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MEU ANIMAL AMIGO: Agosto 2007

domingo, 26 de agosto de 2007

OS ANIMAIS E A VIDA ESPIRITUAL

Pergunta — Chico Xavier, a Doutrina dos Espíritos esclarece com muita propriedade a questão da Lei de Causa e Efeito, de Ação e Reação, que preside a organização do Universo. Ela também nos indica o livre arbítrio como atributo fundamental da personalidade humana, pelo qual o ser humano tem a faculdade de optar livremente pelo caminho que deseja seguir, recebendo, contudo, em contrapartida, o resultado inexorável de suas decisões boas ou más. Assim, se conclui que a plantação é livre aos seres humanos, mas a colheita lhes é obrigatória.
Dessa forma, explica-se todas as provações e resgates, doenças e deformidades físicas e mentais por que sofre a maioria dos homens na Terra, como sendo o seu carma ou resgate de delitos passados. Também nos ensina a Doutrina Espírita que os animais não gozam desta faculdade do livre arbítrio, por não possuírem ainda o pensamento contínuo. Sendo assim, como devemos encarar a questão da existência de deformidades congênitas no seio dos animais? Por que nascem animais cegos ou deformados, se eles não têm o livre arbítrio?
Resposta — Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos nós consideremos que os animais diversos, a nos rodear a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmos o próprio princípio inteligente. Se nós, seres humanos, já alcançamos os domínios da inteligência, desenvolvemos agora as potências intuitivas. Eles, os animais, estão aperfeiçoando, paulatinamente, seus instintos, na busca da inteligência. Da mesma maneira que nós, humanos, aspiramos alcançar algum dia, a angelitude na Vida Maior, personificada em nosso Mestre e Senhor Jesus, eles, os animais, aspiram ser no futuro distante homens e mulheres inteligentes e livres.
Podemos nos considerar como irmãos mais velhos e mais experimentados dos animais. Ora, se nós já sabemos que a lei divina institui a solidariedade entre os seres, por isso, podemos facilmente concluir que a nós, seres humanos, Deus outorgou a condução e a proteção de nossos irmãos mais novos, os animais. E o que é que estamos fazendo com esta responsabilidade santa de proteger e guiar o reino animal? Como é que esta Humanidade terrestre tem agido com relação aos animais, nos inúmeros séculos de nossa História?
Porventura nós, os homens, não temos nos convertido em algozes impiedosos dos animais, ao invés de seus protetores fiéis? Quem ignora que a vaca sofre imensamente a caminho do matadouro? Quem desconhece que minutos antes do golpe fatal os bovinos derramam lágrimas de angústia? Não temos treinado determinadas raças de cães exaustivamente para o morticínio e o ataque? Que dizermos das caçadas impiedosas de aves e animais silvestres, unicamente por prazer esportivo? Que dizermos das devastações inconsequentes do meio ambiente?
Tudo isso resume-se em graves responsabilidades para os seres humanos! A angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais altera-lhes o equilíbrio natural de seus princípios espirituais, determinando ajustamentos em posteriores existências, a se configurarem por deformidades congénitas. A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, os seres humanos, que não soubemos guiar os animais à senda do amor e do progresso, segundo a vontade de Deus.
Agora, vejamos: se determinado cão é treinado para o ataque e a morte, com requintes de crueldade, se ele é programado para o mal, pode ocorrer que, em determinado momento de superexcitação, este mesmo cão, treinado para atacar os estranhos, ataque as crianças de sua própria casa ou os próprios donos. Aí, teremos um desajuste induzido pela irresponsabilidade humana. Ora, este mesmo cão aspira crescer espiritualmente para a inteligência e o livre arbítrio. Mas, para isso, ele precisará experimentar o sofrimento que lhe reajuste o campo emotivo, aprendendo a pouco e pouco a Lei de Ação e Reação. Assim, ele provavelmente renascerá com sérias inibições congênitas. A responsabilidade de tudo isto, no entanto, dever-se-á à maldade humana.

sábado, 4 de agosto de 2007

APELO EM FAVOR DOS ANIMAIS

Vós que vedes luzes nestas letras, que traçam a estrada da Evolução Espiritual, e não vos achais mais escravizados pelo "gênio do mundo", à erva que seduz, às flores que encantam, tende compaixão dos pobres animais, não os espanqueis, não os maltrateis, não os repudieis!

