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MEU ANIMAL AMIGO: 2007

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

ENCONTREI SEU CÃO

Hoje encontrei seu cão. Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já tem vários cães; aqueles que não têm nenhum não querem um cão. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez, ele estava bem longe da casa mais próxima e estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata.
Eu queria tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele. Para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Para ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim à sua procura... Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.
Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele só sabe que você não está lá, sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas.
Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Eu nem sei seu nome. Fui para casa, enchi um balde d'água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrá-lo.
Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida. Ele não voltou aquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino do qual você achou que o estava salvando - depois de dias de sofrimento sem água ou comida.
Voltei ao local antes do anoitecer. Não o encontrei. Na manhã seguinte, voltei e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Comecei a ir na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.
Algumas horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo esse sofrimento. Seu cão morreu.
Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar que acho que você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá... E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria sua cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado.
Autor desconhecido

domingo, 26 de agosto de 2007

OS ANIMAIS E A VIDA ESPIRITUAL

Pergunta — Chico Xavier, a Doutrina dos Espíritos esclarece com muita propriedade a questão da Lei de Causa e Efeito, de Ação e Reação, que preside a organização do Universo. Ela também nos indica o livre arbítrio como atributo fundamental da personalidade humana, pelo qual o ser humano tem a faculdade de optar livremente pelo caminho que deseja seguir, recebendo, contudo, em contrapartida, o resultado inexorável de suas decisões boas ou más. Assim, se conclui que a plantação é livre aos seres humanos, mas a colheita lhes é obrigatória.
Dessa forma, explica-se todas as provações e resgates, doenças e deformidades físicas e mentais por que sofre a maioria dos homens na Terra, como sendo o seu carma ou resgate de delitos passados. Também nos ensina a Doutrina Espírita que os animais não gozam desta faculdade do livre arbítrio, por não possuírem ainda o pensamento contínuo. Sendo assim, como devemos encarar a questão da existência de deformidades congênitas no seio dos animais? Por que nascem animais cegos ou deformados, se eles não têm o livre arbítrio?
Resposta — Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos nós consideremos que os animais diversos, a nos rodear a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmos o próprio princípio inteligente. Se nós, seres humanos, já alcançamos os domínios da inteligência, desenvolvemos agora as potências intuitivas. Eles, os animais, estão aperfeiçoando, paulatinamente, seus instintos, na busca da inteligência. Da mesma maneira que nós, humanos, aspiramos alcançar algum dia, a angelitude na Vida Maior, personificada em nosso Mestre e Senhor Jesus, eles, os animais, aspiram ser no futuro distante homens e mulheres inteligentes e livres.
Podemos nos considerar como irmãos mais velhos e mais experimentados dos animais. Ora, se nós já sabemos que a lei divina institui a solidariedade entre os seres, por isso, podemos facilmente concluir que a nós, seres humanos, Deus outorgou a condução e a proteção de nossos irmãos mais novos, os animais. E o que é que estamos fazendo com esta responsabilidade santa de proteger e guiar o reino animal? Como é que esta Humanidade terrestre tem agido com relação aos animais, nos inúmeros séculos de nossa História?
Porventura nós, os homens, não temos nos convertido em algozes impiedosos dos animais, ao invés de seus protetores fiéis? Quem ignora que a vaca sofre imensamente a caminho do matadouro? Quem desconhece que minutos antes do golpe fatal os bovinos derramam lágrimas de angústia? Não temos treinado determinadas raças de cães exaustivamente para o morticínio e o ataque? Que dizermos das caçadas impiedosas de aves e animais silvestres, unicamente por prazer esportivo? Que dizermos das devastações inconsequentes do meio ambiente?
Tudo isso resume-se em graves responsabilidades para os seres humanos! A angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais altera-lhes o equilíbrio natural de seus princípios espirituais, determinando ajustamentos em posteriores existências, a se configurarem por deformidades congénitas. A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, os seres humanos, que não soubemos guiar os animais à senda do amor e do progresso, segundo a vontade de Deus.
Agora, vejamos: se determinado cão é treinado para o ataque e a morte, com requintes de crueldade, se ele é programado para o mal, pode ocorrer que, em determinado momento de superexcitação, este mesmo cão, treinado para atacar os estranhos, ataque as crianças de sua própria casa ou os próprios donos. Aí, teremos um desajuste induzido pela irresponsabilidade humana. Ora, este mesmo cão aspira crescer espiritualmente para a inteligência e o livre arbítrio. Mas, para isso, ele precisará experimentar o sofrimento que lhe reajuste o campo emotivo, aprendendo a pouco e pouco a Lei de Ação e Reação. Assim, ele provavelmente renascerá com sérias inibições congênitas. A responsabilidade de tudo isto, no entanto, dever-se-á à maldade humana.

sábado, 4 de agosto de 2007

APELO EM FAVOR DOS ANIMAIS

Vós que vedes luzes nestas letras, que traçam a estrada da Evolução Espiritual, e não vos achais mais escravizados pelo "gênio do mundo", à erva que seduz, às flores que encantam, tende compaixão dos pobres animais, não os espanqueis, não os maltrateis, não os repudieis!

Lembrai-vos, amigos meus, que o Pai, em sua infinita misericórdia cerca-os de carinhos, e, prevendo a deficiência de seus Espíritos infantis, lhes dá fartas colheitas sem a condição de que semeiem ou plantem: prados cobertos de ervas e flores odorosas, bosques sombrios, planícies e planaltos, onde não faltam os frutos da vida; rios, lagos e mares, por onde se escoam os raios do Sol, a luz da Lua, o brilho das estrelas!

Sede bons para com os vossos irmãos inferiores, como desejais que o Pai celestial vos cerque de carinho e de amor!

Não encerreis em gaiolas os pássaros que Deus criou para povoarem os ares, nem armeis ciladas aos animais que habitam as matas e os campos!

Renunciai às caçadas, diversão vil das almas baixas, que se alegram com os estertores das dores alheias, sem pensar que poderão também ter dores angustiosas, e que, nesses momentos, em vez de risos e alegria, precisarão de bálsamo e misericórdia!

Homens! Tratai bem os vossos animais, limpai-os, curai-os, alimentai-os fartamente, dai-lhes descanso, folga no servico, porque são eles que vos ajudam na vida, são eles que vos auxiliam na manutenção da vossa família, na criação dos vossos filhos!

Senhores! Acariciai os vossos ginetes, os vossos cães, dai-lhes remédio na enfermidade, tratamento, liberdade e repouso na velhice!

Carroceiros! Não sobrecarregueis os vossos burros e os vossos cavalos como fazem com os homens os escribas e fariseus: impondo-lhes pesados fardos que eles, nem com a ponta do dedo os querem tocar!

Lembrai-vos que os animais são seres vivos, que sentem, que se cansam, que têm força limitada, e finalmente, que pensam, e que, em limitada linguagem, acusam a sua impotência, a sua fadiga irreparável aos golpes do relho e das bastonadas com que os oprimis!

Sede benevolentes, porque também em comparação aos Espíritos Divinos, de quem implorais luz e benevolência, sois asnos sujeitos à ação reflexa do bem e do mal!

Senhores e matronas! Moços, moças e crianças! Os animais domésticos são vossos companheiros de existência terrestre; como vós, eles vieram progredir, estudar, aprender! Sede seus anjos tutelares, e não anjos diabólicos e maléficos, a cercar-los de tormentos, a infringir-lhes sofrimentos!

Sede benevolentes para com os seres inferiores, como é benevolente, para com todos, o nosso Pai que está nos Céus!

Cairbar Schutel

OS ANIMAIS E O SAGRADO DIREITO À VIDA

I - As pesquisas científicas e os matadouros:
Conquanto existam descobertas médicas que têm beneficiado a transferência de aprendizados farmacológicos e mesmo de transplantes, na relação animal-homem, às vezes ocorrem insucessos e inevitáveis acidentes, sempre indesejáveis. Tais fatos são irrecorríveis. Inescapável questionar se, excluído todo e qualquer auxílio advindo das conquistas científicas com experiências animais, o doente humano não poderia ser tratado de outras formas (fármacos minerais/vegetais, fitoterapia, medicina nuclear, medicina alternativa, homeopatia, psicoterapia etc.).

Animais mortos em laboratórios ou em matadouros: quem tem esse direito e quem está com a razão? Dos laboratórios saem curas para as doenças e dos matadouros saem apetitosos filés...Fato-verdade: em ambos os casos; animais são sacrificados. A oposição-contenda permanece e recrudesce:

- Quem aprecia um bom contrafilé, churrasco ou "picanha", ou uma costela bem assadinha, ou um lombinho, ou uma suculenta feijoada, ou um "galleto ai primo canto", ou um "frango a passarinho", ou uma canja, ou uma deliciosa peixada - absolutamente não se enrubesce em criticar o fim (nobre, para os cientistas) das cobaias em geral.- Já os pesquisadores espantam-se ante os críticos de seus trabalhos.

No tocante à inflição de dor e ao sacrifício das cobaias, fatos esses nem sempre presentes em todas as experiências, mantêm incólume sua motivação. Consideram seu ideal científico no patamar de missão humanitária. Desconsideram reclamos dos defensores dos animais, julgando-se, eles próprios, vítimas - de intolerância, quando não de ignorância. Como quase todos os assuntos polêmicos na vida, neste é necessária muita ponderação, antes de quaisquer julgamentos, favoráveis ou contrários.

Podemos estar equivocados mas pensamos que os cientistas, no consciente, agem com honestidade de propósitos, vez que seu objetivo é filantrópico, não só para a Humanidade, como também para os próprios animais. Assim, a comunidade científica considera benéfico e mesmo altruístico o seu trabalho. Sua consciência repousa em paz.

Na equação oponente às pesquisas com animais, todos aqueles que eventualmente se alimentem de carne não podem, apenas por isso, ser demitidos do direito de oposição. Tamanha é atualmente a dependência alimentar da carne que os povos dela privados, seja por pobreza (alguns países da África), seja por religiosidade (índia), se debatem em penoso estado de míngua.- O que aconteceria ao mundo se repentinamente nenhum animal fosse jamais consumido?

