mais ou menos tardios.
Por outro lado, existe ainda, a consideração feita de que o espírito errante pensa e age por sua livre vontade, além de ter consciência de si mesmo, o que não aconteceria em relação aos animais.
Mas, isso não aconteceria até mesmo com espíritos humanos em determinadas e graves condições de alienação mental, como é o caso dos "ovóides", a exemplo do que refere André Luiz, no livro Libertação.
A rigor, nesta abordagem, teríamos que condicionar o conceito de erraticidade, não apenas ao fato do espírito (humano ou animal) estar desencarnado - vivenciando, portanto, o intervalo entre duas encarnações - como também às suas condições mentais do momento.
Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si."
- Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos".
E qual é a finalidade da reencarnação para os animais?
Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.
Extraído do livro: A questão espiritual dos animais
TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU
Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.
A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período. Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.
Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.
Como o livro foi escrito?
Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar.
As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.
O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?
Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.
Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal... Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.
Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?
O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.
Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.
Os animais reencarnam?
Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?
O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.
Como é aplicada a homeopatia para animais?
No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.
O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso.
Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.
Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento.
Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.E os próximos livros?Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.
Por dra. Irvênia Prada
(Extraído da Revista Cristã de espiritismo nº 29, páginas 54-59)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO MÉDICO VETERINÁRIO

CAPÍTULO I - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 1º Exercer a profissão com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade.
Art. 2º Denunciar às autoridades competentes qualquer forma de agressão aos animais e ao seu ambiente.
Art. 3º Empenhar-se para melhorar as condições de saúde animal e humana e os padrões de serviços médicos veterinários.
Art. 4º No exercício profissional, usar procedimentos humanitários para evitar sofrimento e dor ao animal.
Art. 5º Defender a dignidade profissional, quer seja por remuneração condigna, por respeito à legislação vigente ou por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético profissional da Medicina Veterinária em relação ao seu aprimoramento científico.

CAPÍTULO II - DOS DEVERES PROFISSIONAIS
Art. 6º São deveres do médico veterinário:
I - aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício dos animais e do homem;
II - exercer a profissão evitando qualquer forma de mercantilismo;
III - combater o exercício ilegal da Medicina Veterinária denunciando toda violação às funções específicas que ela compreende, de acordo com o art. 5º da Lei nº 5517/68;
IV - assegurar, quando investido em função de direção, as condições para o desempenho profissional do Médico Veterinário;
V - relacionar-se com os demais profissionais, valorizando o respeito mútuo e a independência profissional de cada um, buscando sempre o bem-estar social da comunidade.
VI - exercer somente atividades que estejam no âmbito de seu conhecimento profissional;
VII - fornecer informações de interesse da saúde pública e de ordem econômica às autoridades competentes nos casos de enfermidades de notificação obrigatória;
VIII - denunciar pesquisas, testes, práticas de ensino ou quaisquer outras realizadas com animais sem a observância dos preceitos éticos e dos procedimentos adequados;
IX - não se utilizar de dados estatísticos falsos nem deturpar sua interpretação científica;
X - informar a abrangência, limites e riscos de suas prescrições e ações profissionais;
XI - manter-se regularizado com suas obrigações legais junto ao seu CRMV;
XII - facilitar a participação dos profissionais da Medicina Veterinária nas atividades dos órgãos de classe;
XIII - realizar a eutanásia nos casos devidamente justificados, observando princípios básicos de saúde pública, legislação de proteção aos animais e normas do CFMV;
XIV - não se apropriar de bens, móvel ou imóvel, público ou privado de que tenha posse, em razão de cargo ou função, ou desviá-lo em proveito próprio ou de outrem.
XV - comunicar ao conselho regional, com discrição e de forma fundamentada, qualquer fato de que tenha conhecimento, o qual possa caracterizar infração ao presente código e às demais normas e leis que regem o exercício da Medicina Veterinária.

CAPÍTULO II - DOS DIREITOS DO MÉDICO VETERINÁRIO
Art. 7º Exercer a Medicina Veterinária sem ser discriminado por questões de religião, raça, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, idade, condição social, opinião política ou de qualquer outra natureza.
Art. 8º Apontar falhas nos regulamentos, procedimentos e normas das instituições em que trabalhe, comunicando o fato aos órgãos competentes, e ao CRMV de sua jurisdição.
Art. 9º Receber desagravo público, quando solicitar ao CRMV, se ofendido no exercício de sua profissão.
Art. 10. Prescrever, tratamento que considere mais indicado, bem como utilizar os recursos humanos e materiais que julgar necessários ao desempenho de suas atividades.
Art. 11. Escolher livremente seus clientes ou pacientes, com exceção dos seguintes casos:
I - quando não houver outro médico veterinário na localidade onde exerça sua atividade;
II - quando outro colega requisitar espontaneamente sua colaboração;
III - nos casos de extrema urgência ou de perigo imediato para a vida do animal ou do homem.
Art. 12. No caso de haver cumprido fielmente suas obrigações com pontualidade e dedicação e não houver recebido do cliente um tratamento correspondente ao seu desempenho, o médico veterinário poderá retirar sua assistência voluntariamente, observando o disposto no art. 11 deste código.
CAPÍTULO IV - DO COMPORTAMENTO PROFISSIONAL
Art. 13. É vedado ao médico veterinário:
I - prescrever medicamentos sem registro no órgão competente, salvo quando se tratar de manipulação;
II - afastar-se de suas atividades profissionais sem deixar outro colega para substituí-lo em atividades essenciais e/ou exclusivas que exijam a presença do médico veterinário, as quais causem riscos diretos ou indiretos à saúde animal ou humana;
III - receitar, ou atestar de forma ilegível ou assinar sem preenchimento prévio receituário, laudos, atestados, certificados, guias de trânsito e outros;
IV - deixar de comunicar aos seus auxiliares as condições de trabalho que possam colocar em risco sua saúde ou sua integridade física, bem como deixar de esclarecer os procedimentos adequados para evitar tais riscos;
V - praticar no exercício da profissão, ou em nome dela, atos que a lei defina como crime ou contravenção;
VI - quando integrante de banca examinadora, usar de má-fé ou concordar em praticar qualquer ato que possa resultar em prejuízo dos candidatos;
VII - fornecer a leigo informações, métodos ou meios, instrumentos ou técnicas privativas de sua competência profissional;
VIII - divulgar informações sobre assuntos profissionais de forma sensacionalista, promocional, de conteúdo inverídico, ou sem comprovação científica;
IX - deixar de elaborar prontuário e relatório médico veterinário para casos individuais e de rebanho, respectivamente;
X - permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de hospital, clínica, unidade sanitária, ambulatório, escola, curso, empresa ou estabelecimento congênere sem nele exercer função profissional;
XI - deixar de fornecer ao cliente, quando solicitado, laudo médico veterinário, relatório, prontuário, atestado, certificado, bem como deixar de dar explicações necessárias à sua compreensão;
XII - praticar qualquer ato que possa influenciar desfavoravelmente sobre a vontade do cliente e que venha a contribuir para o desprestígio da profissão;
XIII - receber ou pagar remuneração, comissão ou corretagem visando angariar clientes;
XIV - usar título que não possua ou que lhe seja conferido por instituição não reconhecida oficialmente ou anunciar especialidade para a qual não esteja habilitado;
XV - receitar sem prévio exame clínico do paciente;
XVI - alterar prescrição ou tratamento determinado por outro médico veterinário, salvo em situação de indispensável conveniência para o paciente, devendo comunicar imediatamente o fato ao médico veterinário desse paciente;
XVII - deixar de encaminhar de volta ao médico veterinário o paciente que lhe for enviado para procedimento especializado, e/ou não fornecer as devidas informações sobre o ocorrido no período em que se responsabilizou pelo mesmo;
XVIII - deixar de informar ao médico veterinário que o substitui nos casos de gravidade manifesta, o quadro clínico dos pacientes sob sua responsabilidade;
XIX - atender, clínica e/ou cirurgicamente, ou receitar, em estabelecimento comercial;
XX - prescrever ou executar qualquer ato que tenha a finalidade de favorecer transações desonestas ou fraudulentas;
XXI - praticar ou permitir que se pratiquem atos de crueldade para com os animais nas atividades de produção, de pesquisa, esportivas, culturais, artísticas, ou de qualquer outra natureza;
XXII - realizar experiências com novos tratamentos clínicos ou cirúrgicos em paciente incurável ou terminal sem que haja esperança razoável de utilidade para o mesmo, impondo-lhe sofrimento adicionais, exceto nos casos em que o projeto de pesquisa tenha sido submetido e aprovado por Comitê de Ética;
XXIII - Prescrever ou administrar aos animais:
a) drogas que sejam proibidas por lei; b) drogas que possam causar danos à saúde animal ou humana;c) drogas que tenham o objetivo de aumentar ou de diminuir a capacidade física dos animais.
XXIV - desviar para clínica particular cliente que tenha sido atendido em função assistencial ou em caráter gratuito;
XXV - opinar, sem solicitação das partes interessadas, a respeito de animal que esteja sendo comercializado;
XXVI - criticar trabalhos profissionais ou serviços de colegas;
XXVII - fornecer atestados ou laudos de qualidade de medicamentos, alimentos e de outros produtos, sem comprovação científica;
XXVIII - permitir a interferência de pessoas leigas em seus trabalhos e julgamentos profissionais.