Lembrai-vos, amigos meus, que o Pai, em sua infinita misericórdia cerca-os de carinhos, e, prevendo a deficiência de seus Espíritos infantis, lhes dá fartas colheitas sem a condição de que semeiem ou plantem: prados cobertos de ervas e flores odorosas, bosques sombrios, planícies e planaltos, onde não faltam os frutos da vida; rios, lagos e mares, por onde se escoam os raios do Sol, a luz da Lua, o brilho das estrelas!

Sede bons para com os vossos irmãos inferiores, como desejais que o Pai celestial vos cerque de carinho e de amor!

Não encerreis em gaiolas os pássaros que Deus criou para povoarem os ares, nem armeis ciladas aos animais que habitam as matas e os campos!

Renunciai às caçadas, diversão vil das almas baixas, que se alegram com os estertores das dores alheias, sem pensar que poderão também ter dores angustiosas, e que, nesses momentos, em vez de risos e alegria, precisarão de bálsamo e misericórdia!

Homens! Tratai bem os vossos animais, limpai-os, curai-os, alimentai-os fartamente, dai-lhes descanso, folga no servico, porque são eles que vos ajudam na vida, são eles que vos auxiliam na manutenção da vossa família, na criação dos vossos filhos!

Senhores! Acariciai os vossos ginetes, os vossos cães, dai-lhes remédio na enfermidade, tratamento, liberdade e repouso na velhice!

Carroceiros! Não sobrecarregueis os vossos burros e os vossos cavalos como fazem com os homens os escribas e fariseus: impondo-lhes pesados fardos que eles, nem com a ponta do dedo os querem tocar!

Lembrai-vos que os animais são seres vivos, que sentem, que se cansam, que têm força limitada, e finalmente, que pensam, e que, em limitada linguagem, acusam a sua impotência, a sua fadiga irreparável aos golpes do relho e das bastonadas com que os oprimis!

Sede benevolentes, porque também em comparação aos Espíritos Divinos, de quem implorais luz e benevolência, sois asnos sujeitos à ação reflexa do bem e do mal!

Senhores e matronas! Moços, moças e crianças! Os animais domésticos são vossos companheiros de existência terrestre; como vós, eles vieram progredir, estudar, aprender! Sede seus anjos tutelares, e não anjos diabólicos e maléficos, a cercar-los de tormentos, a infringir-lhes sofrimentos!

Sede benevolentes para com os seres inferiores, como é benevolente, para com todos, o nosso Pai que está nos Céus!

Cairbar Schutel

OS ANIMAIS E O SAGRADO DIREITO À VIDA

I - As pesquisas científicas e os matadouros:
Conquanto existam descobertas médicas que têm beneficiado a transferência de aprendizados farmacológicos e mesmo de transplantes, na relação animal-homem, às vezes ocorrem insucessos e inevitáveis acidentes, sempre indesejáveis. Tais fatos são irrecorríveis. Inescapável questionar se, excluído todo e qualquer auxílio advindo das conquistas científicas com experiências animais, o doente humano não poderia ser tratado de outras formas (fármacos minerais/vegetais, fitoterapia, medicina nuclear, medicina alternativa, homeopatia, psicoterapia etc.).

Animais mortos em laboratórios ou em matadouros: quem tem esse direito e quem está com a razão? Dos laboratórios saem curas para as doenças e dos matadouros saem apetitosos filés...Fato-verdade: em ambos os casos; animais são sacrificados. A oposição-contenda permanece e recrudesce:

- Quem aprecia um bom contrafilé, churrasco ou "picanha", ou uma costela bem assadinha, ou um lombinho, ou uma suculenta feijoada, ou um "galleto ai primo canto", ou um "frango a passarinho", ou uma canja, ou uma deliciosa peixada - absolutamente não se enrubesce em criticar o fim (nobre, para os cientistas) das cobaias em geral.- Já os pesquisadores espantam-se ante os críticos de seus trabalhos.

