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MEU ANIMAL AMIGO: Janeiro 2009

sábado, 31 de janeiro de 2009

SÓZINHO EM CASA


Prepare a sua ausência

As férias chegaram? Está na hora de visitar a família? Ou precisa de fazer uma viagem em trabalho? E agora como fazer com o Bobi ou o Tareco? Há sempre a possibilidade de levar o animal para um canil, mas nem sempre isso é viável. A melhor opção poderá ser deixar o animal em casa. Especialistas em comportamento animal afirmam que os animais lidam melhor com a ausência do dono quando ficam no seu território.

Pode pedir a ajuda de um amigo ou colega, mas vai precisar de fazer alguns preparativos antes de se ausentar.

A melhor opção é a sua casa

Se tiver algum amigo ou colega que possa ir ou ficar em sua casa, é preferível que o animal fique no seu lar. Desta forma ele fica em território que lhe é familiar, não corre o perigo de contrair doenças (como tosse do canil), nem tem de ficar numa jaula pequena durante longos períodos de tempo.

Mantenha a rotina diária

O seu animal sofrerá menos stress se a sua rotina diária se mantiver o mais possível. A pessoa que ficar a cuidar dele deverá imitar as atividades que o dono costuma fazer com o animal (o passeio matinal e de fim de tarde por ex.).

O dono é insubstituível

A pessoa que ficar a cuidar do seu animal deve ser prevenida sobre possíveis alterações no comportamento do seu cão ou gato. Um animal que seja muito apegado ao seu dono poderá ter falta de apetite. Se este comportamento se mantiver mais de três dias, deverá ter autonomia para levar o animal a um veterinário. É obvio que essa pessoa deverá ser alguém da sua inteira confiança.

Planeje as horas de visita

Normalmente os gatos toleram melhor períodos de ausência, desde que tenham acesso a água e comida fresca e ao seu caixote para fazer as necessidades. Uma visita diária é suficiente.

À prova de animal!

Lembre-se que o seu animal vai ficar durante períodos de tempo mais ou menos longos sozinho. Algumas coisas que nunca lhe chamaram a atenção podem tornar-se brinquedos irresistíveis. Prepare a sua casa e guarde tudo o que possa ser destruído pelo seu animal (ou perigoso para ele).

A caixa das surpresas

Arranje uma caixa e coloque lá dentro tudo o que a pessoa que vai ficar a tomar do seu animal possa precisar. Inclua medicamentos, guloseimas, trela, e muito brinquedos.

Reduza a ansiedade

O seu animal pressente quando o dono se está a preparar para uma viagem. Porquê? Guarda as suas roupas em malas que cheiram a lugares desconhecidos para o Bobi e anda constantemente de um lado para o outro da casa em vez de estar a ver televisão. Se possível, reduza o stress do animal fazendo as malas uns dias antes de partir. Assim pode voltar à sua rotina e acalma-lo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

10 COISAS QUE PODEM MATAR SEU CÃO

1- Ausência de vacinas
As vacinas protegem o cão de muitas doenças potencialmente mortais. Vacinar o cão e não permitir que vá à rua ou esteja em contacto com outros cães não vacinados pode salvar a vida de muitos cachorros.

2 - Plantas
Muitas plantas são tóxicas para os cães. A vontade de roer plantas depende do cão e das condições em que é mantido. Por norma, um cão adulto não ataca as plantas em vaso, mas isso depende da educação e personalidade do cão. Já o cão jovem está a explorar o mundo e o seu comportamento é imprevisível. Entre as plantas mais comuns com graus de toxicidade preocupantes para os cães estão, por exemplo os filodendros, as estrelícias, os jarros, as heras, os antúrios, as tulipas e as hortênsias. Para proteção do seu cão, substitua estas por outras plantas ou coloque-as em partes da casa onde o cão nunca tenha acesso. Os cães podem ser ensinados a conviver pacificamente com plantas, mas não se deve arriscar e dar-lhes acesso a uma planta que pode ser fatal.

3 - Alimentos Perigosos
Chocolate, cebola, tomates, café, nozes, caroços da maçã, bacon, presunto, lacticínios, pastilhas elásticas, entre outros, podem levar o cão à morte, dependendo da quantidade ingerida e do tamanho do animal. Uma boa ração seca fornece tudo aquilo que o cão precisa e se tiver indicações contrárias consulte o veterinário. Existem guloseimas próprias para cães que apesar de não deverem ser dadas frequentemente, são alternativas menos prejudiciais para os animais. O cão não tem necessidade de provar chocolate, beber leite, comer bacon, ou qualquer outro aperitivo que o dono goste particularmente. Opte por lhe dar fruta, como maçã, com o cuidado de remover os caroços, sempre que o cão pedinche o chocolate que está a comer. Se não consegue resistir ao olhar do seu animal, ensine-o a não pedir, para o bem da saúde do cão. Ossos cozidos não são tóxicos, mas as lascas que largam, sobretudo o de galinha, podem perfurar o estômago, causando a morte do animal. Opte por ossos vendidos em lojas de animais apropriados para cães.

4 - Produtos de limpeza
Extremamente tóxicos se ingeridos, alguns produtos de limpeza são contudo apelativos para os animais. O cheiro e o sabor de anticongelantes ou lixívia, por exemplo, são atrativos para os cães. Algumas colheres de sopa de anticongelante podem ser fatais para um cão de porte muito pequeno. Não tenha o cão por perto quando utiliza produtos com químicos e guarde-os em locais seguros e fora do alcance de uma lambidela.

5 - Ausência de desparasitação
Os cães devem ser desparasitados interna e externamente, caso contrário podem sofrer de complicações extremamente incomodativas que não se desejam nem ao pior inimigo, quanto mais ao melhor amigo. Os ataques de pulgas, conjugados com reacções alérgicas em alguns casos, ataques de lombrigas, ténias, etc, podem ser facilmente evitadas e tratadas com a administração regular de determinados produtos.

6 - Permitir que o cão ande sem coleira
Por mais controlo que pense ter sobre o seu cão, este é um animal irracional, capaz de ter as atitudes mais imprevisíveis, quando menos espera e mais o perigo espreita. Um cão ensinado e obediente desobedece facilmente ao dono, atravessando a rua disparado para cheirar uma cadela no cio. Existem pessoas que se aproveitam mesmo do fato de os cães estarem sem coleira para os chamarem de longe e os roubarem. Mesmo o cão que passeia sozinho desde pequeno pode ser atropelado por um carro: ou porque o condutor ia distraído, ou porque o piso estava molhado e não travou a tempo, ou porque o cão estava mais excitado e atravessou a rua a correr, ou porque espetou algo a na pata e fez o caminho a mancar e não teve a mesma desenvoltura a atravessar a rua. Para além disso, os cães não têm um sentido de orientação como os gatos e perdem-se facilmente. Isto porque os seus sentidos são “distraídos” com cheiros e pistas no chão que os atraem para lugares que não conhecem; meio caminho andado para um mau desfecho.

7 - Deixar o cão no carro
Vai ao centro comercial e não tem onde deixar o cão? Pense duas vezes antes de deixar o animal fechado no carro durante horas. O calor que se acumula e falta de circulação do ar podem matar um cão. Não deixe o carro ao sol, deixe duas janelas ligeiramente abertas e evite demorar mais do uns breves minutos. Se a prática é tolerada pelo cão durante pouco tempo, a partir de certo ponto, o cão pode mesmo entrar em stress. Para além disso, os donos nunca sabem quem se aproxima do carro: se outras pessoas alimentam ou provocam o animal, etc. Um cão longe da supervisão do dono fora de casa é uma situação a evitar.

8 - Brinquedos não apropriados
Existem brinquedos pensados para os cães. O tamanho é muito importante, assim como os materiais. Brinquedos demasiadamente pequenos podem ser engolidos pelo cão e ficarem presos na garganta, sufocando o animal. Materiais como pêlo, espuma, etc, podem atuar da mesma forma ou causar intoxicações se engolidos.

9 – Parto sem assistência veterinária
Parir é um processo natural, mas não deixa de ser perigoso. Na natureza, as cadelas morrem ao parir e isto não é tão improvável como algumas pessoas pensam. As complicações no parto são variadíssimas – a cadela pode não romper o saco amniótico dos filhos, pode não querer comer a placenta, pode haver dificuldade na expulsão dos filhos, etc. – e o dono deve estar informado e acompanhar o nascimento. O veterinário desempenha um papel importante na prevenção de problemas, diagnóstico de complicações e no fornecimento de informações.

10 - Produtos tóxicos
Líquidos de cheiro, como por exemplo para Potpourri, velas de Citronella, bolas de naftalina, toalhas aromatizadas para limpar as mãos, veneno de ratos, pesticidas, entre outros. Se seguir o lema de apenas dar ao cão aquilo que é próprio para ele, não terá problemas. Em caso de ingestão de qualquer um destes produtos, dirija-se de imediato ao veterinário.

COMO EVITAR AS 8 EMERGÊNCIAS MAIS COMUNS EM CÃES E GATOS


No que respeita à saúde e bem estar do seu animal de companhia, a prevenção é a melhor opção. As sugestões que se seguem são orientações para manter o seu animal longe de perigo. Acidentes podem acontecer de qualquer modo, mas se vigiar atentamente o seu animal e praticar hábitos saudáveis, pode minimizar as emergências médicas. Se praticar os primeiros socorros, deve de seguida consultar o seu veterinário. É prudente ter sempre à mão o nº de telefone do seu veterinário e de um hospital com urgências durante 24 horas.


1. Atropelamento
Se tem um gato, não o deixe andar na rua. Nunca deixe o seu cão passear sem guia perto da estrada.

2. Ingestão de objetos estranhos
Não deixe o seu cão ou gato brincar com fios, ou brinquedos suficientemente pequenos para serem engolidos.

3. Golpe de calor
Nunca deixe o seu animal dentro do carro ao sol. Não deixe que ele aqueça demasiado num dia de calor e proporcione livre acesso a um local com sombra e água.

4. Envenenamento
Armazene com cuidado todos os compostos que possam ser toxicos (exemplo: anticongelante, inseticidas, desinfetantes). Não tenha em casa plantas que sejam venenosas para os gatos. Não deixe o seu cão ou gato andar por quintais ou campos que tenham sido recentemente tratados com inseticidas ou outros produtos químicos, nem beber água ou qualquer outro produto de origem desconhecida.

5. Feridas
Ao contrário da opinião comum, andar na rua é perigoso para os gatos. Manter o seu gato dentro de casa minimiza o risco de feridas e abcessos. Vigie enquanto enquanto o seu cão brinca e passeia e evite o contato com vidros ou outros materiais aguçados bem como com outros animais agressivos.

6. Queimaduras
Não deixe o seu animal só no mesmo compartimento com velas ou outras chamas. Use uma protecção na lareira. Cuidado com os fios eléctricos. Não deixe o ferro de engomar quente em local acessível.

7. Quedas
Apesar de ser natural nos gatos saltar, alguns caem de locais altos e perigosos. Gatos que vivem em apartamentos caem facilmente de janelas ou varandas. Tenha o cuidado de manter as janelas fechadas e vedar o acesso a varandas.

8. Afogamento
Use uma tela na piscina. Para os gatos mantenha todos os recipientes com água tapados, como por exemplo as sanitas. Vigie os cães junto aos lagos, rios etc.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

CÃES RECUPERAM PRESIDIÁRIAS E AUXILIAM DEFICIENTES

A situação dos animais abandonados,dos deficientes físicos e das presidiárias,poderá mudar a partir do momento ,que houver o interesse em integrá-los dentro do contexto social.
O Centro de Correção para Mulheres,presídio de segurança máxima,localizado em Purdy(E.U.A),desenvolve um trabalho inédito de treinamento de cães para auxiliar os deficientes físicos.
Os animais ,vindos geralmente de abrigos,recebem os cuidados necessários e muito carinho,servindo de estímulo para que as detentas descubram um novo sentido para a vida, se sintam úteis e recuperem a auto estima,além de propiciar aos deficientes maiores facilidades no dia-a dia, com os cães a seu lado. O treinamento começa com comandos simples:sente,pare e venha.
Depois as detentas ensinam aos cães a acender e apagar luzes,a apoiar pessoas que andam com bengalas,retirando roupa de secadora e colocando em cestas,entre outras tarefas.
O trabalho do canil da prisão ocorre pela manhã,quando são limpos e oferecida a alimentação para dezenas de cães e alguns gatos hospedados no local por seus proprietários.
O dinheiro arrecadado com o pagamento pela hospedagem associado as contribuições e doações,sustentam o programa,sem fins lucrativos.
Treinar um cão custa cerca de US$ 5 mil para trabalho específico e os deficientes que os recebem pagam apenas US$ 25 de taxa de inscrição.
Os animais que não tem temperamento para completar os oito meses de treinamento são adotados pela comunidade como bichos em liberdade condicional.
Em Washington a taxa de reincidência entre os participantes deste programa é zero.
Prisões em Nova York, Ransas, Flórida, Maine, Ohio, Oklahoma,Connecticut,Massachusetts e Winscosin iniciaram programas similares e outros Estados estão estudando a implantação e salientam que este é o melhor caminho para a instituição correcional.
O trinômio:animais abandonados,deficiente físicos e presidiárias possuem a mesma essência,a necessidade de se sentirem aceitos e amados.
A mudança que ocorre na vida deles com esta reciprocidade, demonstra que a verdadeira liberdade nasce no amor.
A solução sempre existe,basta tentar enxerga-la com os olhos do coração.
Três problemas se transformaram numa maravilhosa solução.

