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MEU ANIMAL AMIGO: A BORBOLETA E A LAGARTA

segunda-feira, 12 de março de 2007

A BORBOLETA E A LAGARTA

Era primavera e as flores perfumadas e coloridas atraíam borboletas multicores para o jardim. Rain e Flup eram duas borboletas especiais, que se apaixonaram e se casaram no bosque encantado assim que deixaram seus casulos; Rain era o macho e Flup a fêmea.
Na parte lateral do jardim havia um muro onde as mamães borboletas deixavam suas larvinhas que em breve tomariam a forma de lagartas. Rain e Flup sonhavam com o dia em que também teriam sua lagartinha e que se transformaria numa linda borboleta! Após uns dois ou três dias, o sonho começou a se realizar: larvinha nasceu! Uma só e não várias como ocorria com as outras borboletas. Rain e Flup não se importaram com o fato e cuidaram de sua larvinha com amor profundo e lhe deram o nome de Flain.
As outras mamães borboletas se compadeciam de Flup, a qual consideravam infeliz por só ter uma larvinha, mas Flup se dizia a mamãe borboleta mais feliz daquele jardim... e era! Rain estava radiante de felicidade e revesava com Flup no cuidado com a larvinha, até que ela começasse a virar lagarta.
Mas em breve Rain e Flup perceberam que Flain era uma larvinha especial, que precisava de cuidados especiais... não havia ainda se transformado em lagarta como as outras larvas da mesma idade, que já estavam formando seus casulos e não demorariam a se transformar em borboletas.
O tempo foi passando e vagarosamente Flain foi se transformando em uma lagarta muito bonitinha, alegre e simpática, para a felicidade de Rain e Flup, que continuaram cheios de esperança de um dia vê-la voando pelo jardim junto a eles!
Rain e Flup notaram que Flain precisava de uma ajudinha para formar o seu casulo, que não se sabe direito por que tinha as tramas muito fininhas e bastava um vento mais forte para que se rompesse. Rain e Flup eram incansáveis e protegiam a pequena lagarta como podiam: com suas asas, com pétalas secas...
Flain, com a ajuda dos pais, conseguiu formar suas asinhas e já se via próximo o dia em que romperia o casulo transformada em borboleta, voando e cortando os ares do lindo jardim. Felizes, Rain e Flup esperavam ansiosos por este dia.
Certa manhã, porém, uma forte chuva caiu sobre o jardim e o esforço de Rain e Flup em proteger o pequeno casulo não foi suficiente para evitar que o casulo se molhasse.
Flain se foi, deixando um vazio no jardim, cujas borboletas esperavam ansiosas junto a Rain e Flup a mudança da lagartinha...
Rain e Flup caíram em tristeza profunda e se perguntavam o que fizeram de errado, vendo tanto esforço em vão.
Certa noite, olhando as estrelas brilhando no céu, Flup lembrou da sua lagartinha e com muita saudade começou a chorar, perguntando a Deus a razão de tudo aquilo. Adormeceu... Flup sonhou então com um jardim repleto de flores de beleza jamais vista no jardim onde morava, elas tinham cores que brilhavam e tudo parecia tocar uma música suave. Flup voou pelo belo jardim e notou que o brilho das flores acontecia toda vez que uma pequena, mas bela borboleta tocava suas pétalas.
Flup voou mais rápido tentando alcançá-la e ao chegar um pouco mais perto ouviu uma voz terna que lhe perguntou:
-Olá, não está me reconhecendo? Sou eu, mamãe, Flain...Estou aqui agora e já sou uma borboleta!
Flup mal conseguia falar de tanta emoção ao ver que aquela linda borboleta era a sua lagartinha transformada. Flain explicou então:
-Mamãe, aqui eu sou borboleta e vôo livre por onde quiser, às vezes eu visito o jardim de vocês, mas ninguém me vê...É que eu ajudo as lagartinhas especiais como eu era a formarem os seus casulos e virarem lindas borboletas. Estou muito feliz, mamãe... aqui não tem vento, nem chuva; o sol brilha sempre! Deixe a tristeza de lado e lembre-se de mim com carinho, pois você e o papai são especiais também e são os responsáveis por este brilho que trago em minhas asas. É o amor de vocês que faz as flores luzirem quando as toco... Agradeço a Deus por lembrarem de mim, sou muito feliz! Peço a Ele todos os dias que na próxima temporada vocês possam ter mais larvinhas e ficarem mais felizes.
Flup, saindo do torpor que a emoção causara, respondeu a Flain com carinho:
-- Ah, querida, como estou feliz em vê-la assim! Já não me preocupa o fato de ter ou não mais larvinhas, pois eu resgatei aquilo que de mais precioso um ser pode ter na vida: a esperança.
Flup acordou e saiu voando rapidamente para contar seu encontro ao papai Rain, que feliz disse que também esteve lá, mas a emoção de Flup foi tanta que nem percebeu sua presença.
As duas borboletas, cheias de emoção e esperança, voam pelo jardim até hoje e de vez em quando são vistas auxiliando papais e mamães borboletas a cuidarem de suas larvinhas especiais, esperando que numa próxima estação possam ter mais larvinhas, se for da vontade de Deus.
Um Espírito Amigo - dezembro de 1999.
Papai e mamãe, este é o meu presente de esperança
para os dois. Amo vocês!
Eternamente, seu filho Lucas.

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