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MEU ANIMAL AMIGO: POR AMOR DO AMOR

sábado, 18 de outubro de 2008

POR AMOR DO AMOR

O cachorro estava com câncer terminal. Sofria muito.
O veterinário falou em sacrificá-lo.
Aqui, amigo leitor, abramos parêntesis na narrativa para considerar a questão da eutanásia, a chamada morte branda, com o que se pretende evitar a cacotanásia, a morte em meio a grandes padecimentos.
Todas as religiões, incluindo o Espiritismo, lhe são frontalmente contrárias. A razão é elementar: se a vida procede de Deus, somente o Criador tem o direito de eliminá-la.
Seguindo essa linha de raciocínio, por que, em se tratando de um animal, deveríamos outorgar aos donos o direito de decidir quando deve deixar de viver?
Fala-se em misericórdia. Coitado!
Sofre tanto!
Argumento infundado! Evocando-o, poderemos, pelo mesmo motivo, abreviar os sofrimentos de um familiar, paciente terminal.
Outra alegação: o moribundo com dores atrozes cumpre um carma. Cachorro não tem dívidas a pagar. Não precisa sofrer para morrer…
Mas quem pode dizer que não há razão para os sofrimentos de um animal?
Será que Deus errou?
A Doutrina Espírita ensina que as dores enfrentadas pelo princípio espiritual que anima um ser inferior da criação aceleram o desenvolvimento de suas potencialidades, ajudando-o a desenvolver a complexidade que lhe permitirá transformar-se em ser pensante.
Seria a dor-evolução.
Deus não faz nada por mero diletantismo. Tudo tem uma razão de ser.
E porque os homens não entendem essa realidade, dão-se ao desfrute de sacrificar o animal, menos por misericórdia, mais pelo fato de que é incômodo, dispendioso e desagradável cuidar dele.
Fechamos parêntesis.
Sugestão aceita, a família observou o veterinário a aplicar o anestésico fulminante no animal.
Depois conversavam, questionando a brevidade da existência dos cães, que bem poderiam viver mais tempo.
O filho, uma criança de quatro anos, que tudo ouvia, disse:
– Eu sei por que os cachorros vivem pouco...
Para surpresa de todos, explicou:
– Mamãe diz que pessoas nascem para aprender a ser boas, a amar todo mundo. Não é isso mesmo?
– Sim, meu filho.
E o menino:
– Os cães já nascem sabendo como fazer isso, portanto não precisam viver tanto tempo...
Absolutamente correto!
Se tivermos de definir o que estamos fazendo na Terra, qual o objetivo primordial da existência humana, responderíamos, com o menino, que estamos aqui para aprender a exercitar aquela que é a lei maior do Universo – o Amor.
Isso não é novidade. Desde as culturas mais remotas temos sido instruídos nesse sentido.

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