Vininha F.Carvalho

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

BRIGA ENTRE CÃES DA MESMA CASA


Olá pessoal!
Você possui mais de um cão na mesma casa?
Hoje, vamos falar um pouco como manter a paz entre os seus cães.
Seus dois cães pareciam ser os melhores amigos até alguns dias atrás e agora, de repente, começaram a brigar ? Totó e Rex passavam o dia brincando e compartilhando dos mesmos brinquedos até que um dia Rex se aproxima do osso do Totó e, inesperadamente, Totó dá uma mordida em Rex. Será que está acontecendo algo parecido com seus cães?
Mudanças nas atitudes dos cães em relação um ao outro ocorrem com bastante freqüência e aos olhos dos donos, parecem ter ocorrido sem nenhum aviso.
Mas sinais de que isto iria acontecer já estavam sendo mostrados à muito tempo pelos cães, sem que os donos percebessem. Se tivessem percebido o que estava acontecendo com os cães, poderiam ter tomado precauções apropriadas para evitar brigas.
Quando os donos conhecem os fatores que determinam a posição social de um cão, podem estar prontos para agir apropriadamente e prevenir conflitos que podem se transformar em agressão.
Se você possui dois ou mais cães, mesmos que todos os cães sejam de idades e tamanhos semelhantes, fique atento a mudanças de comportamento em relação um ao outro.
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Um dos cães, normalmente o mais velho, é o líder. E se ele não for um animal dominante, pode acontecer de você nem ao menos perceber que este cão é o líder. Se o cão que sempre foi o líder está ficando, aos poucos, para trás - o outro cão passa pelas portas primeiro, fica mais perto da poltrona do dono - a posição social dos cães está mudando.
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Quando os cães possuem um relacionamento estável, não rosnam um para o outro. Cada membro da sociedade aceita sua posição, não sendo necessário desafiar os outros com rosnados. Cães que estão em mudança de status social ou que se recusam a se submeter aos outros cães, sinalizam avisos através de rosnados. O dono que começar a ouvir rosnados deve se preparar para enfrentar futuras brigas, se não forem tomadas providências.
NOTA:
Nem todos os rosnados são sinais de desafio. A exceção é quando os cães estão brincando e ficam rosnando, sem nenhuma intenção de dominar um ao outro.
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Os donos devem ser capazes de reconhecer sinais mais sutis de desafio. O cão desafiante se aproxima do outro, fica bem ereto para parecer maior e encara fixamente o outro cão. Não é difícil reconhecer este olhar !! A cauda é carregada alta e pode-se perceber um tremor em sua ponta e os pelos de seu corpo podem ficar eriçados. Quando os donos reconhecerem estes sinais em seus cães, devem intervir, retirando um cão de perto do outro momentaneamente, antes que o desafio se transforme em briga.
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A mudança de posição social mais comum é causada pela chegada da maturidade de um filhote, que é alcançada por volta dos 18 aos 24 meses. A maturidade social não tem nada a ver com a sexual, que se dá por volta dos 6 aos 9 meses. Até alcançar a maturidade social, o filhote irá aceitar sua posição submissa em relação a outros cães. Quando se torna maduro, o cão pode não mais se sujeitar a esta situação e desafiar o cão mais velho pela supremacia social.
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Vamos usar os exemplos de Totó e Rex novamente. Totó, o cão mais novo, era submisso a Rex, até que completou 2 anos de idade. Até aquela data, Rex nunca sentiu sua posição na família ameaçada. Conforme Totó foi amadurecendo, várias mudanças sutis ocorreram: ele não mais seguia Rex sempre que este saia de um ambiente, às vezes até o empurrava para que pudesse passar pela porta antes, não saia mais do lugar sempre que Rex se aproximava de um local que gostava de deitar para dormir. Ele ficava onde estava e Rex procurava outro local para deitar.
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Se Rex estiver disposto a aceitar a posição submissa, os papéis irão simplesmente se inverter e Totó passará a ser o "cão líder". Se Rex se recusar a perder sua posição social e Totó não recuar, então as brigas irão acontecer. Dois animais que antes moravam em harmonia, podem se tornar grandes inimigos!!
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A idade avançada também afeta a forma como os cães se comportam um com o outro. Quando um cão se torna menos vigoroso, o outro cão da casa pode se apoderar da posição social do menos forte.
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O tamanho e a força de cada cão podem exercer uma grande influência, também. Normalmente, o maior irá sempre dominar o menor.

COMO MANTER A PAZ
Fique atento aos sinais de conflito. Observe as mudanças de comportamento dos cães e reconheça os sinais de aviso antes que ocorra uma briga e um ou ambos os cães se machuquem.
Remova fontes de conflito sempre que possível. Alimente cada cão em locais separados. Se ficarem no mesmo ambiente, permaneça com os cães enquanto comem para evitar que o mais dominante se apodere da ração do outro. Retire as vasilhas assim que terminarem de comer. Normalmente, os cães não guardam a vasilha de água, mas sempre é interessante oferecer mais de uma para evitar qualquer conflito.
Não ofereça ossos ou outro tipo de brinquedo que contenha comida quando os cães estiverem juntos. Separe cada cão em um ambiente se quiser oferece-los.
Às vezes é necessário retirar todos os tipos de brinquedo dos cães quando estes estiverem sozinhos, sem nenhuma supervisão humana.
Ensine obediência ao cão. Ele deve atender prontamente aos comandos SENTA e DEITA. Inicialmente, ensine cada cão por vez e quando já tiverem aprendido, faça os exercícios com os dois cães juntos. Ter um ótimo controle dos cães pode prevenir brigas que poderiam vir a ser muito sérias.
Não confine dois cães em um espaço pequeno e nem deixe dois cães juntos em um espaço pequeno que contenha comida ou brinquedos. Os cães precisam de espaço para conseguir fugir caso um dos cães se torne agressivo.

E NÃO SE ESQUEÇA
O líder de todos os cães é VOCÊ!!!
Os donos devem sempre treinar Obediência com seus cães e manter total controle sobre o comportamento dos seus amigões. Cães que respeitam o dono não brigam quando ele está presente. E quando não puder estar presente, coloque os cães em ambientes separados até a sua volta.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ANIMAIS NOSSOS IRMÃOS



Proteção aos animais
Desde os tempos remotos os animais vêm encontrando dificuldades em sua Convivência com o homem; porém, não menos verdade é que também, desde sempre, vozes isoladas ou grupos humanos têm se erguido em sua defesa.
Vejamos alguns exemplos:
Religiões e Religiosos:

Velho Testamento

As Escrituras Sagradas estão repletas de citações referentes aos animais.
Sem nos alongarmos, vamos buscar em Moisés a recomendação celestial do "Não matarás" (Mandamento), de meridiano entendimento: a morte, de qualquer ser vivo, jamais deverá ser provocada.
No Apocalipse 4: 6 a 11 e 5, quatro seres viventes à volta do Trono de Deus glorificam-no sem descanso; são semelhantes, respectivamente, ao leão, novilho, homem e águia em vôo.
Considerando que Deus criou, ama e protege todos os seres que criou, a citação valoriza os animais, deixando límpido que junto ao Criador não estão apenas anjos...

Jesus
Jesus várias vezes se referiu aos animais de forma bondosa, como em Mateus 10:16, enaltecendo a prudência das serpentes e a simplicidade das pombas; na parábola da ovelha perdida configura o zelo e principalmente a estima do pastor pelos animais do seu rebanho. Se alguma vez comparou homens a animais, como quando Herodes queria matá-lo e o Mestre chamou-o de raposa (Mateus, 13:32), foi sempre no sentido figurado. Em socorro dessa tese -bondade de Jesus para com os animais - temos no livro A Gênese, de Allan Kardec, cap. XV, n 34, sugestiva opinião dissolvendo a notícia evangélica de que o Cristo teria autorizado demônios (espíritos obsessores) a "entrar" em porcos, após o que a manada atirou-se ao mar, perecendo. Em síntese,
comenta Kardec que, além de manadas de porcos não serem comuns junto aos judeus, jamais seria possível um espírito humano animar o corpo de um animal (ainda mais 2.000 porcos, como quantificou Marcos, em 5:13).

São Francisco de Assis
Francisco de Assis, espírito iluminado, todo mansidão e pureza, é o exemplo máximo terreno de amor aos animais. Não só aos animais: a tudo criado por Deus!
Sua vida apostolar teve como tônica o amor aos homens, aos animais, aos vegetais, aos minerais, aos astros e aos ele mentos naturais. Sua existência constituiu modelo de procedimento ecológico para as gerações futuras.
"Pai Francisco", como era carinhosamente chamado por seus companheiros e seguidores, a nosso ver, guardadas as proporções, representa para os animais e para a natureza o que Jesus representa para os espíritos humanos e para a Terra.

São Basílio
Na liturgia de São Basilio (329/379), padre da Igreja Grega, bispo de Cesaréia da Capadócia - região central da antiga Ásia Menor - brilhante centro do cristianismo, encontramos essa belíssima oração:
Oh! Senhor!
Aumenta em nosso interior o sentido da amizade com todos os seres que têm vida, nossos pequenos irmãos a quem Tu deste a Terra como seu lugar, junto conosco.
Recordamo-nos envergonhados que no passado exercemos o domínio superior do homem, com desapiedada crueldade e assim a voz da Terra, que deveria ter subido até Ti em canções, tem sido um lamento.
Oxalá nos demos conta que eles vivem não somente para nós, senão para eles e para Ti, e que eles amam a doçura da vida, da mesma forma como a amamos e te servem a Ti melhor, em seu meio, do que nós no nosso.

Islamismo
No Alcorão, livro sagrado de cerca de 800 milhões de muçulmanos, em 40 países, representando a palavra textual de Deus - o Clemente, o Misericordioso -, encontramos incontáveis citações de que os animais são criação divina. Deus criou os animais para que servissem de cavalgadura, de transporte, de aquecimento ou de alimento para os homens.
Nas suras (capítulos) e versículos que se referem aos animais, só transparece bondade e respeito para com eles. O emprego de animais, como transporte ou como alimento, é definido de forma clara, havendo várias proibições. E notável como o texto do Alcorão recomenda a proteção de Deus sobre os animais, mesmo quando necessários como alimento. E, nesse caso, quando forem destinados a alimento, que parte seja dada aos humildes e aos mendigos.
Considerando que o texto corânico representa a lei civil, penal e moral para os muçulmanos, é indubitável que os animais que os servem têm o tratamento nele preconizado.
Apenas como exemplo, vejamos parte da Sura Q 5, versículos 1, 3 e 4: "É-vos lícita a carne dos animais, exceto a que aqui vos é especificamente proibida.
São-vos vedados o animal morto, o sangue, a carne de porco e os animais imolados sob a invocação de outro nome que não o de Deus, os animais estrangulados, os animais mortos por espancamento ou de queda ou por chifradas e os devorados por feras...
São-vos também vedados os animais sacrificados aos ídolos. São-vos permitidas todas as coisas boas bem como os animais caçados pelas aves e as feras por vós adestradas segundo os ensinamentos de Deus. Mas invocai Deus sobre eles."