CAPÍTULO V - DA RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL
Art. 14. O médico veterinário será responsabilizado pelos atos que, no exercício da profissão, praticar com dolo ou culpa, respondendo civil e penalmente pelas infrações éticas e ações que venham a causar dano ao paciente ou ao cliente e, principalmente:
I - praticar atos profissionais que caracterizem a imperícia, a imprudência ou a negligência;
II - delegar a outros, sem o devido acompanhamento, atos ou atribuições privativas da profissão de Médico Veterinário;
III - atribuir seus erros a terceiros e a circunstâncias ocasionais que possam ser evitadas;
IV - deixar de esclarecer ao cliente sobre as conseqüências sócio-econômicas, ambientais e de saúde pública provenientes das enfermidades de seus pacientes;
V - deixar de cumprir, sem justificativa, as normas emanadas dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária e de atender às suas requisições administrativas e intimações dentro do prazo determinado;
VI - praticar qualquer ato profissional sem consentimento formal do cliente, salvo em caso de iminente risco de morte ou de incapacidade permanente do paciente;
VII - praticar qualquer ato que evidencie inépcia profissional, levando ao erro médico veterinário;
VIII - isentar-se de responsabilidade por falta cometida em suas atividades profissionais, independente de ter sido praticada individualmente ou em equipe, mesmo que solicitado pelo cliente.

CAPÍTULO VI - DA RELAÇÃO COM OS COLEGAS
Art. 15. É vedado ao médico veterinário:
I - aceitar emprego deixado por colega que tenha sido exonerado por defender a ética profissional;
II - a conivência com o erro ou qualquer conduta antiética em razão da consideração, solidariedade, apreço, parentesco ou amizade;
III - utilizar posição hierárquica superior para impedir que seus subordinados atuem dentro dos princípios éticos;
IV - participar de banca examinadora estando impedido de fazê-lo;
V - negar sem justificativa sua colaboração profissional a colega que dela necessite;
VI - atrair para si, por qualquer modo, cliente de outro colega, ou praticar quaisquer atos de concorrência desleal;
VII - agir de má fé no pleito de um emprego ou pleitear par si emprego, cargo ou função que esteja sendo exercido por outro colega;
VIII - fazer comentários desabonadores e/ou desnecessários sobre a conduta profissional ou pessoal de colega ou de outro profissional.

CAPÍTULO VII - DO SIGILO PROFISSIONAL
Art. 16. Tomando por objetivo a preservação do sigilo profissional o médico veterinário não poderá:
I - fazer referências a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou suas fotografias em anúncios profissionais ou na divulgação, de assuntos profissionais em programas de rádio, televisão, cinema, na Internet, em artigos, entrevistas, ou reportagens em jornais revistas e outras publicações leigas, ou em quaisquer outros meios de comunicação existentes e que venham a existir, sem autorização expressa do cliente;
II - prestar a empresas ou seguradoras qualquer informação técnica sobre paciente ou cliente sem expressa autorização do responsável legal, exceto nos casos de ato praticado com dolo ou má fé por uma das partes ou quando houver risco à saúde pública, ao meio ambiente ou por força judicial;
III - permitir o uso do cadastro de seus clientes sem autorização dos mesmos;
IV - facilitar o manuseio e conhecimento dos prontuários, relatórios e demais documentos sujeitos ao segredo profissional;
V - revelar fatos que prejudiquem pessoas ou entidades sempre que o conhecimento dos mesmos advenha do exercício de sua profissão, ressalvados aqueles que interessam ao bem comum, à saúde pública, ao meio ambiente ou que decorram de determinação judicial.

CAPÍTULO VIII - DOS HONORÁRIOS PROFISSIONAIS
Art. 17. Os honorários profissionais devem ser fixados, atendidos os seguintes requisitos:
I - o trabalho e o tempo necessários para realizar o procedimento;
II - a complexidade da atuação profissional;
III - o local da prestação dos serviços;
IV - a qualificação e o renome do profissional que o executa;
V - a condição sócio econômica do cliente.
Art. 18. Constitui falta de ética a contratação de serviços profissionais de colegas, sem observar os honorários referenciais.
Art. 19. O médico veterinário deve acordar previamente com o cliente o custo provável dos procedimentos propostos e, se possível, por escrito.
Art. 20. O médico veterinário não pode oferecer seus serviços profissionais como prêmio em concurso de qualquer natureza.
Art. 21. Ao médico veterinário não é permitida a prestação de serviços gratuitos ou por preços abaixo dos usualmente praticados, exceto em caso de pesquisa, ensino ou de utilidade pública.
Parágrafo único. Casos excepcionais ao caput deste artigo deverão ser comunicados ao CRMV da jurisdição competente.
Art. 22. É vedado ao médico veterinário permitir que seus serviços sejam divulgados como gratuitos.
Art. 23. É vedado ao médico veterinário, quando em função de direção, chefia ou outro, reduzir ou reter remuneração devida a outro médico veterinário.
Parágrafo único. É vedada também a utilização de descontos salariais ou de qualquer outra natureza, exceto quando autorizado.

CAPÍTULO IX - DA RELAÇÃO COM O CIDADÃO CONSUMIDOR DE SEUS SERVIÇOS
Art. 24. O médico veterinário deve:
I - conhecer as normas que regulamentam a sua atividade;
II - cumprir contratos acordados, questionando-se e revisando-os quando estes se tornarem lesivos a um dos interessados;
III - oferecer produtos e serviços que indiquem o grau de nocividade ou periculosidade definido por instituições reconhecidas publicamente, evitando assim dano à saúde animal e humana, ao meio ambiente e à segurança do cidadão;
IV - prestar seus serviços sem condicioná-los ao fornecimento de produtos ou serviço, exceto quando estritamente necessário para que a ação se complete;
V - agir sem se beneficiar da fraqueza, ignorância, saúde, idade ou condição social do consumidor para impor-lhe produto ou diferenciar a qualidade de serviços.