Certamente seria o caos, em termos de saúde pública, eis que a dieta proteica de carne (principalmente de bovinos) é tão transcendental quanto insubstituível costume de bilhões de pessoas. Além disso, há outro problema: o homem, para prover seu sustento de carne, espalhou incontáveis pastos, multiplicando assim o número de animais sobre a superfície do planeta; na hipótese considerada, tais animais continuariam se reproduzindo e aí, a breve tempo, como supri-los de vegetais nas proporções necessárias?

Apenas como ligeiro comentário, eis o número de espécies vivas que Deus - a Inteligência Suprema do Universo - programou para esta grande casa que é o nosso mundo:

- Animais
• Protozoários (uma só célula).................................................................... 30.000
• Metazoários (pluricelulares) Invertebrados.............................................. 820.000
- Vertebrados
• peixes, anfíbios, répteis, aves...................................................................46.600
• mamíferos................................................................................................ 4.400

Vida: Segundo idéia generalizada dos paleobiólogos, aproximadamente há 3,8 bilhões de anos, iniciou-se a vida, ligada a uma "sopa primordial", ou seja, região pantanosa, quente, onde moléculas simples foram se ajuntando.

• No período cambriano (570 a 510 milhões de anos atrás), é provável que os animais tenham atingido a classe dos moluscos. Os invertebrados eram os animais mais evoluídos, habitantes dos mares de então.

• No período devoniano (390 a 345 milhões de anos atrás), começaram a surgir os vertebrados mais primitivos.

• No período paleogeno (há cerca de 65 milhões de anos), iniciava-se a evolução dos mamíferos, surgindo os placentários.

Sabe-se hoje que os animais representam 3/4 da biomassa terrestre. Dessa biomassa, 15% são de formigas! Com seu fascinante e extremamente bem organizado sistema de vida, as formigas, na verdade, são canalizadoras de energias, no pioneiro trabalho de arar a terra, o que as situa em destaque na fauna dos insetos.

O homem
O homem foi o último a chegar no planeta, em termos de espécie animal. As fantásticas mutações, transformações, extinções e novas criações de espécies parecem ser o monumental trabalho da Vida, preparando a Terra para o advento do seu mais evoluído inquilino: o racional! Do período Plioceno (terrenos que formam o sistema da Era Terciária), há mais de 5 milhões de anos, ao Pleistoceno (terrenos que formam o sistema da Era Quaternária), há 1,8 milhões de anos, já os animais antropóides (semelhantes ao homem) eram prenúncio dessa chegada.

Com efeito, o primeiro homem, "Homo habilis", apareceu há apenas dois milhões de anos. Seguiu-se-lhe o "Homo sapiens", que apareceu há apenas 400 mil anos; este, diversificou-se em "Homo sapiens neandertha-lensis" (há 80 mil anos) e, há 30.000 anos, em "Homo sapiens sapiens" - nós!

Em termos de evolução humana, não há conhecimento que consiga explicar a fantástica sabedoria da Natureza, que agindo permanentemente, ao longo dos milhares de milhões de anos, povoou a Terra com a colossal fauna que nela habita! E sempre transformando e adaptando as espécies, de acordo com as novas características ambientais que sempre mudam! Já se vê que o uso de animais em pesquisas de laboratórios, bem como o sacrifício deles para transformarem-se em alimentos, merece mais profundas reflexões.

Em primeiro lugar cumpre situar o planeta Terra e toda a vida nele existente como criação de uma causa inteligente - Deus - para a maioria dos homens. Balizando automaticamente a convivência entre as espécies vivas, a Natureza dotou todas com instinto de conservação, mobiliou os respectivos organismos com o necessário para viverem e procriar. Situou as espécies estrategicamente em diferentes "habitais", plenos de recursos para a vida e a sobrevivência.

O homem, o ser inteligente da Criação, modificou o panorama terrestre, em razão de suas necessidades - alimentação de carne, inclusive. Um quadro mundial de alimentação puramente vegetariana demandará ações em etapas equilibradas para essa profunda transição, onde a inteligência seja igualmente empregada, agora em benefício da naturalidade.

Ora, cabe refletir se o homem, na busca do seu conforto, ou sob qualquer outro pretexto, tem o direito de dispor da vida de seus ancestrais, ou de qualquer outro ser vivo. Abstraindo do pensamento mundial qualquer conceito ou corrente filosófica, a Lógica dirá que não, eis que a morte é fenômeno irrecorrível, tanto quanto a Vida é prerrogativa que exclui da capacidade humana a reposição daquilo que tenha subtraído.

Em outras palavras: somente ao Criador compete o estatuto da Vida!

Eurípedes Kuhl

NOTA: Caros confrades internautas, vocês poderão refletir o quanto é dificílima a nossa tarefa, ao procurar meios de efetuarmos a transposição quanto à alimentação (animal para vegetal completamente); devemos permeiar as variáveis desta transição. Por ser difícil e muito complexa esta tarefa, devemos lembrar de nosso procedimento ao efetuarmos uma Reforma Íntima: vamos milimetro a milímetro; palmo a palmo, uma conquista por vez, etc...

Então as decisões para efetuarmos esta transição, poderemos também caminhar e implantar as idéias lentamente para que não afete nem homens, nem os animais, procurando colocá-las em ação provocando o menor sofrimento possível a ambos. E para isso algumas medidas podem ser tomadas para uma aplicação imediata:

1ª - Enquanto não conseguirmos liberarmo-nos completamente de alimentação de carne; devemos usar de nossa compaixão, procurando eliminar o sofrimento dos animais na hora da matança. (Quem já visitou um matadouro, sabe a que nos referímos).

2ª - Devemos acabar o quanto antes com esta desapiedada crueldade com que tratamos os animais.

3° - Como os animais são nossos companheiros de jornada, e nos ajudam a desenvolver alguns belos sentimentos (amor, lealdade, companheirismo, etc..). Só quem já teve um animal de estimação tem todas as condições de avaliar a morte de um "companheiro". Por exemplo: Eu já tive vários animais de estimação, vários deles morrendo por idade avançada, mas em certo período de minha vida, (eu e minha irmã mais velha) tínhamos um porquinho recém-nascido, o qual, cuidamos muito bem que aparentemente ele adotou-nos como sua família. Mas, o tempo passa, ele cresceu ficando o que chamamos de "cachaço". Então era chegada a hora triste, pois, meu pai e avô deveriam abatê-lo para servir-nos de alimentação no Natal próximo, ainda ouço em minha alma o ecoar dos estridentes gritos de sofrimento. E agora eu pergunto: Vocês acham que tive coragem de comer a carne provinda dele? Nós devemos procurar conviver com eles em completa harmonia.

4° - Efetuar e documentar estudos referentes ao máximo possível de vegetais quanto à suas necessidades, o que eles podem oferecer, a melhor maneira de guardar e utilizar (pois, as nossas refeições deverão ser controladas e balanceadas de acordo com as nossas necessidades diárias, que é de + ou - 2.000 cal).

5° - Após este estudo bem detalhado, a aldeia global, deverá definir: o que, a onde, e quando preparar a terra procurando otimizar a produção com a qualidade (custo/benefício), alimentando o maior número possível de habitantes/por hectare.

domingo, 29 de julho de 2007

CADELA SALVA VIDA DE BEBÊ

Em Nairóbi, no Quênia, uma cadela vira-lata salvou a vida de uma recém-nascida que havia sido abandonada em um matagal próximo a um conjunto habitacional. Segundo testemunhas, depois que encontrou o bebê, a cadela o levou para junto de sua ninhada.
A recém-nascida foi descoberta pela dona da cadelinha, que contou ter ouvido um choro de neném antes de encontrá-la deitada entre os filhotes da cachorra. O bebê estava enrolado numa camiseta velha e tinha o cordão umbilical coberto de moscas.
A menina foi levada para o Hospital Nacional Kenyatta, onde foi submetida a tratamento com antibióticos e recebeu o nome de Angel. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital a pequena Angel está respondendo ao tratamento e passa bem.
Fonte: Jornal O Globo

segunda-feira, 23 de julho de 2007

INTELIGENCIA ACOMPANHA GRAU DE EVOLUÇÃO DOS ANIMAIS

Recentemente, circulou, na internet, mensagem que mostrava como macacos têm auxiliado deficientes em suas tarefas diárias e até a se alimentarem. Em uma das imagens, um deles dava comida a um tetraplégico. Histórias de cachorros que salvaram vidas, gatos que não saíram do lado de seus donos no leito, enquanto doentes, e tantas outras envolvendo animais são mais comuns do que pensamos. Não só as cenas apresentadas no e-mail, mas tantas outras histórias que já lemos e ouvimos, comprovam que os animais são, mesmo, capazes de fazer coisas que nem imaginamos e possuem, sim, um nível de inteligência, de acordo com o grau de evolução que atingiram.
Devemos muito mais aos animais do que temos consciência, acredita a médica veterinária Irvênia Prada, que atua há mais de 20 anos no meio espírita como expositora em cursos e palestras, defendendo a tese de que os animais, como seres em evolução, são nossos companheiros de jornada. Hoje existem centros de treinamento nos Estados Unidos para ensinar ações a esses macaquinhos e é incrível o que eles são capazes de fazer. As demonstrações de trabalho feito com cães-guias de cegos também, conta.
Em seu livro A Questão Espiritual dos Animais (Editora FE, 2005), Irvênia aponta considerar indiscutível que os animais têm corpo físico, vida e mostram, pelo menos muitos deles, comportamentos através dos quais exibem capacidade de aprender coisas novas, de resolver situações inesperadas, de fazer julgamento do que está acontecendo a sua volta, enfim, revelam possuir inteligência.

Sinais

Um dos casos mais incríveis que temos conhecimento é o da macaca Washoe, que aprendeu a se comunicar com as pessoas através da linguagem de sinais para surdos-mudos que lhe foi ensinada. Aos 5 anos, ela não só empregava 132 sinais com exatidão e desenvoltura, como também criava suas próprias combinações de frases que ainda não tinha aprendido. Experiências como a efetuada por Roger Fouts e o casal Gardner, transmitindo a linguagem gestual a ela e outros macacos, derrubam a presunçosa supremacia do homem sobre as demais criaturas, analisa a médica veterinária. Do ponto de vista científico, o que a pesquisa revelou de mais importante foi o fato de que a habilidade de aprender e transmitir informações não é exclusividade dos seres humanos, afirma Fouts, que trata do tema na obra O Parente mais Próximo (1998) e aponta que o caso de Washoe não é isolado, porque vários outros chimpanzés demonstraram a mesma aptidão.