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

CUIDADOS COM OS GATOS

A grande maioria das pessoas com crianças pequenas passa grande parte do seu tempo a descobrir maneiras de tornar a sua casa à prova de acidentes.
Por incrível que pareça o mesmo acontece( ou deveria acontecer) com as pessoas e os seus gatos. Os gatos são animais naturalmente curiosos e que têm poucas defesas contra as muitas armadilhas caseiras que inconscientemente se apresentam aos mesmos no decorrer do dia a dia.
Os gatos procuram o calor. Como tal, onde exista uma nesga de sol ou uma zona quente, é onde mais facilmente encontraremos um gato. Não é ficção a história da senhoras que colocou o gato na máquina de lavar roupa e a colocou a trabalhar, infelizmente.
Os gatos escondem-se nos locais mais estranhos pelo que devemos ter sempre o máximo cuidado. Em termos de calor, deve evitar deixá-lo demasiado próximo da lareira, se esta não estiver protegida, a pelagem pode incendiar-se com faúlhas ou o gato pode queimar-se numa protecção demasiado aquecida.
Os gatos são muito sensíveis a insecticidas e o envenenamento acidental é uma das causas mais comuns de morte nos gatos, tanto por ingestão dos mesmos na cozinha por acidente ou por mastigar plantas caseiras às quais foram aplicados insecticidas ou herbicidas.
As próprias plantas que possuímos em nossa casa são tóxicas para os gatos.
Uma lista completa pode ser observada em http://www.cfainc.org/articles/plants.html .
Nunca deve usar produtos antiparasitários em gatos que não sejam específicos para eles e mesmo que o sejam, nunca o deve fazer sem falar com o único profissional habilitado para avaliar da justeza da sua aplicação. O médico-Veterinário.
De igual forma nunca deve medicar o seu gato com medicamentos não indicados por um médico-veterinário. Quantidades ínfimas são fatais para o gato, pois é um animal extremamente sensível a fármacos.
Fios e linhas podem parecer á primeira vista uma forma de lazer óptima para os gatinhos. Com uma simples bola de papel pendurada em um cordel estão asseguradas horas de brincadeira. No entanto, muitos gatos morrem pela ingestão dessas linhas: essas brincadeiras devem ser sempre supervisionadas.
Gosta de coser as suas roupas ? Infelizmente os gatos também gostam de agulhas. Estas e botões são amiúde ingeridas pelos mesmos requerendo cirurgia imediata de forma a salvar a vida do animal.
O gato de casa corre riscos no caso de morar em andares. Quanto mais alto, maior o potencial de queda. Tratámos gatos que chegaram a cair do sétimo andar. No entanto, obviamente, o ideal é não caírem de todo. Se tem um gato, tenha em conta que se trata de um animal ágil. Como tal pode saltar por uma janela e cair facilmente. Todas as janelas e portas devem encontrar-se sempre fechadas ou em alternativa com redes mosquiteiras, no caso de morar acima de um primeiro andar.
Se deseja adicionar um novo gatinho à sua família felina, tem de se certificar de que este novo inquilino não tem nenhuma doença passível de transmissão ao outro gato e que o gato mais antigo tem as suas vacinas em dia.