CAPÍTULO X - DAS RELAÇÕES COM O ANIMAL E O MEIO AMBIENTE
Art. 25. O médico veterinário deve:
I - conhecer a legislação de proteção aos animais, de preservação dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável, da biodiversidade e da melhoria da qualidade de vida;
II - respeitar as necessidades fisiológicas, etológicas e ecológicas dos animais, não atentando contra suas funções vitais e impedindo que outros o façam;
III - evitar agressão ao ambiente por meio de resíduos resultantes da exploração e da indústria animal que possam colocar em risco a saúde do animal e do homem;
IV - usar os animais em práticas de ensino e experimentação científica, somente em casos justificáveis, que possam resultar em benefício da qualidade do ensino, da vida do animal e do homem , e apenas quando não houver alternativas cientificamente validadas.
CAPÍTULO XI - DA RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Art. 26. São deveres do Responsável Técnico (RT):
I - comparecer e responder às convocações oficiais dos órgãos públicos fiscalizadores de atuação da empresa na qual exerce as suas funções, bem como acatar as decisões oriundas dos mesmos; II - responder, integralmente e na data aprazada, os relatórios de RT solicitados pelo CRMV/CFMV;
III - elaborar minucioso laudo informativo ao CRMV/CFMV em caráter sigiloso, toda vez que o estabelecimento se negar e/ou dificultar a ação da fiscalização oficial ou da sua atuação profissional, acarretando com isso possíveis danos à qualidade dos produtos e serviços prestados.
Art. 27. É vedado ao médico veterinário que assuma RT exercê-la nos estabelecimentos de qualquer espécie, sujeitos à fiscalização e/ou inspeção de órgão público oficial, no qual exerça cargo, emprego ou função, com atribuições de fiscalização e/ou inspeção.

CAPÍTULO XII - DAS RELAÇÕES COM A JUSTIÇA
Art. 28. O médico veterinário na função de perito deve guardar segredo profissional, sendo-lhe vedado:
I - deixar de atuar com absoluta isenção, quando designado para servir como perito ou auditor, assim como ultrapassar os limites das suas atribuições;
II - ser perito de cliente, familiar ou de qualquer pessoa cujas relações influam em seu trabalho;
III - intervir, quando em função de auditor ou perito, nos atos profissionais de outro médico veterinário, ou fazer qualquer apreciação em presença do interessado, devendo restringir suas observações ao relatório.

CAPÍTULO XIII - DA PUBLICIDADE E DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS
Art. 29. O médico veterinário não pode publicar em seu nome trabalho científico do qual não tenha participado, e tampouco atribuir a si autoria exclusiva de trabalho realizado por seus subordinados ou por outros profissionais, mesmo quando executados sob sua orientação.
Art. 30. Não é lícito utilizar dados, informações ou opiniões ainda não publicadas sem fazer referência ao autor ou sem a sua autorização expressa.
Art. 31. As discordâncias em relação às opiniões ou trabalhos não devem ter cunho pessoal, devendo a crítica ser dirigida apenas à matéria.
Art. 32. Falta com a ética o médico veterinário que divulga, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido por órgão competente.
Art. 33. Comete falta ética o médico veterinário que participar da divulgação, em qualquer veículo de comunicação de massa, de assuntos que afetem a dignidade da profissão.
Art. 34. A propaganda pessoal, os receituários e a divulgação de serviços profissionais devem ser em termos elevados e discretos.
Art. 35. As placas indicativas de estabelecimentos médicos veterinários, os anúncios e impressos devem conter dizeres compatíveis com os princípios éticos, não implicando jamais em autopromoção, restringindo-se a:
I - nome do profissional, profissão e número de inscrição do CRMV;
II - especialidades comprovadas;
III - título de formação acadêmica mais relevante;
IV - endereço, telefone, horário de trabalho, convênios e credenciamentos;
V - serviços oferecidos.
Art. 36. Não é permitida a divulgação, em veículos de comunicação de massa, de tabelas de honorários ou descontos que infrinjam os valores referenciais regionais.

CAPÍTULO XIV - DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
Art. 37. A gravidade da infração será caracterizada através da análise dos fatos, das causas do dano e suas conseqüências.
Art. 38. Para a graduação da penalidade e respectiva imposição consideram-se:
I - a maior ou menor gravidade da infração;
II - as circunstâncias agravantes e atenuantes da infração;
III - o dano causado e suas conseqüências;
IV - os antecedentes do infrator.
Art. 39. Na aplicação de sanções disciplinares, serão consideradas agravantes as seguintes circunstâncias:
I - a reincidência;
II - a prática com dolo;
III - o não comparecimento às solicitações ou intimações do CRMV/CFMV para esclarecimento ou instrução de processo ético-profissional;
IV - qualquer forma de obstrução de processo;
V - o falso testemunho ou perjúrio;
VI - aproveitar-se da fragilidade do cliente;
VII - cometer a infração com abuso de autoridade ou violação do dever inerente ao cargo ou função;
VIII - imputar a terceiros de boa fé a culpa pelo ocorrido.
§ 1° Será considerado reincidente todo profissional que após o trânsito em julgado da penalidade imposta administrativamente cometer nova infração ética no período de 5 anos.
§ 2° A segunda reincidência e as subseqüentes, em qualquer das graduações previstas no art. 41, independentemente do(s) artigo(s) infringido(s), determinarão o enquadramento na graduação imediatamente superior, sem prejuízo da pena pecuniária prevista no art. 42 também deste código.
§ 3° Constitui exceção a graduação máxima para a qual será necessário que haja infração em pelo menos um artigo contido nessa classificação.
Art. 40. Na aplicação das sanções disciplinares, serão consideradas atenuantes as seguintes circunstâncias:
I - falta cometida na defesa de prerrogativa profissional;
II - ausência de punição disciplinar anterior;
III - a prestação de serviços à causa pública;
IV - o exercício efetivo do mandato ou cargo em qualquer órgão de classe médico veterinário;
V - títulos de honra ao mérito veterinário;
VI - ter contribuído para a elucidação do fato imputado.

CAPÍTULO XV - DA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES
Art. 41. O caráter das infrações éticas se classificará conforme a seguinte graduação:
I - levíssimas;
II - leves;
III - sérias;
IV - graves;
V - gravíssimas.
Art. 42. As sanções aplicadas às infrações classificadas no artigo anterior e seus incisos serão acompanhadas de multa no caso de reincidência, salvo quando for efetivamente aplicada a punição às transgressões gravíssimas.
Art. 43. As infrações levíssimas compreendem o que está estabelecido nos incisos I, IV, V, X, XI, XII e XV do art. 6.º; incisos XI, XII, XXV do art. 13; incisos I e IV do art. 14; incisos I, II e V do art. 15; incisos I, III e IV do art. 16; art. 19; art. 20, art. 22; parágrafo único do art. 23; incisos I, II, IV e V do art. 24; incisos I, II e III do art. 25; inciso II do art. 28; art. 31; art. 34; art. 35 e art. 36.
Art. 44. As infrações leves compreendem o que está estabelecido nos incisos I a XV do art. 6º; incisos I a XXVIII do art. 13; incisos I a VIII do art. 14; incisos I a VIII do art. 15; incisos I a V do art. 16; incisos I a V do art. 17; art. 18 a 23 e seu parágrafo único; incisos I a V do art. 24; incisos I a IV do art. 25; incisos I a III do art. 26; art. 27; incisos I a III do art. 28; art. 30 a 36.
Art. 45. As infrações sérias compreendem o que está estabelecido nos incisos II a XIV do art. 6º; incisos I a XXVIII do art. 13; incisos I a VIII do art. 14; incisos I a VIII do art. 15; incisos I a V do art. 16; incisos I a V do art. 17; art. 18 a 22; art. 23 e seu parágrafo único; incisos I a V do art. 24; incisos I a IV do art. 25; incisos I a III do art. 26; art. 27; incisos I a III do art. 28; art. 29 a 34; incisos I a V do art. 35 e art. 36.
Art. 46. As infrações graves compreendem o que está estabelecido nos incisos II, III, VI, VII, VIII, XI, XIII do art. 6º; incisos I a X do art. 13; incisos I a VIII do art. 14; incisos III e IV e VI a VIII do art. 15; incisos I, II, IV e V do art. 16; art. 18; art. 20; art. 21; art. 23 ; inciso III do art. 24; incisos II a IV do art. 25; incisos I a III do art. 26; art. 27; incisos I e III do art. 28; art. 29; art. 30; art. 32 e art. 33.
Art. 47. As infrações gravíssimas compreendem o que está estabelecido nos incisos II e XIV do art. 6º; incisos X e XX do art. 13; incisos I, IV, VI e VII do art. 14 e art. 29.
Art. 48. A classificação das infrações indicada no art. 41 mantém uma correspondência direta com a graduação das penas previstas no art. 33 da Lei nº 5517/68.

