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MEU ANIMAL AMIGO: MAUS TRATOS AOS ANIMAIS SÃO CONSDERADOS CRIMES

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

MAUS TRATOS AOS ANIMAIS SÃO CONSDERADOS CRIMES

Um breve estudo de como tratar na Delegacia de Polícia para denunciar maus-tratos a animais e obter o B.O.

serve também para o RIO DE JANEIRO. PORQUE A LEI É FEDERAL

Caso você veja ou saiba de maus-tratos( ex:.manter animal trancafiado em locais pequenos ou mantê-lo permanentemente em correntes; envenenamento de animal; manter o animal em lugar anti-higiênico; golpear, mutilar um animal; utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse; agressão física a um animal indefeso; abandono de animais; não procurar um veterinário se o animal adoecer etc.- [ver art. 3º do Decreto Federal 24.645/34]), não pense duas vezes: vá à delegacia mais próxima para lavrar boletim de ocorrência ou, na dúvida, no receio, compareça ao fórum para orientar-se com o Promotor de Justiça (Promotoria de Justiça do Meio Ambiente em SP:011-3119.9524). A Denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal n.º 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais).

Preste atenção a esta dica: leve com você, por escrito, o número da lei (no caso a 9605/98) com o art. 32, porque em geral a autoridade policial nem tem conhecimento dessa lei, ou baixe pela internet a íntegra da lei para entregá-la na Delegacia.

Assim que o Escrivão ouvir seu relato sobre o crime, a ele cumpre instaurar inquérito policial ou lavrar um Termo Circunstanciado. Se se negar a fazê-lo, sob qualquer pretexto, lembre-o que ele pode ser responsabilizado por crime de prevaricação, previsto no art. 319 do Código Penal(retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal). Leve esse artigo também por escrito naquele mesmo pedaço de papel. (*)

O Escrivão irá tentar barrar o seu acesso ao Delegado, mas faça valer os seus direitos, exija falar com o Delegado que tem o dever de te atender e o dever de fazer cumprir a lei, principalmente porque você é quem paga o salário desses funcionários, com seus impostos.

Diga que no Brasil os animais são “sujeitos de direitos”, vez que são representados em Juízo pelo Ministério Público ou pelos representantes das sociedades protetoras de animais ( §3º, art. 2º do Decreto 24.645/34) e que, se a norma federal dispôs que eles são sujeitos de direitos, é obrigação da autoridade local fazer cumprir a lei federal que protege os animais domésticos.
Como último argumento, avise-o que irá queixar-se ao Ministério Publico (Denúncia ao Ministério Público - Tel: RJ (0**21) 2261-9954 / SP (0**11) 6955-4352 - meioamb@mp.sp.gov.br/ SC-(0**48) 229-9000- pgj@mp.sc.gov.br), à Corregedoria da Polícia Civil (Telefones em SP: 3258.4711; 3231.5536 e 3231.1775 – Rua da Consolação, 2333) e, ainda, que você fará uma denúncia ao Secretário de Segurança Pública (www.ssp.sp.gov.br)aliás, carregue sempre esses telefones na sua carteira. Para tanto, anote o nome e a patente de quem o atendeu, o endereço da Delegacia, o horário e a data e faça de tudo para mandá-lo lavrar um termo de que vc esteve naquela delegacia para pedir registro de maus-tratos a animal.

Se você estiver acompanhado de alguém, este alguém será sua prova testemunhal para encaminhar a queixa ao órgão público.

Se você tiver em mãos fotografias, número da placa do carro que abandonou o animal, laudo ou atestado veterinário, qualquer prova, leve para auxiliar tanto na Delegacia quanto no MP.

SAIBA QUE VOCÊ NÃO SERÁ O AUTOR DO PROCESSO JUDICIAL QUE PORVENTURA FOR ABERTO A PEDIDO DO DELEGADO!! Sabe por que? Preste atenção: O Decreto 24.645/34 reza em seu artigo 1º que : “Todos os animais existentes no país são tutelados pelo Estado”; e em seu artigo 2º - parágrafo 3º, que : “Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das Sociedades Protetoras dos Animais”. Logo, uma vez concluído o inquérito para apuração do crime, ou elaborado o Termo Circunstanciado, o Delegado o encaminhará ao Juízo para abertura da competente ação, onde o Autor da ação será o Estado.