domingo, 25 de janeiro de 2009

ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO EM CÃES

Introdução
Ansiedade de separação é o conjunto de comportamentos exibidos por cães quando são deixados sós, sendo um dos problemas comportamentais mais comuns em cães. Os proprietários freqüentemente referem-se a estes animais como "rancorosos", "chateados", "raivosos", que agem com "despeito", "má vontade", mas este tipo de explicação não tem nenhuma base etológica. Como conseqüência, acabam punindo seus animais de modo incorreto e contribuindo para a manutenção ou aumento da freqüência do comportamento. O mais correto seria descrever este tipo de comportamento perturbado como resultado de uma resposta ao estresse pela separação da pessoa ou pessoas com quem o animal está ligado ou apegado. O comportamento de apego é essencial para a sobrevivência de animais sociais. É um mecanismo de coalizão social. A partir do nascimento o filhote forma ligações com a mãe e com os irmãos da ninhada. Posteriormente, com o início do período de sociabilização (2 a 4 meses de idade), o filhote irá se ligar a seus irmãos e a outros cães adultos. Com o cão isto pode incluir outras espécies com que tiver contato neste período. O período de sociabilização determina o tipo de relação social que um animal estabelecerá, bem como os processos de comunicação, coordenação, hierarquia e o tipo de relação que terá com seu proprietário. A ligação implica numa relação de confiança e é o fundamento do laço entre o proprietário e o animal de estimação. Porém, quando um cão fica dependente demais de seu proprietário poderá desenvolver alterações comportamentais associadas a separação. Poderão ser observados: defecação e micção em localizações impróprias, comportamentos destrutivos ( escavar, arranhar, morder objetos pessoais, móveis, paredes, portas e janelas), vocalizações excessivas (latidos, uivos e choramingos), depressão, anorexia e adipsia e hiperatividade. Porém é preciso deixar claro que, somente o levantamento do histórico comportamental e do contexto em que estes comportamentos ocorrem podem determinar um diagnóstico de ansiedade de separação.
Definições necessárias
Medo: sentimento de apreensão associado a presença ou proximidade de um objeto, indivíduo ou situação social de risco. O medo é parte do comportamento normal e pode ser uma resposta adaptativa. A determinação de até que ponto o medo ou respostas de medo são anormais ou inapropriadas deve ser feita pelo contexto em que ocorrem. O medo normal ou anormal são geralmente manifestações graduadas, com intensidade de resposta proporcional à proximidade ou percepção da proximidade do estímulo. Fobia: uma resposta súbita, tudo ou nada, profunda, anormal, que resulta num comportamento de medo extremo (catatonia, pânico). Muitas reações de medo são aprendidas e podem ser desaprendidas com exposições graduais. Fobias são definidas como reações de medo desenvolvidas rapidamente e profundamente e que não são extintas com exposições graduais. Uma vez o evento fóbico tenha sido experimentado, qualquer evento associado a ele ou a memória deste é suficiente para gerar a resposta. Ansiedade: uma antecipação apreensiva de um perigo futuro ou desgraça acompanhada por um sentimento de disforia e ou sintomas somáticos de tensão (vigilância e atenção, hiperatividade autonômica, manifestações fisiológicas, aumento da atividade motora e tensão)
Origem e Diagnóstico
A principal característica da ansiedade de separação é que os comportamentos indesejados estão claramente relacionados à ausência de um ou de todos os membros da família. Ocorre quando o animal não pode ter acesso ao proprietário. Mesmo que o animal esteja na companhia de outras pessoas ou animais, o comportamento pode vir a se manifestar por estar associado a ausência de uma pessoa em especial com quem o animal tem uma "ligação muito forte". Deve-se procurar fazer diagnóstico diferencial com outros distúrbios comportamentais e patológicos. Para isso é preciso obter-se a história comportamental detalhada do proprietário. O comportamento de ganir, latir e uivar no filhote pode ser considerado normal e é o resultado da separação da mãe, visando a reunião. Quando isto não ocorrer, o filhote fica deprimido, quieto e imóvel até o retorno da mãe. No caso de cães adultos este comportamentos podem se repetir, mas são considerados distúrbios devido às conseqüências. Cães com ansiedade de separação são muitas vezes obedientes e bem treinados quando estão na companhia do proprietário. A ansiedade de separação é então considerada como o resultado de um estresse pela ausência do proprietário. Eventos traumáticos na vida de um cão jovem podem aumentar a probabilidade do desenvolvimento de ansiedade de separação. Estes eventos incluem: separação precoce da mãe, privação prematura de laços com a ninhada (filhote de cães mantidos em lojas ou abrigos para animais), uma mudança súbita de ambiente (casa nova, ficar em um canil), uma mudança no estilo de vida do proprietário, resultando em um súbito término no contato constante com o animal, uma ausência de longo prazo ou permanente de um membro da família (divórcio, morte, crianças que crescem e deixam a casa, volta para a escola ou trabalho, férias que terminam) ou a adição de um novo membro na família (bebê recém-nascido, novo relacionamento social ou novo animal de estimação). O problema também pode ser o resultado de uma estadia prolongada ou traumática na casa de um parente ou amigo, em um canil ou hotel. A ansiedade de separação pode estar ainda associada a um evento traumático que possa ter ocorrido durante a ausência do proprietário (explosões, tempestade, assaltos violentos). Não há predisposição sexual ou por raça. Cães de rua recolhidos em canis de adoção têm predisposição a ansiedade de separação. Os cães com predisposição a ansiedade de separação são ansiosos, agitados e super ativos. Seguem o proprietário por todo lado, pulam em cima dele e correm sem parar.
Muitos cães podem sentir quando seu proprietário está para sair de casa e ficam ansiosos até mesmo antes de sua saída. Enquanto o proprietário se prepara para sair, o cão apresenta sinais de:
Aumento de atividade, choramingar, ganir, solicitar atenção, pular e seguir o proprietário onde quer que ele vá, tremer ou até mesmo fica agressivo quando o proprietário tenta partir; neste caso a agressão por dominância deve ser pesquisada;
Depressão, fica parado, deitado sem se mexer quando o proprietário chama ou tenta tirá-lo do lugar.
Depois de um tempo variável da saída do proprietário, os cães:
Arranham, cavam e mastigam as portas e janelas na tentativa de seguir seu proprietário;
Mastigam, arranham e cavam objetos domésticos ou pessoais (livros, móveis, fios, paredes, roupas);
Uurinam e defecam em localizações inaceitáveis, como na porta ou na cama do proprietário e vocalizam (choramingam, latem e uivam sem parar);
Ficam deprimidos e não comem ou bebem enquanto o proprietário não volta. Isto é especialmente prejudicial se o proprietário ficar fora por um longo período;
Sialorréia, tremor, dispnéia, taquicardia, diarréia, vômito ou auto-mutilação (morder e lamber patas e outras partes de seu próprio corpo).
A maioria dos cães afetados fica super excitado quando o proprietário retorna, saudando seu proprietário mais efusivamente do que o normal. Quando o proprietário retorna, o cão geralmente torna-se extremamente ativo e exagera suas saudações à chegada do proprietário.
Se o problema for recente e o animal não for de temperamento extremamente ansioso, o prognóstico será favorável. Já nos casos mais antigos de ansiedade, ou nos casos em que há associação com comportamentos de pânico, o prognóstico é reservado.
Diagnóstico diferencial
Um cão com comportamento destrutivo deve receber um diagnóstico diferencial. É preciso recolher a história comportamental, o foco do comportamento, o contexto e as circunstâncias nas quais o comportamento ocorreu. Deverão ser caracterizados o ambiente social e físico e a rotina diária (alimentação, higiene, brincar, exercício, dormir). A história comportamental irá informar também como ocorreu o processo de educação e adestramento, incluindo a forma como foi realizado o treino para as eliminações e como foram aplicadas as punições. Deve-se caracterizar a rotina dos habitantes da casa e a forma como se dão as interações, incluindo o sociograma. Os principais diagnósticos diferenciais devem ser feitos de acordo com o comportamento exibido: 1. Comportamentos associados a eliminação: Falta ou educação deficiente para eliminação. Falta de oportunidade de defecar e urinar em local apropriado Medo ou excitação Submissão, saudação e marcação Patologias (cistite, prostatite, gastroenterites). Cães idosos Agressividade por dominância ou territorial 2. Comportamento destrutivo Comportamento lúdico ou exploratório Mastigação de filhote Resposta de medo Reação a estímulos excitatórios Super atividade Agressividade por dominância ou territorial 3. Vocalização Reação a estímulos excitatórios (sonoros) Facilitação social Lúdico Agressão Respostas de medo O exame laboratorial deve incluir urinálise, coproparasitológico, hemograma, sorologia e hormônios da tireóide e glândula adrenal (hiperadrenocorticismo), na dependência da história e dos sintomas clínicos associados. É preciso pesquisar sintomas de dor. Para cães de mais de 8 anos está indicada a colonoscopia na dependência dos sintomas. Nos casos envolvendo animais com mais de 8 anos, os processos patológicos podem estar associados a disfunção cognitiva geriátrica canina. Esta patologia determina lesões comparáveis a Alzheimer humana, porém a causa não foi ainda estabelecida. Suas manifestações incluem, além dos comportamentos de ansiedade de separação, diminuição de obediência a comandos, irritabilidade, confusão, perda do condicionamento associado a eliminações e alteração no padrão de sono.
Intervenção
Antes de se iniciar qualquer protocolo de intervenção comportamental é preciso orientar o proprietário em como ocorre o aprendizado canino. O conhecimento que temos do processo cognitivo animal é o resultado da análise experimental do comportamento e estabelece relações funcionais entre as variáveis comportamentais e as variáveis ambientais e endógenas. Assim, quando se observa o comportamento de um animal, é preciso entender que ele foi o resultado da interação destas variáveis.
Se um determinado animal apresenta ansiedade de separação, o que está implícito é o resultado da relação da ausência do proprietário, o comportamento resultante e os estímulos conseqüentes (condicionamento). O comportamento foi portanto reforçado. Então é preciso identificar quais são os estímulos reforçadores. No caso da ansiedade de separação identificaremos estímulos antecedentes (sinais da saída do proprietário), respostas (após um tempo determinado da saída, o cão apresenta comportamentos inadequados tais como: destruição, eliminação inadequada, vocalização etc.) e no retorno do proprietário haverá estímulos conseqüentes (dar comida, fazer carinho), responsáveis pela probabilidade futura da emissão dessas respostas. É importante ressaltar que, seja qual for o comportamento do proprietário, se o comportamento indesejado se mantiver ou aumentar em freqüência, este estímulo será chamado de reforço positivo.
O proprietário deve ser alertado de que, uma vez iniciado o protocolo de modificação comportamental, ele deve se programar e se determinar a segui-lo passo a passo, evitando qualquer falha de procedimento. Parte da intervenção inclui a extinção do comportamento indesejado, isto é não deve haver mais a apresentação de reforço positivo após a emissão do comportamento anteriormente condicionado. Se o proprietário falhar poderá haver o retorno do comportamento e desta vez ainda mais difícil de ser extinto ou modificado. Por outro lado, pode haver estímulos conseqüentes ao próprio comportamento, então diremos que são estímulos auto-reforçadores. Pensando nisto deveremos assegurar que o animal tenha acesso somente a seus próprios objetos, brinquedos, e ossos. Ele não deverá ter mais acesso a objetos pessoais ou móveis. Se preciso, pode-se colocar uma chapa plástica nas paredes para evitar que ele as cavouque.
O princípio subjacente a toda técnica de intervenção para fobias, medos e ansiedades consiste em permitir que um animal experimente situações que elicitem medo e ansiedade sem que fique ansioso ou com medo. Para isso é preciso identificar quais são estes estímulos. Os métodos para tratar ansiedade de separação incluem: modificação da relação entre proprietário e seu animal de estimação, exercício físico, treino para obediência, modificação dos estímulos antecedentes e conseqüentes, prevenção e medicamentos ansiolíticos.
O sucesso do manejo da ansiedade de separação inclui ensinar o cão a tolerar a ausência do proprietário e corrigir os problemas associados a destruir, vocalizar, e eliminar em locais inadequados. O cão deverá adaptar-se gradualmente a ficar só através de exposição a pequenas partidas. Se a resposta ansiosa acontecer logo após a partida do proprietário (dentro de 30 minutos), o cão deverá permanecer sozinho, no princípio, durante intervalos muito pequenos (5 minutos) para assegurar o sucesso da intervenção. O período de ausência é então gradualmente aumentado. O proprietário deve evitar a interação enquanto o animal apresenta comportamentos ansiosos. Deve assegurar que o cão não se ocupe com saudações prolongadas no retorno do proprietário, gratificando ou premiando o animal somente quando este estiver tranqüilo e calmo. A intervenção pode ser iniciado com a dessensibilização às pistas ou sinais que indiquem ao cão a saída do proprietário. O animal deverá permanecer calmo enquanto o proprietário se movimenta. As pistas que antes informavam ao cão a futura saída (estímulos discriminativos antecedentes) serão expostas ao cão, mas não devem ser concluídas com a saída real do proprietário. Pode-se também fazer o contra condicionamento, para isso treina-se o cão a manter-se sentado e calmo enquanto o proprietário se movimenta, se afasta cada vez mais até chegar perto da porta. Posteriormente este treino é feito com ausências que serão gradualmente aumentadas. O proprietário se ausenta por tempos progressivamente maiores, mas não lineares (2, 5, 3, 6, 4, 8 minutos), e retorna antes que o cão manifeste comportamentos ansiosos. As partidas e retornos deverão evitar super estimular o cão. O cão não deverá receber gratificação ou atenção nas partidas e chegadas. Atenção excessiva anterior à partida e no retorno parece aumentar a ansiedade de separação. Pode-se condicionar o animal a associar a saída do proprietário com um retorno breve e seguro. A TV ou rádio podem permanecer ligados ou um brinquedo apropriado pode ser fornecido ao cão. Porém, é muito importante que a pista não seja um artigo associado a ansiedade. Estas sugestões ajudam o cão a associar positivamente o período de isolamento. Uma vez iniciado a intervenção, o cão não poderá ficar sozinho mais do que o tempo estipulado. É fundamental identificar se há componente de pânico associado; em caso positivo, deve-se tratar a condição, pois o pânico está associado a estímulos específicos e a ausência do proprietário é apenas a chave de onde parte o problema.
Medicamentos ansiolíticos auxiliam a suprimir a ansiedade de separação. São freqüentemente usados em cães com ansiedade de separação severa ou quando os proprietários têm que deixar o cão só por um período longo enquanto a intervenção está em andamento. Na maioria dos casos, fármacos não são uma solução e devem ser usados em combinação com um programa de modificação comportamental. A escolha do medicamento deve levar em conta o fato destes diminuírem a capacidade de aprendizagem e que seu efeito varia de acordo com o indivíduo. O ideal é que ansiolíticos sejam dados ao animal enquanto o proprietário está em casa, para se determinar a duração e os possíveis efeitos colaterais. Caso não sejam constatados efeitos colaterais, a droga deve ser dada uma hora antes da saída do proprietário. A diminuição da dose deve ser gradual e conforme avaliação do sucesso do programa de modificação comportamental. Os principais medicamentos utilizados são os antidepressivos tricíclicos, progestágenos, barbitúricos, fenotiazinas e benzodiazepínicos. O objetivo é reduzir a ansiedade sem induzir sedação, o que poderia interferir com a aprendizagem. Além disso é preciso considerar o estado clínico do animal antes de se ministrar o medicamento e os efeitos colaterais.
Em casos severos o proprietário pode ter também que executar um programa de dessensibilização da dependência do cão a uma pessoa, evitando contatos prolongados, impedindo que o animal durma no mesmo quarto ou na mesma cama que o proprietário. Ignorar o cão por um período de tempo não quebrará o laço afetivo com o proprietário, mas diminuirá a dependência extrema do cão, permitindo que ele tolere sua ausência sem ansiedade. Ignorar um animal de estimação pode ser difícil para o proprietário, mas é importante que ele entenda que isto resultará em uma relação muito mais saudável e feliz para ambos.
Castigos ou punições físicas só pioram a ansiedade, por isso não são recomendados como tratamento. A punição é um procedimento que visa suprimir rapidamente a freqüência de um comportamento por meio de um controle aversivo. Raramente o procedimento é aplicado com planejamento e conhecimento. As pessoas confundem punição com "castigo", sendo que o castigo aplicado muitas vezes só serve para aliviar a ira do proprietário contra um cão que fez algo inadequado. Como conseqüência há o desenvolvimento de comportamentos respondentes (medo/agressividade) diante do punidor. O uso da punição como estímulo aversivo deve ser feito com planejamento, de modo que a punição seja aplicada imediatamente após a ocorrência do comportamento a ser suprimido, o que é difícil pois, no caso de ansiedade de separação, tais comportamentos só ocorrem na ausência do proprietário.
Prevenção
Quando o proprietário inicia um relacionamento com seu animal de estimação de maneira muito intensa, afetiva, carinhosa e por muito tempo, mas sabe que esta disponibilidade irá mudar, deveria preparar gradualmente o cão para essas mudanças, evitando assim a ansiedade de separação. Se um filhote ou um cão novo é trazido para casa, é importante evitar situações que encorajem um apego excessivo. O cão deve ser acostumado lentamente a ficar. Isto pode ser realizado através do "treino da gaiola" (anexo1). Este tipo de exercício é especialmente útil quando se sabe que o proprietário irá se ausentar por longos períodos. Outra orientação deve alertar o proprietário a impedir que o cão o siga constantemente, ajustando-o gradualmente a estar só em casa por um longo período. Deve-se evitar estimular ou reforçar comportamento de brincar com outros objetos que não os brinquedos apropriados.
Todos os comportamentos que estimulem demasiadamente o cão devem ser evitados. Todo comportamento de chamar a atenção ou solicitar coisas ao proprietário não devem receber atenção. Os comportamentos tranqüilos e silenciosos devem ser reforçados. Após os 5 meses de idade o cão pode ser ensinado a sentar, ficar e esperar. Se o cão começar a morder objetos inadequados, o proprietário deverá evitar a interação, mas se for absolutamente necessário deve-se utilizar um spray de água imediatamente enquanto o animal morde o objeto (estímulo aversivo).
O exercício físico diário (passeio), deve durar no mínimo 20 minutos e oferece a oportunidade da interação tranqüila, calma, paciente e conseqüentemente gratificante. O passeio possibilita ainda a oportunidade de ensinar o cão a sentar, ficar e esperar.
Treino da gaiola para filhotes a partir de 45 dias de idade
Use um gaiola ou uma caixa de transporte com espaço suficiente para o filhote dar a volta. Acostume o filhote a ficar, dormir ou brincar neste espaço sem fechar a portinha. Após uma semana inicie o treino, deixando o filhote por curto espaço de tempo, fechado na casinha e sem contato visual com você.
Terminado o tempo estando o filhote calmo e relaxado, abra a porta e interaja com o cão de modo calmo. Vá progressivamente aumentando o espaço de tempo em que o animal fica fechado dentro da casinha até chegar a 1,5 horas.
Assegure-se que ele tenha evacuado e urinado antes de iniciar o exercício.
Não corra atrás do animal para pegá-lo.
O alimento deve ser fornecido 15 minutos depois de terminado o exercício.
Antes de adquirir um animal de companhia busque informações sobre a raça
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Mauro Lantzman ®
Bibliografia
FUCHS, H.; WATANABE, O.M. I Curso de Comportamento Animal. 1997.
HART, B. L. ;HART, L.A. Canine and Feline Behavioral Therapy. Pennsylvania: Lea & Febiger, p. 56- 69, 1985.
LANDSBERG, G.; HUNTHAUSEN, W.; ACKERMAN, L. Handbook of behaviour problems of the dog and cat. Oxford: Butterworth-Heinemann, p.97 -106,1987
LINDELL, E.M. Diagnosis and treatment of destructive behavior in dogs. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice,v.27, (3),p. 533-547,1997.
LOMBARD-PLATET, VLV; WATANABE, OM; CASSETARI, L. Psicologia Experimental. Manual teórico e prático de analise do comportamento. São Paulo:Edicon,1998. OVERRAL, K.L. Clinical Behavioral Medicine for small animals. Missouri: Mosby, 1997.
VOITH, V.L.; BORCHELT, P.L. Separation Anxiety in Dogs. In: Readings in Companion Animal behavior. New Jersey: VLS. p.124- 134, 1996.

sábado, 24 de janeiro de 2009

A ESSÊNCIA DOS ANIMAIS


Olhe bem dentro dos olhos de um animal.

E ao olhar você vê que este ser é a expressão do Universo ...

Preste atenção no que você vê: os anos de vida presentes dentro desses olhos e a vitalidade que brilha através da cor e transparência.

Contemple sua forma.

Note os ângulos e curvas de individualidade que fazem desta criatura uma obra de arte única, moldada pelo tempo e pelo desejo ...

E enquanto você olha dentro dos olhos desse ser, atente para aquilo que não pode ver; o interior, um ser tão singular como sua expressão.

O que você vê é um espírito vivo. Acolha-o, respeite-o. Aprecie-o por isto.

Pergunte a si mesmo: o que parece sentir esta criatura? Como, através desses olhos, o mundo parece ser?

Saiba que há antigüidade dentro destes olhos, milênios de evolução.

Eles trazem na sua contemplação, uma aguda solidão que você nunca poderá compreender completamente ...

Esteja certo de que este ser é tão oprimido e sofrido como você nunca imaginou.

É um ser que tem vivido momentos de rudeza e inocência das quais você nunca poderá compartilhar.

Saiba ainda que é ima criatura viva e que tem desejos como você.

Ela anda sobre o mesmo chão e respira o mesmo ar.

Sente dor e alegria, o calor do brilho do sol, a agradável sombra das florestas, o sabor refrescante da água pura ...

Como você. E nisto somos todos iguais. Numa igualdade onde existe toda a vida.

Através dela podemos encontrar a totalidade.

A partir desta igualdade podemos extrair discernimento e compreensão para a cura do nosso lar comum.

Gary Kowalsky - The soul of animals , 1991

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

UM CÃO CHAMADO JÉS...