CAPÍTULO XVI - DA OBSERVÂNCIA E APLICAÇÃO DO CÓDIGO
Art. 49. Os infratores do presente Código serão julgados pelos CRMVs, que funcionarão como Tribunal de Honra, e as penalidades serão as capituladas no art. 33 da Lei n° 5517, de 23 de outubro de 1968, combinadas com art. 34 do Decreto n° 64.704, de 17 de junho de 1969 cabendo, em caso de imposição de qualquer penalidade, recursos ao CFMV, na forma do § 4° do artigo e decreto supracitados.
Art. 50. As dúvidas, omissões, revisões e atualizações deste Código serão sanadas pelo CFMV.

CAPÍTULO XVII - DA VIGÊNCIA
Art. 51. O presente Código de Ética Profissional do Médico Veterinário, elaborado pelo CFMV, nos termos do art. 16, letra "j" da Lei nº 5.517, de 23 de outubro de 1969, entrará em vigor em todo o território nacional na data de sua publicação no DOU, cabendo aos CRMVs a sua mais ampla divulgação.
Classificação
Artigos
LEVISSÍMAS
Advertência Confidencial
Art.6º. incisos I, IV, V, X, XI, XII e XV; Art. 13. incisos XI, XII, XXV; Art.14. incisos I e IV; Art.15 incisos I, II e V; Art.16. incisos I, III e IV; Art.19, Art. 20, Art. 22; Parágrafo único do Art. 23; Art. 24 incisos I, II, IV e V; Art. 25 incisos I, II e III; Art. 28 inciso II; Art. 31 e Art. 34 a 36.
LEVES
Censura Confidencial
Art.6º incisos I a XV; Art. 13 incisos I a XXVIII; Art. 14 incisos I a VIII; Art. 15 incisos I a VIII; Art. 16 incisos I a V; Art. 17 incisos I a V; Art. 18 a 23; Parágrafo único do Art.23; Art. 24 incisos I a V; Art. 25 incisos I a IV; Art. 26 incisos I a III Art. 27; Art.28 incisos I a III; Art. 30 a 36.
SÉRIAS
Censura Pública
Art.6º incisos II a XIV; Art. 13. incisos I a XXVIII; Art. 14 incisos I a VIII; Art. 15 incisos I a VIII; Art. 16 incisos I a V; Art. 17 incisos I a V; Art. 18 a 23; Parágrafo único do Art.23; Art.24 incisos I a V; Art.25 incisos I a IV; Art. 26 incisos I a III;Art. 27; Art.28 incisos I a III; Art. 29 a 34; Art. 35 incisos I a V; Art.36.
GRAVES
Suspensão do exercício profissional
Art.6º incisos II, III, VI, VII, VIII, XI, XIII; Art. 13. incisos I a X; Art. 14 incisos I a VIII; Art. 15 incisos III, IV e VI a VIII; Art. 16 incisos I, II, IV e V; Art. 18; Art. 20; Art. 21; Art. 23; Art. 24 inciso III; Art. 25 incisos II a IV; Art. 26 incisos I a IIIArt. 27; Art. 28 incisos I e III; Art. 29; Art. 30; Art. 32; Art.33.
GRAVÍSSIMAS
Cassação do exercício profissional
Art.6º incisos II e XIV; Art. 13. incisos X e XX; Art. 14 incisos I, IV, VI e VII; Art. 29.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CÃES PODEM SENTIR RESSENTIMENTO E INVEJA

Cães podem sentir uma forma de inveja e ressentimento, mostra um estudo. Diversos experimentos já haviam revelado que macacos são capazes de mostrar desagrado quando um parceiro recebe uma recompensa maior por tarefa igual. Primatas já reagiram à percepção de injustiça realizando greves, recusando-se a colaborar com os cientistas ou jogando a recompensa inferior fora.
Agora, uma nova pesquisa revela que cães também são capazes de se sentir ofendidos e demonstrar isso, ainda que de forma mais contida que os símios, informa o cientista Friederike Range, da Universidade de Viena, e colegas.
Os pesquisadores realizaram experimentos com duplas de cães domésticos, acompanhados dos donos.
Enquanto os cães participantes sentavam-se lado a lado, com os donos atrás, cada animal recebeu a ordem de pôr a pata na mão do cientista e, ao obedecer, ganhou um pedaço de salsicha ou de pão.
O experimento foi repetido sob diversas condições, e permitiu concluir que os cães reagem de modo diferente a uma distribuição injusta, que ocorre quando um deles é premiado por obedecer, mas o outro, não.
O ressentimento foi medido com base no número de ordens necessário para levar o animal a obedecer, ou o número de vezes que o animal executaria a tarefa “de graça”, antes de “entrar em greve”.
Os cães não pareceram se importar com o tipo exato de recompensa recebida, ou se o parceiro executava a tarefa antes de ser recompensado. Os autores do estudo especulam que esse ressentimento canino pode ser o precursor da emoção mais sofisticada - e violenta - dos primatas.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

MEU VIZINHO MALTRATA OS ANIMAIS DELE. POSSO DENUNCIÁ-LO?

Sim. Mas antes de mais nada, vale lembrar que você está numa situação complicada, que envolve a sua relação com o seu vizinho e os animais. Por isso, antes de qualquer atitude, certifique-se de que se trata realmente de um caso de maus tratos. Colha evidências, testemunhos e observações que comprovem a situação.
Não deixe de conversar com o agressor, salientando o fato de que ele está cometendo um crime. Tenha em mente que o seu objetivo é o bem estar do animal, e não uma vitória sobre o seu vizinho. A experiência mostra que, muitas vezes, quando os humanos não se entendem, a maior vítima é o animal.
Toda pessoa que seja testemunha de atentados contra animais pode e DEVE comparecer a delegacia mais próxima e lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de Boletim de Ocorrência (BO), citando o artigo 32 "Praticar ato de abuso e maus-tratos a animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos ", da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98. Caso haja recusa do delegado, cite o artigo 319 do Código Penal, que prevê crime de prevaricação: receber notícia de crime e recusar-se a cumpri-la.
Caso seu vizinho seja indiciado ele perderá a condição de réu primário, isto é, terá sua "ficha suja". O atestado de antecedentes criminais também é usado como documento para ingressar em cargo público e empresas, que exigem saber do passado do interessado na vaga, podendo recusá-lo na evidência de um ato criminoso.
Por meio da justiça, você poderá requerer a guarda desses animais. No entanto, essa deve ser uma atitude bem pensada, pois envolve um grande trabalho. Será preciso disponibilizar abrigo provisório, oferecer alimentação adequada, local devidamente limpo, espaço, cuidados veterinários, lazer e muito carinho. Caso você decida se responsabilizar por eles mas não possa mantê-los permanentemente, será necessário ainda encontrar um destino para esses animais, ou seja, uma adoção responsável.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

CÃO É CONVIDADE DE HONRA EM CASAMENTO



Era mais um dia na rotineira caminhada noturna --e fria-- de John Richards com seu cachorro, Boris, (foto acima) em Ottery St Mary, no Reino Unido.
Porém, no meio do passeio, Boris ficou parado num lugar escuro. Por mais que o dono o chamasse para continuar a caminhada, ele não obedecia. E ficou parado no mesmo lugar até que Richards fosse até lá.
Cão da raça boxer encontrou Zoe Christie caída no chão, ajudou a salvar sua vida e será convidado de honra do casamento da inglesa
Enquanto chegava perto, o homem viu um corpo próximo ao cão e voltou a chamá-lo, imaginando tratar-se de um cadáver. Mas o cachorro insistia em não obedecer. Até que, graças à insistência do animal, Richards se aproximou e percebeu que era uma mulher muito doente, mas que continuava viva.
Assustado, ele chamou uma ambulância. De acordo com o jornal britânico Telegraph.co.uk, a mulher era Zoe Christie, que havia tido uma grave crise de hipotermia. Os médicos demoraram cerca de quatro horas para reanimá-la.
Depois de 15 dias de recuperação, Christie não teve dúvida: convidou Richards e seu cão, Boris, para participarem de seu casamento, que acontecerá em outubro.
"Eu devo minha vida a esse cachorro e a sua persistência", conta Christie, que terá o boxer como convidado de honra em seu casamento.
Fonte: Folha Online