Capacidade de aprendizado

Em O Céu e suas Vertentes, de W. L. Sanvito (1982), lemos que quanto mais desenvolvido o sistema nervoso de uma determinada espécie animal, maior capacidade funcional terão os indivíduos dessa espécie de se expressar em comportamentos mais elaborados. Assim, os animais que têm essas áreas associativas ou cognitivas bem desenvolvidas mostram, por exemplo, grande capacidade de aprendizado. É o caso de golfinhos e chimpanzés, exemplifica Irvênia. Em todos os mamíferos a organização do cérebro é a mesma do ser humano, sendo as diferenças de natureza quantitativa e não qualitativa. O cérebro inicial tem uma representação avantajada, o córtex sensório-motor também, mas a área pré-frontal é menos desenvolvida e varia de dimensão, nas diversas espécies animais. Nos primatas e golfinhos ela já se mostra bem desenvolvida, completa.
Irvênia também acredita que um espírito que ainda esteja nos passos iniciais da caminhada evolutiva pode se expressar, em atitudes ou comportamentos, por meio de um sistema nervoso mais simples, ao passo que, sendo mais evoluído (em inteligência), vai necessitar de um instrumento, ou seja, de um sistema nervoso mais sofisticado para que consiga expressar, através dele, toda a sua potencialidade. André Luiz, em No Mundo Maior, afirma que nem os símios ou os antropóides, a caminho de sua ligação com o gênero humano, apresentam cérebros absolutamente iguais entre si. Cada individualidade revela-o consoante o progresso realizado, nos diz.
Na obra Alvorada do Reino, Emmanuel, pela mediunidade de Chico Xavier, também trata do assunto: O animal caminha para a condição de homem, tanto quanto o homem evolui no encalço do anjo. E continua... No reino animal, a consciência, à feição de crisálida, movimenta-se em todos os tons do instinto, no reino da inteligência, objetivando a conquista da razão sublimada pelo discernimento.
Se os animais têm sido mais do que nossos simples companheiros de jornada, a utilização deles na chamada Zooterapia, conjunto de procedimentos que visam a auxiliar o paciente para a melhoria de seu quadro clínico mediante a utilização de animais, deve ser seguida da preocupação de mantê-los em uma boa qualidade de vida. É preciso que sejam adequadamente treinados, com paciência e respeito, bem tratados e, principalmente, amados. A relação de amizade e confiança que venha a se desenvolver entre as partes certamente contribuirá para a evolução, tanto do espírito do ser humano quanto do animal, acredita Irvênia.

Emmanuel recomenda amparo

Sobre os animais, Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier, declara no capítulo XVII, no livro Emmanuel (FEB, 1983): ... Sou dos que os estudam atenta e carinhosamente. (...) E como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer. (...) Recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.

Atualmente, a Etologia (ciência do comportamento) considera que os animais são seres sencientes (do latim sentiens = que sente, que tem sensibilidade). Essa noção se contrapõe à concepção anterior, cartesiana, de que os animais seriam máquinas insensíveis, movidas automaticamente por instinto.
Infelizmente, de modo geral, todo o comportamento do ser humano em relação aos animais ainda mostra resíduos dessa concepção anterior, segundo a qual os animais existem para servir ao homem, que pode explorá-los, com esse fim, a seu arbítrio. A fala de Emmanuel é motivadora de mudança de nossa conduta para com eles. Compreender que, como nós, eles também são espíritos em evolução, exige de todos um novo olhar, o de que este mundo igualmente lhes pertence como escola de aprendizado e renovação, finaliza Irvênia.

domingo, 24 de junho de 2007

POR QUE SOFREM OS ANIMAIS

O saudoso escritor Carmo Bernardes considerava muito importante a presença de animais domésticos numa casa, em contato com as crianças.
Assim, elas crescem amando e respeitando os bichos, porque aprendem que eles sofrem tanto quanto nós mesmos - dizia o sábio regionalista.
Por que sofrem os animais? Eis aí um tema a exigir muitos e profundos estudos, aos quais a Doutrina Espírita oferece os primeiros fundamentos.
Agora mesmo, com o mal da vaca louca nas manchetes da imprensa, ficamos nos perguntando o motivo dessas epidemias que dizimam milhares e até milhões de bovinos.
A chave para a explicação pode estar no abate desenfreado de gado para alimentação humana. Ainda sem livre arbítrio, a alma animal tem necessidade do aprimoramento, num processo reencarnatório estabelecido pela Natureza. O homem o interrompe violentamente e a resposta é a doença coletiva, porque o equilíbrio natural foi abruptamente partido.
A alma animal já possui, em maior ou menor quantidade, uma relativa liberdade e mantém a individualidade depois da morte. Ainda sem livre arbítrio, contudo, ela não dispõe da faculdade de escolha desta ou daquela espécie para renascer. Seu espírito progride, reencarnando em corpos cada vez mais capazes de lhe favorecerem condições porá as primícias do raciocínio acima do instinto.
Entre o espírito do homem e os espíritos dos animais, todavia, a distância é quase do tamanho da existente entre Deus e o homem. É um mistério que a mente humana só muito lentamente aclarará.
A alma animal, que já passou pelo reino mineral, onde a individualidade não existe, evoluiu através do reino vegetal e um dia iniciará a longa caminhada da espécie humana em direção à angelitude.
Mas é muito difícil raciocinar nesses termos devido ao ranço das religiões sectárias, ao orgulho, pretensão, vaidade e egoísmo próprios da espécie humana. O egocentrismo persiste até hoje e é ele que impede à esmagadora maioria das pessoas aceitarem a existência do vida em outros planetas embora Jesus tenha afirmado, há dois mil anos, que a casa do Pai tem muitas moradas.
Discípulo de Herbert Spencer, Ernesto Bozzano trouxe da escola positivista o hábito de se apoiar no fato para dele tirar conclusões. Seu audacioso livro Os animais têm alma. Produzido na primeira metade do século XX, é fruto de pesquisas sérias realizadas em 130 casos de aparições e outros fenômenos supranormais com animais.
No prefácio da edição brasileira de sua obra, Francisco Klors Werneck lamenta que, geralmente preocupados com outros problemas, os homens não dêem atenção a seus irmãos inferiores, aos grandes e pequenos seres da criação como cavalos, cães, gatos e outros, "como se eles também não tivessem alma, não possuíssem sentimentos afetivos e mesmo faculdades surpreendentes.”.
Ele cita que alguns animais percebem a morte próxima, como cavalos e bois que se recusam a entrar no matadouro, advertidos ninguém sabe como, do que os espera lá dentro. Animais, como os cães, se deixam morrer depois da morte de seus donos, tal a desesperada saudade que sentem deles. Um famoso cavalo de corrida se tornou de tal afeição por uma cabra que não aceitava se separar dela.
Os animais têm alma? Dá a entender que os cães podem ser a espécies mais evoluídas na escala animal. Relata o fato surpreendente do cão que avançou ferozmente contra outro e parou sem o agredir, ao verificar que era cego. Outro, mais extraordinário ainda, do cirurgião que tratou, em sua própria casa, de um cachorro que tivera a pata esmagada. Passados doze meses, o médico ouviu estranhos arranhões na porta da rua, abriu-a e espantou-se. O cão que curara um ano antes lhe trazia um companheiro com a pata esmagada.
Fato parecido é comum na Cavalaria da Polícia Militar do Estado de Goiás, em Goiânia, onde cavalos com dor de barriga procuram por conta própria o consultório do veterinário, segundo nos contou o doutor Francisco Godinho, que ali trabalha há muitos anos.
Há uma página admirável de Emmanuel, intitulada "Animais e sofrimento", na qual ele analisa o que parece injustiça: os animais, isentos da lei de causa e efeito, sem culpas a expiar por serem irracionais, padecerem sacrifícios e dores neste mundo.
O notável instrutor espiritual de Francisco Cândido Xavier considera, em primeiro lugar, ser necessário interpretar o sofrimento "por mais altos padrões de entendimento. Ninguém sofre tão-somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando recursos preciosos para obtê-la. Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para se instruir".
Nenhum espírito obtém elevação ou cultura por osmose, mas unicamente através do trabalho paciente e intransferível.
O animal, igualmente, para chegar à auréola da razão, deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por lhe conferir a posse definitiva do raciocínio. Sem sofrimento, não há progresso.
Todo ser, criado por Deus simples e ignorante, é compelido a lutar pela conquista da razão, para em seguida a burilar. Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução. Dor física no homem, acrescida de dor moral, é fixação de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior.
Toda criatura caminha para ser anjo: investida na posição de espírito sublime, livra-se da dor, porque o amor lhe será sol no coração, dissipando as sombras ao toque da sua própria luz.


Jávier Godinho

terça-feira, 5 de junho de 2007

50 CONSEQUÊNCIAS FATAIS DE EXPERIMENTOS COM ANIMAIS

Fonte: Americans for Medical Advancement

1) Pensava-se que fumar não provocava câncer, porque câncer relacionado ao fumo é difícil de ser reproduzido em animais de laboratório. As pessoas continuam fumando e morrendo de câncer.[2]

2) Embora haja evidências clínicas e epidemológicas de que a exposição à benzina causa leucemia em humanos, a substância não foi retida como produto químico industrial. Tudo porque testes apoiados pelos fabricantes para reproduzir leucemia em camundongos a partir da exposição à benzina falharam. [1]

3) Experimentos em ratos, hamsters, porquinhos-da-índia e macacos não revelaram relação entre fibra de vidro e câncer. Não até 1991, quando, após estudos em humanos, a OSHA - Occupational, Safety and Health Administration - os rotulou de cancerígenos [1]

4) Apesar de o arsênico ter sido reconhecido como substância cancerígena para humanos por várias décadas, cientistas encontraram poucas evidências em animais. Só em 1977 o risco para humanos foi estabelecido[6], após o câncer ter sido reproduzido em animais de laboratório.[7][8][9]

5) Muitas pessoas expostas ao amianto morreram, porque cientistas não conseguiram produzir câncer pela exposição da substância em animais de laboratório.

6) Marcapassos e válvulas para o coração tiveram seu desenvolvimento adiado, devido a diferenças fisiológicas entre humanos e os animais para os quais os aparelhos haviam sido desenhados.