Se o crime for contra Animais Silvestres (Animal Silvestre: são todos aqueles animais pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas jurisdicionais- fonte: www.renctas.org.br, e-mail: renctas@renctas.org.br), pode também dar ciência às autoridades policiais militares, mas, em especial, à Policia Florestal, anote: SP: 221.8699; São José do Rio Preto: (17) 234.3833; Guarujá: (13) 354.2299; Birigui: (18) 642.3955; ou ao IBAMA (Tel: 0800-618080 - "Linha Verde").

Se vc for do RJ, tenha em mãos o telefone do Disque-denúncia (0**21-2253-1177 ) que também recebe denúncias sobre maus-tratos, tráfico de animais, envenenamentos, trabalhos forçados, espetáculos que praticam abusos e maus-tratos ( circos, rodeios, brigas de cães e de galos etc.).

A prefeitura de SP tem um site onde você pode fazer solicitações de seus serviços, incluindo denúncias contra maus-tratos. O site é: http://sac.prodam.sp.gov.br/solicitacaoCadastro.asp mas tal procedimento é mais demorado e o auxílio pode vir tarde demais.


Uma outra dica também muito importante: Você sabia que as Associações de Bairro representam uma força associativa que pode provocar as autoridades na tomada de atitudes concretas em prol da comunidade?
Pois é, existe uma Lei de n.º 7.347,de 24.07.85, que confere a essas associações, qualificadas como entidades de função pública, ingressar em juízo na proteção dos bens públicos para preservar a qualidade de vida, inclusive com mandado de segurança(Constituição Federal, art.5º, LXX, "b") para a preservação desse bens e como a fauna é um patrimônio público, esta associação tem legitimidade para tanto.
Portanto, se o seu bairro estiver organizado em Associação, procure-a e peça que alguém o acompanhe até a Delegacia ou ao Fórum mais próximo.

Não se esqueçam também que o B.O. pode ser feito, dentro da Grande São Paulo, pela internet, através do site http://www.seguranca.sp.gov.br; basta preencher o B.O. na tela do computador e, em após um espaço de tempo, a Polícia entrará em contato para a confirmação das informações prestadas. A partir daí, o B.O. estará disponível para cópia via impressora, procedimento este, também, que é muito mais demorado para determinados casos que requerem urgência.

O que fazer quando presenciar maus-tratos ou ver cavalos ou burros doentes, magros? Não chame a carrocinha. Antes, peça orientação às Sociedades Protetoras de Animais ou, ainda, informe-se melhor acessando os únicos site brasileiros totalmente destinados aos eqüinos, à sua proteção e defesa:
http://geocities.yahoo.com.br/equinosbrasil/
http://www.providaanimal.hpg.ig.com.br/T3jeguesescravos.htm



Obras e artigos consultados:

01. Direito dos Animais, de Laerte Fernando Levai;
02. Direito dos Animais, de Diomar Ackel Filho;
03. Constituição Federal/88;
04. Código Penal;
05. Site www.arcabrasil.org.br ;
06. Site www.aprodan.hpg.ig.com.br/legisla.htm: ;
07. Site www.ibama.gov.br;
08. Site http://www.airnet.com.br/~falabicho/;
09. Site http://br.geocities.com/AnimaisSOS/entidades.html;
10. Site http://geocities.yahoo.com.br/equinosbrasil/
11. Site www.renctas.org.br


(*)RECLAMAÇÕES, QUEIXAS E SUGESTÕES SOBRE A ATIVIDADE POLICIAL
www.ouvidoria-policia.sp.gov.br

DISQUE- OUVIDORIA
DA POLÍCIA 0800-177070
Atendimento
de 2ª à 6ª feira
Das 9:00 às 17:00 h
ATENDIMENTO PESSOAL
das 9:00 às 15:00 h
Rua Libero Badaró, 600
Atualizado até maio/03.
MARIA CRISTINA AZEVEDO URQUIOLA- ADVOGADA -


Banco de Advogados Ativistas

Após o acompanhamento do movimento de defesa aos animais nos últimos anos, vejo que existem muitas dúvidas e que os procedimentos de esclarecimento nem sempre estão claros.
Com o objetivo de defender o Movimento de Defesa dos Animais contra maus tratos, contra a vivissecação e a favor da vida, vou formular um cadastro com advogados em todo o Brasil para direcionar dúvidas e indicar profissionais que possam oferecer assessoria jurídica aos interessados em colocar em prática os Direitos dos Animais.
Caso deseja participar, envie o seu Nome e Endereço para: advrofgo@terra.com.br
Rogério Gonçalves:"A sensibilidade no trato da questão animal se traduz em respeito ao mundo".