VIDA NÃO É BRINQUEDO, ANIMAL NÃO É PRESENTE


Ninguém sabe dizer o número, mas é certo que depois de festas tradicionais como páscoa e natal, aumenta o número de animais abandonados nas clínicas e parques de São Paulo. O mesmo acontece em todo o mundo: segundo a WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal), mais da metade dos coelhos, cães e gatos adquiridos nesses períodos, são abandonados. Em São Paulo são 25 mil cães e gatos recolhidos anualmente pelo Serviço de Controle de Zoonoses, dos quais apenas 1.200 conseguem um novo lar.
Os motivos para o abandono são vários: viagem de férias e ninguém para abrigar o animal, desistência do “brinquedo”, o trabalho gerado pelo animal, uma eventual deficiência física ou doença, problema de comportamento e outros. É sempre o mesmo artifício: à noite abandonam nas portas de faculdades ou de hospitais veterinários, nas clínicas, nos parques municipais ao amanhecer, ou mesmo à plena luz do sol, nas feiras e parques da cidade. Nos pet shops, geralmente entregam o animal para um procedimento, fazem mil recomendações e nunca mais retornam, deixando o mascote para quem se interessar.
Diariamente o Serviço de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo tira das ruas cerca de 60 animais entre cães e gatos, menos de 20% consegue abrigo, os demais são sacrificados, mesmo destino dado a animais abandonados em clínicas: não há como alimentar a todos. Ongs (Organizações não governamentais) de proteção à vida animal de todos os tipos promovem feiras e campanhas de posse responsável. Uma das feiras é feita todos os anos em outubro, no dia de São Francisco, o santo protetor dos animais, pelo CCZ de São Paulo: “é o momento em que muitos animais vacinados e castrados encontram novos donos” conta Drª Luciana Hardt, diretora do CCZ de São Paulo comemorando o sucesso que a iniciativa vem tendo. O veterinário e adestrador Dan Wroblewski, 43, acredita que o abandono é falta de conscien-tização do que é posse responsável: “com o aumento da insegurança mais pessoas, especialmente da classe média, estão vendo os animais como aliados, mas não se dão conta das responsabilidades que essa companhia exige. Muitas vezes, se entusiasmando com um filhote ou com os conselhos de um conhecido, a pessoa acaba comprando um animal sem se importar com o fato de que ele cresce, adoece, envelhece, exige dedicação, educação e alimentos e nem sempre pode acompanhar o dono em todos os lugares e, sobretudo, lembra, se reproduz”.
-Qualquer aumento de dificuldade pode gerar a necessidade do abandono e isso não é difícil, basta ter um momento de falta de escrúpulo. Dan é proprietário de um Hotel para cães, e freqüen-temente se vê às voltas com animais que são “esquecidos” por seus donos. A incidência é tanta que Dan passou a exigir documentos e comprovantes de residência dos proprietários de seus hóspedes, e mesmo assim, acontece de um ou outro animal ser abandonado.
O período após oNatal é uma temporada de animais abandonados. Pressionados pelas crianças muitos pais adquirem filhotes para doar de presente. No fundo têm esperanças de que os animais ensinarão aos filhos a ter mais responsabilidades, afinal, o compromisso é sempre de que a criança vai incumbir-se de cuidar do cão ou do gatinho.
A rotina do dia a dia, entretanto é diferente. Nem sempre a criança desempenha bem as tarefas, o filhote rói móveis e roupas, faz suas necessidades no tapete da sala e chora no meio da noite. Irritados, pais e mães logo se vêem na compulsão de livrar-se do intruso.
A primeira tentativa é de passar o problema para frente. Querem doar para o avô, o tio que tem chácara, o porteiro do prédio e, diante da total impossibilidade optam pelo abandono.
A maioria dos veterinários têm histórias para contar de ninhadas inteiras abandonadas na porta da clínica, o cãozinho com coleira preso na maçaneta, ou simplesmente largado no interior dos parques.
Os cães, mesmo filhotes, tendem a seguir seus donos, o que já não acontece com os gatos. São esses últimos que infestam os parques, como o Parque da Água Branca, em São Paulo, onde a direção calcula a existência de quase 500 animais. Abandonados, os gatos são alimentados por voluntários, crescem, procriam e aumentam o problema do município.
- A solução é a sociedade aderir à posse responsável – diz Drª. Luciana Hardt – é a pessoa, antes de adquirir o animal conhecer suas necessidades, suas exigências e avaliar se vale realmente à pena ter o bicho ou não. Somente depois de refletir com toda a família, analisando todos os aspectos da vida em comum, ir à busca do animal e, se for o caso, realizar a sua castração para evitar problemas futuros!
O PAPEL DO VETERINÁRIO
Se por um lado a população é responsável pelo abandono de animais, por outro os veterinários devem assumir de fato o seu papel na sociedade, atuando de forma educativa e buscando tornar a castração mais acessível à população de baixa renda. Desde 1992 o controle de reprodução de cães e gatos é recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para estabilização da população animal.
Em setembro de 2003, no Rio de Janeiro, um comitê constituído por representantes dos países latinoamericanos e Caribe se reuniu na Primeira Reunião da América Latina sobre Posse Responsável, realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e World Society for the Protection of Animals (WSPA), quando se confirmou a necessidade do controle da reprodução, do registro animal, da educação e legislação mais rigorosa para controlar efetivamente os cães e gatos e, conseqüentemente, as zoonoses envolvidas.
Dentre os pontos discutidos nessa reunião, alguns merecem destaque:

A educação, controle da reprodução e registro e identificação dos cães e gatos são as atividades mínimas que devem ser contempladas em programas de controle animal;
- Programas de controle de cães e gatos devem ser inseridos nos programas de controle de zoonoses que envolvam esses animais;
- A necessidade do envolvi-mento dos médicos veterinários uma vez que a solução do problema do excesso animal passa pelas suas mãos;
- Atividades para o aumento da idade média dos cães e gatos devem ser aplicadas uma vez que a alta renovação não permite a permanência de uma barreira imunológica animal estável para a própria proteção humana, principalmente no que diz respeito à Raiva;
- A necessidade de promover não apenas a aquisição, posse e criação responsável dos animais de estimação, mas também envolver afetivamente seus proprietários para diminuição do abandono de animais, trabalhando mente, mãos e coração nos programas educativos;
- A maioria dos animais soltos em vias públicas possui, pelo menos, uma pessoa ou “proprietário não assumido” que os alimenta e, muitas vezes, os abriga.
- Os animais com proprietário são os principais responsáveis pelo excesso na população animal;
- A grande maioria das agressões é ocasionada dentro dos próprios domicílios por cães que possuem proprietários.- A necessidade de facilitar o acesso geográfico e econômico para as cirurgias de esterilização para a população em geral.
- A necessidade de normas claras, precisas, dos Ministérios da Saúde para o controle de cães e gatos nos diferentes países.
PROGRAMA SAÚDE DO ANIMAL
Servindo como modelo para outros países da América Latina, o Programa Saúde do Animal (PSA) do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo surgiu em 2001 com o objetivo de diminuir o número de cães e gatos abandonados e sacrificados na cidade, além de diminuir o risco de transmissão de zoonoses por essas espécies.
Desde 1982 e 1984 que São Paulo não vê, respectivamente, a ocorrência de raiva humana e canina/ felina. Para que isso tivesse ocorrido, medidas efetivas de vacinação contra raiva, vigilância, cobertura de foco, apreensão e eliminação de animais errantes, exames laboratoriais, foram os suportes necessários, seguindo as recomendações da OMS. Hoje, a adesão à vacinação e as contínuas medidas de vigilância provavelmente sustentam o controle da doença.
Nestes últimos 20 anos a relação homem-animal se intensificou, mudou de valores. Se partirmos do pressuposto que a razão homem/animal tem uma correlação positiva, outras perspectivas podem ser vislumbradas, levando a crer que embora as populações tenham aumentado nesse período, observa-se ano a ano, a diminuição do número de animais apreendidos, portanto abandonados. É na eliminação desse foco que a sociedade deve caminhar e exemplos em outros países comprovam e a OMS recomenda, é necessário novas posturas, mais ética no trato com o animal, salvaguardada a saúde pública.
Pode-se observar atualmente grande número de instituições públicas e particulares como clínicas, pet shops, escolas, centros de saúde, pronto-socorros, parques, delegacias, que vivem incontáveis situações de animais jogados às suas portas, além das próprias ruas, onde se observa toda sorte de problemas que os animais não supervisionados causam, questões que vão desde acidentes de trânsito, agressões, crueldade, transmissão de doenças para outros animais e para o próprio homem.
O abandono toma grandes proporções e a solução está em outras abordagens, tais como a posse, ou melhor, a “guarda” responsável, uma vez que enquanto cada um não tomar para si uma parcela da responsabilidade, não há como reverter essa situação. A retirada do animal subentende que providências locais sejam tomadas para que não haja mais a reincidência do problema.
Visando uma solução para esta questão foi criado o PSA que tem cinco pilares: educação em posse responsável, esterilização de cães e gatos em massa, registro de animais, adoção responsável e incentivo a criação de leis que dêem suporte a essas ações.
Cabe ressaltar algumas ações que o PSA tem desenvolvido:
1) O Projeto “Para Viver de Bem Com os Bichos” do PSA, tem como objetivo a educação continuada em posse responsável e nos anos de 2002 e 2003, treinou 484 escolas particulares e municipais de ensino fundamental com 359.000 alunos envolvidos. Em 2004 388 escolas da rede municipal e estadual se envolveram no projeto. O tema enfatizado no assunto posse responsável foi a prevenção a agressões.
2) Através do PSA, o CCZ mantém convênio com ONGs de proteção animal e entre outubro de 2001 e outubro de 2004 foram realizadas 74.044 cirurgias de esterilização em cães e gatos subsidiadas, para proprietários sem recurso.
3) Em 2000, estabeleceu parceria com clínicas veterinárias para esterilização a baixo custo um mês ao ano. A partir de novembro de 2003 foi lançada a Rede Veterinária que conta com 105 clínicos veterinários, distribuídos que por toda cidade, programa ampliado da parceria com a PMSP/SMS/CCZ, onde promovem esterilização a preço baixo permanentemente.
4) Considerando o tamanho das populações canina e felina e os níveis de esterilização praticados em outros países com objetivo de controle (onde chegam de 70 a 80% dependendo da espécie e sexo do animal), percebe-se a importância de um envolvi-mento mais amplo por parte dos clínicos veterinários para a participação com sua cota de responsabilidade social, além de sua importância enquanto agente de saúde pública.
5) O registro geral do animal (RGA), a partir de fevereiro de 2002, cadastrou aproximadamente 320.000 animais. Vale lembrar que o conhecimento do tamanho das populações, suas características e distribuição norteiam políticas de saúde animal e saúde pública.
6) O Projeto “Para Ser o Melhor Amigo”, instituído pelo CCZ, também também assimilado pelo PSA, para encaminhamento à adoção responsável de animais abandonados, em parceria com o pet shop Cobasi, as Ongs “Instituto Nina Rosa” e “Estimação”, e apoiado pela rações Guabi durante o ano de 2002, encaminhou em 4 anos mais de 4.000 animais. Desde outubro de 2001 esses têm sido oferecidos, em doação, já castrados.
Dr. Marco Antonio Gioso, presidente da Anclivepa-SP, vê este fato com cautela ao falar em nome dos associados: “O papel do veterinário neste caso é claro e inexorável, porém não podemos arcar com toda responsabilidade que, por vezes, órgãos governamentais parecem querer impor”, diz Gioso.
Castrações a baixo custo - como nossos próprios associados já nos demonstraram em questionário anterior - pode ser possível e viável, desde que somente para pessoas de baixo poder aquisitivo (e não em clínicas de bairros nobres) e sempre com a participação do Estado”. Por outro lado, cada um de nós pode e deve fazer aquilo que, na opinião de cada um, acaba faltando nessa problemática toda: a informação. “ O público leigo, em geral, não entende o problema. Para essas pessoas, o problema é o cão! Não entendem a respeito do controle populacional, por exemplo. Cabe a cada um, em suas clínicas, estabelecer sólidos programas de conscientização, mesmo sendo para uma clientela que você julga bem esclarecida. Não adianta sentar e esperar o Governo encarar o fato!”.
O debate é o primeiro passo. Há a necessidade de se manter investimentos na área, além de um envolvimento crescente por parte da população. A responsabilidade e o compromisso de cada cidadão para com outros seres vivos são inversamente proporcionais à densidade populacional de espécies animais abandonados. Cabe-nos a todos implementar as mudanças necessárias para o encontro de um ponto de equilíbrio.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O PERIGO DOS MEDICAMENTOS SEM ORIENTAÇÃO


Como Profissionais da área de saúde, os veterinários se deparam diariamente com problemas causados por medicamentos ministrados pelos proprietários aos seus animais de estimação.
Quando um animal está doente, o seu proprietário sente uma irresistível vontade de tentar medicá-lo por conta própria. Isso geralmente se transforma em um desastre. Ao comprar um medicamento indicado por um balconista de loja ou de farmácia, a chance de causar danos irreparáveis ao organismo do animalzinho é muito maior do que o seu preocupado dono pode imaginar. Quando o animal consegue se curar, sabemos que ele se curou apesar do medicamento. Teve sorte.
Um bom exemplo podemos tirar dos medicamentos à base de Diclofenaco (sódico ou potássico) como o Voltaren ou o Cataflan (indicados para humanos). Esses medicamentos podem até levar o animal à morte por úlceras gástricas e intestinais quando ministrados pelos proprietários. Um inocente AAS pode causar uma devastadora gastrite e medicamentos à base de sulfa podem causar a morte de seu gato. Muitos outros exemplos podem ser citados, mas a intenção deste artigo é alertar e não se transformar em um compêndio.
Um caso interessante e triste aconteceu em uma clínica de São Paulo. Um gato havia sido atropelado e fora levado para a clínica algumas horas depois. Ao exame, o veterinário não constatou nenhuma lesão óssea, muscular ou de pele. Ou seja, O animalzinho havia escapado ileso do atropelamento. No final do dia o animal retornou com vómito com sangue seguido de diarréia, também com sangue. Todas as tentativas em salvar o animal foram frustradas. Ao conversar com o proprietário, o veterinário descobriu que o mesmo havia dado Diclofenaco Sódico para o animalzinho logo após o atropelamento. Na tentativa de tirar-lhe a dor, o proprietário causou a sua morte.
O caso acima é verídico e muito triste, e é somente um entre os milhares que acontecem diariamente em nosso país. Cabe aos proprietários a posse responsável do animal e, sempre que este estiver doente, consultar um Médico Veterinário, nunca perguntar ao vizinho ou ao balconista.
Guarde bem: se o seu sapato furar, leve ao sapateiro; se o seu carro quebrar, leve ao mecânico; se o seu animal ficar doente, leve ao Veterinário.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

VACINAÇÃO CANINA


Fatos, Mentiras e Verdades sobre Vacinação Canina

1-Em filhotes pequenos, 95% de sua imunização é obtida através do consumo do colostro, que é o primeiro leite produzido pela mães durante um tempo curto logo após o nascimento
VERDADE: Se a mãe é imunizada contra as principais doenças infecçiosas caninas, seus filhotes também irão se proteger por 6 a 16 semanas após o nascimento se eles consumirem o colostro logo após o nascimento.

