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MEU ANIMAL AMIGO: ANIMAIS NOSSOS IRMÃOS

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ANIMAIS NOSSOS IRMÃOS



Proteção aos animais
Desde os tempos remotos os animais vêm encontrando dificuldades em sua Convivência com o homem; porém, não menos verdade é que também, desde sempre, vozes isoladas ou grupos humanos têm se erguido em sua defesa.
Vejamos alguns exemplos:
Religiões e Religiosos:

Velho Testamento

As Escrituras Sagradas estão repletas de citações referentes aos animais.
Sem nos alongarmos, vamos buscar em Moisés a recomendação celestial do "Não matarás" (Mandamento), de meridiano entendimento: a morte, de qualquer ser vivo, jamais deverá ser provocada.
No Apocalipse 4: 6 a 11 e 5, quatro seres viventes à volta do Trono de Deus glorificam-no sem descanso; são semelhantes, respectivamente, ao leão, novilho, homem e águia em vôo.
Considerando que Deus criou, ama e protege todos os seres que criou, a citação valoriza os animais, deixando límpido que junto ao Criador não estão apenas anjos...

Jesus
Jesus várias vezes se referiu aos animais de forma bondosa, como em Mateus 10:16, enaltecendo a prudência das serpentes e a simplicidade das pombas; na parábola da ovelha perdida configura o zelo e principalmente a estima do pastor pelos animais do seu rebanho. Se alguma vez comparou homens a animais, como quando Herodes queria matá-lo e o Mestre chamou-o de raposa (Mateus, 13:32), foi sempre no sentido figurado. Em socorro dessa tese -bondade de Jesus para com os animais - temos no livro A Gênese, de Allan Kardec, cap. XV, n 34, sugestiva opinião dissolvendo a notícia evangélica de que o Cristo teria autorizado demônios (espíritos obsessores) a "entrar" em porcos, após o que a manada atirou-se ao mar, perecendo. Em síntese,
comenta Kardec que, além de manadas de porcos não serem comuns junto aos judeus, jamais seria possível um espírito humano animar o corpo de um animal (ainda mais 2.000 porcos, como quantificou Marcos, em 5:13).

São Francisco de Assis
Francisco de Assis, espírito iluminado, todo mansidão e pureza, é o exemplo máximo terreno de amor aos animais. Não só aos animais: a tudo criado por Deus!
Sua vida apostolar teve como tônica o amor aos homens, aos animais, aos vegetais, aos minerais, aos astros e aos ele mentos naturais. Sua existência constituiu modelo de procedimento ecológico para as gerações futuras.
"Pai Francisco", como era carinhosamente chamado por seus companheiros e seguidores, a nosso ver, guardadas as proporções, representa para os animais e para a natureza o que Jesus representa para os espíritos humanos e para a Terra.

São Basílio
Na liturgia de São Basilio (329/379), padre da Igreja Grega, bispo de Cesaréia da Capadócia - região central da antiga Ásia Menor - brilhante centro do cristianismo, encontramos essa belíssima oração:
Oh! Senhor!
Aumenta em nosso interior o sentido da amizade com todos os seres que têm vida, nossos pequenos irmãos a quem Tu deste a Terra como seu lugar, junto conosco.
Recordamo-nos envergonhados que no passado exercemos o domínio superior do homem, com desapiedada crueldade e assim a voz da Terra, que deveria ter subido até Ti em canções, tem sido um lamento.
Oxalá nos demos conta que eles vivem não somente para nós, senão para eles e para Ti, e que eles amam a doçura da vida, da mesma forma como a amamos e te servem a Ti melhor, em seu meio, do que nós no nosso.

Islamismo
No Alcorão, livro sagrado de cerca de 800 milhões de muçulmanos, em 40 países, representando a palavra textual de Deus - o Clemente, o Misericordioso -, encontramos incontáveis citações de que os animais são criação divina. Deus criou os animais para que servissem de cavalgadura, de transporte, de aquecimento ou de alimento para os homens.
Nas suras (capítulos) e versículos que se referem aos animais, só transparece bondade e respeito para com eles. O emprego de animais, como transporte ou como alimento, é definido de forma clara, havendo várias proibições. E notável como o texto do Alcorão recomenda a proteção de Deus sobre os animais, mesmo quando necessários como alimento. E, nesse caso, quando forem destinados a alimento, que parte seja dada aos humildes e aos mendigos.
Considerando que o texto corânico representa a lei civil, penal e moral para os muçulmanos, é indubitável que os animais que os servem têm o tratamento nele preconizado.
Apenas como exemplo, vejamos parte da Sura Q 5, versículos 1, 3 e 4: "É-vos lícita a carne dos animais, exceto a que aqui vos é especificamente proibida.
São-vos vedados o animal morto, o sangue, a carne de porco e os animais imolados sob a invocação de outro nome que não o de Deus, os animais estrangulados, os animais mortos por espancamento ou de queda ou por chifradas e os devorados por feras...
São-vos também vedados os animais sacrificados aos ídolos. São-vos permitidas todas as coisas boas bem como os animais caçados pelas aves e as feras por vós adestradas segundo os ensinamentos de Deus. Mas invocai Deus sobre eles."

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