No tocante à inflição de dor e ao sacrifício das cobaias, fatos esses nem sempre presentes em todas as experiências, mantêm incólume sua motivação. Consideram seu ideal científico no patamar de missão humanitária. Desconsideram reclamos dos defensores dos animais, julgando-se, eles próprios, vítimas - de intolerância, quando não de ignorância. Como quase todos os assuntos polêmicos na vida, neste é necessária muita ponderação, antes de quaisquer julgamentos, favoráveis ou contrários.

Podemos estar equivocados mas pensamos que os cientistas, no consciente, agem com honestidade de propósitos, vez que seu objetivo é filantrópico, não só para a Humanidade, como também para os próprios animais. Assim, a comunidade científica considera benéfico e mesmo altruístico o seu trabalho. Sua consciência repousa em paz.

Na equação oponente às pesquisas com animais, todos aqueles que eventualmente se alimentem de carne não podem, apenas por isso, ser demitidos do direito de oposição. Tamanha é atualmente a dependência alimentar da carne que os povos dela privados, seja por pobreza (alguns países da África), seja por religiosidade (índia), se debatem em penoso estado de míngua.- O que aconteceria ao mundo se repentinamente nenhum animal fosse jamais consumido?

Certamente seria o caos, em termos de saúde pública, eis que a dieta proteica de carne (principalmente de bovinos) é tão transcendental quanto insubstituível costume de bilhões de pessoas. Além disso, há outro problema: o homem, para prover seu sustento de carne, espalhou incontáveis pastos, multiplicando assim o número de animais sobre a superfície do planeta; na hipótese considerada, tais animais continuariam se reproduzindo e aí, a breve tempo, como supri-los de vegetais nas proporções necessárias?

Apenas como ligeiro comentário, eis o número de espécies vivas que Deus - a Inteligência Suprema do Universo - programou para esta grande casa que é o nosso mundo:

- Animais
• Protozoários (uma só célula).................................................................... 30.000
• Metazoários (pluricelulares) Invertebrados.............................................. 820.000
- Vertebrados
• peixes, anfíbios, répteis, aves...................................................................46.600
• mamíferos................................................................................................ 4.400

Vida: Segundo idéia generalizada dos paleobiólogos, aproximadamente há 3,8 bilhões de anos, iniciou-se a vida, ligada a uma "sopa primordial", ou seja, região pantanosa, quente, onde moléculas simples foram se ajuntando.

• No período cambriano (570 a 510 milhões de anos atrás), é provável que os animais tenham atingido a classe dos moluscos. Os invertebrados eram os animais mais evoluídos, habitantes dos mares de então.

• No período devoniano (390 a 345 milhões de anos atrás), começaram a surgir os vertebrados mais primitivos.

• No período paleogeno (há cerca de 65 milhões de anos), iniciava-se a evolução dos mamíferos, surgindo os placentários.

Sabe-se hoje que os animais representam 3/4 da biomassa terrestre. Dessa biomassa, 15% são de formigas! Com seu fascinante e extremamente bem organizado sistema de vida, as formigas, na verdade, são canalizadoras de energias, no pioneiro trabalho de arar a terra, o que as situa em destaque na fauna dos insetos.

O homem
O homem foi o último a chegar no planeta, em termos de espécie animal. As fantásticas mutações, transformações, extinções e novas criações de espécies parecem ser o monumental trabalho da Vida, preparando a Terra para o advento do seu mais evoluído inquilino: o racional! Do período Plioceno (terrenos que formam o sistema da Era Terciária), há mais de 5 milhões de anos, ao Pleistoceno (terrenos que formam o sistema da Era Quaternária), há 1,8 milhões de anos, já os animais antropóides (semelhantes ao homem) eram prenúncio dessa chegada.

Com efeito, o primeiro homem, "Homo habilis", apareceu há apenas dois milhões de anos. Seguiu-se-lhe o "Homo sapiens", que apareceu há apenas 400 mil anos; este, diversificou-se em "Homo sapiens neandertha-lensis" (há 80 mil anos) e, há 30.000 anos, em "Homo sapiens sapiens" - nós!