2-Fêmeas revacinadas antes da cobertura , passam mais anticorpos para seus filhotes pelo colostro do que as fêmeas não vacinadas.
VERDADE: Quanto mais alta for a concentração de anticorpos contra doenças infecciosas na mãe, maior será a proteção que ela passará para seus filhotes. A revacinação causa um aumento na produção de anticorpos maternos.

3-Enquanto estão presentes, os anticorpos recebidos da mãe não vão interferir com a vacinação permanente dos filhotes.
FALSO: Os anticorpos recebido da mãe vão interferir na produção de anticorpos produzidos pelos filhotes por algumas semanas após o nascimento.

4-A via de administração (usualmente intramuscular ou subcutânea) não tem efeito no nível de proteção produzido em cães com idade para serem vacinados.
FALSO: O efeito da via de administração na resposta vacinal depende da vacina que é aplicada. Por exemplo, a vacina anti-rábica é mais efetiva se for administrada pela via intramuscular do que a via subcutânea. Com a vacina contra Cinomose, ambas as vias são igualmente efetivas.

5-Desde que cães idosos(mais de sete anos de idade) podem ter uma diminuição na habilidade de produzir anticorpos após vacinação, devem ser revacinados anualmente
VERDADE: Cães idosos não produzem anticorpos vacinais tão bem como cães mais jovens. A duração da proteção com uma vacinação única será mais curta em animais idosos. A revacinação anual impede que os níveis de anticorpos de proteção diminuam deixando o animal exposto a doenças.

6-A vacinação de animais que já estão doentes, irá prevenir a progressão da doença.
FALSO: A vacinação de animais doentes não irá prevenir a progressão da mesma, pois os anticorpos vacinais demoram vários dias até atingirem níveis de proteção que impeçam a progressão da doença. 7 dias a duas semanas é necessário para que o organismo produza quantidades suficientes de anticorpos para proteger os animais contra as doenças. Os anticorpos devem estar presentes antes da exposição do paciente ao agente causador da doença.

7-Filhotes vacinados devem ser protegidos do frio, desde que a friagem reduz a quantidade de anticorpos produzidos após a vacinação.
VERDADE: Pesquisas recentes em ninhadas separadas por sexo, idade e peso, demostraram níveis significativamente maiores de anticorpos em filhotes que não ficaram expostos ao frio durante o tempo de formação de anticorpos após a vacinação.

8-Cães não devem ser vacinados contra Cinomose, Hepatite, Leptospirose, Parainfluenza e parvovirose, pois eles irão adquirir naturalmente imunidade.
FALSO: Todas as doenças citadas acima podem ser fatais. Quando o animal se recupera de uma desta doenças, o seu organismo pode realmente ficar imune a esta doença, mas as lesões nos orgãos e sistemas pode ser tão severa que pode predispor o animal a ter inúmeras outras doenças.
O CEPAV LABORATÓRIOS - Tecnologia em Saúde Animal

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

CÃES QUE MONTAM - MINHA PERNA NÃO É UMA CACHORRINHA

Alguns donos de cães machos sabem exatamente do que estou falando. Já passaram por essa experiência embaraçosa e desagradável, senão na própria perna, na das visitas, o que é ainda pior.
O ato de simular a cópula na perna do dono, ou com caminhas e brinquedos é algo comum nas raças pequenas e não necessariamente tem a conexão sexual que nós humanos queremos atribuir.
O que chamamos de monta, ocorre quando o cão fica apoiado nas pernas traseiras, ao mesmo tempo em que, com as patinhas dianteiras prende a fêmea como que em um abraço.
Os cães não tem um repertório de comportamentos muito extensos, e a monta acaba tendo outros significados que não somente sexual.
Um macho montar outro macho, e uma fêmea montar outra fêmea não significa homossexualismo como muitas pessoas podem achar.
Cães machos, especialmente os mais jovens, montam durante as brincadeiras, e isso serve como um tipo de "ensaio" para a verdadeira monta no futuro.
Filhotes do sexo masculino criados sem a companhia de outros cães para brincar, podem ser muito desajeitados e inexperientes na hora de acasalar com as fêmeas na maturidade.
Por isso esse “treino” é tão importante se o cão estiver destinado a reprodução em um canil, por exemplo. A monta também serve para expressar dominância.
Um cão sobe no outro para reforçar sua posição superior na hierarquia do relacionamento.
O cão que fica embaixo pode não aceitar a submissão e iniciar uma briga. Será uma espécie de desaforo, que nem todos os cachorros vão querer “levar pra casa”.
As mesmas razões servem quando o alvo do comportamento é o ser humano. Brincadeira, sexo e dominância.
Um cão dominante é um problema muito sério, e pode acabar em agressividade contra o dono, como rosnados e mordidas, então não interessa o motivo, não devemos deixar que o cachorrinho monte. A diferença básica entre os tipos de monta são os movimentos simulados de cópula.
Uma vez presentes significam que é um comportamento sexual. E para acabar com essa atitude a melhor saída é a castração. Infelizmente ainda temos uma barreira cultural contra a castração, quando na verdade ela só traz benefícios ao cão.
Além de se tornar um animal mais fácil de conviver, a cirurgia ainda previne tumores de testículos e glândulas perianais.
Na rotina da clínica, os clientes sempre perguntam quanto tempo seu cachorro vai viver, e eu sempre respondo a mesma coisa: eu quero que ele viva 20 anos.
Por que não?
Hoje em dia a medicina veterinária trabalha com prevenção, por isso vacinamos tanto. Por isso também, devemos castrar nossos animais de companhia, para melhorar nossa convivência com eles e aumentar sua expectativa de vida.
Nesse problema específico de comportamento, ele resolve 80% dos casos.
Se, entretanto, essa monta for por dominância, o cão deverá ser tratado o quanto antes para que o proprietário aprenda a ter controle sobre ele e mostrar que, infelizmente ( para ao cão) ele não é superior na hierarquia da família.
Se a retirada dos testículos não for uma opção, pode-se tentar um borrifador de água cada vez que o cachorrinho aproximar-se da perna do dono.
Se o alvo for uma caminha, sugiro trocar por outra mais nova e tentar distrair o cão cada vez que este tiver intenções diferentes da de usar ela para dormir.
Mesmo assim são casos difíceis em cãezinhos mais velhos. Funciona se o hábito tiver começado a pouco tempo e o cão estiver na adolescência (a partir dos 6 meses de idade até 1 ano em cães de pequeno porte).
Os cães que montam em outros cães mesmo depois de adultos podem estar fazendo isso devido a alguma doença do cão que é “montado”.
Cheiro de sangue ou pus pode estimular a monta, assim como tumores estrogênicos, secretores de hormônios femininos que estimulariam uma resposta sexual.
Se a monta for somente por dominância é bom observar se não resulta em brigas. Uma vez estabelecida a hierarquia numa casa com vários cães ela tende a se manter igual a não ser que um novo cão chegue ao território.
De qualquer forma, ninguém deve ser obrigado a conviver com um animalzinho que não se comporte adequadamente em casa.
O problema pode e deve ser resolvido, para que a convivência se torne mais prazerosa e harmoniosa entre os cachorrinhos e suas famílias.
Procure seu veterinário para providenciar a castração, ou conversar com ele sobre o problema. Lembre-se que cães não tem libido como o ser humano e não sentem falta de sexo, ou cruzar com uma cachorrinha pelo menos uma vez na vida.
Isso não resolverá o problema. Não tente interpretar as ações de seu cãozinho humanizando-o
Ele é parte da família, com todo o encanto que um pet pode ter, mesmo que o chame de filho, ele ainda é um cão. Luelyn Jockymann CRMV-SP 14.512 Animaletto Saúde e Bem-estar de Cães e Gatos Av. Ma´rio Garneiro 438 Estrada do San Conrado - Sousas Fone: 19 3258-9280 luelyn@terra.com.br Comportamentalista - Clínica geral

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SOBRE SAÚDE



¤ O cordão umbilical de um cãozinho recém-nascido cai por volta do 3º dia de vida.

