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MEU ANIMAL AMIGO: JESUS: A LEI DO AMOR E OS SENTIDOS

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

JESUS: A LEI DO AMOR E OS SENTIDOS



JESUS: A LEI DO AMOR E OS SENTIDOS
Pesa-nos trazer para o papel este capítulo; o cérebro se agita, o coração dói, a alma sofre... Mas é necessário. Seria covardia, omissão no mínimo, não gritar bem alto contra tanta iniquidade praticada com os animais.
Ante a maldade, sob que rótulo se apresente, não se pode fugir e, qual avestruz, "enterrar a cabeça na areia", "resolvendo" assim o problema, de forma tão enganosa.Consideramos indispensável narrar aqui, crueldades para com os animais, constitui nosso vigoroso grito de repúdio e dó, de espanto e incredulidade, ante ações que desmerecem a razão, rebaixam o espírito e denigrem a espécie humana - dita racional. Que nosso libelo ecoe nos corações endurecidos fixando neles, ao menos, sementes de respeito, quando de amor possível ainda não seja. Animais são criaturas de Deus: nossos irmãos, pois! A crueldade humana para com os animais é praticada de inúmeras formas. Vejamos uma, tão-somente: matadouros.
Matadouros: "Até o papel deve sentir vergonha ao receber as letras que formam essa história" (expressão do Espírito Sinhozinho Cardoso, descrevendo inacreditável crueldade, no livro "Além do Ódio"). É exatamente isso que também sentimos ao descrever os horrores dos matadouros. Fortalece-nos intenso desejo de que tal seja um alerta, capaz de, sob os cuidados de Deus, sensibilizar a quem de direito possa modificar tão triste realidade: a crueldade nos matadouros. Diz-nos a Revista Veja de 18 de março de 1992 (resumidamente): No Brasil são abatidos, anualmente, todos com requintes de crueldade: - 13 milhões de bois, - 10 milhões de porcos;- 943 milhões de aves.Seu transporte até o matadouro se dá em condições mínimas de respeito, para nem sequer lembrar algum conforto: são empilhados em caminhões. Ao chegar, são tangidos ao abatedouro por choques elétricos que os empurram adiante. Quando caem no chão são arrastados pelas patas até o local do abate, onde recebem o doloroso golpe de misericórdia: de 1 a 23 golpes de marreta na cabeça (porcos e bois), até perderem os sentidos; quando não é marreta é uma estocada na testa com uma lança conhecida como choupa.Em 1992 o Governo paulista sancionou uma lei que cuida de todas as etapas do abate, de forma que cause menor dor, através de um dos três métodos de insensibilização prévia:• tiro de pistola de ar-comprimido na testa do animal;• choque elétrico;• asfixia por gás carbônico.Os dispositivos dessa lei colidem com a tradição e a cultura de árabes e judeus, para os quais os animais só podem ser retalhados e ir para a desossa após a perda total do sangue. Para os árabes, exige ainda a tradição que os animais sejam abatidos deitados e com as patas voltadas para Meca.Como o Brasil é fornecedor de carne para aqueles povos, pode ser que algum frigorífico instalado em São Paulo se transfira para outros Estados. Esse talvez seja o empecilho para que o Brasil, em nível federal, aprove lei similar à paulista, conclui a reportagem. Atualmente, o método do abate por marreta praticamente já foi abandonado. Primeiro, pela grita dos protetores dos animais, segundo, porque danificava os miolos dos bois...As exportações brasileiras de carne bovina em 1992 foram de 434 mil toneladas, sendo 72% industrializadas e o restante "in natura"; desse total, o Estado de São Paulo responde por 80%; a receita chegou a US$ 619 milhões. (NOTA: Quanto aos judeus, acrescentamos que há mais de 3.000 anos abatem os animais (bois e aves) no ritual denominado "kasher", por degola, sendo usadas facas longas, bem afiadas: o golpe tem que ser certeiro, cortando carótidas, jugular, esôfago, traquéia e nervos - tudo sob a assistência de um rabino, que aprovará ou não o aproveitamento da carne, caso não seja constatada nenhuma anomalia nos órgãos (pulmão e vísceras). Em nenhuma hipótese o animal poderá ser submetido a sofrimento prolongado, devendo a morte ocorrer instantaneamente. (Folha de S. Paulo, 28 de março de 1992). Quanto ao abate de cavalos, há alguns anos a imprensa noticiou a crueldade de alguns matadouros, causando comoção nacional. A matança descrita atingia proporções bestiais:• 12 horas antes do abate eram privados de água e alimento, para amaciar a carne;• eram conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts;• a seguir, uma pancada na cabeça, tonteando-os;• animal ainda vivo, as patas eram cortadas, com machado ou tesoura grande, de forma a esgotar todo o sangue;• ainda vivo, com ferimentos terríveis, o animal era colocado em uma estufa para suar e com isso eliminar o "mal educado" cheiro de cavalo de sua carne;- Quem suportaria presenciar tais cenas? Várias denúncias foram feitas, à época, levando personalidades diversas a protestar veementemente contra tamanha barbaridade. A União Internacional Protetora de Animais (UIPA), em particular, empenhou-se a fundo em combater essa ignomínia.Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), o mais importante poeta brasileiro do século XX, revoltado ante tais fatos, amplamente noticiados pela imprensa na década de 70, conclamou os donos de tais abatedouros a seguir o exemplo da Suíça, Áustria, Bélgica, Inglaterra e ex-Alemanha Federal - morte sem dor aos animais. Seu libelo foi publicado em City News, de 27 de novembro de 1977. Praza aos Céus que isso não exista mais!Pois é: concluímos este capítulo. Ao escrevê-lo nossa alma quedou-se machucada, coração em prantos. Já que falamos há pouco de um poeta, relembramos, a propósito, o poeta português António de Macedo Papança, 1° Conde de Monsarás (1852-1913):Senhor...!Como escrever o resto?!Cai-me a penna (sic) da mão, perturba-se-me a vista..."O presente capítulo não foi fácil, pois os fatos nele contidos põem a descoberto um ângulo negativo do patamar evolutivo espiritual do mundo em que vivemos nada lisonjeiro. Como alerta e alento, indispensável relembrar o Mestre Kardec:"Quando a lei de amor e de caridade for a Lei da Humanidade, não haverá mais egoísmo; o fraco e o pacífico não serão mais explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal será o estado da Terra quando, segundo a Lei do Progresso e a promessa deJesus, ela tornar-se um mundo feliz, pela expulsão dos maus."Essa recomendação - a da igualdade entre fracos e fortes - pode perfeitamente enquadrar as crueldades de que são vítimas os animais e que infelizmente não são raras, no sentido de que cessem, sob pena de banimento dos agentes.Quem são os maus?Nenhum de nós tem o direito de julgar quem o é: a consciência de cada um, e somente ela, tem essa atribuição.Concluímos com Jesus: - "quem têm olhos para ver que veja e quem têm ouvidos de ouvir que ouça..."

Eurípedes Kuhl

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