7) Modelos animais de doenças cardíacas falharam em mostrar que colesterol elevado e dieta rica em gorduras aumentam o risco de doenças coronárias. Em vez de mudar hábitos alimentares para prevenir a doença, as pessoas mantiveram seus estilos de vida com falsa sensação de segurança.

8) Pacientes receberam medicamentos inócuos ou prejudiciais à saúde, por causa dos resultados de modelos de derrame em animais.

9) Erroneamente, estudos em animais atestaram que os Bloqueadores Beta não diminuiriam a pressão arterial em humanos, o que evitou o desenvolvimento da substância [10][11][12]. Até mesmo os vivisseccionistas admitiram que os modelos de hipertensão em animais falharam nesse ponto. Enquanto isso, milhares de pessoas foram vítimas de derrame.

10) Cirurgiões pensaram que haviam aperfeiçoado a Keratotomia Radial (cirurgia para melhorar a visão) em coelhos, mas o procedimento cegou os primeiros pacientes humanos. Isso porque a córnea do coelho tem capacidade de se regenerar internamente, enquanto a córnea humana se regenera apenas superficialmente. Atualmente, a cirurgia é feita apenas na superfície da córnea humana.

11) Transplantes combinados de coração e pulmão também foram "aperfeiçoados" em animais, mas os primeiros três pacientes morreram nos 23 dias subseq¸entes à cirurgia [13]. De 28 pacientes operados entre 1981 e 1985, 8 morreram logo após a cirurgia, e 10 desenvolveram Bronquiolite Obliterante , uma complicação pulmonar que os cães submetidos aos experimentos não contraíram. Dos 10, 4 morreram e 3 nunca mais conseguiram viver sem o auxílio de um respirador artificial. Bronquiolite obliterante passou a ser o maior risco da operação[14]

12) Ciclosporin A inibe a rejeição de órgãos e seu desenvolvimento foi um marco no sucesso dos transplantes. Se as evidências irrefutáveis em humanos não tivessem derrubado as frágeis provas obtidas com testes em animais, a droga jamais teria sido liberada.[15]

13) Experimentos em animais falharam em prever toxidade nos rins do anestésico geral metoxyflurano. Muitas pessoas que receberam o medicamento perderam todas as suas funções renais.

14) Testes em animais atrasaram o início da utilização de relaxantes musculares durante anestesia geral.

15) Pesquisas em animais não revelaram que algumas bactérias causam úlceras, o que atrasou o tratamento da doença com antibióticos.

16) Mais da metade dos 198 medicamentos lançados entre 1976 e 1985 foram retirados do mercado ou passaram a trazer nas bulas efeitos colaterais, que variam de severos a imprevisíveis [16]. Esses efeitos incluem complicações como disritmias letais, ataques cardíacos, falência renal, convulsões, parada respiratória, insuficiência hepática e derrame, entre outros.

17) Flosin (Indoprofeno), medicamento para artrite, testado em ratos, macacos e cães, que o toleraram bem. Algumas pessoas morreram após tomar a droga.

18) Zelmid, um antidepressivo, foi testado sem incidentes em ratos e cães. A droga provocou sérios problemas neurológicos em humanos.

19) Nomifensina, um outro antidepressivo, foi associado a insuficiência renal e hepática, anemia e morte em humanos. Testes realizados em animais não apontaram efeitos colaterais.

20) Amrinone, medicamento para insuficiência cardíaca, foi testado em inúmeros animais e lançado sem restrições. Humanos desenvolveram trombocitopenia, ou seja, ausência de células necessárias para coagulação.

21) Fialuridina, uma medicação antiviral, causou danos no fígado de 7 entre 15 pessoas. Cinco acabaram morrendo e as outras duas necessitaram de transplante de fígado.[17] A droga funcionou bem em marmotas.[18][19]

22) Clioquinol, um antidiarréico, passou em testes com ratos, gatos, cães e coelhos. Em 1982 foi retirado das prateleiras em todo o mundo após a descoberta de que causa paralisia e cegueira em humanos.

23) A medicação para a doença do coração Eraldin provocou 23 mortes e casos de cegueira em humanos, apesar de nenhum efeito colateral ter sido observado em animais. Quando lançado, os cientistas afirmaram que houve estudos intensivos de toxidade em testes com cobaias. Após as mortes e os casos de cegueira, os cientistas tentaram sem sucesso desenvolver em animais efeitos similares aos das vítimas.[20]

24) Opren, uma droga para artrite, matou 61 pessoas. Mais de 3500 casos de reações graves têm sido documentados. Opren foi testado sem problemas em macacos e outros animais.

25) Zomax, outro medicamento para artrite, matou 14 pessoas e causou sofrimento a muitas.

26) A dose indicada de isoproterenol, medicamento usado para o tratamento de asma, funcionou em animais. Infelizmente, foi tóxico demais para humanos, provocando na Grã-Bretanha a morte de 3500 asmáticos por overdose. Os cientistas ainda encontram dificuldades de reproduzir resultados semelhantes em animais. .[21][22] [23][24][25][26]

27) Metisergide, medicamento usado para tratar dor de cabeça, provoca fibrose retroperitonial ou severa obstrução do coração, rins e veias do abdômen.[27] Cientistas não estão conseguindo reproduzir os mesmos efeitos em animais.[28]

28) Suprofen, uma droga para artrite, foi retirada do mercado quando pacientes sofreram intoxicação renal. Antes do lançamento da droga, os pesquisadores asseguraram que os testes tiveram [29][30] "perfil de segurança excelente, sem efeitos cardíacos, renais ou no SNC (Sistema Nervoso Central) em nenhuma espécie".

29) Surgam, outra droga para artrite, foi designada como tendo fator protetor para o estômago, prevenindo úlceras, efeito colateral comum de muitos medicamentos contra artrite. Apesar dos resultados em testes feitos em animais, úlceras foram verificadas em humanos [31][32].

30) O diurético Selacryn foi intensivamente testado em animais. Em 1979, o medicamento foi retirado do mercado depois que 24 pessoas morrerem por insuficiência hepática causada pela droga. [33][34]

31) Perexilina, medicamento para o coração, foi retirado do mercado quando produziu insuficiência hepática não foi prognosticada em estudos com animais. Mesmo sabendo que se tratava de um tipo de insuficiência hepática específica, os cientistas não conseguiram induzí-la em animais.[35]

32) Domperidone, droga para o tratamento de náusea e vômito, provocou batimentos cardíacos irregulares em humanos e teve que ser retirada do mercado. Cientistas não conseguiram produzir o mesmo efeito em cães, mesmo usando uma dosagem 70 vezes maior.[36][37]

33) Mitoxantrone, usado em um tratamento para câncer, produziu insuficiência cardíaca em humanos. Foi testado extensivamente em cães, que não manifestaram os mesmos sintomas.[38][39]

34) A droga Carbenoxalone deveria prevenir a formação de úlceras gástricas, mas causou retenção de água a ponto de causar insuficiência cardíaca em alguns pacientes. Depois de saber os efeitos da droga em humanos, os cientistas a testaram em ratos, camundongos, macacos e coelhos, sem conseguirem reproduzir os mesmos sintomas. [40] [41]

35) O antibiótico Clindamicyn é responsável por uma condição intestinal em humanos chamada colite pseudomembranosa. O medicamento foi testado em ratos e cães, diariamente, durante um ano. As cobaias toleraram doses 10 vezes maiores que os seres humanos. .[42] [43][44]

36) Experiências em animais não comprovaram a eficácia de drogas como o valium, durante ou depois de seu desenvolvimento [45] [46]

37) A companhia farmacêutica Pharmacia & Upjohn descontinuou testes clínicos dos comprimidos de Linomide (roquinimex) para o tratamento de esclerose múltipla, após oito dos 1200 pacientes sofrerem ataques cardíacos em conseq¸ência da medicação. Experimentos em animais não previram esse risco.

38) Cylert (pemoline), um medicamento usado no tratamento de Déficit de Atenção/Hiperatividade, causou insuficiência hepática em 13 crianças. Onze delas ou morreram ou precisaram de transplante de fígado.

39) Foi comprovado que o Eldepryl (selegilina), medicamento usado no tratamento de Doença de Parkinson, induziu um grande aumento da pressão arterial dos pacientes. Esse efeito colateral não foi observado em animais, durante o tratamento de demência senil e desordens endócrinas.

40) A combinação das drogas para dieta fenfluramina e dexfenfluramina -- ligadas a anormalidades na válvula do coração humano-- foram retiradas do mercado, apesar de estudos em animais nunca terem revelado tais anormalidades.[47]

41) O medicamento para diabetes troglitazone, mais conhecido como Rezulin, foi testado em animais sem indicar problemas significativos, mas causou lesão de fígado em humanos. O laboratório admitiu que ao menos um paciente morreu e outro teve que ser submetido a um transplante de fígado.[48]

42) Há séculos a planta Digitalis tem sido usada no tratamento de problemas do coração. Entretanto, tentativas clínicas de uso da droga derivada da Digitalis foram adiadas porque a mesma causava pressão alta em animais. Evidências da eficácia do medicamento em humanos acabaram invalidando a pesquisa em cobaias. Como resultado, a digoxina, um análogo da Digitalis, tem salvo inúmeras vidas. Muitas outras pessoas poderiam ter sobrevivido se a droga tivesse sido lançada antes.[49][50][51][52]

43) FK506, hoje chamado Tacrolimus, é um agente anti-rejeição que quase ficou engavetado antes de estudos clínicos, por ser extremamente tóxico para animais.[53][54] Estudos em cobaias sugeriram que a combinação de FK506 com cyclosporin potencializaria o produto.[55] Em humanos ocorreu exatamente o oposto.[56]

44) Experimentos em animais sugeriram que os corticosteróides ajudariam em casos de choque séptico, uma severa infecção sang¸ínea causada por bactérias.[57][58]. Em humanos, a reação foi diferente, tendo o tratamento com corticosteróides aumentado o índice de mortes em casos de choque séptico. [59]

45) Apesar da ineficácia da penicilina em coelhos, Alexander Fleming usou o antibiótico em um paciente muito doente, uma vez que ele não tinha outra forma de experimentar. Se os testes iniciais tivessem sido realizados em porquinhos-da-índia ou em hamsters, as cobaias teriam morrido e talvez a humanidade nunca tivesse se beneficiado da penicilina. Howard Florey, ganhador do Premio Nobel da Paz, como co-descobridor e fabricante da penicilina, afirmou: "Felizmente não tínhamos testes em animais nos anos 40. Caso contrário, talvez nunca tivéssemos conseguido uma licença para o uso da penicilina e, possivelmente, outros antibióticos jamais tivessem sido desenvolvidos.