¤ A cor da íris em todo recém-nascido é cinza azulada, mudando para a coloração adulta por volta do 2º mês.

¤ A freqüência dos batimentos cardíacos em um recém-nascido é superior a 200 batimentos por minuto, enquanto que a freqüência respiratória gira em torno de 15 a 35 movimentos por minuto.

¤ A temperatura corpórea de um recém-nascido é de aproximadamente 35,5ºC, chegando na temperatura normal de um cão adulto no primeiro mês de vida (37,5~38ºC).

¤ Um cãozinho possui 28 dentes de leite e um cão adulto 42 dentes permanentes, sendo a erupção um pouco mais precoce em fêmeas, de raças de porte grande e nascidas no verão.

¤ Quando um filhote ingere satisfatoriamente o colostro nas primeiras 24 horas de vida, seu nível de anticorpos circulantes no sangue é muito próximo ao da mãe.

¤ Um cãozinho de 3 dias ingere aproximadamente 20% de seu peso corpóreo em leite materno por dia, enquanto que um filhote de 3 semanas ingere em torno de 40%.

¤ O leite de cadela possui mais proteínas, gorduras e calorias que o leite de vaca. Em contrapartida, o leite de vaca possui mais carboidratos e é isso que provoca diarréia em cãezinhos alimentados com esse leite, e não a gordura como pensa a maioria.

¤ Um cãozinho bebe diariamente aproximadamente 50ml de água por kilo de peso, sendo que a água corresponde por cerca de 80% do peso corpóreo em um recém-nascido, e aproximadamente 65% em um cão adulto.

¤ Um filhote pode perder quase toda sua gordura corpórea, metade de sua musculatura e ainda assim sobreviver, desde que esteja bem hidratado. Mas em casos de desidratação severa (acima de 10% de seu peso corpóreo) o risco de vida altíssimo, mesmo que o filhote esteja em seu peso normal.

¤ O corte de cauda (caudectomia) e a excisão dos primeiros dígitos, quando necessários, devem ser realizados antes que o cãozinho complete uma semana de idade.

¤ A idade ideal para se realizar o corte de orelhas (conchotomia) em um filhote, gira em torno do 4º mês de vida, variando de acordo com o porte e a raça.

¤ Cãezinhos sadios alimentados adequadamente pela mãe, dobram seu peso de nascimento por volta do 10º dia de vida.

¤ Os olhos e as orelhas de um cãozinho abrem-se aproximadamenta na 2ª semana de vida.

¤ As erupções dos dentes de leite iniciam-se na 3ª semana de vida e terminam por volta de 2 meses.
¤ O sistema imunológico de um cãozinho começa a produz anticorpos e células de defesa a partir da 4ª semana de vida.

¤ Os testículos de um cãozinho migram para o saco escrotal até o 2º mês de vida.

¤ Filhotes de raças miniatura crescem aproximadamente até o 5º mês de vida, enquanto que nas raças gigantes eles podem crescer até um ano e meio.

¤ Um cãozinho recém-nascido rasteja relativamente bem, sustenta seu próprio corpo por volta da 3ª semana, anda com facilidade por volta da 4ª semana e consegue correr a partir da 5ª semana de idade.

¤ Os três primeiros meses são os mais importantes na vida de um cão, e quanto mais experiências ele acumular convivendo com seres humanos, outros animais e explorando o ambiente onde vive, mais desenvolvido será o seu cérebro.

¤ A audição, a visão e o olfato estão bem desenvolvidos por volta da 6ª semana de vida, sendo os sentidos mais utilizados durante a fase explorativa de um cãozinho.

¤ A audição de um cãozinho é em média quatro vezes mais sensível que a humana, além de captar sons com uma maior amplitude de freqüência.

¤ A visão de um cãozinho é mais sensível e percebe movimentações bem melhor que nós. Em contrapartida, eles enxergam com menos nitidez, menos foco e com uma variação de cores limitada.

¤ O olfato é o sentido mais apurado e desenvolvido de um cãozinho. Ele consegue identificar e diferenciar muitos odores que nós sequer sentimos. Possuem aproximadamente 40 vezes mais células odoríferas (que detectam o cheiro) que nós.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

ALERTA VERMELHO













1 - A cada minuto, todos os dias da semana, milhares de animais são assassinados em abatedouros. Muitos sangram vivos até morrer. Dor e sofrimento são comuns. Só nos EUA, 500.000 (meio milhão) de animais são mortos a cada hora!
2 - Há milhões de casos de envenenamento por comida, relatados a cada ano. A vasta maioria é causada pela ingestão de carne.
3 - A carne não contém absolutamente nada de proteínas, vitaminas ou minerais que o corpo humano não possa obter.
4 - Os países africanos - onde milhões morrem de fome - exportam grãos para o primeiro mundo para engordar animais que vão parar na mesa de jantar das nações ricas.
5 - Os animais que morrem para a sua mesa de jantar morrem sozinhos, em pânico e terror, em profunda depressão e em meio a grande dor. A matança é impiedosa e desumana.

6 - Metade das florestas tropicais do mundo foi destruída para fazer pasto para criar gado para fazer hambúrguer. Cerca de 1000 espécies são extintas por ano devido à destruição das florestas tropicais.

7 - Todos os anos 400 toneladas de grãos alimentam animais de corte - assim os ricos do mundo podem comer carne. Ao mesmo tempo, 500 milhões de pessoas nos países pobres morrem de fome. A cada 6 segundos alguém morre de fome por que pessoas no Ocidente estão comendo carne. Cerca de 60 milhões de pessoas morrem de fome por ano. Todas essas vidas poderiam ser salvas, porque estas pessoas poderiam estar comendo os grãos usados para alimentar animais de corte se os norte-americanos comessem 10% a menos de carne.

8 - As reservas de água fresca do mundo estão sendo contaminadas pela criação de gado de corte. E os produtores de carne são os maiores poluidores das águas. Se a indústria de carne no EUA não fosse subsidiada em seu enorme consumo de água pelo governo, algumas gramas de hambúrguer custariam US$ 35.

9 - Se você come carne, está consumindo hormônios que foram administrados aos animais. Ninguém sabe os efeitos que estes hormônios causam à saúde. Em alguns testes, um em cada 4 hambúrgueres contém hormônios de crescimento originalmente administrados ao gado.

10 - As seguintes doenças são comuns em comedores de carne: anemias, apendicite, artrite, câncer de mama, câncer de cólon, câncer de próstata, prisão de ventre, diabetes, pedras na vesícula, gota, pressão alta, indigestão, obesidade, varizes.

11 - Alguns produtores usam calmantes para manter os animais calmos. Usam antibióticos para evitar ou combater infecções. Quando você come carne, está ingerindo estas drogas. Na América do Norte 55% de todos os antibióticos são dados a animais de corte, e a porcentagem de infecções por bactérias resistentes a penicilina avançou de 13% em 1960 para 91% em 1998.

12 - Num período de vida um comedor de carne médio terá consumido 36 porcos, 36 ovelhas e 750 galinhas e perus. Você deseja tanta carnificina em sua consciência!?

13 - Os animais sofrem dor e medo como nós. Passam as últimas horas de sua vida trancados em um caminhão, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte ensopado de sangue. Quem come carne sustenta o modo como os animais são tratados.
14 - Animais com um ano de vida são freqüentemente muito mais racionais - e capazes de pensamento lógico do que bebês humanos de 6 semanas. Porcos e ovelhas são muito mais inteligentes do que criancinhas. Comer esses animais é um ato bárbaro.
No oriente comem cães e gatos, no ocidente bois, porcos e galinhas. Qual a diferença?
É tão fácil se alimentar bem, sem sacrificar a vida!