• Ajuda legal

Alguns esclarecimentos são sempre necessários quando tratamos dos aspectos da defesa do mundo animal.

A figura do ativista do meio ambiente, em muitos casos, é confundida com posição de histéricos sem ter o que fazer. Muito culpa nossa mesmo. Ao desenvolvermos atividades procurando a defesa animal, nos desviamos da conduta de educação e conscientização. Partimos ao ataque, muitas vezes pessoal. Isso não traduz fruto ao movimento. Nós cresceremos com denúncia. Com sabedoria. Com demonstração de civilidade, de carinho social. O amor à vida.

Buscando orientar na forma do procedimento em denúncias de maus tratos aos animais, tentarei de forma genérica, traduzir os passos que devem ser seguidos pelos ativistas.

É necessário um esclarecimento primordial. Quando nós ativistas nos vemos diante de um flagrante, ou de um ato criminoso de crueldade, abandono, ou qualquer forma de agressão, somos atingidos nos valores pessoais. De cada um. Assim, o ato condenado atinge seu aspecto criminoso, punido pelo Estado de Direito, e seu lado civil, o valor pessoal atingido, a pessoa que é atingida nos seus valores de sociedade. Seu lado justo. Sua moral. Os princípios que norteiam sua vida.

Dentro deste sentido, sempre que presenciamos a crueldade aos animais, e agimos em sentido inverso, estamos sendo atingidos em nossa moral. O Estado deve reprimir a atitude, nós, devemos sofrer uma reparação em nossos sentimentos, em nossos valores atingidos.

Tal compensação é cabível. E nem sempre deve ser traduzida em dinheiro. Pode ser determinado por atuação no sentido do bem estar animal. Tudo isso deve ser avaliado, e decidido pelo Poder Judiciário.

Outra informação que julgo extremamente importante, é o conhecimento da população do que seja, em rápida análise, o Ministério Público. O promotor público. Esta figura singular do Estado de Direito, é o fiscal da lei. Pode e deve ser informado das agressões à lei. Seja pela polícia judiciária, aquela dos distritos policiais, seja por denúncias. Toda cidade que possui um Fórum tem um promotor. Nas cidades grandes, onde existem foros regionais, há um ou mais em cada regional. Passíveis de recebimento das denúncias. Devemos fazê-las. isso dá força ao movimento.

É claro que estou raciocinando num mundo legal. Muitas vezes nos deparamos com dificuldades no atendimento das denúncias.

Compete à nós formularmos sempre corretamente, sempre com o maior número de prova e sempre com o maior respeito e educação, tudo almejando um bom entendimento. Lembre-se. Mesmo com muita má vontade, fica mais difícil dizer não quando nos deparamos com a educação e o sorriso.

Dentro deste sentido é bom sempre agirmos em dupla de ativistas. Procurando colocar no papel, num ofício, toda a situação que presenciamos e denominados cruel. Com o maior número de provas, documentos, fotos, endereços, cédula de identidade...etc. E o que é mais importante. ASSUMIR A DENÚNCIA. Não procurar o anonimato visando uma cobertura e com medo das represálias. Entendam. Se nós agimos, é porque entendemos que eles são o lado nefasto. Não tema seu inimigo. Respeito ao cidadão mas nunca ao seu lado cruel. O mal deve ser atacado. Medo? Sim. Respeito ao crime? NUNCA.

Agora procurarei orientar a postura do ativista frente a condutas sabidamente criminosas, ou seja, maus tratos definidos pela legislação.

De um modo geral, o dispositivo legal que deve ser aplicado é a LEI 9.605, DE FEVEREIRO DE 1998. ? Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Neste diploma legal vem traduzido quase que na generalidade todas as atitudes condenadas quanto ao meio ambiente.

Como agir? Bem, já disse que toda cidade, município tem um Fórum, onde são discutidas as questões legais.

Assim também quanto aos postos policiais. Em alguns lugares denominados distritos policiais. Nestes há em esquema de plantão, policiais que devem estar ao serviço e na tutela da população.