46) No início de seu desenvolvimento, o flúor ficou retido como preventivo de cáries, porque causou câncer em ratos.[60][61][62]

47) As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado (*nota do tradutor: A Talidomina foi desenvolvida em 1954 destinada a controlar ansiedade, tensão e náuseas. Em 1957 passou a ser comercializada e em 1960 foram descobertos os efeitos teratogênicos provocados pela droga, quando consumida por gestantes: durante os 3 primeiros meses de gestação interfere na formação do feto, provocando a focomelia que é o encurtamento dos membros junto ao tronco, tornando-os semelhantes aos de focas.)

48) Pesquisas em animais produziram dados equivocados sobre a rapidez com que o vírus HIV se reproduz. Por causa do erro de informação, pacientes não receberam tratamento imediato e tiveram suas vidas abreviadas.

49) De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação.

50) Muitos pesquisadores que trabalham com animais ficam doentes ou morrem devido à exposição a microorganismos e agentes infecciosos inofensivos para animais, mas que podem ser fatais para humanos, como por exemplo o vírus da Hepatite B.

Tempo, dinheiro e recursos humanos devotados aos experimentos com animais poderiam ter sido investidos em pesquisas com base em humanos. Estudos clínicos, pesquisas in vitro, autópsias, acompanhamento da droga após o lançamento no mercado, modelos computadorizados e pesquisas em genética e epidemiologia não apresentam perigo para os seres humanos e propiciam resultados precisos.

Importante salientar que experiências em animais têm exaurido recursos que poderiam ter sido dedicados à educação do público sobre perigos para a saúde e como preserva-la, diminuindo assim a incidência de doenças que requerem tratamento.

Experimentação Animal não faz sentido. A prevenção de doenças e o lançamento de terapias eficazes para seres humanos está na ciência que tem como base os seres humanos.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

AVE MARIA

Ave Maria! Senhora

Do Amor que ampara e redime,

Ai do mundo se não fora

a vossa missão sublime !



Cheia de graça e bondade,

É por vós que conhecemos

A eterna revelação

Da vida em seus dons supremos.



O Senhor sempre é convosco,

Mensageira da ternura,

Providência dos que choram

Nas sombras da desventura.



Bendita sois vós, Rainha!

Estrela da Humanidade,

Rosa Mística da fé,

Lírio puro da humildade!



Entre as mulheres sois vós

A Mãe das mães desvalidas,

Nossa porta de esperança,

E Anjo de nossas vidas !



Bendito o fruto imortal

Da vossa missão de luz,

Desde a paz da Manjedoura,

Às dores, além da Cruz.



Assim seja para sempre,

Oh! Divina Soberana,

Refúgio dos que padecem

Nas dores da luta humana.



Ave Maria! Senhora

Do Amor que ampara e redime,

Ai do mundo se não fora

A vossa missão sublime!


Amaral Ornellas
Livro Parnaso de Além-Túmulo - Chico Xavier

terça-feira, 24 de abril de 2007

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO

Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz!

Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais.
Consolar que ser consolado.
Compreender que ser compreendido.
Amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
Perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna!
( S. Francisco de Assis)

Prece de São Francisco de Assis

Meus irmãos, os pássaros Francisco correu de encontro aos pássaros e vendo que elas o atendiam e não debandavam, como seria costumeiro, todo feliz começou a pregar à elas. Passarinhos, meus irmãos, deveis loucar muito e sempre o vosso criador, porque vos deu penas para vestirdes, asas para voar e tudo quanto vos é necessário. Deus vos fez nobres entre todas as criaturas e vos concedeu de planardes no límpido ar; vós não semeais nem colheis, e, no entanto, Ele vos socorre e guia, dispensando-vos de toda a preocupação.

terça-feira, 3 de abril de 2007

O ESPIRITISMO E OS ANIMAIS

Os Espíritos respondem a Kardec, na questão 540 do O Livro dos Espíritos: "... que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou pelo átomo", na questão 609 uma parte da resposta é: "...durante algumas gerações, pode ele (Espírito) conservar vestígios mais ou menos pronunciados do estado primitivo, porquanto nada se opera na natureza por brusca transição. Há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia dos seres e dos acontecimentos...". E ainda na Codificação, no livro A Gênese, cap. VI, que Allan Kardec se refere sobre a formação dos Espíritos e sua adaptação na matéria: "O Espírito não chega a receber iluminação divina que lhe dá o livre arbítrio e a consciência, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra da sua individualização".
Gabriel Delanne em sua extraordinária obra, A Evolução Anímica, tece considerações sobre os animais, sua inteligência e evolução. No capítulo II (pág. 61 da 4ª edição da FEB), vamos encontrar o seguinte trecho: "Do homem ao macaco, deste o cão; da ave ao réptil e deste ao peixe; do peixe ao molusco, ao verme, ao mais ínfimo dos colocados nas fronteiras extremas do mundo orgânico com o mundo inanimado, nenhuma passagem é brusca...Nesta hierarquia dos seres, o homem reivindica o primeiro lugar a que tem direito, mas isso não o coloca fora da série, e quer simplesmente dizer que ele é o mais aperfeiçoado dos animais".
Sabemos que os animais possuem não apenas a inteligência, mas também o instinto e a sensibilidade e considerando o axioma que diz que todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, temos o direito de concluir que a alma animal é da mesma natureza que a humana, apenas diferenciada no desenvolvimento gradativo.
Gabriel Delanne amplia ainda em seu livro, na questão 594: "Os animais têm linguagem?", e a resposta dos Espíritos a esta pergunta de Kardec foi: "- Se pensais numa linguagem formada de palavras e de sílabas, não, mas em um meio de se comunicarem entre si, então, sim. Eles se dizem muito mais coisas do que supondes, mas a sua linguagem é limitada, como as próprias idéias, às suas necessidades". Delanne descreve o exemplo do cão doméstico, diferente dos seus ancestrais selvagens, pois pelo processo das sucessivas reencarnações evolui, e recebendo do homem carinho e atenção age diferencialmente, aliás, Delanne cita: "Erasmus Darwin* nota que nos cães domésticos temos o latido da impaciência, como se dá em caçadas; o da cólera, um rugido; o uivo desesperado do prisioneiro e finalmente o da súplica, para que lhe abra a porta".
Eles usam a inteligência e a reflexão, não são apenas instintos no momento de apanhar a presa. Alguns sofrem muito quando abandonados por seus donos.
Algumas pessoas imaginam que admitir tal princípio equivale a rebaixar a dignidade humana.
Entretanto, não temos o que perder com esse paralelo a nós favorável, visto que é incontestável que um dado animal não pode nem poderá jamais encontrar a lei das proporções definidas, ou escrever uma peça teatral. Trata-se, simplesmente, de assentar que se o homem é mais desenvolvido que o animal nem por isso deixa de ser uma verdade que a sua natureza pensante é da mesma ordem, em nada difere essencialmente, e sim, apenas, em grau de manifestação.
*Erasmus Darwin - 1731-1802 - avô do naturalista Charles Darwin, escreveu o livro Zoonomia. Foi um dos mais notáveis médicos ingleses do seu tempo.

sábado, 24 de março de 2007

VOCÊ SABE QUE OS ANIMAIS SONHAM?

Os sonhos podem interferir no temperamento, comportamento e no modo de agir do animal.

O sonho de um gato ou cachorro pode ser influenciado pelo ambiente em que ele convive. Se o animal vive em um ambiente barulhento e onde ele não recebe atenção, este animal poderá dormir pouco, se tornando um animal estressado e solitário. Mas se ele vive em um ambiente tranqüilo e recebe carinho atenção o animal não terá problemas com estresse e outros. Então aqueles que têm a vida agitada demais se estressam e tendem a dormir menos, apresentando assim vários problemas.

O que pode também trazer problemas é a interrupção do sono do animal.

Devemos então respeitar os horários e deixar o animal dormir tranqüilamente. O REM (Hora em que o sono é mais profundo) é necessário para o equilíbrio e o bem estar do animal. Especialistas já chegaram na conclusão que o sono REM só se apresenta em aves e mamíferos, ou seja, animais de sangue quente.