Esta é a estória de um menino pobre, principalmente pobre de amor.
O seu nome era apenas um apelido: Nico.
Nada tinha de seu, que pudesse comparar com outros meninos remediados. Mãe e pai andavam sempre ausentes e, quando não prontos para despacha-lo, com palavras irritadas, desejosos de se livrarem das suas pieguices.
Mas um dia, Nico achou um amigo: um cão vadio, tão só e abandonado como ele mesmo. A vida, assim, não lhe parecia tão solitária.
Costumava Nico, às vezes, isolar-se na igreja, onde tinha a mania de conversar com os santos. Aquelas imagens pareciam entende-lo. E jurava ter visto São Roque sorrindo e pedindo para que também o seu cãozinho lhe fosse lamber a ferida da perna. Acidentalmente, ouvia os sermões. Não os compreendia bem, mas foi através deles que aprendeu que o maior amigo do homem era uma pessoa chamada Jesus.
Era dia de Natal, e por toda a parte, este nome Jesus era pronunciado com unção, respeito e até em músicas envolventes. A própria atmosfera parecia contagiada de amor. Horas atrás, até Dna. Quitéria da venda lhe havia dado guloseimas, ela que sempre o enxotava dali! No grameiro, onde ficavam as favelas, tinham lhe dado, também, um pião lindíssimo cheio de estrias douradas e vermelhas!
Não podia haver dia melhor para aquilo que desejava. Assim, caminhando com o cãozinho atrás de si, dirigiu-se à igreja e sorridente adentrou a sacristia. Perante o Pe. Albino expôs a sua pretensão:
"Os nenéns vêm aqui e recebem um nome. Eu desejava dar o nome de Jesus ao meu cãozinho" ‑ tartamudeou. Sim ‑ o seu cãozinho era amigo fiel; merecia tal nome.
O sacerdote escandalizou-se e, diante do que considerava um sacrilégio sem conta, enfureceu-se. Com palavras duras a lhe brotarem dos lábios em borbotões, verdadeiros impropérios, pós o Nico a correr dali com o seu cachorro, ameaçando manda-lo para o inferno, se antes não lhe botasse no encalço toda a gendarmeria.
Transido de medo, com o coraçãozinho a saltar-lhe do peito, Nico e o seu cão vadio, saíram a correr mais do que lhes permitiam as pernas até as estradas ermas. Numa centenária figueira, de nodosas raízes, Nico se acomodou, encolhidinho, com o seu cachorro. .
Nico assim dormiu, partindo para o mundo dos sonhos, onde lhe veio ao encontro formoso jovem, que lhe dirigiu a palavra:
‑ Meu amiguinho, Nico. Hoje estou muito feliz.
‑ Por que? ‑ redarguiu o menino.
‑ Porque hoje tive á certeza, de que você me ama.
‑ Como assim?
‑ Só damos certo nome a quem estimamos muito, se esse nome representa algo importante para nós. E você escolheu o meu nome para o seu melhor amigo.
Nino ficou um tanto enleado. Olhava para aquele luminoso príncipe e ao mesmo tempo para o seu cãozinho e enquanto alisava os pêlos deste, perguntou aflito:
‑ Então, quer dizer que posso chamar meu cãozinho pelo nome de Jesus?
‑ Sabe, meu amiguinho; os homens, por certo não 0 compreenderiam, mas... você não tem o nome de Antonio?
‑ Sim, meu nome é Antonio.
‑ E... não o chamam Nico? Pois bem, faça isso também.
Daquele Natal em diante, ninguém no vilarejo era capaz de explicar onde e de que forma Nico havia escolhido um nome tão incomum, o nome Jés... para seu cãozinho vadio.
(Composição de Mário B. Tamassía sobre um tema ditado pelo espírito de Túlio em trabalhos de psicocinesia espirita.)
Revista André Luiz – Ano VI – nº 11 e 12

DOENÇAS INESPECÍFICAS


OTITES
Otite é perigosa mesmo?
O que é otite? Trata-se da inflamação desse órgão da audição. E como o mesmo compreende várias partes, necessário se faz seu conhecimento anatômico.
Qual é a anatomia do ouvido? Pode ser dividido, para efeito didático, em ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, porém, interligados entre si. O ouvido externo compreende o pavilhão auricular (orelha), o meato acústico externo também chamado de canal auditivo externo e o tímpano, este último uma membrana delgada que, por assim dizer, separa o ouvido externo do médio. O ouvido médio é a câmara onde situam-se três ossículos (martelo, estribo e bigorna) interligados entre si e que servem como meio de ligação com o ouvido interno. Nessa câmara onde situam-se referidos ossículos, existe um canal de ligação do ouvido médio com o faringe, denominado Trompa de Eustáquio. O Ouvido interno é a parte mais especializada e portanto também a mais delicada e importante de todo o ouvido, onde existem os chamados Canais Semicirculares, a Cóclea e o Nervo acústico, este último ligando todo o conjunto diretamente ao cérebro. Notaram todos portanto, que conforme sejam atingidas essas diferentes porções do ouvido, a otite se revestirá de maior ou menor gravidade, recebendo também denominações diversas, como otite externa (apenas ouvido externo inflamado), otite média (apenas ouvido médio inflamado) e otite interna (esta a mais grave pois atingindo os canais semicirculares determinará transtornos do equilíbrio, por ser esse o órgão responsável pelo nosso sentido espacial. Atingindo a cóclea, será a doença denominada labirintite (devido ser tal órgão também chamado de labirinto), e assim por diante.
O que causa a otite? Podem causar otites, germes ou fungos infecciosos quando nesse órgão instalados, que podem ali penetrarem, tanto através do exterior pelo canal auditivo externo, quanto também através da faringe pela Trompa de Eustáquio.
Como podemos prevenir essa doença em nossos cães? >Primeiro, cuidando da limpeza do canal auditivo externo e das próprias orelhas de nossos cães e em segundo lugar, cuidando e tratando quando os mesmos são acometidos por doenças da garganta, pois daí também pode a infecção progredir e atingir o ouvido.
Como proceder para a boa limpeza dos ouvidos dos cães? Com um cotonete para os cães pequenos ou um chumaço de algodão na ponta de uma haste flexível ou pinça para cães de maior porte, umedecemos esse algodão com uma solução de alcool-éter (em partes iguais) e com esse cotonete limpamos e removemos a cera existente no conduto auditivo e nas próprias orelhas dos cães. Especial cuidado na limpeza do conduto auditivo externo, em sua parte mais profunda, a fim de não lesar o tímpano ali localizado. A freqüência com que essa limpeza deve ser feita, dependerá da raça de seu cão: >Os cães das raças que tem as orelhas eretas, como o Pastor Alemão, necessitarão de limpezas mensais. Já os cães de raças que tem as orelhas caídas, como aqueles da raça Cocker Spaniel, a limpeza deve ser feita mais freqüentemente (cada 7 ou 10 dias).
Como perceber se meu cão está com otite? O sintoma mais evidente é o ato do mesmo coçar com as patas tal região da cabeça ou então sacudir freqüentemente a cabeça. Mais evidente, é quando ocorrer secreção purulenta pela orelha, o que denota a infecção já estar ali instalada e latente e quando a otite é unilateral (apenas um dos ouvidos), o ato do cão manter a cabeça inclinada para esse lado inflamado.
Como tratar um cão com otite? Muitas vezes o simples ato de proceder à limpeza dos ouvidos, quando a otite é apenas externa, é suficiente para sanar o mal. Porém, quando a infecção já atingiu o ouvido médio ou o interno, necessário se faz tratamento mais especializado, inclusive com administração de antibióticos por via geral (parenteral ou oral) e mesmo nebulizaçes da garganta com medicação apropriada. Nessa caso, a recomendação, é que procurem um veterinário competente, que este deverá estar capacitado para lhe indicar a melhor terapêutica.
Apenas uma recomendação final: Nada de pânicos em caso de otites, pois tenha em mente que o próprio organismo animal tem meios de defesa tanto para essa quanto para outras infecções. Cuide de seu animal como cuida de si mesmo, com cuidado e atenção, tanto quanto seu asseio quanto sua alimentação e propiciando ao mesmo exercícios físicos e carinho. Nada além disso.

QUEDA DE PÊLOS EM CÃES
As quedas de pêlos podem e ocorrem por várias razões. Uma delas é a chamada queda fisiológica, que ocorre normalmente por envelhecimento do próprio pêlo ou de seu folículo (raiz) e assim esse pêlo cai para ser em seguida substituído por outros. Essa queda fisiológica anteriormente referida ocorre em geral no verão e não é localizada (num único local da pelagem) mas generalizada, isto não querendo dizer que o animal se torne careca, pois essa queda é rarefeita e é percebida apenas com cuidadosa observação, pelo fato da pelagem ficar menos densa. A queda chamada patológica (alopecia), que é a queda anormal, têm várias causas. Entre elas, doenças do próprio pêlo ou da pele do animal, tais como micoses, sarnas, eczemas, enfim uma variedade enorme de causas diretas no epitélio de revestimento animal. A queda de pêlos também pode ocorrer de forma indireta, por doenças nutricionais ou mesmo infecções. Entre as doenças nutricionais que podem determinar queda de pêlos pode-se citar a simples avitaminose A. Estando essa vitamina A ausente ou em quantidade insuficiente na alimentação do animal, essa vitamina chamada de protetora dos epitélios, poderá haver simples perda de seu brilho e resistência, culminando até por sua queda. Insuficiências de determinados sais minerais na alimentação, pode ter por conseqüência também queda de pêlos. Até simples falta na alimentação de determinados aminoácidos, que como é sabido são por assim dizer os tijolos que formam as moléculas de proteínas mais complexas, podem também determinar queda de pêlo. Infecções, pelo fato de determinarem febre, poderá ser também uma causa de queda de pêlos. Em vista desses diferentes fatores, observe a pelagem de seu cão: Caso a queda de pêlos seja localizada, formando verdadeiras "ilhas" (sem pêlo), isto requer imediato tratamento de acordo com sua causa, sendo em geral originada por parasitas (fungos, sarnas ou outros parasitas). Caso não seja imediatamente tratada quando parasitária, há o risco inclusive do parasita se alastrar ou mesmo se propagar a outros seres suscetíveis, como o próprio homem, no caso de se tratar por exemplo de uma micose tricofítica ou uma sarna por Sarcoptis scabiei (Escabiose). Já quando a perda de pêlos ocorrer de forma generalizada, determinando apenas uma rarefação da pelagem (ficando a mesma menos densa), caso a mesma seja discreta e sem perda de brilho, trata-se de uma queda fisiológica e em geral ocorre durante a estação do Verão. Porém, quando essa queda é generalizada, tornando a pelagem além de rarefeita também o pêlo perdendo seu brilho, sua causa é geral. Neste último caso, apenas um cuidadoso exame das condições gerais do animal poderá elucidar sua causa específica ou suas causas. Existe também, um quadro mórbido chamado de Alopecia areata, cuja causa é nervosa, causando também queda localizada de pêlos.P.S. - Deve também ser observado pelo dono ou tratador do animal, se concomitantemente à queda de pêlos existe prurido (coceira), por ser este um importante sintoma complementar para diagnóstico, além de possível rubor da pele (avermelhamento) ou mesmo inflamações nessas áreas da pele onde ocorre tal perda de pêlos. Para dizer se a pele esta ou não inflamada, observe e coloque mesmo sua mão para sentir se há calor anormal nessa área glaba (sem pêlo), pois a inflamação se faz sempre acompanhar de três sinais importantes : DOR + CALOR + RUBOR.

COPROFAGIA
O ato de comer fezes pode ter origem em causas físicas ou comportamentais. Dentre algumas causas físicas, posso citar:
Verminose intestinal - mesmo o animal sendo vermifugado, alguns vermes só respondem bom se dermos o vermífugo específico, por isso, o melhor é um exame de fezes.
Protozoose intestinal - os vermífugos convencionais não agem contra protozoários, temos que fazer uma medicação específica para ele. O único modo de termos certeza se ele possui protozoários seria com um exame de fezes.
Deficiência enzimática - produz um desequilíbrio na absorção e metabolização dos nutrientes, e com isso o animal não aproveita tudo o que come. P diagnostico é feito por exame de sangue, pela dosagem das enzimas digestivas no sangue.
Alimentação inadequada - quando na alimentação faltam substâncias importantes para o desenvolvimento do cão. E sobre as causas comportamentais...
Podemos ter um animal que, ao ser ensinado a usar o "banheiro", ficou traumatizado e agora come as fezes como uma tentativa de esconde-las.
Podemos ainda ter um animal necessitando de atenção. O fato de comer as fezes fará com que, de alguma forma, o dono preste mais atenção a ele; é como aquele ditado: "falem mal, mas falem de mim".
Também podemos ter um animal que aprende a "limpar" o ambiente das fezes pelo simples fato de que nos vê fazendo isso, ou seja, chegamos lá onde está o coco, e o retiramos, sumimos com ele, então o cão passa a fazer a mesma coisa. A primeira regra então é jamais limparmos o coco na presença do animal. Não podemos simplesmente querer acabar com o problema, temos que determinar a causa e trata-la. O primeiro passo é pesquisar possíveis causas físicas, através de exames de fezes e de sangue, e descartar as causas alimentares.