O ativista deve, ressaltando mais uma vez, comparecer no distrito policial com o maior número de informações possíveis. Socorre-se o animal e após registra-se no posto policial a ocorrência. Em São Paulo, no Estado todo, temos o Boletim de Ocorrência e o Termo Circunstanciado de Ocorrência. A diferença é que este último só é aplicável em alguns casos. Na crueldade dos animais ele cabe.

O enquadramento é dado pela autoridade de plantão. Não devemos ensinar o trabalho de ninguém. Os ativistas comparecem como cidadãos. Buscando a tutela do Estado.

Repito. Respeito. Não submissão. Procurem ser atendidos e explicar com riqueza de detalhes. Sempre em dupla de ativistas.

Em caso de atendimento irregular, não se exaltem. Busquem o nome de quem lhes forneceu atendimento inadequado. Em São Paulo, há por detrás da autoridade de plantão, um quadro onde se vê o nome do delegado e equipe a que pertence. Anotem.

Lembrem-se. Papel. Provas. Ofícios. Esta é a saída. Somente com a força da punição estatal, conseguiremos educar e dar exemplo de nossos valores.

Buscamos a paz. Uma sociedade que respeite os diferentes. Que conviva. Liberdade de expressão, ação, sem conflito com o limite do outro.

Paz como objetivo. Amor como razão.

Rogério S. F. Gonçalves

OAB/SP nº 88.387


Em recente discussão na Escola Superior de Advocacia da OAB, chegamos a conclusão que manter animais em circo é prática inconstitucional. Isso pq a Constituição Federal proíbe os maus tratos e crueldade com os animais, e é justamente o que ocorre com os animais circenses. Cabe a nós, brasileiros, valer o que está escrito em nossa Carta Magna.

Neste caso, o primeiro passo seria ligar para a Polícia Ambiental (não tenho o tel aqui em casa, só no escritório; mas é só ligar para o 102 q eles informam!) e relatar o caso. Eles se diligenciarão até o local, e se possível, quem fizer a denúncia, ofereça-se para acompanhar os policiais pois desta forma eles dão mais crédito ao que for dito.

Não bastando, deve-se também denunciar o fato ao Ministério Público Estadual, que tem a divisão de Direito Ambiental que cuida destes casos. Os representantes do MP comparecerão tb ao local, e se acharem por bem, abrirão processo. O MP de São Paulo está localizado a Rua Riachuelo, 115 (centro) tel: 3119-9000. Site: www.mp.sp.gov.br



ESPECIAL LEGISLAÇÃO 3

O Especial Legislação desta semana trata ainda sobre a
RESPONSABILIDADE dos proprietários de cães. O artigo 17 da Legislação aborda
os deveres dos donos em relação ao alojamento de seu cão. Higiene,
sinalização e condições do local onde reside o animal é assunto desta
semana.

O lugar onde seu cão vive deve ser sempre limpo, ter um espaço
adequado ao seu tamanho e bem fechado, para que não possam nunca escapar. Se
seu o cachorro for de guarda, deve haver um aviso no portão e ele deve ser
mantido afastados dos medidores de luz e caixa de correio, de modo que não
ameacem os funcionários e pessoas que passam na rua.

Leia a Lei na Íntegra e veja se seu cão está alojado corretamente.
Vale também pra se defender, se algum cão fora dessas condições estiver lhe
incomodando, você pode denunciar ao agente sanitário do órgão municipal
responsável pelo controle de zoonoses. A multa é de R$ 30,00, R$ 100,00 na
reincidência e um acréscimo de R$ 50,00 a cada reincidência.

DAS RESPONSABILIDADES

Art. 17 - É de responsabilidade dos proprietários a manutenção de cães
e gatos em condições adequadas de alojamento, alimentação, saúde, higiene e
bem-estar, bem como a destinação adequada dos dejetos.

§ 1º - Os animais devem ser alojados em locais onde fiquem impedidos
de fugirem e agredirem terceiros ou outros animais.
§ 2º - Os proprietários de animais deverão mantê-los afastados de
portões, campainhas, medidores de luz e água e caixas de correspondência, a
fim de que funcionários das respectivas empresas prestadoras desses serviços
possam ter acesso sem sofrer ameaça ou agressão real por parte dos animais,
protegendo ainda os transeuntes.
§ 3º - Em qualquer imóvel onde permanecer animal bravio, deverá ser
afixada placa comunicando o fato, com tamanho compatível à leitura à
distância, e em local visível ao público.
§ 4º - Constatado por agente sanitário do órgão municipal responsável
pelo controle de zoonoses o descumprimento do disposto no "caput" deste
artigo ou em seus parágrafos 1º, 2º e 3º caberá ao proprietário do animal ou
animais:
I - Intimação para a regularização da situação em 30 (trinta) dias;
II - Persistindo a irregularidade, multa de R$ 100,00 (cem reais);
III - A multa será acrescida de 50 (cinqüenta) por cento a cada
reincidência.