segunda-feira, 19 de março de 2007

ESSES NOSSOS IRMÃOS, OS ANIMAIS

A medida que nós, seres racionais, evoluímos e conquistamos mais amplos conhecimentos de nossa própria origem, de nossa peregrinação pelos reinos mineral, vegetal e animal, até atingir o atual estágio hominal, o patamar da razão, mais cresce a nossa responsabilidade junto aos nossos irmãos que ainda estagiam na irracionalidade, os animais.
Como é de conhecimento público, para atender às necessidades da pesquisa científica, muitos desses animais são levados aos laboratórios experimentais na condição de cobaias. Ali são empregados nos testes de toda sorte de medicamentos, por vezes doloridos e venenosos. São inoculados com vírus, bacilos e vacinas que os levam à morte prematura. Tudo isso para que o homem, animal que pensa, tenha melhorados os seus dias durante a sua vida terrena. Essa prática certamente será substituída, pois os nossos homens de ciência haverão de encontrar opções outras para os seus experimentos e, assim, poupar os irracionais, que também possuem afetividade, sofrem, alegram-se e choram, pois essas manifestações de sentimentos não constituem privilégio dos chamados racionais. E não são poucas as manifestações em defesa dos animais visando acabar ou diminuir esses experimentos. Muitas associações, pensadores e humanistas, de todo o mundo, assim como gente simples do povo, dirigem os mesmos apelos em favor desses nossos irmãos, os animais. Recentemente, a revista “Universo Espírita” (edição 34) divulgou excelente matéria, na qual encontramos valiosas citações de grandes vultos do Espiritismo e da Humanidade em defesa dos animais. Dentre essas citações, vale destacar a que fala de uma comunicação espiritual obtida por Kardec, em Paris, divulgada na “Revista Espírita” de março de 1858. Nessa comunicação, aqueles Espíritos Superiores falam da vida dos animais nos mundos mais elevados.
Fica provado que, tanto o Codificador como a Doutrina Espírita, no seu todo, manifestam respeito para com os animais.
A propósito, é interessante mencionar dois excelentes artigos, relativos a esse tema, publicados na Itália pelo “Giornale dei Misteri” (Jornal dos Mistérios), editado na cidade de Siena, nos quais encontramos, num dos mais recentes números, dois esclarecedores textos assinados, respectivamente, por Stefania Genovese e Giulio La Greca.
O primeiro, intitulado “Os animais e o além” (Gli Animali e L’Aldilà), enfoca a vida dos irracionais nas colônias espirituais, surpreendendo pelas colocações da articulista que, não tendo intimidade com as obras esclarecedoras de André Luiz, faz apontamentos coerentes com aquilo que lemos do conhecido autor espiritual através da psicografia de Chico Xavier. Cita, ainda, declarações do teólogo católico padre Luigi Lorenzetti, que afirma a sobrevivência animal, pois também os mesmos são dotados do princípio de eternidade. E, logo adiante, lembra o Papa Paulo VI, que disse:
“Um dia voltaremos a ver nossos queridos animais na eternidade”. E completa as palavras do pontífice, no seu pronunciamento sobre os animais: “Vos exprimimos nossos agradecimentos pelos cuidados que prestastes aos animais, também estes criaturas de Deus”.
No segundo artigo, Giulio La Greca aborda os “Sentimentos animais” (Sentimenti Animali) e faz uma meticulosa análise a fisiologia dos sentimentos animais e e como estes vivenciam suas emoções, alegrias, temores, sofrimentos, amor materno a grande capacidade de aprender e memorizar aquilo que os humanos lhes ensinam.
E ambos os articulistas renovam pelos a favor dos animais e se colocam em defesa dos mesmos.
E vem, a propósito, esta definição de Léon Denis, quando enfoca o roteiro evolutivo do homem desde os primórdios da Criação: “A alma dorme no mineral, vibra no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem”. E também o Espírito Emmanuel, no livro “O Consolador”, ditado a Chico Xavier, que colabora com essa síntese sobre o roteiro evolutivo do binômio alma-homem: “O mineral é atração, o vegetal é sensação, o animal é instinto, o homem é razão, o anjo é divindade”.
Na literatura espírita brasileira contamos com excelentes obras retratando os nossos irmãos que ainda se encontram nos primeiros degraus da evolução. Entre essas, citamos:
“Animais, nossos irmãos” e “Animais, amor e respeito”, de Eurípedes Kuhl; e “Os animais têm alma?”, de autoria do cientista italiano Ernesto Bozzano.
Que possamos ver os animais como sendo nossos amigos e auxiliares, como fez o Cristo ao utilizar um burrinho para a Sua triunfal entrada na capital do judaísmo. E recordemos também que foi junto dos animais “que o Senhor encontrou o seu primeiro lar, na insegurança da estrebaria”, conforme lembra Emmanuel no capítulo 28 do livro “Antologia mediúnica do Natal”.
Artigo retirado do semanário do SEI

segunda-feira, 12 de março de 2007

A BORBOLETA E A LAGARTA

Era primavera e as flores perfumadas e coloridas atraíam borboletas multicores para o jardim. Rain e Flup eram duas borboletas especiais, que se apaixonaram e se casaram no bosque encantado assim que deixaram seus casulos; Rain era o macho e Flup a fêmea.
Na parte lateral do jardim havia um muro onde as mamães borboletas deixavam suas larvinhas que em breve tomariam a forma de lagartas. Rain e Flup sonhavam com o dia em que também teriam sua lagartinha e que se transformaria numa linda borboleta! Após uns dois ou três dias, o sonho começou a se realizar: larvinha nasceu! Uma só e não várias como ocorria com as outras borboletas. Rain e Flup não se importaram com o fato e cuidaram de sua larvinha com amor profundo e lhe deram o nome de Flain.
As outras mamães borboletas se compadeciam de Flup, a qual consideravam infeliz por só ter uma larvinha, mas Flup se dizia a mamãe borboleta mais feliz daquele jardim... e era! Rain estava radiante de felicidade e revesava com Flup no cuidado com a larvinha, até que ela começasse a virar lagarta.
Mas em breve Rain e Flup perceberam que Flain era uma larvinha especial, que precisava de cuidados especiais... não havia ainda se transformado em lagarta como as outras larvas da mesma idade, que já estavam formando seus casulos e não demorariam a se transformar em borboletas.
O tempo foi passando e vagarosamente Flain foi se transformando em uma lagarta muito bonitinha, alegre e simpática, para a felicidade de Rain e Flup, que continuaram cheios de esperança de um dia vê-la voando pelo jardim junto a eles!
Rain e Flup notaram que Flain precisava de uma ajudinha para formar o seu casulo, que não se sabe direito por que tinha as tramas muito fininhas e bastava um vento mais forte para que se rompesse. Rain e Flup eram incansáveis e protegiam a pequena lagarta como podiam: com suas asas, com pétalas secas...
Flain, com a ajuda dos pais, conseguiu formar suas asinhas e já se via próximo o dia em que romperia o casulo transformada em borboleta, voando e cortando os ares do lindo jardim. Felizes, Rain e Flup esperavam ansiosos por este dia.
Certa manhã, porém, uma forte chuva caiu sobre o jardim e o esforço de Rain e Flup em proteger o pequeno casulo não foi suficiente para evitar que o casulo se molhasse.
Flain se foi, deixando um vazio no jardim, cujas borboletas esperavam ansiosas junto a Rain e Flup a mudança da lagartinha...
Rain e Flup caíram em tristeza profunda e se perguntavam o que fizeram de errado, vendo tanto esforço em vão.
Certa noite, olhando as estrelas brilhando no céu, Flup lembrou da sua lagartinha e com muita saudade começou a chorar, perguntando a Deus a razão de tudo aquilo. Adormeceu... Flup sonhou então com um jardim repleto de flores de beleza jamais vista no jardim onde morava, elas tinham cores que brilhavam e tudo parecia tocar uma música suave. Flup voou pelo belo jardim e notou que o brilho das flores acontecia toda vez que uma pequena, mas bela borboleta tocava suas pétalas.
Flup voou mais rápido tentando alcançá-la e ao chegar um pouco mais perto ouviu uma voz terna que lhe perguntou:
-Olá, não está me reconhecendo? Sou eu, mamãe, Flain...Estou aqui agora e já sou uma borboleta!
Flup mal conseguia falar de tanta emoção ao ver que aquela linda borboleta era a sua lagartinha transformada. Flain explicou então:
-Mamãe, aqui eu sou borboleta e vôo livre por onde quiser, às vezes eu visito o jardim de vocês, mas ninguém me vê...É que eu ajudo as lagartinhas especiais como eu era a formarem os seus casulos e virarem lindas borboletas. Estou muito feliz, mamãe... aqui não tem vento, nem chuva; o sol brilha sempre! Deixe a tristeza de lado e lembre-se de mim com carinho, pois você e o papai são especiais também e são os responsáveis por este brilho que trago em minhas asas. É o amor de vocês que faz as flores luzirem quando as toco... Agradeço a Deus por lembrarem de mim, sou muito feliz! Peço a Ele todos os dias que na próxima temporada vocês possam ter mais larvinhas e ficarem mais felizes.
Flup, saindo do torpor que a emoção causara, respondeu a Flain com carinho:
-- Ah, querida, como estou feliz em vê-la assim! Já não me preocupa o fato de ter ou não mais larvinhas, pois eu resgatei aquilo que de mais precioso um ser pode ter na vida: a esperança.
Flup acordou e saiu voando rapidamente para contar seu encontro ao papai Rain, que feliz disse que também esteve lá, mas a emoção de Flup foi tanta que nem percebeu sua presença.
As duas borboletas, cheias de emoção e esperança, voam pelo jardim até hoje e de vez em quando são vistas auxiliando papais e mamães borboletas a cuidarem de suas larvinhas especiais, esperando que numa próxima estação possam ter mais larvinhas, se for da vontade de Deus.
Um Espírito Amigo - dezembro de 1999.
Papai e mamãe, este é o meu presente de esperança
para os dois. Amo vocês!
Eternamente, seu filho Lucas.

quinta-feira, 8 de março de 2007

PROCESSO EVOLUTIVO DOS ANIMAIS

Uma análise sobre como ocorre o processo evolutivo e reencarnatório no reino animal.

Por dra. Irvênia Prada

Na literatura espírita, encontramos com bastante freqüência alusões a figuras de animais no plano espiritual. Por exemplo, Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o "dirigente das trevas" como sendo visto quase sempre montado em animais. Brota imediatamente em nossa mente a pergunta: Qual a natureza desses animais?

Também André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de "trenós" (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), e assim por diante.

Realmente, identificar a natureza dessas figuras de animais no plano espiritual não é tarefa fácil. Alguns casos são de mais direto entendimento.

Assim, em A Gênese lê-se que "o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avaro manejará o ouro..., um trabalhador o seu arado e seus bois... "

Esses bois, portanto, não são animais propriamente ditos, mas, criações fluídicas, formas-pensamento.

Em outras situações, em que são vistos animais ou sentido a sua presença, existe também a possibilidade de que sejam, mesmo, perispíritos de animais ou, se quisermos assim dizer, animais desencarnados.

Digo animais desencarnados mas, haveria ainda a hipótese de serem também animais encarnados, em "desdobramento" (viagem astral), estando então seu espírito e perispírito desprendidos do corpo físico, por exemplo, durante o sono. Mas, o espírito Alvaro esclareceu-nos, dentre muitas outras questões, que "os animais quando encarnados possuem raros desprendimentos espirituais, isso acontecendo apenas em casos de doenças, fase terminal da existência ou em casos excepcionais com a atuação dos espíritos, pois geralmente permanecem fortemente ligados à matéria". Esta possibilidade de explicação da presença de animais no plano espiritual, de modo particular os animais desencarnados, me parece lógica e portanto, aceitável.

O nosso prezado confrade Divaldo Pereira Franco contou-me, certa feita, que há alguns anos, esteve em determinada cidade brasileira, para uma conferência e, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. A anfitriã percebeu-lhe a reação:

- O que foi, Divaldo?

Foi o cachorro, mas está tudo bem!

Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!

- Tem sim, esse pastor aí!

- Divaldo, eu tive um cão da raça pastor alemão, mas ele morreu há um ano e meio!