CATARATA
O olho: tanto o humano, quanto o de qualquer outra espécie têm a mesma anatomia básica de uma câmara fotográfica: Uma sala escura, um orifício de entrada de luz (pupila), uma lente (cristalino), uma tela de projeção (retina). Neste caso, a lente (cristalino) é embutida, ou seja, lá dentro do olho. Para tampar o orifício de entrada de luz de forma a não atrapalhar temos a córnea, que são as três camadas de filmes transparente mais externas do olho. A Catarata não é nada mais que o "embaçamento" do cristalino. Ora, se o cristalino (lente) está embaçado, esbranquiçado, a luz ainda assim passa, só que não de maneira a formar uma imagem na tela de projeção. Nestes casos, o máximo que se pode é perceber se estamos em um ambiente claro (o cristalino brilha) ou escuro (simples ausência de luz).
Tem-se que sempre estar diferindo os esbranquiçamentos da córnea, superficial, e do cristalino, mais profundo.
As causas do aparecimento da catarata podem ser diversas, algumas controláveis, outras não. Comentemos algumas: A predisposição familiar (genética associada), tanto da lesão em sí como dos quadros de diabete doce, que também provoca de forma secundária a catarata por aumento do nível de açúcar do meio; uso de drogas, como o exemplo do Disofenol, que provoca um esbranquiçamento temporário do cristalino, etc.
Os processos de catarata tendem a se agravar com a idade, mas já temos visto vários casos de cães que antes de atingirem a idade de um ano já apresentam seu cristalino completamente opaco.
Tratar-se de um cristalino opaco é praticamente impossível até hoje. Existem colírios e medicamentos que retardam o aparecimento das lesões, mas uma vez a catarata já instalada, a opção passa a ser cirúrgica: abre-se o olho, removendo a lente (cristalino). Esta é uma cirurgia muito delicada, realizada por cirurgiões veterinários de grande habilidade. Tem um índice de sucesso de oitenta por cento nos melhores centros deste planeta.
É muito interessante aqui notarmos que os cães, enquanto caçadores são míopes, tem visão curta, não enxergam bem, motivo pelo qual sua melhor memória não é visual, mas sim olfativa. Ora, se míope, as imagens em seus olhos se formam antes da parede de projeção (retina). A remoção do cristalino nestes casos melhora lhes a acuidade visual para perto, já que seus olhos passam a funcionar como aquelas velhas máquinas fotográficas tipo caixão, aquelas dos tempos do "flash" com explosão de magnésio, do início do século XX, não sendo necessário portanto a implantação de novas lentes.

ASCITE
A ocorrência da chamada Barriga d´água em cães deve merecer especial atenção e cuidado do criador ou proprietário do animal, já que pode significar doença grave e muitas vezes contagiosa, não apenas para outros animais como também inclusive para o homem, e neste último caso tratando-se de uma zoonose. Quando presente, além do ventre do animal apresentar-se aumentado de volume, esse aumento de volume muda de localização quando é levantado o animal, por exemplo, apenas sua porção anterior do corpo, quando então se nota que esse aumento de volume desloca-se para a parte mais baixa do abdome. Colocando-se as mãos espalmadas, uma de cada lado do ventre do animal e com ligeira pressão, nota-se flutuação no interior do abdome, o que comprova estar o ventre contendo líquido, líquido esse denominado ascítico, já que a Barriga D´água é cientificamente denominada ASCITE. Para se saber da natureza desse líquido, o que inclusive serve de teste comprobatório da ASCITE, é necessária punção com uma agulha grossa ou mesmo um trocater da cavidade abdominal, e assim obtendo-se o líquido chamado ascítico, que servirá para os testes em laboratório da natureza da doença. A simples mensuração de sua densidade, o que é chamado de Prova de Rivalta, serve de meio diagnóstico para se sabe se esse líquido é um EXSUDATO, portanto resultante de uma inflamação existente na cavidade, ou de um simples TRANSUDATO, e neste último caso conseqüente a alguma doença chamada orgânica. Em ambos o caso, deve então ser pesquisada a causa da ascite, que na realidade é um sintoma de outra doença, e não uma entidade nosológica própria. Solicite de seu Médico Veterinário que efetue esses necessários exames complementares, para elucidação da causa real do mal, e assim tornar possível seu tratamento conveniente. Algumas doenças parasitárias com sede no fígado são a causa mais freqüente em animais novos, da ascite, podendo serem encontrados os parasitas no sedimento do líquido ascítico, como é o caso por exemplo, da Tênia Equinococus. Porém não são unicamente vermes que podem determinar a ascite, pois existem outras causas inclusive infecciosas, daí fazer-se necessária pesquisa acurada do líquido ascitico, e em alguns casos cultura do esmo em meios bacteriológicos de cultivo apropriados para elucidação diferencial diagnóstica. Casos de tuberculose digestiva são em cães outras possibilidades de aparecimento de Ascite. Inflamação peritonial (peritonite), também determinam o mal. Tumores localizados no fígado, ou outros órgãos de localização abdominal, também levam ao aparecimento da Barriga D´água, daí somente um acurado exame geral do animal, acompanhado de testes complementares para elucidação diagnóstica. Algumas doenças orgânicas, como, por exemplo, à insuficiência cardíaca, também pode levar ao aparecimento de ascite, motivo pelo qual só um Médico Veterinário tem condições de elucidação da causa real do mal, para seu conveniente tratamento, além de orientação de seu proprietário quanto aos riscos da doença por ventura existentes, inclusive sua possibilidade de contágio humano.
Carmello Liberato Thadei (Médico Veterinário - CRMV-SP-0442).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

COMO ACOSTUMAR O GATO A IR AO VETERINÁRIO

Uma simples visitinha ao veterinário pode ser suficiente pra deixar um gato bastante estressado. Alguns bichanos desenvolvem um verdadeiro pânico das consultas. Se o seu felino faz parte dessa trupe, aprenda a seguir como deixá-lo mais tranqüilo nessas horas.
Tá no sangue!
Diagnosticar um gato apavorado é uma tarefa bem difícil. O medo muda os batimentos do coração, a respiração, e é capaz até de alterar o resultado de certos exames de sangue. Além disso, o veterinário não consegue manusear e nem analisar o bichano direito.
Pensa que eu não saquei?
Há felinos que se escondem e ficam ariscos momentos antes de ir para o veterinário, quando ainda estão em casa. Nesse caso, o gato pode estar associando a caixa de transporte ou toda a movimentação na hora de sair à consulta. Como se o bichano pensasse: “Hum, ele tá pegando a caixa, ela tá pegando a bolsa, lá vou eu para aquele lugar”.
Um bom truque pra diminuir esse estresse inicial é fazer o felino gostar da caixa de transporte. Para tanto, alimente-o dentro dela freqüentemente. Assim que ele começar a entrar na caixa por vontade própria, dê um petisco bem gostoso como recompensa.
Comece então uma brincadeira de faz de conta com o gato, simulando todas as etapas de ida para a clinica veterinária. Faça isso gradativamente. Quando o bichano entrar na caixa de transporte, simplesmente feche a porta com ele lá dentro antes de dar o petisco. Na próxima fase, só ofereça a guloseima após levantar a caixinha com o felino e sacudi-la suavemente. Em outra etapa, leve-a para o carro… e assim vai. Avance fase por fase, sempre aos poucos, para o treinamento não ir por água abaixo…
Medo do quê?
Para a maioria dos bichanos, não ter o espaço ou uma situação sob total controle já é um bom motivo pra ficar apavorado. Logo, o médico examinando, o dono segurando, e tudo isso num ambiente que o gato não conhece é mais do que suficiente pra ele entrar em pânico!
Então, aí vai uma dica: habitue o felino a associar um novo lugar a algo agradável. No início, alimente-o em vários cômodos da casa. Depois, faça o mesmo em locais diferentes. Tente também praticar este exercício em uma sala parecida com a do veterinário dele.
Não mexe aí!
Dá pra diminuir ainda mais o desconforto do gato durante as consultas se você acostumá-lo a ser manuseado. Isso é perfeitamente possível e ajuda pacas na hora de examiná-lo.
Em casa mesmo, segure firme o bichano por alguns segundos e recompense-o com uma guloseima no exato momento em que soltá-lo. Vá aumentando esse tempo aos poucos e aproveite para apalpar, com jeitinho, cada pedaço do corpo dele. Se o felino estiver aceitando os petiscos durante o processo, é porque não está estressado demais.
E atenção: quando estiver segurando o gato, certifique-se de que ele não vai conseguir fugir. Se o bichano perceber que existe algum jeito de escapar, vai ficar mais ansioso ainda. Procure usar uma blusa de mangas compridas no treinamento, tipo uma jaqueta jeans, pra evitar possíveis arranhões nos braços.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