ESPECIAL LEGISLAÇÃO 2

Esta semana o Especial continua falando sobre a RESPONSABILIDADE dos
proprietários de cães. O artigo 16 da Legislação dá continuidade à parte da
lei que começamos a abordar a semana passada e fala sobre a responsabilidade
de recolher as fezes de seu cãozinho das vias públicas.


Pois é, não parece muito agradável pegar o cocô com um saquinho. Mas
muito mais desagradável ainda é cruzar as fezes de vários cachorros da
vizinhança. E pisar então? E quando ele está na sua calçada?

A multa para quem confunde a rua com banheiro, (mesmo porque em casa
não deixamos coco nos incomodando) é R$ 10,00. Aposto que ninguém já cruzou
um fiscal para isso, você já viu? Mesmo assim é indiscutível, né? Tem que
pegar!!! Leia o artigo da LEI Nº 13.131, 18 DE MAIO DE 2001

DAS RESPONDABILIDADES

Art. 16 - O condutor de um animal fica obrigado a recolher os dejetos
fecais eliminados pelo mesmo em vias e logradouros públicos.

Parágrafo único - Em caso do não cumprimento do disposto no "caput"
deste artigo, caberá multa de R$ 10,00 (dez reais) ao proprietário do
animal.




ESPECIAL LEGISLAÇÃO

Você sabia que existem leis que protegem os animais e penalizam até
com prisão os responsáveis por abandono e maus-tratos?

Quem tem cachorro precisa conhecer a legislação que diz respeito ao
assunto. Isso é imprescindível para você não cometer um ato ilícito só por
ignorar as leis. Você sabia, por exemplo, que passear com seu cão solto
resulta em uma multa de R$ 100,00 ?

Acompanhe este no Blig Dog, toda semana postaremos aqui uma parte da
lei para que você a conheça, passe a agir de acordo com ela, se previna e
saiba identificar procedimentos ilegais no tratamento dos cães.

Sabe aquele cachorro solto que sempre tumultua seu passeio com seu
amigão, lhe obrigando a passar com paus e pedras na mão para espantar o
brigão inxirido?

Saiba que você pode denunciá-lo ao Centro de Zoonoses e também à
Polícia. Cachorros soltos nas ruas ou passeando com seu dono fora da coleira
ameaçam o bem-estar dos cidadãos e devem ser denunciados. Leia logo a baixo
a lei que trata sobre o assunto e os telefones que você precisa ter em mãos
para exigir que a lei seja cumprida:

LEI Nº 13.131, 18 DE MAIO DE 2001 (Projeto de Lei nº 116/2000, do
Vereador Roberto Trípoli - PSDB)

DAS RESPONSABILIDADES

Art. 15 - Todo animal, ao ser conduzido em vias e logradouros
públicos, deve obrigatoriamente usar coleira e guia, adequadas ao seu
tamanho e porte, ser conduzido por pessoas com idade e força suficiente para
controlar os movimentos do animal, e também portar plaqueta de identificação
devidamente posicionada na coleira.
Parágrafo único - Em caso do não cumprimento do disposto no "caput"
deste artigo, caberá multa de R$ 100,00 (cem reais), por animal, ao
proprietário.

Leia sobre esta lei em São Paulo.
http://www.ig.com.br/paginas/igdog/f
t/materias/165501-166000/165985/165985_1 .html
TELEFONES:
Endereço do Centro C. Zoonoses:
Rua Santa Eulália, 86 - Santana
CEP: 02031-020 Telefone: 6224-5500 Polícia: 190




Não são apenas os seres humanos que devem ter seus direitos assegurados. Os animais, sejam eles domésticos ou selvagens, também devem ser respeitados, tratados com dignidade e carinho. Como as pessoas, eles têm direitos assegurados por lei e que não podem deixar de ser considerados.