E Divaldo concluiu: - era um cão espiritual!

Segundo o meu entendimento, é possível e até muito provável que esse cão desencarnado ainda estivesse por ali, no ambiente doméstico que o acolheu por muitos anos, tendo sua presença sido detectada pela mediunidade de Divaldo Franco.

Não posso deixar de referir, novamente, a obra magnífica Os Animais tem Alma?, de Ernesto Bozzano, que recomendo para leitura e aprendizado sobre o assunto, porque dos 130 casos descritos, de manifestações metapsíquicas envolvendo animais, muitos estão inseridos nesta categoria de fenômenos, ou seja, em que animais, pela atuação de seu perispírito são vistos e ouvidos ou sentido sua presença.

Herculano Pires também comenta a respeito de "casos impressionantes de materialização de animais, em sessões experimentais", em seu livro Mediunidade. Vida e Comunicação, do que se presume que esses animais se encontravam previamente na dimensão espiritual.

Uma terceira possibilidade que vejo, em relação à presença de figuras animais no plano espiritual é a de perispíritos humanos se encontrarem metamorfoseados em formas animais, sem contudo, perderem a sua condição de espíritos humanos, é claro! E o fenômeno que se conhece com o nome de zoantropia (zôo = animal e antropos, do grego = homen), do qual uma variedade é a licantropia (tycos, do grego = lobo).

Temos o relato de um caso de licantropia no livro Libertação, de André Luiz. O obsessor, desencarnado, encontra a sua "vítima", uma mulher, e conhecendo-lhe a fragilidade sustentada por um complexo de culpa, passa a acusá-la cruelmente, e conclui " - A sentença está lavrada por si mesma! Não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba... ". E assim, induzida hipnoticamente, sua própria mente vai comandando a metamorfose de seu perispírito que, aos poucos e gradativamente se modifica, assumindo por fim, a figura de uma loba. Diga-se de passagem, não foi o obsessor que diretamente transformou a sua figura humana, em loba. Foi ela mesma, ao aceitar a sugestão mental que partiu dele.

Afinidade e sintonia são o elementos básicos para o estabelecimento do "pensamento de aceitação ou adesão", conforme explica André Luiz em Mecanismos da Mediunidade.

E por falar em perispírito de animais, em A Evolução Anímica, Gabriel Delanne comenta (resumidamente), que na formação da criatura vivente, a vida não fornece como contingente senão a matéria irritável do protoplasma e nada se lhe encontra que indique o nascimento de um ser ou outro, de vez que a sua composição é sempre uma e única para todos. É o perispírito, que contém o desenho prévio e que conduzirá o novo organismo ao lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução.



A REENCARNAÇÃO

Em O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte questão que Kardec coloca aos espíritos: - O que é a alma (entenda-se humana) nos intervalos das encarnações?

R - "Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".

Nas questões que se seguem, lemos também a expressão "estado errante".

Um dos significados da palavra errante, no dicionário de Caldas Aulete é "nômade, sem domicílio fixo", e de errar, é "vaguear" (errando ao acaso... ). Por sua vez, erraticidade, o mesmo que erratibilidade, quer dizer: "caráter do que é errático. (Espir.) Estado dos espíritos durante os intervalos de suas encarnações".

Bem, chegando aos animais, surge a natural curiosidade de se saber como o seu espírito se comporta na erraticidade, se é que para eles existe erraticidade.

No Livro dos Espíritos lemos "- A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem após a morte?

R - "Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O espírito do animal é classificado após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Bem, vamos por partes!

Algumas pessoas entendem, a partir desse texto, que os animais, assim que desencarnam, são prontamente reconduzidos à reencarnação.

A expressão "utilizado quase imediatamente" não necessariamente deve ter esse significado. O espírito do animal pode ser prontamente "utilizado "para uma infinidade de situações, dentre elas, inclusive, o reencarne, e então, em todas elas, "não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Entendo que os animais, sendo conduzidos por espíritos humanos, não dispõem de tempo livre, digamos assim, para se relacionarem com outras criaturas, ou fazer o que quiserem, a seu bel-prazer mas, sim da maneira como decidiram seus orientadores. Aliás, é o que sugere o texto em foco "O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade".

Em O Livro dos Médiuns, Kardec trata da possibilidade da evocação de animais e pergunta aos espíritos: "- Pode-se evocar o Espírito de um animal?". R: "- O princípio inteligente, que animava um animal, fica em estado latente após a sua morte. Os espíritos encarregados deste trabalho, imediatamente o utilizam para animar outros seres, através das quais continuará o processo de sua elaboração. Assim, no mundo dos espíritos, não há espíritos errantes de animais, mas somente espíritos humanos..." Herculano Pires, tradutor da obra, faz a seguinte chamada em rodapé: Espíritos errantes são os que aguardavam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo fixado ainda em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não tem essa condição. Ler na Revista Espírita n° 7 de julho/ 1860, as comunicações do espírito Charlet e a crítica de Kardec a respeito.

Apesar da colocação dos espíritos ter sido taxativa, de que não há espíritos errantes de animais, os fatos falam ao contrário. Se assim fosse, isto é, se não existissem animais (desencarnados) no plano espiritual, como explicaríamos tantos relatos? Como explicaríamos a existência dos chamados "espíritos da natureza?".

Ernesto Bozzano, em Os animais têm alma? refere, dentre os 130 casos de fenômenos supranormais com animais, dezenas de episódios com aparição de bichos em lugares assombrados, com materialização e visão com identificação de fantasmas de animais mortos.

Novamente, em O Livro dos Espíritos, lemos "Nos mundos superiores, a reencarnação é quase imediata". Se é assim a reencarnação dos espíritos mais evoluídos, seria até de se esperar que os espíritos de animais, sendo mais primitivos, demorassem mais tempo para voltar à matéria. Entretanto, nada conheço de conclusivo sobre esta questão.



ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.

Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.

Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.

Tendo sido perguntado se os animais têm "anjo da guarda", Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.

Concluindo, podemos dizer que para os animais é discutível se existe o estado errante ou de erraticidade. Eu, particularmente, estou propensa a aceitar que esse estado existe, sim, para os animais, se o entendermos como "o estado dos espíritos durante os intervalos das encarnações".

Se esses intervalos são curtos ou longos, não se sabe exatamente. Penso que existem situações das mais variadas possíveis, face à grandeza da biodiversidade animal, devendo, portanto, acontecer tanto reencarnes imediatos, quanto mais ou menos tardios.

Por outro lado, existe ainda, a consideração feita de que o espírito errante pensa e age por sua livre vontade, além de ter consciência de si mesmo, o que não aconteceria em relação aos animais.

Mas, isso não aconteceria até mesmo com espíritos humanos em determinadas e graves condições de alienação mental, como é o caso dos "ovóides", a exemplo do que refere André Luiz, no livro Libertação.

A rigor, nesta abordagem, teríamos que condicionar o conceito de erraticidade, não apenas ao fato do espírito (humano ou animal) estar desencarnado - vivenciando, portanto, o intervalo entre duas encarnações - como também às suas condições mentais do momento.

Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si." - Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos".

E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.

Extraído do livro: A questão espiritual dos animais





TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU

Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.

A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período. Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.

Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.

O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.



Como o livro foi escrito?

Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar.

As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.



O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?

Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.

Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal... Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.



Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?

O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.

Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.

Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.



Os animais reencarnam?

Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.



Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?

O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.



Como é aplicada a homeopatia para animais?

No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.

O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso.

Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.

Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento.

Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.



E os próximos livros?

Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.

Entrevista realizada por Érika Silveira

Notas: (Extraído da Revista Cristã de espiritismo nº 29, páginas 54-59)

terça-feira, 6 de março de 2007

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Os animais

Os animais tem alma? Existem animais no mundo espiritual?

Os animais possuem um princípio inteligente, diferente daquele que anima o homem. Mas não pensam, nem possuem o livre arbítrio, apenas instinto. Quando desencarnam, o princípio espiritual que o animou é reaproveitado em outro animal que vai nascer, quase que imediatamente, não existindo, portanto, animais no mundo espiritual, como comumente se lê em obras psicografadas.

Espíritos de animais, plantas e outras formas de vida, podem um dia chegar a condição de Espíritos humanos? No caso da resposta ser negativa, não seria uma forma de desigualdade Divina? Também gostaria de saber sobre os objetos materiais. Nunca evoluirão?

Tudo se encadeia na natureza e Deus não seria injusto impondo uma condição de inferioridade a determinadas formas espirituais. Os Espíritos superiores ensinam que a Criação se fundamenta em três princípios: Deus, Espírito e Matéria. A matéria é o meio onde o Espírito encontra condições para atingir a perfeição através das muitas encarnações. Todos os seres vivos são constituídos por um princípio espiritual que os animam. Este princípio espiritual um dia será um ser inteligente, dotado de vida moral e destinado a atingir o estado de angelitude. Quanto à matéria propriamente dita, ela também está sujeita ao processo de evolução conforme nos ensina a ciência terrena. Basta ver a situação física do planeta hoje e compará-lo ao que era há milhões de anos atrás. Mas é preciso considerar que o elemento material é apenas o instrumento de progresso do Espírito. Não se pode confundir nenhum desses princípios que são absolutamente distintos.

Nos livros de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, como também os livros da médium Ivone A. Pereira "Memórias de um Suicida", falam a respeito de animais que ajudam no plano espiritual. Onde está na Codificação de Allan Kardec o ponto ou resposta que diz não existirem animais no plano espiritual?

A resposta à sua pergunta está no Livro dos Médiuns, pergunta 283, sobre Evocações de animais, onde o Espírito de Verdade afirma textualmente que "no mundo dos Espíritos não há Espíritos errantes de animais, mas somente Espíritos humanos". Questionado por Allan Kardec sobre o fato de certas pessoas terem evocado animais e recebido respostas, ele responde: "Evoque um rochedo e ele responderá. Há sempre uma multidão de Espíritos prontos a falar sobre tudo." Ainda encontrará precioso ensinamento sobre o assunto também no Livro dos Médiuns, questão 236, onde Erasto discorre sobre a suposta mediunidade dos animais e nos dá a clareza dos fatos. Busque também no Livro dos Espíritos, questão 600, onde os Espíritos Superiores deixam claro que o princípio que dá vida ao animal é utilizado quase que imediatamente para novas experiências na matéria, não sendo Espírito errante e não se pondo, obviamente, em relação com outras criaturas. Daí se conclui que as obras que divulgaram essas teorias estão em patente contradição com a Doutrina codificada por Allan Kardec.