TRUQUES PARA O DIA-A-DIA

Banhos "secos"
Para dias frios ou para filhotes que ainda não podem tomar banho, duas soluções:
Misture 1 xic. café de vinagre (o de maçã é o melhor), 1 xic. de café de álcool e 1 litro de água. Molhe um pano nesta mistura, torça e passe no cão. Depois seque bem com uma toalha ou secador de cabelos (cuidado para não queimar, mantenha-o em uma distância rasoável do cão).
Borrife bastante maisena no cão, espalhe penteie com pente fino (aquele para piolho). Para retirar a maisena use um secador de cabelos ou passe uma escova. Para finalizar passe uma toalha.Dicas de Gilsa (mistura com vinagre) e Kleusa (maisena)
Se seu cão tem pavor de fogos de artifício...
Alguns cães ficam completamente desesperados em época de festas e em dia de jogos de futebol por causa dos fogos de artifícios que os seres humanos tanto gostam. Para amenisar o problema, mande fazer em uma farmácia homeopática de confiança: Borax 60 CH - X / 5ml.Dar de uma vez só o conteúdo todo do frasco, longe da hora da comida, umas 5 à 6 horas antes do foguetório. Como a validade é de pouco tempo, você pode optar preparação pó e misturar a água mineral no momento de dar o remédio ao cão.
Este remédio não age como calmante, inclusive nem faz dormir, somente como os remédios de homeopatia tem a capacidade de mexer no comportamento, esse remédio é direcionado para esse tipo de barulho, ou seja, ele "convence" o animal a não se estressar tanto com esse tipo de barulho, o torna menos sensível a esse tipo de barulho.
Retirado de mensagem enviada a lista Vira-lata por Neísa T. Lourenço - Médica Veterinária Homeopata
Para tirar manchas de xixi de carpetes e tapetes
Retirar o excesso de xixi com papel absorvente, pôr um pouco de vinagre branco. Pôr maisena em cima da mancha e esperar secar por 3 ou 4 horas. Retirar com aspirador de pó.Enviado por Raquel da Fonseca Duarte - extraído do programa "Conhecendo meu mascote", Canal Animal Planet da TV por assinatura
Soluções caseiras para eliminar o cheiro de "banheiro"...
Misturar alcool e vinagre em partes iguais e esfregar no local. Melhor colocar a solução em um pulverizador e aplicar sobre o xixi.
Para áreas ventiladas tipo pátio, varanda, também pode-se pulverizar água sanitaria diluida em um pouco de água sobre o local do "crime".Enviado por Vânia Rosenthal
Um shampoo natural contra carrapatos e sarna...
Flores e folhas de Tabaco;
Flores e folhas de Alamanda;
Folhas e raiz de Tinhorão;
Folhas de Eucalipto;
Folhas de Santa Maria;
Gel de Babosa (solta as cascas e raspa o gel);
Folha de Pita;
sulfrax (comprar em farmácia de manipulação).Picar as flores, folhas e raiz e pilar (no pilão).Picar a Pita e cozinhar com água. Desligar o fogo e coloca as flores, folhas e raiz piladas. Deixar descançar por 12 horas.Filtrar com coador de pano (tirando bem o sumo).Preparar o shampoo: 70% do extrato de ervas + 30% de sulfrax (comprar em farmácia de manipulação).Enviado por Silvia Dunlop - extraído da entrevista dada por Marli Karan ao Canal Rural no dia 28/03/97.
A primeira noite de meu cão, como faço para que ele não chore?
Forre a caminha com um pano que tenha ficado alguns dias com a mãe dele, uma bolsa de água quente envolta em uma toalha e um relógio que faça tique-taque enrolado numa toalha.Ele irá dormir,certo de sentir o calor e ouvir o coração da "mamãe-cadela".Enviado por Virginia - extraído da revista Criativa, Outubro 1998
Como deixar seu totó sozinho em casa sem se sentir culpado?
Deixar um espelho na área em que jovens animais brincam. Isso além de ser divertido para o cachorro ajuda no processo de socialização do mesmo;
Escolher brinquedos que estimulam ação, movimentam o animal,como bolas pesadas, brinquedos de ossos em diferentes formatos e texturas;
Faça um rodízio de brinquedos, assim eles sempre parecerão novos;
Considere um segundo animal, se você deixa seu cachorro muito sozinho por um longo tempo. Cachorros são animais que precisam de companhia;
Deixe o rádio ou a televisão ligados enquanto você está fora, para manter seu cachorro em companhia;
Instale uma"doggie door" (aquelas pontinhas americanas), dessa forma seu cachorro terá acesso ao jardim e à casa;
Esteja certo de que seu cachorro de apartamento tem acesso a uma janela ou sacada, assim ele pode ver o lado de fora. Mas cuide para que não haja riscos do cão cair da janela!
Para tirar o cheiro de "banheiro"?
99% dos desinfetantes não tiram o cheiro do xixi e cocô do cachorro, eles simplesmente encobrem o cheiro. Encobrem pra gente, pois os caninos continuam sentindo o cheirinho de banheiro lá no lugar e por isso eles sempre voltam no mesmo lugar.O que é preciso é usar um produto especial, importado, que possui uma enzima que destrói as bactérias que causam o odor das caquinhas. Escolha entre:
Stain and Odor Remover, da Nature's Miracle
Stain and Odor Remover, da Simple Solution
Odor Killer, da Four Paws
O produto deve ser aplicado direto no lugar onde tem o cheiro (se for tapete ou lugar absorvente é bom passar um papel toalha antes para absorver primeiro o xixi), sem diluir, e deve ficar lá secando sozinho. Não esqueça de testar antes para saber se o produto não estragará o tecido.
Para pisos, usar um borrifador de plantas para aplicar o produto é melhor. Além de fazer uma camada mais uniforme e menos "empapada", economiza consideravelmente.
Pêlos embaraçados?
Soft & Silky da Four Paws.
As moscas não deixam seu cachorro em paz?
Mantenha o cão e o local limpos
Passe uma vez ao dia a mistura de 1 parte de óleo mineral e 1 parte de essência de citronela (é encontrada em farmácias homeopáticas) no pêlo do cão
Mas as moscas estão só nas orelhas...
A limpeza é fundamental, tanto do cão quanto do lugar onde ele fica.
Experimente passar na orelha a mistura de extrato ou essência de eucalipto (ou essência de citronela) e vaselina líquida ou óleo mineral diariamente. Mas cuidado com excessos para não amolecer a pele da orelha.
Vamos fazer a toalete?
Alise o pêlo e desfaça o emaranhado com um pente de dentes largos
Escove com um pente fino todo o cão
Escove de acordo com a raça, seguindo as correntes do pêlo
Corte com tesoura os pêlos ao redor dos olhos, genitais e ânus (tosa higiênica)
Diminua a pelagem com uma tesoura de desbastar, se preciso
Lave o cão, use shampoo neutro e condicionador, tomando cuidado com os ouvidos
Seque o cão com o secador não muito quente, escovando-o sempre
De uma escovada final, e se possível um retoque
Ele pegou carrapato!
Resista à tentação de simplesmente arrancar o carrapato pois, uma parte dele pode permanecer na pele e infeccionar o local. De preferência, utilize algodão embebido em álcool, cânfora ou éter e aperte-o contra o carrapato. Assim como nos humanos, estas substâncias podem entorpecer o carrapato e ele "desmaia", facilitando a sua retirada.
Como eu limpo o cantinho do olho?
Quando for uma sujeirinha normal, você pode usar um algodão embebido em água boricada ou soro fisiológico, passado delicadamente.
Nos casos de conjuntivite, leve o cão ao veterinário.
Meu cachorro está com o pêlo feio, o que eu faço?
Se o veterinário eliminou causas clínicas você pode tentar:
Uma ração de qualidade. Contendo vitamina A, ácido linoleico, ácido araquidônico e pantetenato de cálcio.
Para os pêlos não quebrarem escove-os com a pelagem úmida, orvalhada por um spray d'água.
Dê banho com a freqüencia adequada ao tipo de pelagem.
Evite pisos ásperos, parasitas internos e externos.
Na época da troca de pêlos, levedura de cerveja é uma boa aliada. A dose varia de acordo com fatores individuais recomendando-se, portanto, que seja prescrita pelo veterinário.
Ele não para de roer o pé da mesa!
Exercite bem o cão. Faça com que ele gaste energia.
De ossos grandes para ele roer, ossos de ave e porco não são recomendados.
Faça o malandrinho cheirar um pouco de spray desodorante de ambientes, ele vai detestar! Depois pulverise o local que ele costuma roer com o mesmo spray.
O cachorro está com prisão de ventre
Primeiro é melhor identificar a causa. Normalmente se deve a alimentação muito seca, com ossos em excesso.
O azeite de oliva ajuda a soltar o intestino bastando apenas uma colher para fazer efeito. De chá para os cães menores, de sobremesa para os médios e de sopa para os grandes.
Faça um tratamento de um dia colocando 3 a 4 compressas quentes na barriga dele, durante o período, e fazendo passagens locais com movimentos no sentido da barriga para a cauda, para ajudar a movimentação intestinal.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

ACARICIAR CACHORRO PODE AJUDAR DOENTES DO CORAÇÃO

WASHINGTON (Reuters) - Passar alguns minutos acariciando um cachorro pode diminuir a ansiedade de um doente do coração e até mesmo ajudar na recuperação dele durante uma internação hospitalar, disseram pesquisadores dos EUA nesta terça-feira.
Os efeitos benéficos do contato com o animal foram maiores do que quando os doentes com insuficiência cardíaca receberam a visita de um voluntário ou quando foram deixados sozinhos, afirmaram os cientistas durante um encontro da Associação Americana do Coração.
"Essa terapia justifica que analisemos com seriedade essa opção como uma terapia auxiliar para o caso de pessoas com insuficiência cardíaca. Os cães representam um grande conforto", disse Kathie Cole, enfermeira da Universidade do Centro Médico da Califórnia (EUA), que chefiou o estudo.
"Eles deixam as pessoas mais felizes, mais calmas. Eles fazem com que as pessoas sintam-se mais amadas. Isso é algo muito importante quando a pessoa está se sentindo amedrontada e mal."
O estresse pode piorar o quadro de um doente cardíaco, mas Cole disse que ninguém tinha até agora avaliado com profundidade se medidas simples de alívio do estresse, como acariciar um animal, poderiam ajudar de tal forma que pudesse ser medida.
A equipe de Cole descobriu que uma visita de 12 minutos de um cachorro ajuda as funções cardíaca e respiratória, diminuindo a pressão pulmonar, reduzindo a produção de hormônios prejudiciais e combatendo a ansiedade.
Os cientistas avaliaram 76 pessoas com insuficiência cardíaca internadas em um hospital. Desse grupo, alguns receberam a visita de um cachorro por 12 minutos, outros receberam a visita de um voluntário treinado e outros ficaram sozinhos.
Os índices de ansiedade caíram 24 por cento para os doentes visitados por um cão, caíram 10 por cento para os que receberam a visita de uma pessoa e permaneceram inalterados para os que não receberam nenhuma visita.

domingo, 18 de janeiro de 2009

A LEALDADE DE UM CÃO


Em 1864, em Edinburgh, Escócia, vivia um velho homem chamado Jock. Durante toda vida tinha sido um fiel pastor de ovelhas, enfrentando bravamente perigos e intempéries para defender o rebanho. Com quase setenta anos, ainda conservava o coração e a habilidade de um pastor, mas não a saúde necessária. Suas pernas já não podiam escalar as pedras para resgatar uma ovelha ou para espantar um predador. E embora a família para quem trabalhava gostasse muito dele, as finanças iam mal e não podiam conservá-lo. Assim, mancando por fora e magoado por dentro, lá se foi ele de trem, deixando sua terra natal rumo a um novo lar na cidade.

Jock fazia um pouco de tudo e ganhou muitos amigos naquela cidade de mercadores. Eles gostavam do velho Jock pelo seu sorriso simpático, e por suas habilidades nos mais variados trabalhos. Mas, apesar de tantos amigos, sua família se constituía apenas dele e de um cachorrinho Fox Terrier que ele adotou com o nome de Bobby.

Jock e Bobby eram inseparáveis e estavam sempre juntos na rotina de passar pelas lojas em busca de serviços. Todos os dias eles começavam pelo restaurante local, onde recebiam o que comer em troca de serviços de Jock. Depois continuavam de porta em porta até que finalmente, à noite, os dois voltavam para um porão que lhes servia de morada.

Dizem que muitas pessoas pressentem quando o tempo de morrer esta próximo. Foi assim com Jock. Já havia passado quase um ano desde que chegara à cidade. Agora era pleno verão e as colinas estavam em flor. Um dia, ao amanhecer, ao invés de levantar, o velho Jock puxou sua cama até perto da janelinha do quarto. E lá ficou, olhando as montanhas distantes de sua amada Escócia.

Bobby - disse ele afagando o pêlo escuro e denso do cachorro, com a mão que agora só tinha a força do amor-, é tempo de eu ir para casa. Eles não conseguirão me afastar de minha terra novamente. Sinto muito, camarada, mas você vai ter de se cuidar sozinho daqui por diante.

Jock foi enterrado no dia seguinte em um lugar pouco comum para pobres. Por causa do lugar onde morreu e da necessidade de ser enterrado rapidamente, seus restos mortais foram colocados num dos cemitérios mais nobres de Edinburgh, o cemitério Greyfriar. Entre os grandes e mais nobres homens da Escócia, foi enterrado um homem comum e simples. Mas é aqui que nossa história começa.

Na manhã seguinte, o pequeno Bobby apareceu no mesmo restaurante que ele e Jock visitavam cada manhã. A seguir ele fez a ronda das lojas, como ele e Jock haviam sempre feito. Isto aconteceu dia após dia. Mas à noite o cachorrinho desaparecia e somente reaparecia no restaurante no dia seguinte.

Amigos do velho Jock se perguntavam onde o cachorro ia dormir, até que o mistério foi resolvido. Cada noite, Bobby não ia à procura de um lugar quente para dormir, nem mesmo de um abrigo para protegê-lo do frio e da chuva constantes da Escócia. Ele ia até o cemitério Greyfriar e tomava posição ao lado de seu dono.

O vigia do cemitério tocava o cachorro cada vez que o via. Afinal, existia uma ordem expressa, proibindo cachorros de entrarem em cemitérios. O homem tentou consertar a cerca e até pôs armadilhas para caçar o cachorro. Finalmente, com a ajuda do chefe de polícia, o pequeno Bobby foi capturado e preso por não ter uma licença. E uma vez que ninguém podia apresentar-se como legítimo dono daquele cachorro, parecia que Bobby seria morto.

Amigos do velho Jock e de Bobby que souberam do caso foram até a corte local a favor de Bobby. Finalmente, chegou o dia quando o caso deles iria ser apresentado à alta corte de Edinburgh.

Seria quase um milagre salvar a vida de Bobby, sem mencionar o tornar possível, para aquele cão fiel, poder ficar perto do túmulo de seu amigo. Mas foi exatamente o que aconteceu, como um ato sem precedentes na história da Escócia.

Antes que o juiz pudesse dar a sentença, uma horda de crianças entrou na sala de audiência. Moeda por moeda, aquelas crianças conseguiram a quantia necessária para a licença de Bobby.

O oficial da corte ficou tão impressionado pela afeição das crianças pelo animal que concedeu a ele um título especial, tornando-o propriedade da cidade, com uma coleira declarando este fato.