O artigo 164 do Código Penal, por exemplo, diz que é crime a "introdução ou abandono de animais em propriedade alheia, sem consentimento de quem de direito, desde que o fato resulte prejuízo''. O autor do abandono, quando denunciado, fica sujeito de quinze dias a seis meses de prisão ou multa.

A Constituição Federal, no capítulo VII do artigo 225, garante a proteção da fauna e flora "às práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade''.

Já a legislação, no Decreto Lei número 24.645, de julho de 1934, condena o "abuso e a crueldade contra qualquer animal''. São considerados maus-tratos: manter animais em locais anti-higiênicos; obrigá-los a trabalhos excessivos ou superiores a suas forças; golpear, ferir ou mutilar voluntariamente; deixá-los sem água ou alimento por mais de doze horas; abater para o consumo ou fazer trabalhar os animais em período de gestação avançada, entre outras práticas.

Infelizmente, para prejuízo dos animais e também dos seres humanos que convivem com eles, estas leis não são cumpridas da forma que deveriam e ainda são pouco conhecidas da maioria da população. Nas grandes e pequenas cidades, são inúmeras as atrocidades cometidas contra cães, gatos, cavalos e outros animais. "Diariamente nos deparamos com casos de estupro de cadelas, espancamentos realizados por puro vandalismo, mutilações e muita maldade do homem contra os animais'', revela a presidente da organização não-governamental SOS Bicho, Rosana Vicente Gnipper.

Abandono

A violência mais visível cometida nos meios urbanos é o abandono. Só em Curitiba, segundo a SOS Bicho, existem cerca de 92 mil cães nas ruas. Destes, 50% são tidos como abandonados pelos donos e 50% têm donos mas vivem nas ruas, muitas vezes voltando para casa apenas para dormir. O número de gatos e outros animais abandonados não é conhecido, mas a organização acredita que também seja bastante alto.

"Muita gente adquire um animalzinho quando ele ainda é pequeno. Quando o bicho começa a crescer, deixa de brincar, começa a dar trabalho e gerar despesas, é abandonado. Isto faz com que o animal sofra muito'', comenta Rosana. A incidência de abandono é muito grande e contribui para que cada vez um número maior de animais viva nas ruas, inclusive ameaçando o bem-estar do próprio ser humano.

Um problema também bastante preocupante, principalmente neste período de férias, são animais abandonados dentro de suas próprias casas. Muitos donos viajam por longo período de tempo e deixam seus animais de estimação sozinhos, acorrentados, sem abrigo contra o sol e a chuva, sem água e sem comida. "Os donos largam os bichinhos sem ninguém para tomar conta. Muitos chegam a morrer de desidratação e desnutrição".

O mesmo acontece com cães de guarda pertencentes a empresas de locação pouco responsáveis. Muitos animais são colocados em terrenos baldios, casas e indústrias desabitadas sem as mínimas condições de sobrevivência. É comum que os responsáveis pela locação passem diversos dias sem visitar os animais, que também ficam sem se alimentar, acabam estressados e não são socorridos quando se ferem.

"As empresas de locação de cães de guarda são autorizadas a funcionar, mas não há nada que normatize este funcionamento. Isto faz com que os animais sejam grandes vítimas de pessoas que querem ganhar dinheiro sem se preocupar com seus direitos", revela a representante da SOS Bicho.

Livro esclarece relação entre o dono e o animal

O desconhecimento da população em geral sobre os direitos dos animais fez com que a advogada Daniele Tetü Rodrigues, de Curitiba, escrevesse um livro sobre o assunto. Em outubro do ano passado, pela editora Juruá, ela lançou O Direito & os Animais -Uma Abordagem Ética, Filosófica e Normativa.

"As pessoas sabem que são cometidas brutalidades contra os animais, mas geralmente isto fica bastante longe da realidade delas'', afirma Daniele. "Acredito que os animais não estão uma categoria abaixo dos homens. São seres que sentem dor e frio, que devem viver lado a lado com o ser humano e que não podem ser tratados como coisa."

No primeiro capítulo de sua obra, Daniele tenta derrubar a idéia do homem como ser superior aos animais. No segundo, faz uma abordagem específica na área de Direito, mostrando o histórico das principais leis protecionistas à fauna brasileira. No terceiro e último capítulo, fala da propriedade privada dos homens sobre os animais.