Se os animais quase não existem do outro lado, se não têm alma e sim um princípio inteligente, se o princípio inteligente é reaproveitado em outro animal, como eles evoluem? Como se individualizam? Não se reconhecem instintos individuais?

Jamais se afirmou que o animal não tem alma. Se têm um princípio inteligente tem algo mais que a matéria e isso é a alma ou o Espírito. O Espírito dos animais são reaproveitados geralmente na mesma espécie, pois a natureza não dá saltos. Só depois de muitas encarnações numa mesma espécie o Espírito que anima o animal muda para uma outra espécie. São focos de inteligência já individualizados, embora mantenham-se cativos de um Espírito grupo, caracterizado pela própria espécie no mundo invisível. Os instintos fazem parte da individualidade, portanto os animais são individualidades também. Em cada espécie ele assimila determinadas características do futuro ser pensante. Necessário entender, porém, que o Espírito não precisa passar por todas as espécies existentes, para chegar à condição de ser humano.

Se o sofrimento com certas doenças significa às vezes problemas relacionados com vidas passadas, porque então alguns animais passam pelos mesmos problemas se eles não possuem Espírito?

Os animais possuem um princípio inteligente, portanto possuem Espírito, porém, numa fase evolutiva anterior à do homem. Quando ficam doentes, não sofrem no sentido em que normalmente se entende o sofrimento. No homem, o sofrimento funciona como um depurador de suas imperfeições, estimulando seu desenvolvimento moral. O animal não tem vida moral e por isso suas dores são apenas físicas. Claro, todas essas impressões positivas e negativas fazem parte das experiências que se acumulam para edificar o futuro ser pensante. Certamente não se está afirmando que o animal (a espécie física) de hoje será o homem de amanhã. Não. O Espírito que o anima, sim. Viaja nos caminhos da evolução em busca do reino dos seres que pensam.

Se obras psicografadas como as de André Luiz, entram em contradição com as obras de Allan Kardec, por exemplo, quanto à existência ou não de animais no mundo espiritual, que segurança temos da validade dessas obras? Será que toda essa literatura espírita sobre a vida no mundo espiritual (André Luiz, Luís Sérgio e outros) é um logro? Não sabemos mais do que no século XIX?

Não afirmou-se que as obras desses autores é logro. Mas existem algumas contradições com os ensinos dos Espíritos superiores. Por isso deve-se estudar e estudar muito. É a única forma de sabermos distinguir a verdade da impostura. A psicografia de Chico Xavier é de grande credibilidade, mas não incontestável, pois ele não é perfeito. Não devemos acreditar cegamente no que os Espíritos dizem sem um exame racional. É isso o que nos ensina Allan Kardec. Isso, no entanto, não invalida sua obra nem de outros médiuns idôneos. A gente só precisa saber o que é certo, para aproveitar o que é útil. Como diz Paulo de Tarso: analisa tudo, retenha o que é bom. Os Espíritos que se aborrecem quando são questionados são de natureza atrasada, segundo o ensinamento do Espírito de Verdade. Se tivermos que rever algum ponto onde se tenha dado uma interpretação errônea das idéias da Codificação o faremos sem o menor constrangimento, desde que seja para o restabelecimento da verdade que emana dos ensinamentos dos Espíritos superiores.

O sacrifício de animais para acabar com o sofrimento de uma doença incurável ou para controle populacional é certo? Como o Espiritismo vê esta questão?

O sacrifício de animais é visto com naturalidade pela Doutrina Espírita, tendo em vista a natureza evolutiva do nosso planeta que abriga seres que ainda necessitam sacrificar animais para satisfazer suas necessidades básicas de nutrição, por exemplo. Tendo o sacrifício dos animais um fim útil, não sendo para satisfazer desejos insanos (como, por exemplo, as brigas de galo, os clubes de caça etc.), não pode se configurar em delito. Certamente que o julgamento da necessidade ou não do ato deve ser baseado nas leis vigentes estabelecidas, caso contrário o mundo entraria em colapso por desequilíbrio do ecossistema.

Como podemos considerar a eutanásia nos animais? Sendo atribuído aos animais um princípio espiritual, que após a sua morte são utilizados quase que imediatamente, e não uma alma propriamente dita. Seria permitida então a eutanásia, em animais, em casos terminais?

A eutanásia nos animais não pode ser analisada da mesma forma como nos homens. O sacrifício de animais é visto com naturalidade pela Doutrina Espírita, tendo em vista a natureza evolutiva do nosso planeta que abriga seres que ainda necessitam sacrificar animais para satisfazer suas necessidades básicas de nutrição, por exemplo. Tendo o sacrifício dos animais um fim útil, não sendo para satisfazer desejos insanos (como, por exemplo, as brigas de galo, os clubes de caça etc.), não pode se configurar em delito. Certamente que o julgamento da necessidade ou não do ato deve ser baseado nas leis vigentes estabelecidas, caso contrário o mundo entraria em colapso por desequilíbrio do ecossistema. A eutanásia segue o mesmo raciocínio, pois o sacrifício geralmente é para livrar o animal de um grande sofrimento.
Quando ficam doentes, os animais não sofrem no sentido em que normalmente se entende o sofrimento. No homem, o sofrimento funciona como um depurador de suas imperfeições, estimulando seu desenvolvimento moral. O animal não tem vida moral e por isso suas dores são apenas físicas. Claro, todas essas impressões positivas e negativas fazem parte das experiências que se acumulam para edificar o futuro ser pensante. Portanto, o sacrifício dos animais em fase terminal de doença não constitui uma infração à lei. Mas se esse ato, trouxer dor e remorso para quem o faz ou o autoriza, melhor não praticar e esperar a morte naturalmente.

Após a morte dos animais a alma irá habitar que plano? A morada dos Espíritos? Eles continuarão a ser os mesmos? A alma dos animais voltará ao todo? Seu dono quando desencarnar poderá vê-lo?

A vida dos animais não tem a mesma relevância que a vida dos homens. Eles não têm a compreensão das leis, portanto não estão sujeitos a ela com a mesma intensidade e responsabilidade dos homens. Quando morrem vão para os planos espirituais também, mas não para aprender, como fazem os homens, mas para uma breve parada, digamos assim, aguardando que seu princípio espiritual seja quase que imediatamente aproveitado em outros corpos de animais. O instinto de afeto que desenvolvem com seus donos é explicado pelo amor que recebem deles (dos donos) que faz com que neles se desenvolva um instinto, mas que não é um sentimento desenvolvido como nos homens. Basta ver que quando se separam de seus donos rapidamente esquecem seus "afetos" e se acostumam com outro. Se olharem novamente os antigos donos poderão ser estimulados neurologicamente e lembrar da antiga vida, mas isso nada tem a ver com laços verdadeiros de afeto existente entre os homens. As pessoas que se ligam exageradamente a animais geralmente tem grande dificuldade nas relações interpessoais.
Os animais não se encontram na vida espiritual com seus donos, principalmente porque não se demoram por lá. O local onde estão é no plano espiritual mais próximo da Terra, nas colônias transitórias. Nos planos superiores da vida não se vê animais.

Por que se verifica entre os animais domésticos, uma variada diferença de sorte? Uns vivem na opulência e outros vagam pelas ruas em estado de miséria. Há algum tipo de débito reencarnatório?

Os animais se encontram numa fase primitiva da evolução. Possuem rudimentos da inteligência, mas não pensam. Como não possuem consciência de si mesmos, não estão sujeitos ao processo expiatório. A situação de abandono em que vivem alguns animais domésticos é reflexo da inferioridade moral das espécie humana. Dentre outras coisas, seria mais justo que o homem cuidasse melhor deles. Se observarmos os animais na natureza, longe dos lugares onde vivem os humanos, veremos que todos são tratados por Deus da mesma forma. Cada um deles vive a experiência orgânica de que necessita naquele estágio, tendo em vista caminharem para um grau mais elevado na hierarquia do Espírito. Recomendamos o estudo das questões 592 e 610 de O Livro dos Espíritos.

Grupo Espírita Bezerra de Menezes

sábado, 3 de março de 2007

quinta-feira, 1 de março de 2007

GRATIDÃO




GRATIDÃO

A foto mostra uma cadela Dobermann lambendo um bombeiro exausto.
Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a e levando-a para o gramado da frente.
Ela estava prenha. O bombeiro teve medo dela no início, pois nunca antes ele tinha resgatado um dobermann.
Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou na grama pra recuperar o fôlego e descansar.
Um fotógrafo do jornal "The Observer", notou o dobermann olhando para o bombeiro. Ele a viu andar na direção dele e se perguntou o que a cachorra iria fazer.
Enquanto o fotógrafo levantava a câmera, ela se aproximou do bombeiro que tinha salvo sua vida e as dos seus filhos e beijou-o.
Veja porque uma imagem vale mais do que mil palavras.
E ainda existem pessoas que acham que o animal não tem nada a nos ensinar....

O MENINO E O CÃO

Um menino entra na loja de animais e pergunta o preço dos filhotes à venda.
- Entre 30 e 50 dólares, respondeu o dono.
O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
- Mas, eu só tenho 3 dólares...
- Poderia ver os filhotes?
O dono da loja sorriu e chamou Lady, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo seguida de cinco bolinhas de pêlo.
Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando de forma visível.
O menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:
- O que é que há com ele?
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, mancaria e andaria devagar para sempre.
O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar:
- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
O dono da loja respondeu:
- Não, você não vai querer comprar esse..
Se quiser realmente ficar com ele, eu lhe dou de presente.
O menino emudeceu e, com os olhos marejados de lágrimas, olhou firme para o dono da loja e falou:
- Eu não quero que você o dê para mim.
Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 3 dólares agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total.
Surpreso, o dono da loja contestou:
- Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho.
Ele nunca vai poder correr pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.
O menino ficou muito sério, acocorou-se e levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar.
Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
- Veja, não tenho uma perna... Eu não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.

MORAL:

Às vezes, desprezamos as pessoas com que convivemos todos os dias, por causa dos seus "defeitos", quando na verdade somos tão iguais ou pior do que elas.
Desconsideramos que essas mesmas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem não pelo que elas poderiam fazer, mas pelo que realmente são.