Bobby pôde então correr livremente, brincando com as crianças durante o dia. Mas cada noite, durante quatorze anos até que morreu em 1879, aquele amigo leal manteve guarda silenciosa no cemitério de Greyfriar, bem ao lado de seu dono. Se algum dia você for para Edinburgh, poderá ver a estátua de Bobby naquele cemitério que ainda está lá, mais de 120 anos de sua morte.

sábado, 17 de janeiro de 2009

VIVISSEÇÃO INÚTIL


Loucura? O titulo é repugnante para o seu raciocínio? Incompreensível? Como alguém pode acreditar que um veterinário que cuida de cães e gatos pode curar doenças humanas? Incontestável.
Infelizmente, milhões de pessoas foram induzidos a uma crença errônea de que a cura para doenças humanas pode ser encontrada através de experimentos em diferentes espécies de animais - que são totalmente diferentes não apenas dos seres humanos, mas também de outras espécies animais. Igualmente ridículo e totalmente ilógico.
Se fosse verdade que a cura das doenças que atingem os seres humanos pudessem ser encontradas através de pesquisas com animais, sua visita a um veterinário quando ficasse doente não seria má idéia. Aliás, seria uma grande idéia e nosso título, afinal, não seria tão louco assim.
Professores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP estão utilizando uma substância que diminui o sacrifício de animais para fins educativos. A solução de Larssen, usada para embalsamar cadáveres humanos, foi modificada por pesquisadores da FMVZ.. Aplicada no sistema vascular dos animais mortos, a solução permite aos professores reutilizar (congelar e descongelar) um cadáver por até sete ou oito vezes, equivalentes, aproximadamente, a um semestre letivo.
Porque a experimentação animal deve acabar
Se sua gata, Mimi, ficasse doente e estivesse morrendo, você acreditaria que seria clinicamente e cientificamente possível encontrar a cura através de experiências com seu saudável tio Walter? Você acha obsceno? Claro que é! Mesmo assim milhões de pessoas foram levadas a acreditar que as doenças humanas podem ser curadas através de experimentos realizados em animais não-humanos. Pesquisas realizadas com animais não funcionam e as razões são simples:
- Cada espécie de animal é um ente biomecânico e biomédico diferente. Animais não-humanos são diferentes não apenas dos humanos, mas também entre si, anatômicamente, fisiologicamente, psicológicamente, imunológicamente, histológicamente, geneticamente até a básica sua estrutura celular. O cão é diferente do gato que é diferente do rato. O rato é também diferente do camundongo. Todos eles são diferentes dos seres humanos.
- Os animais reagem de forma diferente às drogas, vacinas e substâncias químicas, não somente dos humanos, mas também uns dos outros. Aspirina mata gatos e penicilina mata porquinhos da Índia. Mas os mesmos porquinhos da India são imunes a estriquinina - um dos venenos mais mortais para humanos, mas igualmente inofensivo aos macacos. Ovelhas podem inferir grandes quantidades de arsênico - o veneno que era o preferido dos assassinos. A lista é infindável. Conseqüentemente, todos os anos a FDA (Food and Drug Administration, órgão regulador nos Estados Unidos) se vê forçada a retirar milhares de drogas farmacêuticas das prateleiras - drogas consideradas "seguras"para o consumo dos humanos, com base nos testes realizados com animais e aprovadas pelo próprio FDA - devido aos problemas graves que causam à saúde humana.
- As doenças humanas não podem ser recriadas em animais ou mesmo em outro ser humano - simplesmente porque uma vez que uma doença é "recriada" se torna artificial, Não é mais a doença original, produzida de forma natural pelo próprio organismo. Por exemplo, se você não tem epilepsia ninguém pode lhe dar, muito menos a um animal não-humano. Os animais não contraem as doenças infecciosas humanas. Apesar dos massivos esforços em se criar um animal-modelo da AIDS humana, sendo que os pesquisadores jamais foram capazes de infectar um único animal com a AIDS humana. Pense a respeito. Além disso existem diferenças enormes entre o sistema imunológico dos seres humanos e de outros animais (ratos vivem nos esgotos, cães bebem água de poças, e gatos lambem a sujeira de seus corpos sem ficarem doentes!).
- Nosso meio ambiente - ar, terra, água e fontes de alimento - está sendo sistematicamente destruído por milhares de pesticidas e produtos tóxicos que, não importando o quão destrutivos sejam, são rotinamente e convenientemente classificados como "seguros" - com isso, sua comercialização liberada - baseados inerentemente inválidos enganosos (errôneos) em animais. Consequentemente, a sobrevivência econômica está também em risco. Por exemplo, em 1995, somente os Estados Unidos gastaram mais de 1.4 trilhões de dólares - uma cifra que vem crescendo assustadoramente - num eufemismo chamado de "cuidados com a saúde" ou seguro-saúde.
EXPLICAR MELHOR. O fato é que depois de mais de 100 anos de pesquisas em larga escala utilizando animais, ao custo de incontáveis bilhões $$$ em impostos e doações, as doenças que alejam deformam e são mortais vem aumentando e afetando um número sempre crescente de pessoas. Longe de encontrar alguma cura, estamos perdendo tempo e dinheiro em testes em animais na batalha contra o câncer, doenças cardiovasculares, diabetes, AIDS, distrofia muscular, esclerose múltipla, mal de Alzheimer, defeitos congênitos, apenas para mencionar alguns exemplos, porem altamente divulgados pela mídia. Tanto é que testes em animais não funcionam que nos USA todos os dias durante o dia todo chamam as pessoas com qualquer doença, desde as mais simples doenças como a constipação devido efeitos de certos remédios até cancer, aids, alzheimer, etc., gratuitamente ou até mesmo recebendo, sendo pagos, para se apresentarem como voluntarios cobaias. Na realidade este seria o único experimento valido, pela lógica.
Um número altamente crescente de médicos e cientistas concordam que a única maneira de tratar nossos problemas de saúde, cada vez maiores, é de engajar em prevenção e a pesquisa clínica (observação e tratamento de seres humanos, sofrendo de doenças humanas).
Ao longo dos anos pudemos compreender da maneira mais dolorosa que a forma de suicídio mais rápida é continuar permitindo que o império biomédico e a indústria farmacêutica continuem retratando que todos os oponentes dos experimentos animais como seres anti-humanos, anti-progresso, anti-ciência e que preferem ratos, gatos, cachorros, chimpanzés, cavalos, porcos, coelhos, em vez da saúde humana.
Basta! Isto precisa acabar. Eis a imagem da nova campanha contra as pesquisas com animais: Racional, inteligente, compassiva e, acima de tudo, pró-humana.
Os experimentos animais são diretamente responsáveis por falhas escandalosas na busca de se encontrar a cura e igualmente responsável para doenças, em número sempre crescente que assolam a humanidade, degradação do meio-ambiente e pelo colapso da economia.
Nós temos o conhecimento, argumentos inegáveis, a convicção, o compromisso. Com a sua ajuda a nossa mensagem salva-vidas finalmente chegará a milhões de pessoas que foram levados à crença errônea de que a medicina humana pode ser comparada à medicina veterinária. Pode ter certeza que quando o público compreender que os experimentos animais não são apenas desnecessários e inúteis, mas de fato altamente perigosos e contraproducentes. Estes rituais medievais precisam ser abolidos para sempre.
Livros recomendados:
1) A verdadeira face da experimentação animal - Sérgio Greif e Thales Tréz - Sociedade Educacional Fala Bicho - 2000.
2) Vítimas da Ciência - Limites éticos da experimentação animal - Tamara Bauab Levai - Editora Mantiqueira - 2001.
3) Alternativas ao uso de animais vivos na educação - pela ciência responsável - Sérgio Greif - Editora: Instituto Nina Rosa - 2003.



"Experimentos com animais e métodos alternativos igualmente inúteis (que na maioria das vezes se baseiam em culturas de células derivadas de animais) são a maior fraude em todo campo da ciência e da medicina e estão transformando a busca da cura de um número sempre crescente de doenças humanas, numa catástrofe biomédica. Isto pode nos causar estranheza, já que a medicina humana não pode se basear na medicina veterinária, pois somente através de métodos verdadeiramente científicos, os quais são de fato relevantes para as pessoaso; que inclui estudos clínicos em pacientes humanos, investigações epidemiológicas em populações humanas, investigações conseguidas através de autópsia e biópsia, observação em voluntários humanos, experimentos com células, tecidos humanos e cultura de órgãos) para que possamos ter a esperança de compreender as causas das doenças humanas e encontrar suas curas." Dr. Christopher Anderegg
Dr. Christopher Anderegg é Médico, PhD , Chefe do Comitê Consultivo Médico de "The Nature of Wellness", graduado em medicina, bem como obteve seu PhD em biologia pela Universidade de Yale em 1987. Foi o primeiro aluno de Yale a concluir sua graduação em apenas 5 anos. Depois de formado, trabalhou com experimentos em animais em diversos labortórios, incluindo os da Universidade de Yale, Swiss Federal Institute of Technology em Zurique, Suiça e ainda no mesmo instituto prestou serviços para Biomedical Research of F. Hoffmann-La Roche (companhia farmacêutica suiça, mundialmente conhecida).
O Dr. Anderegg se tornou antivivisseccionista depois de compreender a futilidade e os perigos advindos dos experimentos com animais. Desde então se dedica a lutar contra tais experimentos.


DECLARAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CIVIS SOBRE VIVISSECÇÃO
1. A vivisseção (experimentação animal) é condenável, tanto do ponto de vista ético quanto do médico-científico.

2. A vivisseção destrói o respeito pela vida e transforma os experimentadores e os seus defensores insensíveis ao sofrimento alheio, também àquele humano. Da crueldade com os animais se passa imperceptivelmente, mas inevitavelmente à crueldade com os seres humanos. 3. A vivisseção não é o método apropriado para a diagnose, estudo ou cura das doenças humanas. As diferenças anatômicas, orgânicas, biológicas, metabólicas, histológica, genéticas e psíquicas, entre homens e animais são tais que, resultados obtidos nestes últimos são perigosos se aplicados no homem, quanto mais a um doente (catástrofes farmacológicas, erros terapêuticos, etc.);

4. A vivisseção não é uma vantagem para a humanidade, mas unicamente para experimentadores e seus financiadores. A vivisseção tem somente função de álibi porque sempre e até hoje faltam provas estatístico-científicas da sua validade, para o progresso da ciência médica para o homem. As provas da sua periculosidade são inumeráveis e cientificamente irrefutáveis.

5. As provas em animais criam no público e em primeira linha nos médicos e nos doentes a ilusão de um falso senso de segurança, para quem não se importa em prevenir as doenças e de compreender as causas.

6. A maior parte das doenças de hoje não há origens orgânicas mas sim psíquicas, alimentares, sociais, ambientais, ecológicas ou iatrogênicas (causadas pelas terapias prescritas pelos médicos). Todos estes fatores não são reproduzíveis no seu complexo em um animal. Por isto, a medicina oficial é incapaz de efetuar verdadeiras “curas”, não sabe curar nem mesmo o comum resfriado, os reumatismos, as artrites, o câncer, nem nenhuma das outras doenças tradicionais, que muito pelo contrário, conseguiu somente multiplicar, adicionando-lhes uma infinidade de sempre novos danos (AIDS, leucemia, esclerose múltipla, ebola, diversos tipos de herpes, etc.), contentando-se em combater os sintomas, contribui a esconder as causas das doenças e, portanto, o modo de prevenir e curá-las.

7. Uma das tantas vítimas da vivisseção é a assistência sanitária. O desperdício de milhões em inúteis pesquisas prejudicam os fundos necessários para uma adequada assistência hospitalar. Os Estados Unidos, que gastam com a vivisseção mais do que qualquer outro país no mundo deveria ser a nação mais saudável de todas e, ao invés disso, é uma das mais doentes e a esperança de vida dos seus habitantes está em 17º lugar nas estatísticas, atrás de numerosos países subdesenvolvidos, que ignoram a experimentação animal. Análogo é o caso da Suíça, que exalta o mais alto consumo de animais de laboratório no mundo, em relação à população, mas o estado de saúde física e mental da população está entre os mais deploráveis da Europa: o altíssimo consumo de medicamentos é a prova concreta disso.

8. Resultados válidos para a saúde humana não são em nenhum caso obtidos através de provas em animais. A saúde humana depende, antes de tudo, da prevenção e do estilo de vida individual, as curas são obtidas apenas mediante a adoção, o desenvolvimento e a integração de uma ou mais das várias disciplinas que o poder médico e petroquímico criam obstáculos ou nunca deram importância porque são pouco rentáveis. A observação clínica, a dietética, a etiologia, a higiene, a psicoterapia, a homeopatia, o vegetarianismo, a macrobiótica, a acupuntura, a pranoterapia, a urinoterapia, a epidemiologia, as várias escolas de alimentação natural (Bircher-Benner e outros), a fitoterapia, a oligoterapia, a aromaterapia, a hidroterapia, a helioterapia, a eletroterapia, a diatermia e outras comprovadamente eficazes e, além do mais, econômicas.

9. A medicina não deve ocupar-se tanto com a sintomatologia local, quanto de toda a pessoa do doente, no seu complexo psicofísico, baseando-se para isto na observação para descobrir as causas da doença, ao invés de extrapolar ao ser humano, experiências veterinárias que no melhor dos casos, substituem sintomas agudos com doenças crônicas.

10. A formação do veterinário deve seguir os mesmos princípios humanitários; não mais interventos arbitrários e violentos (envenenamentos, mutilações, etc.). Em animais sadios para demonstrar o quanto já se sabe e infringir-lhes doenças que não possuem, mas sim um estudo acurado e um tratamento resguardante de doenças que surgem espontaneamente ou incidentes casuais. Portanto, a abolição total da experimentação animais, por lei, é não somente desejável, mas é também obtenível.
Hans Ruesch’s Civis