O livro, que tem 162 páginas, está à venda por R$ 25,00. Pode ser encontrado nas livrarias Curitiba e Saraiva ou na própria editora.

Vítimas da ganância do homem

Assim como os animais domésticos, os silvestres, também chamados de selvagens, são grandes vítimas da ganância dos homens e da ação deles sobre a natureza. O comércio ilegal é hoje a principal ameaça a muitas espécies consideradas em extinção, como o papagaio-da-cara-roxa, o sagüi, tartarugas marinhas, iguanas, macacos, entre outras.

No município de Tijucas do Sul, o Centro de Triagem de Animais Selvagens (Cetas) recebe, através de uma parceria com o Ibama, a PUCPR e a Polícia Florestal, animais que as pessoas criam ilegalmente em casa, doados ou apreendidos nas mãos de comerciantes ilegais. Muitas vezes, eles chegam em péssimas condições de saúde.

"Quando os animais chegam, passam por exame e vão para tratamento. Depois de recuperados, ou são soltos ou vão para zoológicos e criadores'', informa a veterinária residente do local, Camile Lugarini. "A soltura ou não do animal depende de sua procedência, de seu estado de saúde e de áreas que possam comportá-lo''.

Camile conta que geralmente os animais selvagens são retirados da natureza ainda filhotes. De acordo com uma estatística da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), de cada dez animais retirados de seu habitat apenas um consegue sobreviver. "Geralmente, os animais selvagens retirados da natureza são vendidos irregularmente em beiras de estradas. As pessoas os adquirem e, quando eles começam a crescer, os soltam em locais errados. Isso gera grandes problemas ambientais e compromete a saúde do animal'', afirma a veterinária. "Orientamos as pessoas a não adquirirem animais selvagens e denunciarem pessoas que os criem de maneira inadequada''.

Os animais que conseguem sobreviver e permanecem com as pessoas que os adquiriram, geralmente também não vivem em boas condições. Por desinformação, muitos dos compradores os alimentam de forma inadequada, os mantêm enclausurados, sem companhia de outros da mesma espécie e não conhecem as reais características dos animais.

Os animais apreendidos pelos comerciantes ilegais são levados para outros estado da federação e até para outros países, onde adquirem valor financeiro bastante alto.

Segundo o Departamento de Polícia Federal, a cada ano 12 milhões de animais, a maioria integrante da lista de espécies em extinção, são apanhados na fauna brasileira. Deste total, 3,6 milhões são levados ao exterior. O tráfico internacional de animais movimenta US$ 10 bilhões por ano em todo o mundo. Só o Brasil é responsável por US$ 1,5 bilhão, o equivalente a 15%.

Algumas espécies estão em extinção

No Paraná, as atenções estão voltadas ao papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasilienses), espécie de animal selvagem considerada em extinção desde a década de oitenta. A ave, de penagem colorida, é endêmica da região litorânea.

Segundo a coordenadora do projeto de conservação do papagaio-de-cara-roxa da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Elenise Angelotti Sipinski, atualmente existem 4.500 papagaios, sendo 3.500 no litoral do Paraná e o restante no litoral sul de São Paulo e litoral norte de Santa Catarina.

"Os pescadores paranaenses contam que, há cerca de quarenta anos, o céu ficava verde de tantos papagaios-de-cara-roxa que sobrevoavam a região. Atualmente, é muito raro ver o animal'', conta Elenise.

A principal ameaça à espécie são as mudanças ambientais. A degradação da Floresta Atlântica faz com que haja escassez de alimentos ao papagaio e que diminua o número de árvores disponíveis para a construção de ninhos e a busca de abrigos. Outro problema é o comércio ilegal. A beleza do papagaio-de-cara-roxa faz com que ele seja um grande atrativo aos comerciantes de beira de estrada e que atuam em mercados públicos. "É muito difícil saber quem são esses comerciantes ilegais. Eles retiram os papagaios ainda filhotes dos ninhos e os vendem a turistas, que muitas vezes compram sem saber das conseqüências ambientais que isso gera'', comenta.

Além de ser levado a outras regiões do País, o papagaio-de-cara-roxa também é enviado pelos traficantes de animais aos Estados Unidos e a países da Europa. "É muito difícil o papagaio conseguir sobreviver fora de seu habitat natural. A compra do animal incentiva o comércio ilegal e ninguém deve efetuá-la'', finaliza Elenise.

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