Em termos de evolução humana, não há conhecimento que consiga explicar a fantástica sabedoria da Natureza, que agindo permanentemente, ao longo dos milhares de milhões de anos, povoou a Terra com a colossal fauna que nela habita! E sempre transformando e adaptando as espécies, de acordo com as novas características ambientais que sempre mudam! Já se vê que o uso de animais em pesquisas de laboratórios, bem como o sacrifício deles para transformarem-se em alimentos, merece mais profundas reflexões.

Em primeiro lugar cumpre situar o planeta Terra e toda a vida nele existente como criação de uma causa inteligente - Deus - para a maioria dos homens. Balizando automaticamente a convivência entre as espécies vivas, a Natureza dotou todas com instinto de conservação, mobiliou os respectivos organismos com o necessário para viverem e procriar. Situou as espécies estrategicamente em diferentes "habitais", plenos de recursos para a vida e a sobrevivência.

O homem, o ser inteligente da Criação, modificou o panorama terrestre, em razão de suas necessidades - alimentação de carne, inclusive. Um quadro mundial de alimentação puramente vegetariana demandará ações em etapas equilibradas para essa profunda transição, onde a inteligência seja igualmente empregada, agora em benefício da naturalidade.

Ora, cabe refletir se o homem, na busca do seu conforto, ou sob qualquer outro pretexto, tem o direito de dispor da vida de seus ancestrais, ou de qualquer outro ser vivo. Abstraindo do pensamento mundial qualquer conceito ou corrente filosófica, a Lógica dirá que não, eis que a morte é fenômeno irrecorrível, tanto quanto a Vida é prerrogativa que exclui da capacidade humana a reposição daquilo que tenha subtraído.

Em outras palavras: somente ao Criador compete o estatuto da Vida!

Eurípedes Kuhl

NOTA: Caros confrades internautas, vocês poderão refletir o quanto é dificílima a nossa tarefa, ao procurar meios de efetuarmos a transposição quanto à alimentação (animal para vegetal completamente); devemos permeiar as variáveis desta transição. Por ser difícil e muito complexa esta tarefa, devemos lembrar de nosso procedimento ao efetuarmos uma Reforma Íntima: vamos milimetro a milímetro; palmo a palmo, uma conquista por vez, etc...

Então as decisões para efetuarmos esta transição, poderemos também caminhar e implantar as idéias lentamente para que não afete nem homens, nem os animais, procurando colocá-las em ação provocando o menor sofrimento possível a ambos. E para isso algumas medidas podem ser tomadas para uma aplicação imediata:

1ª - Enquanto não conseguirmos liberarmo-nos completamente de alimentação de carne; devemos usar de nossa compaixão, procurando eliminar o sofrimento dos animais na hora da matança. (Quem já visitou um matadouro, sabe a que nos referímos).

2ª - Devemos acabar o quanto antes com esta desapiedada crueldade com que tratamos os animais.

3° - Como os animais são nossos companheiros de jornada, e nos ajudam a desenvolver alguns belos sentimentos (amor, lealdade, companheirismo, etc..). Só quem já teve um animal de estimação tem todas as condições de avaliar a morte de um "companheiro". Por exemplo: Eu já tive vários animais de estimação, vários deles morrendo por idade avançada, mas em certo período de minha vida, (eu e minha irmã mais velha) tínhamos um porquinho recém-nascido, o qual, cuidamos muito bem que aparentemente ele adotou-nos como sua família. Mas, o tempo passa, ele cresceu ficando o que chamamos de "cachaço". Então era chegada a hora triste, pois, meu pai e avô deveriam abatê-lo para servir-nos de alimentação no Natal próximo, ainda ouço em minha alma o ecoar dos estridentes gritos de sofrimento. E agora eu pergunto: Vocês acham que tive coragem de comer a carne provinda dele? Nós devemos procurar conviver com eles em completa harmonia.

4° - Efetuar e documentar estudos referentes ao máximo possível de vegetais quanto à suas necessidades, o que eles podem oferecer, a melhor maneira de guardar e utilizar (pois, as nossas refeições deverão ser controladas e balanceadas de acordo com as nossas necessidades diárias, que é de + ou - 2.000 cal).

5° - Após este estudo bem detalhado, a aldeia global, deverá definir: o que, a onde, e quando preparar a terra procurando otimizar a produção com a qualidade (custo/benefício), alimentando o maior número possível de habitantes/por hectare.